Que história de ano novo é essa?

31 de dezembro de 2007 às 19:41

“...Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante, vai ser diferente“. (Carlos Drummond de Andrade)

Drummond resume com propriedade o que penso sobre o novo ano. Na verdade torço para que essa empolgação lá fora se acabe. Não que ela seja ruim. Ela não é ruim pois eu percebo que as pessoas se enchem de esperança para uma espécie de recomeço.

Mas para mim, que não consigo pensar dessa forma. Para um cara tão careta quanto eu que é tão linear assim, toda essa efusividade externa torna-se depressiva. Torço para que tudo acabe logo e voltemos a encarar a vida como ela é.

Quero manter e intensificar laços com pessoas tão bacanas que me cercam. São tantos parceiros que tenho feito ao longo do tempo que seria inútil enumerá-los ou citá-los aqui. São organizações e grupos com os quais interajo diariamente. Em alguns minha presença foi decisiva em sua constituição.

Sim, durante esse ano criamos algumas organizações. Me refiro a empresas mesmo. Criei a identidade visual e dei asas aos sonhos de alguns empresários na internet. Queixo-me da faculdade de administração trancada. Realmente é algo que me entristece, uma vez que deixei um emprego em uma empresa federal para poder estudar por lá. Fora o casamento desfeito pela carreira. Então é amargo deixar de lado a faculdade.

Porém o efeito foi positivo. Acredito que dei a volta por cima e depois de chegar a depender dos amigos para obter um prato de comida sequer, hoje estou em uma posição relativamente cômoda.

A questão central para mim é perceber que venço. Não venço só, é verdade. Gislene é uma companheira preciosa de caminhada. Também existem os amigos na internet os mais próximos, o Norberto e o Júlio com quem troco idéias sobre nossos sites e projetos, são pessoas muito importantes para mim. Meus clientes nem se fala, eles acreditam em algo que não viram. Me pagam adiantado as consultorias e são pacientes com meu perfeccionismo eterno. Agora chega uma menina muito especial a trabalhar comigo, que fica em meio expediente aqui em nosso escritório, é a Merian. Ela foi nossa primeira aluna. A primeira pessoa a acreditar em nosso curso de empreendedorismo.

Norberto e Júlio

Quero falar mais sobre o Norberto e o Júlio, pois ambos representam para mim algo muito forte em meu trabalho. O Norberto é um acadêmico que traz muito da sua experiência para um ramo maluco que são os blogs. O Norberto sabe se relacionar bem com várias tribos e é uma espécie de autoridade reconhecida espontaneamente por todos. Ele não traz fórmulas milagrosas, fala de uma maneira simples sobre blogs. Eu acho isso encantador, porque todos pensamos que é a novidade a inovação que pode ser a diretriz em um ramo como a internet. Aí surge um cara como ele e faz uma relação muito interessante sobre antigas formas de se comunicar e a internet. E Levy é bem enfático nesse aspecto, em afirmar as semelhanças da internet com outras mídias. E o Norberto - e a reboque vem o Tás, Rosana, e tantos outros profissionais de outras mídias que trazem sua bagagem para a internet - me faz pensar muito sobre o quanto é importante trazer experiência e conhecimento de outras áreas para a internet, e não querer inventar uma nova mídia.

Mas também tem o Julio que é um cara muito novo. Um cara que pega rápido informações quentes, traz notícias e furos em primeira mão. Ele é rápido no gatilho. O Júlio também gosta de mexer muito, experimentar coisas novas e formas novas de fazer seu trabalho. O Júlio expressa um outro extremo dos profissionais de internet. Aqueles que fazem do seu trabalho um verdadeiro laboratório. O Júlio ainda fará faculdade, fico a pensar no dia que Júlio entrar em um curso correlato à sua atividade e verificar que seus professores estão defasados. Será que ele vai conseguir enxergar as respostas precisas em um ou outro professor que nem sabe o que é internet para problemas de comunicação e mídia que ele só vai conseguir superar com esses toque tão voltados à experiências antigas e repetitivas.

Sim, são dois extremos que se encontram, duas paralelas que se acham não é assim a música?

