Seleção brasileira imita Hillary, nosso país é tirano, burros somos nozes

20 de junho de 2008 às 10:06

Hillary foi considerada a candidata inevitável pelos seus aliados. Quando Barack Obama começou a desbancá-la em alguns estados, disseram que eles não tinham importância, quando Barack Obama cresceu entre os jovens, disseram que esses votos não tinham importância…

E no final das prévias democratas Barack triunfou.

Há um raciocínio lógico que a seleção deveria perder bastante para que os diretores da CBF sejam destituídos.

Não falo do técnico tampão Dunga, que a torcida chama de burro, mas burro é quem acredita que ele tem o comando do elenco e que ele escala alguém para jogar.

Tirania é assumir um determinado poder sem passar por etapas que deveriam anteceder essa responsabilidade, e isso não ocorreu somente com Dunga, isso ocorreu também com Lula e ocorre todos os dias em muitas empresas e organizações brasileiras, a tirania é típica em nossa cultura, mas não somente na nossa.

A tirania funciona muito bem em culturas em que a população pode ser identificada como massa de manobra.

Pensei nessa postagem após ler esse o desfecho do Vitor Pamplona.

Afinal, Dunga é burro? Ou aproveitou uma das melhores oportunidades que surgiu em sua vida?

Burros somos nozes…

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Dicas para uma boa entrevista de trabalho II

4 de setembro de 2007 às 9:09

Oi gente… tudo bacana?

Bom, na primeira postagem sobre Dicas Para uma Boa Entrevista de Trabalho I, fiz uma aborda bem sincera. Gostaria de agradecer pelos votos obtidos lá no Via6. Achei bacana o sistema, tomara que agora, eu tenha mais up por lá..rss

Um breve resuminho sobre o que eu já postei>>

Diante de qualquer situação nova, o melhor mesmo é admitir o nervosismo; sem perder o controle, é claro. Eu garanto é melhor do que disfarçar. Disfarçar é ridículo. E na ânsia de fingir calma as pessoas pagam grandes micos: Dão risadas sem nexo, balançam a cabeça sem parar, concordam com frases absurdas. Enfim gente, naturalidade é o que o ser humano mais precisa na hora “H”. Talvez, por isso mesmo, a franqueza se constitui sua maior aliada frente ao nervosismo, mentir é fria!! Principalmente diante dos quesitos que serão levantados sem dúvida sobre a sua personalidade: Comunicação, Idade, Facilidade de Relacionamento, Envolvimento com Causas Sociais e Ambientais.

Bom tudo isso já foi falado. Mas ainda gostaria de deixar a questão da franqueza em aberto. Vou levantar mais alguns sub-tópicos que colocarão em evidência a sua personalidade:

Domínio das Tarefas: Eis um grande dilema! Afirmo categoricamente que não aprendi na escola as tarefas que desempenho profissionalmente. Por mais que estudemos, me parece infrutífero o esforço das academias em simular na totalidade o ambiente organizacional, as mais honestas, como é o caso da minha querida Ufes, até admitem que esse não é o seu objetivo.

A pergunta que todos gostamos de fazer em relação a isso é: Porque cargas d’agua um acadêmico deixaria de atuar no mercado para escrever anos a fio sobre temas que ele é bom o suficiente para ficar rico? Porque renunciaria a vivência do ambiente profissional e sua pragmática em prol do saber científico? Essas perguntas são um desafio para os nossos cientistas. Mas, mesmo assim, você dispensaria os títulos e a bagagem acadêmica que possui?

Para sair dessa aparente sinuca de bico, é interessante encontrar um ponto de equilíbrio entre teoria e prática, eu diria que um profissional que consegue estar mais próximo do equilíbrio é o ideal para atuar em cargos relevantes em uma organização.

