Diferença entre domínio e hospedagem

4 de dezembro de 2007 às 4:42

A coluna de Cláudio Humberto cometeu um equívoco que é comum, o redator confundiu domínio com hospedagem para justificar uma acusação irônica:

Site suspeito

O site da Livraria do Senado, da Secretaria de Editoração e Publicações, está hospedado em provedor de Samoa, na Polinésia. Como fazem os sites marginais, de jogos ou de pornografia, para escapar da Lei.

Cláudio Humberto -

Fiquei curioso com a informação e de imediato fiz um Whois:

Domain Name: SEEP.WS

Registrar Name: eNom
Registrar Email:
Registrar Telephone: 425-974-4500
Registrar Whois:

Domain created on 2007-03-22 13:04:59
Domain last updated on 2007-03-22 13:04:59

Current Nameservers:

ns1.locaweb.com.br
ns2.locaweb.com.br
ns3.locaweb.com.br

O site está hospedado na locaweb, um host bem brasileiro, ou não?

Realmente o domínio foi registrado para .ws pela empresa enom. É mania de jornalista político querer achar problemas onde não existe. Qual a relação entre uma coisa e outra? Sites pornôs e jogos são proibidos? O que é um site marginal? O site dele faz muitas acusações ironicas por dia, tudo o que é publicado alí deve ser considerado fora da marginalidade?

Por curiosidade: Existe alguma lei que obriga as empresas e orgãos do governo registrar domínios no registro.br? Mesmo se houvesse seria importante a lei estipular a hospedagem nacional. Agora mesmo que estipular quem garante que a hospedagem nacional não vai utilizar servidores de outro país?

Na minha opinião como a Localweb é responsável pela hospedagem não importa onde está o servidor de arquivos ou o DNS, o importante é que uma empresa brasileira se “responsabiliza” pelo site com seu DNS.

Mas como profissional eu tomaria cuidado em registrar .org.br para não dar margem a esse tipo de suspeita, esse erro não é muito oneroso para corrigir, não é verdade.

Para chegar a uma última palavra sobre esse tipo de responsabilidade teríamos que catalogar as empresas de hospedagem e inspecioná-las constantemente. Seria um controle rigoroso, será que vale a pena criar um Ibama virtual?

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Do leite estragado ao Direito de Propriedade

7 de novembro de 2007 às 8:06

ilustra_Leite_corMuitos blogueiros mudaram de opinião sobre a microsoft quando seu conteúdo foi clonado por espertinhos. É que pimenta em nosso olho arde mais do que no olho dos outros. E o que dizer sobre o roubo não só do conteúdo mas de todo o sistema como ocorreu com o John Cow (cuidado, pode ser uma estratégia de marketing também).

Eu sou daquele tempo em que o leite era entregue na porta de casa. Os fornecedores colocavam uma garrafa de vidro em nossa porta. E o dia que o leite estava mais ralo minha mãe alertava que poderia dar uma caganeira disfunção intestinal porque fora adicionado água no produto. Sim! O pior mal que um leite poderia causar era uma corrida ao banheiro.

Veja os males que podem decorrer das fraudes segundo o Jornal Gazeta do Povo

Em altas quantidades:
Soda cáustica – Danifica a mucosa intestinal, causando até perfurações.
Inflama as mucosas do esôfago e do estômago, podendo causar esofagite e gastrite.
Muda o PH do sistema gástrico, o que prejudica seu funcionamento normal.
Água oxigenada – Também causa esofagite e gastrite.
Danifica a membrana das células do estômago, o que pode causar úlcera e erosão.
Em pequenas quantidades:
A soda cáustica e a água oxigenada podem causar enjôos, inflamações e vômitos.

superhomemHoje ao fazer meu café notei que ele estava uma “água de batata”. Ao reclamar uns dias atrás, Gislene disse que era a marca que eu deveria mudar para outra marca melhor, eu mudei, mas o gosto não mudou. Então lembrei-me dos boatos que se coloca pó de serra no café para fazê-lo render. Daí estendi meu pensamento para tudo, será que tudo está adulterado. Pensei logo na nossa brasilidade ética. Mas será que em todo o mundo isso não ocorre? Sempre falamos mal da malandragem brasileira, mas os casos recentes da Enron e da invasão ao Iraque (1) (2) (3) mostrou ao mundo que malandragem não tem endereço.

Penso até que esse saudosismo não possui cabimento. Pois além da nacionalidade e tempo a malandragem não possui restrição de qualquer ordem, ela existe junto com a humanidade. Pode haver uma diferença de viés cultural, que permeabiliza o processo. Ora ele se manifesta com maior intensidade ou não. Mas segundo meus conhecimentos Taylóricos (rss), o ser humano vai tentar tirar vantagem em qualquer oportunidade que lhe vier à mão. E a pior forma de manifestar esse desejo ocorre através da postura altruísta. Eu rejeito com veemência essa idéia de salvador da pátria, estilo Ayrton Senna, Betinho, pelé, lula e outros que endeusamos pelo seu grande ato de generosidade: Emprestar sua imagem para causas sociais.