Paula

Aproveito para falar da Paula. Eu tenho uma notícia para dar a ela. Eu não leio mais o blog da Paula desde que li o seu livro. A equação é simples. Paula já não é blogueira faz tempo. Suas postagens são cada vez mais instigantes e profundas. Não dá para colocar a Paula junto com meus mais de mil feeds. Eu preciso de parar para digerir o que ela escreve. As suas experiências são profundas demais para uma rapidinha no Google Reader. Eu preciso de mais tempo com ela, preciso de chegar mais perto, sentir a textura das suas letras. Existem narrações que a internet não dá conta. Peço muito que ela considere meu apelo, e pare de desperdiçar tanta genialidade em um blog. Essa menina é escritora das boas, porque é capaz de transmitir com naturalidade rara, fatos corriqueiros que se transformam em reflexões que marcam a alma do leitor. O livro dela chega esse ano ao Brasil, minha maior torcida é para que a atividade de escritora tome conta de todo o seu tempo. Acho que a Paula ainda tem muito a nos oferecer… precisamos de pessoas como ela na mídia do Brasil. Paula dá muitas entrevistas em rádios e programas de portugal. Ora, nosso país está carente de informação. É um país deveras preconceituoso. Porque não valorizamos o que é nosso??

Quero me estender sobre isso e perguntar a vocês, quem são nossos heróis?? Pombas, porque idolatrar Ayrton Senna, Xuxa, Pelé, etc… De onde tiraram que essas super estrelas devem ser referência em alguma coisa? Temos que resgatar a história de gente anônima, alguns que morrem nas ruas. Gente que fez muito mais do que essas estrelas da mídia. Outros tantos como a Paula, que estão em outros países, tiraram recursos de onde não tinham para tentar possuir alguma dignidade. Quantas histórias se perderam nas rotas de prostituição, nas rotas da mão de obra barata pelo méxico, tantas rotas que deveriam ser retratadas pela mídia.

Obrigado

A todos que acompanham o HajaLuz e que acompanham essa carreira tão incipiente agradeço muito o carinho, tudo tem sido muito especial em minha vida. Que 2008 não seja o começo de uma nova fase. Não quero pensar assim. Quero que o próximo ano seja a continuidade de um projeto, um sonho lá da minha infância. Eu sonhei que estava a entregar cartas que anunciavam um novo mundo aos homens. É assim que eu gosto de ver a coisa. Não só pelo fato de aos 20 anos ter me tornado carteiro. E não só pelo fato de treinar pessoas para escrever na internet. Eu quero que meu trabalho de consultoria se transforme em um desbravamento de fronteiras para muitas pessoas, assim como foi para mim.

As vezes ainda sonho que estou diante das multidões a falar de um novo mundo. Eu sei que fiz isso quando estudei em um seminário durante quatro anos. Eu falava de um certo evangelho. De um certo messias. Mas foi justamente esse estudo que me mostrou que eu não poderia desejar encarnar algo que não era. Não poderia misturar as coisas. Eu sou carne e osso, e como tal devo reconhecer que ensinar é a melhor forma de aprender sobre si mesmo e aprender sobre o mundo que me cerca.

Desejo muita felicidade a todos nessa virada de ano…

Leia Mais sobre: , , , , , , , , , , , , ,

Radar Cultura: Projeto colaborativo que não funciona em Software Livre

20 de dezembro de 2007 às 18:57

Pois bem, muita gente está a falar desse grande projeto. Mas eis que fui abrir aqui no Firefox via Ubuntu e nada, no Windows também não funciona no Firefox, uma vez que utilizo o Média Player Classic como tocador padrão.

Bom, fica a dica para os idealizadores do projeto pensar na exibição através de um player que não seja proprietário, será que é possível?

Leia Mais sobre: , , , ,

Sou um profissional de empodeiramento

7 de novembro de 2007 às 17:57

Eu já fui muito mais institucional.

Tenho diversos blogs vocês sabem. Eu observo que quanto mais pessoal o blog se torna mais audiência ele atinge. As pessoas querem mesmo é saber da vida dos outros. E quanto mais o cara escancara sua vida e relaciona com fatos sociais importantes aí é que a torcida delira.

Eu evitei usar a palavra blog por muito tempo. E também evitei falar em primeira pessoa por aqui por muito tempo. Mas sabe que desencanei com isso. Primeiro que não gosto da maioria dos blogueiros, e não gosto mesmo do movimento blogueiro, pronto falei!

Acho uma coisa ridícula, talvez por não estar mais próximo, talvez por inveja mesmo.

O curioso é que comecei a mexer com wordpress e descobri umas coisas bacanas. Então é engraçado isso. Não curto o “comunicalware” dos caras mas o wordpress é fascinante. Eu assino vários feeds RSS do estrangeiro, e confesso que estou um pouco fanático com relação ao desenvolvimento do wordpress.