Como esse dilema ocorre dentro de uma organização? Explico: Mesmo em cargos estratégicos (cargos em que as decisões influenciam em médio e longo prazo), existe a necessidade de objetividade. Até o exercício do planejamento deve (ou pelo menos deveria) exigir métodos e critérios objetivos, ou seja, as decisões devem possuir um porquê, devem possuir consistência em termos de provas. Nesse caso a intuição, o tal “feeling” deve permanecer em segundo plano, é evidente, se você possui milhares de reais em jogo como vai colocar esse montante ao gosto de uma intuição?

Eu sei que você viu em alguma palestra um guru dizendo que temos que ter fé… pensar positivo… e tal… mas olha no mundo real as coisas são um pouco diferentes. Existem concorrentes que aproveitam de qualquer deslize, existem clientes que são cruéis, que trocarão de preferência, mesmo que você faça tudo por ele… então nesse caso até o tudo é pouco…

Pois bem, acredito que deixei claro o porquê de um empresário precisar de um corpo de pessoas que funcione. Alguns gestores nem gostam da palavra: Recursos Humanos, mas na pragmática do mercado, as pessoas devem executar tarefas… a faculdade odeia o taylorismo e sonha com um mundo diferente… mas o mercado é essencialmente taylorista. É por isso que por mais estrategista que você imagine ser, e por mais títulos que possua, e por mais subjetivo seja o seu olhar, isso tudo só será útil para empresa que está tentando ingressar se o seu conhecimento pode ser empregado em alguma função pré-determinada por uma lógica funcionalista.

Um bom exemplo sobre isso é uma pesquisa que saiu pelo Comitê Gestor da Internet (Quadro Parcial), que foi comentada nessa matéria (Deu Pau no TI),

Organização do Tempo: Além da sua aptidão para executar tarefas, o entrevistador também estará preocupado em como você organiza o seu próprio tempo. Nesse caso, a própria localização da sua moradia pode ser decisiva. Entra nesse aspecto, seus compromissos religiosos… como é o seu lazer. As mulheres, principalmente, devem estar atentas ao momento de vida, se acabaram de casar por exemplo, se pretendem ter filhos ou não, enfim, as transformações que afetam o cotidiano a curto, médio e longo prazo, serão colocadas em evidência. Será avaliado como você conciliar diferentes “camadas existenciais”. Como é o “Homo Social” que seria um extremo em relação às organizações que valorizam o mero executor de tarafas: seria a organização que considera o seu funcionário em toda a sua totalidade de relacionamentos: o pai de família, o líder comunitário, o vestibulando…

Esse é um outro aspecto que lhe deve preocupar. Quais são as prioridades atuais na sua vida? Em quantas organizações atua? Será que é possível reservar mais tempo para outras atividades, além das que já exerce atualmente? A interdependência entre organizações (família, faculdade, igreja, grupo de amigos, empresa) é bem vinda, e é uma realidade possível graças ao emprego de tecnologia e transportes, mas toda a estrutura que circunda o “Homo Social” pode tanto ajudar como atrapalhar, depende de como você se relaciona com ela.

Alias, surge uma dicotomia que deve ser muito considerada quando você é submetido a uma entrevista. Algumas organizações darão ênfase mais exagerada ao poder de execução de tarefas, enquanto outras irão considerar mais importante a sua capacidade de assimilação de novas funções e o seu dinamismo para se adaptar em novos setores, departamentos…

Gente foi muito bacana abordar o tema, espero que essas duas postagens sejam úteis para vocês…

Abraços e muita Luz no caminho de vocês…

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Dicas para uma boa entrevista de trabalho I

30 de agosto de 2007 às 12:33

Ontem fui entrevistado para uma vaga de instrutor de Empreendedorismo dentro de um projeto social muito bacana. Caso eu seja aprovado colocarei mais detalhes aqui para vocês.

Acredito que nenhuma outra proposta de trabalho seria tão adequada para o meu perfil. Segundo me informaram meu currículo foi encontrado por meio de uma consultoria. Fiquei de bola cheia né…rss

Principalmente porque nunca coloquei o currículo em outro lugar, a não ser no meu perfil aqui no site.

