Existe dinheiro amaldiçoado?

17 de fevereiro de 2008 às 22:24

Quem é profissional autônomo corre sérios riscos ao fazer um serviço. Por isso é comum a cobrança adiantada.

Confesso que eu tenho certa dificuldade para fixar preços e cobrar, por isso, tenho a Gislene que trata dessa parte financeira para mim.

Recentemente fiz um serviço para uma pessoa muito mesquinha. Também alugamos um imóvel para ele e o mesmo ao ser cobrado devidamente nos perguntou (inclusive a minha mãe) se passávamos fome!

Eu sei que esse é um caso isolado. Que espelha mais um descuido nosso em abrigar gente de mau caráter em nossas dependências. Talvez eu não deveria nem considerar tal alegação, fruto de uma mente obviamente desequilibrada, contudo pensei sobre essa questão de dinheiro amaldiçoado. Como assim dinheiro amaldiçoado?

Acontece que eu tenho uma certa reserva com pessoas mesquinhas. Daquelas que fazem questão de centavos. Não gosto mesmo desse tipo de gente. Devo confessar que tenho um certo receio inclusive de receber dinheiro delas.

É por isso que coloquei essa foto logo acima. Se você conhece o seriado Lost sabe do que eu estou falando. Ele não é mesquinho não. O Hurley é até um cara generoso. Acontece que o dinheiro que ele recebeu em uma loteria, causou-lhe um azar danado, e destruiu sua vida. Esse é o esteriótipo que o personagem carrega.

Para algumas pessoas o dinheiro pode ser uma benção ou maldição de acordo com o uso que se faz dele. Para outras o dinheiro é indiferente. Não importa de onde venha ele não tem sentimento, não é bom ou mau é apenas dinheiro…rss

Também sobre honestidade. Sabe aquelas pessoas que acham milhares de reais no lixo e devolvem. E aí o que você pensa? Sinceramente não sei se devolveria um dinheiro achado. Fico a pensar porque um lixeiro devolve o dinheiro. Será que ele acredita que o dinheiro é amaldiçoado?

Um caso que eu acho muito curioso é o da quadrilha que assaltou o Banco Central no Ceará. Os integrantes da quadrilha foram se matando um a um. Será que valeu a pena?

Talvez eu seja muito ingênuo e deseje viver em mundo de utopia. Não sei lidar muito com dinheiro. Quando me separei deixei tudo com minha ex-esposa. Ela me ameaçou de litígio sendo que tudo estava com ela. E mesmo assim me separei amigavelmente. Na ocasião a própria juíza fez questão de me oferecer a parte na casa que construímos. Após alguns anos da separação ainda não reivindiquei e passo muito aperto por isso. Mas ocorre que em todas as audiências a casa se apresentava como uma espécie de cavalo de batalha que eu evitei ao máximo batalhar.

Ultimamente sinto uma vontade enorme de ir para outro país, ou outro estado. Começar tudo do zero novamente. Eu não sei quantas vezes farei isso. Confesso que aos 30 ficamos um pouco cansados de reconstruir a vida. Mas parece que esse tipo de desafio é justamente uma espécie de catalisador para tocar a existência.

O Software Livre e a inclusão digital me fascinam, estou inclinado a começar um projeto baseado nessas idéias. Estamos em fase de abrir um novo escritório e esse é um pensamento que está fixo em minhas idéias. Talvez eu lance algum tipo de projeto assim em meu espaço no BlogMestre.

Acredito que o terreno é fértil só falta alguém semear. Eu sempre digo que a inclusão digital tem sido feita ao avesso em nosso país. Sinto uma grande necessidade de apresentar à pessoas que desejam ingressar no mercado, princípios de gestão, e melhor manipulação das informações em uma organização.

Chegamos a fazer algo desse tipo no ano passado, nosso curso rendeu ótimos frutos. Fico feliz em ver vários participantes melhorarem de carreira com a nossa ajuda. E acho que a idéia amadurece a cada dia, pelo menos no meu coração. Esse ano será de grandes conquistas e muita luz para todos nós…

ps1 - Existe uma admiração e um respeito mútuo entre eu e a Paula. Eu penso que conheço uma outra Paula bem diferente daquela pop star dos blogs que a mídia portuguesa já encontrou. Eu repito para todo profissional de internet: Navegue no blog da Paula é aprenda a trabalhar com web. Algo que também acho incrível é o fato dela mesma configurar os templates do wordpress, coisa que muito marmanjo não faz.