Já falei por aqui que virei o wordpress do avesso e fiz praticamente um portal com ele. Estou muito orgulhoso por ter configurado uma index na qual o cliente tem total liberdade de motificação do conteúdo. Eu não estou falando de uma index com um unico loop de postagens, mas um index com diversas categorias diferentes como asides, isso para mim foi fascinante.

Você dirá obviamente que eu poderia colocar um Joomla, eu também ainda tenho dúvidas sobre o que é melhor. Mas quando penso em dar poder à pessoa que é leiga em informática para modificar conteúdo não tenho dúvidas sobre a superioridade do Wordpress.

Ainda tenho muito a fazer. Quero no blogaria prosseguir com meus quatro editores, e fazer um trabalho muito bacana.

No webluz desejo dar uma reavivada e melhorar meu relacionamento com meus clientes. Um desejo sincero é angariar clientes blogueiros potenciais, pessoas que gostam de escrever e que desejam aprender web, acho que seria um ótimo perfil de cliente para mim. Preciso de parcerias com escolas, e por falar nisso, outro projeto meu que merece mais atenção é o blogmestre, confesso que sinto-me um pouco sozinho na questão do desenvolvimento. O blogmestre poderia ficar bem melhor, mas eu perdi um pouco daquele gás com relação à engajamento social, que me fez começar na internet. Confesso que minha preocupação em pagar as contas é enorme. Bem que os próprios educadores poderiam perceber a opornidade que aquele espaço representa. Confesso que ainda não descobri o catalisador pode promover um projeto de web. Ainda fico com aquela idéia que sem um status midiático no mundo real, é impossível um projeto deslanchar, e isso estou um pouco longe de possuir.

Sou apenas um acadêmico do sexto período do curso de administração em uma insignificante faculdade brasileira, que nem sabe que eu existo..rsss Eita bicho teimoso sou eu…

Engraçado é que blogueiro por definição é sensacionalista. Então penso em como mudar tanto a minha personalidade para me equiparar a umas figuras por aí, que fazem os eventos e colocam como a coisa mais cool do mundo. Sendo que na realidade não passa de um encontro nerd. Será que um dia eu consigo fazer uma merda dessa? Bom o blogaria tá aí para despertar esse lado que eu tenho adormecido, tomara que ele cresça e apareça. Mas o HajaLuz continuará sendo um espaço restrito, se chegar a uns 200 assinantes acho que começo a cobrar..rss

Leia Mais sobre: , , , , , , ,

Estamos indo de volta para casa

27 de setembro de 2007 às 13:08

Quem acompanha o HajaLuz a algum tempo sabe que eu já mudei algumas vezes de escritório. Até março do ano que vem, pretendemos trabalhar em casa para retomar os cursos a partir dessa data. Existem algumas consultorias em andamento, e tomara que outras venham ao longo desse tempo. Vou trancar minha faculdade pelo menos esse semestre e espero voltar com força total no ano que vem.

Minha grande companheira: Gislene, me dá a maior força nesse novo desafio e eu serei a vida inteira agradecido por tudo o que ela me fez e me faz…

Como aqui na meu bairro não existe conexão  banda larga, estou sendo muito auxiliado por um rapaz que trabalha com internet a rádio. Existe um receio grande com essa modalidade de internet, mas acho que depende muito do profissional, no caso dele é uma pessoa muito responsável e tem tudo para crescer muito nesse ramo.

Já fechei um website com ele e em breve mostro o trabalho por aqui.

Bom, trabalhar em casa é responsabilidade dobrada, porque a produtividade tem que ser superior àquela que normalmente se obtem em uma sala comercial. Nem tanto pelos custos que diminuem, mas por ficar sem uma posição geográfica privilegiada. Daí a marca e o nome da empresa passam a não depender dos aspectos externos mas internos, como a qualidade do serviço, por exemplo, que deve ser melhor do que as empresas tradicionais.

Eu acompanho a audiência do HajaLuz principalmente pelo Alexa. E desde o dia que registrei quando estava na posição mais ou menos 1.200.000 para hoje 400.000, esses números são uma recompensa significativa. É lógico que a partir de hoje esse espaço receberá mais cuidado e pretendo lançar muitos outros projetos bacanas pela Web.

