Município de Serra - Espírito Santo, elege Sérgio Vidigal: o prefeito mais votado do País
5 de outubro de 2008 às 23:53Uma pausa em nossa programação normal para falar de um acontecimento em minha não tão pacata cidade.
Hoje pela manhã fui lá no referendo, porque eleição ficou longe de ser.
O atual prefeito e ex-aluno do curso de Administração na Ufes - essa parte é só porque eu estudo lá - Audifax Barcelos, fez bem o seu dever de casa ao ocupar a cadeira de Vidigal por quatro anos.
Audifax nunca foi político, mas grande parte do êxito dos prefeitos de Vitória e Serra se devem aos serviços desse grande gestor, cheio de influências da nossa querida academia.
À Vidigal fica claro o reconhecimento pela sua coragem. Lembro-me da sua primeira posse, que ocorreu há uns 10 anos. Vidigal encontrou uma cidade endividada e abandonada. Uma cidade marcada pelo faroeste e pelo clientelismo político. Seus rivais, não por acaso, estão em sua maioria presos ou afastadados da política por má utilização dos cargos, entre eles, um médico e um ex-delegado.
Vidigal foi corajoso. Lembro que suas primeiras medidas foram pela austeridade fiscal. A justiça chegou a bloquear as contas da prefeitura, e ameaçou-o de prisão, quando ele negou-se a pagar as aposentadorias dos marajás.
Antes de ser aclamado pelo povo, Vidigal passou por sérios apertos. Em uma das campanhas lembro-me que seu motorista foi vítima de atentado, houve tiros. Sua trajetória é cheia desses ingredientes de luta contra o coronelismo, tão comum nessa província praiana serrana.
Segue um demonstrativo do baile:

E em Serra Dourada?
Eu sei que você nem imagina onde seja Serra Dourada, mas é meu Bairro da infância. O lugar em que morei por mais de 20 anos. Fiz uma análise rápida com os três candidatos em potencial: Fabinho (PT), Pedro Paulo (PMDB) e Miguel da Policlínica (DEM).
Eu sempre votei no Pedro, sabe aqueles sindicalistas velhos de guerra, é o cara. Só que o pessoal do Bairro não gosta muito dele porque foi vereador pelo PT, naquela época que o PT tinha colhões. Naquele tempo que o cara arriscava a vida por ser petista e ficava isolado na câmara. Pedro fez seu papel de legislador, mas o povo gosta mesmo é de galinha do pé fino…

É evidente que os três perderam. Capitão Nascimento bateria com força nesses vaidosos. E no bairro inteiro - deve ter uns 10 mil eleitores nas adjacências - que não consegue eleger pelo menos um representante na câmara.
A coligação de Vidigal (PDT/PT) carregou seis para a câmara.
O futuro Prefeito ficará, pimpão, dois anos nos braços do povo serrano, e logo após, irá escolher entre o Palácio do Governo ou uma vaga no Senado. Dependerá do posicionamento de outro peixe grande o nosso governador Paulo Hartung, que vive seus dias pré salinares…
E Vitória?
Cidade sol, da qual Nara Leão e Roberto Carlos fizeram bem em manter distância, também é de esquerda progressista (se é que isso existe). Referendaram o sindicalista-profissional, João Coser (PT), para cumprir mais quatro à frente do município, veja o quadro:

E o Namy Chequer, quem é esse cara?
A pelo menos uns 20 anos eu ouço o radialista gritar meu nome é Namy, seu bordão, e jubilar a revolução Cubana em um programa da rádio universitária. Eu fico feliz por vê-lo na Câmara - acho que ele já foi vereador - você acredita que o cara fez campanha na fila do nosso querido restaurante universitário. Ele realmente não gastou grana. É daquele tipo honesto, idealista, eu gosto do Namy.
Como vocês podem ver com pouco mais de 2.000 votos se faz um vereador em Vitória do Espírito Santo.
Para ser franco a eleição que mais me interessa nesse momento é a dos EUA!
Agora voltemos a programação normal…





