Wal-Mart: Como uma empresa pode ser tão odiada?
24 de dezembro de 2007 às 8:00Na faculdade de administração somos apresentados ao vídeo do guru Michael Porter. Nesse vídeo que todo estudante mediano de administração deve conhecer, ele fala da relação entre o foco de uma marca na diferenciação do produto e o foco de uma marca no custo do produto.
O Wal-Marte é exemplo da segunda opção: Foco em Custo.
É por isso que você mesmo é icentivado a embalar suas compras. É por isso que você não acha vendedores para lhe fornecer informações sobre os produtos. É por isso que você quando compra no Wal-Mart sujeita-se a ser a ponta de mão-de-obra na loja. Isso mesmo: A mágica é fazer até o próprio consumidor trabalhar para a organização.
Francamente eu nunca gostei do ambiente dessa loja. Tenho a sensação de ser atendido por rôbos. São pessoas amedrontadas e pressionadas a produzir.
Por estudar administração e lecionar empreendedorismo, sou um capitalista por definição. Acredito no capitalismo, não na exploração capitalista. Os dois temas possuem uma imensa distinção que só um oportunista não consegue enxergar.
O que eu não imaginava era que o ódio ao Wal-Mart, chegasse ao ponto de fazer com que as pessoas se engajassem ao ponto de elaborar um vídeo como esse:
Além disso existe um site chamado WalmartMovie, que é uma espécie de dossiê digital contra a loja.
Nessa página do YouTube temos uma série de vídeos dedicados ao Wal-Mart.
A pergunta que não cala
No dia em que saí dos correios meus amigos me advertiram severamente. Falaram da fome que iria passar longe do correio. Alguns disseram que iria implorar para voltar. Minha mãe outro dia lembrou dos tempos aúreos. Das vantagens que vinham nessa época de natal. Enfim, não vejo que a exploração seja provocada por uma empresa ou outra. As pessoas realmente participam do processo e o aceitam.
É verdade que existe uma carga ideológica imensa. É difícil ser ousado e sair de um contexto de exploração. É necessário ir contra a família, abandonar amigos e por aí vai. No meu caso tive até que me divorciar para fazer o que gosto, que é trabalhar com internet. Enfim, tudo tem um preço, até fugir da exploração tem.
Então não devemos ver as grandes corporações como vilãs. Temos a mania de colocar a culpa nelas por todas as desgraças do mundo: Ora é o governo americano, ora é a Microsoft, Wal-Mart, Globo. Mas enfim:
Essas mega-corporações são fruto de um desejo coletivo ou as pessoas são forçadas a participar de suas atividades?
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