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Dual boot com windows xp e ubuntu

8 de janeiro de 2008 às 7:36

Achei esse tutorial muito bacana na lista Ubuntu-br. Existem vários modelos de Dual boot neste site, e o Rodrigo Abdalah Freitas traduziu daqui esse que vos apresento. Obrigado ao Rodrigo e a todos que contribuem com o Software Livre.


Cenário: Você quer instalar o Linux em seu sistema, que já tem instalado o Windows XP.

Resumo do Tutorial: Estamos assumindo que o Windows XP já esteja instalado no seu sistema. Vamos instalar o Ubuntu 7.04 para dar dualboot em ambos os sistemas operacionais.

Este tutorial foi testado numa máquina virtual do VMWare Workstation 6 e num sistema Intel baseado em ASUS P5AD2 com 2GB de RAM e drive SATA Seagate com 80GB.

Baixe o Ubuntu

A primeira coisa a fazer é se certificar de que você tenha o Live CD do Ubuntu.

Você pode obter uma cópia do Ubuntu 7.04 aqui:

http://public.planetmirror.com/pub/ubuntu/releases/7.04/ubuntu-7.04-desktop-i386.iso

Grave o imagem (ISO) num CD-R e estará pronto para começar.

Prepare o sistema do Windows XP

Felizmente, não há quase nada a ser feito da perspectiva da partição do XP. Certamente, você necessita de espaço suficiente para instalar o Ubuntu. Você pode criar este espaço manualmente, seja utilizando a última versão do Editor de Partições do GNOME (disponível aqui), seja utilizando o aplicativo do Live CD do Ubuntu.

Porém, o Ubuntu utilizará as mesmas ferramentas de particionamento durante a instalação, portanto podemos deixar até atingirmos esse passo.

Instale o Ubuntu

Faça o boot pelo Live CD, selecione a língua portuguesa do Brasil no menu de Idiomas (F2) e então selecione “Iniciar Ubuntu”.

Quando o Live CD já estiver carregado, dê um duplo-clique no ícone de instalação no desktop para iniciar o processo de instalação.

Na tela de Boas-vindas, selecione o idioma e clique Seguinte.

Na página do fuso horário, selecione sua localização e então clique Seguinte.

Na próxima tela, escolha o layout apropriado para o seu teclado e então clique Seguinte.

Agora o Ubuntu carrega o particionador de disco. A primeira opção, que é a de redimensionar a partição principal e utilizar o espaço liberado, é a melhor para escolhermos.

A recomendação padrão para o novo tamanho da partição é otimizada, mas você pode mover o seletor para a direita ou esquerda para mudar como desejar. Se está sentindo-se corajoso, você também pode editar manualmente a tabela de partição, mas a menos que você tenha certeza do que está fazendo, isto não é recomendado.

Clique Seguinte para continuar.

Agora o Ubuntu tem informação suficiente para instalar, então clique em Instalar e vá preparar um café.

Quando a instalação estiver completa, o sistema irá reiniciar. Quando o menu de boot do GRUB for mostrado, dê uma olhada na última opção da lista.

Depois das opções de boot do Ubuntu, haverá uma opção “Outros sistemas operacionais” e abaixo disto “Microsoft Windows XP Professional” (ou Home, dependendo da versão que estiver utilizando). Por padrão, o Ubuntu irá se iniciar após passados 10 segundos.

Se você quiser iniciar o Windows XP neste ponto, ele provavelmente fará uma verificação da partição com o Scandisk. Isto é porque a partição foi redimensionada desde a última sessão e o Windows quer se certificar de que não há problemas.

Quando o XP carregar, ele também irá, provavelmente, detectar um hardware novo (novamente, a partição redimensionada) e pedirá para reiniciar.

Ao fazer isto, ele, provavelmente, fará uma nova verificação da partição (desta vez, mais longa) e então irá reiniciar. É a última vez que você precisará fazer isto.

Configure o GRUB

Se você quiser modificar o modo como o GRUB lida com o dualboot, você precisa editar o menu de boot. Inicie o Ubuntu e abra a janela do Terminal (Aplicativos, Acessórios, Terminal), então digite:

sudo gedit /boot/grub/menu.lst

Isto abrirá o menu de boot em forma de arquivo texto no gedit.

Há centenas de opções que você pode mudar, mas somente algumas são de interesse. A opção padrão de boot é definida pelo valor “default”.

O valor do “default” é 0, que significa que a primeira opção na lista (que é o Ubuntu) sempre será iniciada.

Se você quiser com que o Windows XP seja iniciado por padrão, mude o valor para 4, já que o XP é o quinto item na lista (o sistema de numeração começa no 0).

Um outro jeito de iniciar o Windows XP por padrão é mudar o valor do “default” de um valor numérico para “saved”. Então, o GRUB iniciará a opção que estiver marcada com “savedefault”.