Então aproveito a oportunidade para falar de alguns procedimentos que tenho observado nessas entrevistas. Fora o fato de ser submetido a uma conferência via telefone, o conteúdo não sofreu muita variação em relação à outras, por isso decidi colocar alguns pontos importantes que poderiam lhe ajudar em um processo de recrutamento e seleção.

Admita logo de cara seu nervosismo

Obviamente não estou falando de descontrole emocional. Nervosismo e descontrole são duas coisas bem diferentes. Lembro-me agora do seminário quando os mestre nos alertavam para isso: Quem está tranquilo demais diante de uma situação que normalmente gera stress nas pessoas, corre o perigo de passar uma falsa idéia que é o excesso de confiança. A auto-confiança em excesso assusta o entervistador tanto quanto a falta dela, não tropece em seu próprio ego…

Diga somente a verdade, nada mais do que a verdade.

Existem alguns fatores que são imprescindíveis para a organização que o contratará. Ela já traçou um perfil dentro dessa perspectiva, e dificilmente será convencida a mudar o rumo do planejamento de cargo. É bem verdade que cada um tras a sua subjetividade na entrevista, mas o perfil do cargo é objetivo. Não adianta imaginar que o entrevistador vai mudar de idéia porque você é uma super estrela necessária para ele; esses serão os fatores mais procurados em seu perfil:
COMUNICAÇÃO: É a sua capacidade em interagir com as pessoas, seu poder de transmitir e adquirir idéias e sua clareza em expô-las.

IDADE: Vamos generalizar um pouquinho? Situe-se por favor!!

Até os vinte anos será valorizada a sua capacidade de inovação, sua vontade em aprender. É um bom momento para experimentar, para aventurar-se em cursos livres - de no máximo um ano - e sentir qual é a “melhor onda”. Se puder viaje muito, conheça outros países e lugares. freqüente também grupos diferentes, saia do seu bairro, ande com outras “galeras”.

Dos vinte aos vinte e cinco é bom que esteja definida a graduação. Você deve primar a obtenção de alguma experiência - um ano pelo menos - na função almejada para a carreira. Nessa fase é mais fácil obter ascensão profissional, esse é o momento ideal para deixar de lado o esteriótipo de aprendiz, e os tão famigerados estágios, daí para a frente fica cada vez mais difícil recomeçar, então é bom as coisas estarem bem definidas.

Dos vinte e cinco aos trinta acredito que seja o momento ideal para uma ascensão profissional definitiva. Os estudos sempre devem acompanhar, pode ser uma pós ou um MBA. Vise nessa idade cargos de liderança. Seja ambicioso! Essa é a sua hora de arriscar, você não tem nada a perder, porque se fez bem as etapas anteriores está com uma puta bagagem, então jogue todas as cartas na manga, é evidente que deve-se ponderar de acordo com a vida pessoal, se tem filhos, ou se é casado; se possui bens ou divídas antes de dar qualquer passo precipitado; entretanto, se a sua organização não lhe dá o valor que merece acredite no seu potencial para exercer um cargo de liderança.

Acima dos trinta, bom, não vou dar pitaco porque sou recem-chegado nessa faixa..rss

RELACIONAMENTO COM A FAMÍLIA e NETWORK: Essa parece ser outra preocupação dos entrevistadores. Eles procuram nos candidatos traços de equilíbrio familiar e uma boa rede de relacionamentos. Perguntas desse tipo são comuns: Com quem você mora? Reside com os pais? Possui irmãos? O que faz no final de semana? Qual esporte pratica?

Se a função procurada é para lidar com pessoas então, esse fator terá maior relevância ainda, talvez terá maior peso do que a formação acadêmica ou a experiência, acredite!