Quero fazer uma meta aqui de chegar ao fim do ano com o HajaLuz posicionado abaixo dos 75.000 no Alexa, será que consigo? O Alexa um ótimo ranking para comparar sites, inclusive existe um complemento para o Firefox que pode lhe ajudar muito.

Obrigado a todos que gostam do meu trabalho. Estou me esforçando muito para que todos se surpreendam positivamente comigo todos os dias… e HajaLuz…

Leia Mais sobre: , , , , , , ,

Não é só você que está frustrado com ONG’s

22 de setembro de 2007 às 9:35

Bom gente, essa é a segunda vez que eu mesclo o meu trabalho com ONG’s. Realmente é uma experiência que não desejo repetir.

Mas existe uma grande diferença na minha postura entre a primeira e a segunda vez. Na primeira coloquei a boca no trombone e denunciei aos quatro ventos. Muitos amigos me recriminaram dizendo: Pô! se você escolheu trabalhar com essa gente, o que estava esperando?!

E ainda tenho que tolerar as gozações do pessoal da universidade que ganha muito bem como Trainee, e me considera uma espécie de jesus cristo social.

Mas eu replico e digo que atuar em prol das pessoas com a mesma origem da minha, não se constitui altruísmo, mas é uma questão lógica. Se a sociedade se desenvolve coletivamente acredito que é melhor para todos. Existem muitos garotos nas favelas que são verdadeiros campeões. São muito mais competentes do que meus próprios amigos universitários que me gozam. O que lhes falta é treinamento e adaptação ao ambiente de negócios, os quais busco oferecer em meu curso de empreendedorismo.

Vale ressaltar que no meu caso, estabelecer um relacionamento estreito com pessoas vencedoras, é a grande chave de sucesso para mim. Isso é algo que as empresas desejam também. Então repito que não pratico altruísmo nem assistência social, mas invisto em pessoas que considero competentes e vencedoras, e posso citar vários exemplos de alunos nossos que ao lhes ser oferecida uma oportunidade se destacaram no mercado de trabalho.

Como dizia antes. Na primeira vez reclamei muito e tirei o sono de gente poderosa, tanto que fui ameaçado por quem não possui ao menos condição moral para andar de cabeça erguida, quanto mais conseguir me prejudicar de alguma forma. E dessa vez minha atitude será outra…

Irei enviar alguns email’s para os auditores do projeto. E para a Escelsa que é a financiadora, e que seguramente está investindo pesado nessa brincadeira. E o pior, quando mistura seu nome a esse tipo de organização, recebe um efeito contrário ao que deseja, pois os alunos chegam no início do curso com receio de - nos próprios dizeres deles - ser “feito de otário” como em tantos outros projetos sociais.

Nesses email’s irei narrar os acontecimentos que deveriam ser alvo de investigação por parte das autoridades constituídas, creio que é essa é a melhor forma de agir. Pois reservo-me na minha posição de mero instrutor e mostro minha confiança nas instituições que são legalmente constituídas para exercer o controle sobre os recursos empregados no projeto em questão.

Peço desculpas aos meus treinandos por ter colocado meu nome nessa empreitada. É como digo: Temos que manter a esperança que as coisas mudem. Omitir-se é ser conivente com a corrupção. É muito fácil criticar sem se envolver como fazem meus amigos. Se eles fossem capazes de desafiar esse conjunto de parasitas como eu faço, o país seria outro!

Não fujam da sua responsabilidade. Vocês são clientes do projeto. Exijam respeito dos gestores dele - que apesar de toda a arrogância que arvoram - são muito bem pagos para servi-los. Essa gente não gosta de pessoas como eu, que apesar da origem humilde, não cala a boca em troca de dinheiro. Quem sabe minha atitude não valerá mais do que todas as palavras que disse entre vocês.

O HajaLuz está de portas abertas para vocês. Divulguem o seu trabalho por aqui. Estou a disposição para lhes auxiliar. Basta que vocês se organizem. Temos uma plataforma de ensino On-Line, na qual poderemos trocar idéias e crescermos juntos. Podemos montar um curso alí para vocês, basta que haja, no mínimo, dez pessoas interessadas…

Algumas postagens que escrevemos poderão lhes auxiliar de imediato nessa busca por melhores oportunidades de trabalho:

Como se dar bem em uma entrevista?

Dicas para uma boa entrevista de trabalho I

Dicas para uma boa entrevista de trabalho II

Dicas de Entrevista

Fico à sua disposição.

Desejo-lhes muita Luz…

Leia Mais sobre: , , , , , , , , , , ,