Se você descer a lista e der uma olhada nas opções, irá notar que ambas (a principal do Ubuntu e o Windows XP) estão marcadas com o “savedefault”. Apague o valor do Ubuntu e o Windows XP será carregado por padrão.

Também pode-se aumentar o “timeout” do menu de boot – apenas mude o valor do “timeout”. Você também pode esconder o menu de boot do GRUB removendo o comentário (#) em frente à palavra “hiddenmenu”. Salve e saia do gedit para manter as mudanças.

E é só isto. Fazer um dualboot de Windows XP e Linux quando temos o Windows instalado previamente é de longe o médoto mais fácil de fazer dualboot, porque as distribuições mais atuais do Linux são bem adaptadas a acomodar outros sistemas operacionais, e o GRUB é um gerenciador de boot excelente e muito flexível.

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Evangelismo ao avesso para vender software - Parte I

5 de janeiro de 2008 às 16:23

“No vale tudo para vender, grandes corporações apelam com a viralização de conteúdo. Elas compram “formadores de opinião” a preço de ouro. O objetivo é reduzir a rejeição dos seus produtos junto à profissionais de internet”

Algumas empresas contratam profissionais em final e carreira, que digamos, possuem uma opinião respeitada. Daí o próximo passo é convencer o círculo de influência desses profissionais que o seu produto é melhor do que os produtos concorrentes.

Os argumentos ora são racionais, ora são factóides. Nessa lógica há uma pressuposição que um profissional que já viveu bons momentos em sua carreira possui o dom da verdade.

Veja que triste essa postagem em uma das maiores listas de email do país (é necessário ter uma ID Yahoo). Coloco abaixo a fantasiosa matéria assinada pelo Sr LUÍS MÁRIO LUCHETTA.

Gazeta do Povo - Opinião - 4/janeiro/2008

A liberdade de opção na internet

por LUÍS MÁRIO LUCHETTA

A liberdade para navegar na internet é mais do que poder circular livremente entre seu conteúdo. É um direito e uma realidade. Mas nem sempre podemos observar movimentos democráticos em relação ao mundo virtual. Determinados serviços, como a renovação da carteira de habilitação no Detran do Paraná, só aceitam o uso do navegador desenvolvido com software livre. A escolha pelo melhor navegador de internet é uma prerrogativa de todos nós usuários. Assim como podemos optar por marcas de equipamentos, fornecedores de soluções, provedores, tipos e velocidades de conexão, as alternativas de navegação devem ser respeitadas. É uma liberdade como outra qualquer, afinal, cada um de nós tem de ser livre para escolher como comprar e utilizar os bens e serviços que o mercado oferece!

Nós, cidadãos, entendemos e apoiamos a preocupação do governo em buscar a otimização dos recursos, mas não podemos ficar reféns da imposição de um só tipo de plataforma, por exemplo. Os tempos atuais pedem ações que também priorizem a liberdade de escolha, e não que interfiram no que usamos ou deixamos de usar para navegar na rede. A situação trouxe à tona uma reflexão sobre esta liberdade. No mundo atual, as transações eletrônicas são primordiais para quem tem uma rotina corrida, tomada por compromissos e obrigações.

O Brasil é um dos países mais avançados do mundo neste cenário e um bom exemplo é o número de declarações de Imposto de Renda feitas online. Só os isentos somaram 43,8 milhões de formulários - que representam 65% das declarações - enviados em dezembro de 2007 para a página da Receita Federal. O portal do órgão é um bom exemplo de liberdade na rede, já que não restringe a opção de navegador, o que facilita a vida de quem utiliza a internet para enviar os dados. Este é um exemplo de democracia eletrônica que deveria ser seguido por todos os portais governamentais. No caso dos browsers, tanto o livre como o comercial possuem funcionalidades suficientes para garantir uma boa navegação, então, por que tolher a opção de escolha? Vale lembrar que a interoperabilidade (a capacidade de um sistema se comunicar de forma transparente com outro) é indispensável ao cidadão.

A escolha da melhor plataforma para trabalhar, estudar, realizar transações eletrônicas ou usufruir de serviços governamentais tem de estar intimamente ligada às necessidades da população. Os ambientes heterogêneos são uma realidade para quem utiliza a internet com freqüência. Com o avanço do uso da rede, é preciso ampliar as alternativas entre o código-fonte aberto e o proprietário, que oferecem praticidades e vantagens específicas aos usuários. A discussão e a escolha é que devem ser livres! As empresas de tecnologia da informação e softwares investem cada vez mais em segurança, estabilidade e otimização dos sistemas.