Eu por exemplo não tive pai - bem na hora de fazer tive… né… - e venho de uma família totalmente desestruturada. Como reverter o esteriótipo que esse histórico carrega? Mentir? Omitir? Besteira! Um entrevistador bem treinado saca rápido - principalmente os psicólogos - eles sacam até pela forma que você se posiciona ao falar, bom isso é fácil não? Eu percebo quando alguém está ansioso demais ou tenta omitir algum fato, não é fácil? Então, agora imagine alguém que faz isso com 100 pessoas todos os dias…

O que fazer então? Em uma entrevista curta - daquelas que duram cinco minutos - é evidente que você não terá como demonstrar um posicionamento positivo em relação às contingências familiares. Eu diria que é até despreparo de um entrevistador em levantar um assunto tão complexo para ser avaliado em tão pouco tempo. Nesse caso fique tranquilo qualquer decisão ao seu respeito será mero preconceito, e cá entre nós, uma organização que logo no início age dessa forma é melhor ficar longe, não acha?

Mas e uma organização que fará várias dinâmicas, que fará várias entrevistas, que diferentes pessoas o avaliarão. Nesse caso eu digo que quanto maior for a sua superação em relação a um histórico desastroso, maior será o seu valor diante do grupo. Não me refiro nem ao entrevistador em específico, mas todos reconhecerão o quanto você é batalhador, e as vezes um profissional com um potencial muito maior do que outros que tiveram tudo na vida e não aproveitaram; e agora? você concorda comigo que a verdade pode estar ao seu lado?

ENVOLVIMENTO COM CAUSAS SOCIAIS e AMBIENTAIS: Essa é uma prática recente. Inclusive existe uma forte possibilidade em você ser contatado para uma entrevista com uma organização do terceiro setor, como foi o meu caso. A questão é que o próprio capitalismo “cansou” - só para aproveitar a campanha - de tanta instabilidade social. As empresas percebem que o lucro a qualquer custo lhes prejudica; como? Imagine se alguma empresa gosta de ver algum artigo no Jornal escrito assim: Morto a machadas na porta da Micosoft. Que tal uma mais bacana: Filhos de Juiz batem em um mendingo e perseguiram-no até a morte, mesmo após ele se refugiar dentro da loja de roupas C&K; Chato né!!

Então, as próprias empresas possuem muitos problemas para ganharem dinheiro em um ambiente instável socialmente. E já que eles não gostam de um governo forte, é melhor eles mesmo agirem em prol da sociedade, bacana né?

Isso é conhecido na administração como Visão Sistêmica. Nela a empresa deve ser encarada como um organismo vivo, que está em aberto, que influencia e é muito influenciada pelo meio que a cerca.

Se você decidir procurar um trabalho voluntário agora por exemplo, isso não lhe fará mal algum, sabia? Principalmente se ainda lhe falta experiência, essa é justamente uma forma de obtê-la. A galera da web que me cerca, porque você não faz um projeto bacana de web, junto com uma comunidade próxima a sua casa. Por exemplo, a maioria dos colégios públicos possuem um laboratório de informática. Converse com a diretora e pegue um sábado, coloque um site junto com o pessoal para trocar idéias, quem sabe você não agita o comércio local, e começa um trabalho bacana? Interessante né? Mais sobre isso ainda vamos falar muito por aqui… porque é justamente o trabalho que fazemos por aqui..

Outro fator muito positivo dentro desses ambientes, é que o trabalho voluntário geralmente ocorre dentro de maneira solidária, e é muito positivo e recompensador trabalhar assim. Você não pode imaginar como é gratificante passar algumas horas da semana a desenvolver um trabalho em prol da coletividade…

Bom a postagem está um pouco grande… vou parar por aqui e voltar às minhas consultorias, agora reflita um pouco sobre o que foi escrito, e amanhã eu trago a parte II desse texto que escrevi de madrugada no caderno… eu tenho essa mania…rss

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