Neste contexto, vetar possibilidades entre os usuários de internet é estagnar um processo de liberdade, qualidade intrínseca da rede mundial de computadores. Em eleições recentes muitos candidatos se elegeram, enganando a população com o confuso discurso do software livre, em que até os próprios acreditavam que era de graça, mas acreditamos que no pleito eleitoral que se aproxima os postulantes que ainda persistirem nessa abordagem, receberão menos votos que no passado, e também acreditamos que cada vez mais melhoraremos a qualidade de nossos representantes públicos, descartando os que embasam suas candidaturas fora da verdade. Dado o claro recado, por conta de nossa responsabilidade, fica aqui o nosso parabéns ao setor de tecnologia da informação pelo desempenho em 2007: muito progresso, muitas modernizações, muitas aquisições e fusões, aconteceram no setor e ainda há espaço para isto, profissionalizando cada vez mais nosso “novo” setor.

Luís Mário Luchetta é presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet (Assespro) - Paraná.

Não me espanta a opinião do Sr Luchetta. Afinal ele é pago para defender o uso de software proprietário. Se as pessoas resolverem utilizar software livre, ele simplesmente terá que migrar de carreira. Não há do que se admirar em seu texto.

O que me intriga é ver esse material factóide circular por onde se espera uma postura crítica. Uma lista de email’s com profissionais que conhecem o cenário corporativo e o cenário de uso de “softwares”, ou pelo menos era para conhecer.

Muitos perguntarão porque não debato o assunto diretamente na lista. A questão é que o próprio gestor foi contratado por uma grande corporação para fazer propaganda dos seus produtos lá dentro. Seria melhor ligar para a central de telemarketing da empresa e gravar uma discussão com o atendente. Daria no mesmo. Ambos são pagos pela sua opinião. A diferença é que o gestor da lista, sente-se ofendido a cada boa argumentação que surge ao contrário, e sugere que o mundo é grande para aqueles que não concordam com ele… rss

Ignorar a lista é uma boa sugestão. É verdade que ela está morrendo aos poucos. É evidente que a qualidade não é a mesma. E que todos percebem como a opinião de muitos ali é comprada. Mas aí é que está minha curiosidade, quero ver onde isso vai dar. Será que a grande corporação irá pagar um contrato vitalício para que algumas pessoas falem bem dos seus produtos? Estou muito curioso com o andamento da prosa…

Quanto a matéria: A liberdade de opção na internet, em uma outra postagem irei enumerar alguns erros primários na avaliação do autor. Será uma ótima oportunidade de demonstrar como grandes empresas erram ao adotar o modelo rolo-compressor de publicidade espontânea.

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Paraná está na frente quando o assunto é Software Livre

23 de dezembro de 2007 às 20:40

O governo do paraná não disperdiça uma fortuna do orçamento com o pacote office. Ele é exemplo para o restante do país na adoção de software de escritório.
Tomara que todos os estados, municípios, federação e todos os lugares públicos sigam esse exemplo.

É uma questão racional. Não é questão de paixão. É uma questão de pensar sobre qual é a opção mais universal, que pode levar maior abrangência de informações. Maior acessibilidade das pessoas à tecnologia. É permitir múltiplas opções de escolha, e estabelecer padrões que exerçam um equilíbrio entre elas.

Foi nesse sentido que a lei 203/2007 foi aprovada. Essa lei regulamenta a utilização de formatos de arquivos. Veja nessa postagem: O Projeto de Lei 203/2007* sobre ODF no Paraná foi aprovada, vai à sanção do Governador

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Ministério da Cultura movido à Wordpress

23 de dezembro de 2007 às 8:00

 

É muito bacana estar dentro de uma revolução na internet. Quando comecei a trabalhar com Sistemas que gerenciam o Conteúdo era apenas uma aposta. Começamos com o PHPNuke e depois PHPbb, depois Mambo que virou Joomla, e depois veio a indecisão por migrar para os blogs, aí veio o Nucleus. Percebi que eu me distanciava de sistemas robustos em busca da simplicidade. Cada vez tornava-se mais difícil inserir uma página estática no sistema. O Googlebot tornou-se mais importante gradativamente. Até que me rendi aos encantos de Wordpress e sua maravilhosa indexação nos sistemas de busca. O Wordpress e sua maravilhosa interface para dar um treinamento em duas horas para um cliente e colocá-lo frente a frente com a arte de escrever na internet.

Agora vejo que a trajetória em prol da simplicidade não foi em vão, eis que recebo a notícia que grandes portais fizeram o mesmo caminho. Parabéns a todos os desenvolvedores Wordpress pela conquista!!!!

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