Cabe aqui uma nota sobre o Lula, ele não é presidente no sentido real da palavra ele não preside, pois constantemente fala que não é de sua responsabilidade vários fatos que deveriam ser. O Lula emprestou aos políticos a imagem de operário honesto. Personagem que nunca antes nesse país possuiu tanta liberdade de mudar as coisas. Mesmo que essa liberdade só exista no imaginário popular.

O filme Tropa de Elite levantou a discussão do limite entre o legal e o ilegal, responsabilidade sobre o narcotráfico, e outras pendengas sociais. Então estamos em um clima de compartilhar responsabilidades. Em nossa prática cotidiana estamos nos vigiando (olha foucault aí) para não colaborar com a decadência da sociedade.

Existem duas posturas claras em relação à ética social: Uma é aderir ao pode tudo e a outra é aderir ao pode nada. Vô nun vô? No estilo pânico na TV mesmo. Essa tendência paradoxal nos deixa confortáveis, não é mesmo. Ou eu sou do mal ou eu sou do bem, concordo ou discordo, linux ou windows, yahoo ou google, mac ou pc, é mais fácil escolher entre duas alternativas contraditórias do que admitir gradações e gostos intermediários. Basta pensarmos no quão difícil é um político solteiro conseguir eleger-se, porque se imagina que alguém que não cuida da esposa e dos filhos não poderá cuidar da sociedade. E eu lhe pergunto: O que uma coisa tem a ver com a outra? Não, não queremos alguém que não possui uma família nos governando. Daí elegemos pessoas que não possuem um bom histórico na polícia mas possui uma família que lhe venera, já que rouba da população para sustentar bem a família.

Nossa ética é esquisita!

Achei esse vídeo abaixo interessante. Não só pelo Ciro Gomes chamar seu opositor de FDP. Mas a defesa não preocupou-se com a acusação maior efetuada por Ciro, de que haveria uma compra de políticos. Não tocou-se no assunto antes a defesa procurou ressaltar o caso como uma ofensa às famílias. Eu lhes pergunto qual ofensa é mais preocupante à sociedade desvio de dinheiro público ou xingar alguém em um discurso político?

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Vou retomar o assunto em uma próxima postagem para não cansá-los…

Abraços!!

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Situação do Senado

22 de outubro de 2007 às 9:37

Segue uma charge bacana do Gió:

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Nadando contra a corrente, só pra se exercitar…

17 de setembro de 2007 às 9:30

Nessa minha busca por Luz tenho vivido momentos muitos intensos, muitas oscilações desde demonstrações de companheirismo e abandonos.

Devo muitos agradecimentos a minha grande companheira de trabalho: Gislene, da WorkConsultoria! Ela me acolheu e me acolhe em seu escritório, no qual, fizemos um grande projeto que abrigou 20 alunos em sua maioria vindos de outra cidades e vários comerciantes locais.

mergulho.jpgEsse projeto começou quando decidimos contatar um colégio no Bairro na Cidade de Serra/ES. Esse colégio nos permitiu iniciar o trabalho de Cursos na área de Gestão. Eu leciono Noções de Administração, Empreendedorismo e E-business e a Gislene trabalha com Organização do Trabalho, Atendimento e Vendas, Auxiliar Adminsitrativo e Assistente de Departamento Pessoal.

Foi um desafio e tanto. Fizemos um evento onde apareceram mais de 150 jovens da região. Contamos com a colaboração dos comerciantes locais que patrocinaram cadeiras, lanches e a própria dona do colégio colaborou muito, enfim, um começo muito bom. Sorteamos várias bolsas e no decorrer de dois meses colocamos em prática um curso que teve seu cunho social e ao mesmo tempo atendeu nossa expectativa de viabilizar as despesas de escritório.

É verdade que abrimos mão da nosso ganho financeiro, e esperávamos que pelo menos nas primeiras turmas a dona do colégio fizesse o mesmo. Porém isso não ocorreu, e compreendemos plenamente que um capitalista tem que angariar lucros com o seu negócio, inclusive ensinamos isso aos nossos treinandos. A cobrança foi forte por parte dos donos do estabelecimento, e não suportamos a pressão que logo passou a se constituir em desconfiança sobre a nossa honestidade nos relatórios.

Ficamos muito tristes com isso, porém, mesmo desejávamos levar a parceria até o fim, pelo menos das turmas iniciais. Contudo fomos convidados a nos retirar do estabelecimento, junto com nossos vinte alunos, e ao invés de ver isso como uma derrota, visualizamos uma nova oportunidade de firmar parcerias com os amigos, e aprofundar nosso relacionamento com os alunos.

Explicamos a situação para eles e também entramos em contato com vários clientes que nos apoiaram, uma cliente minha nos alugou as cadeiras, eu mesmo tirei algum dinheiro para ajudar no aluguél de uma nova sala, enquanto a Gislene pediu o adiantamento de uma consultoria e lá fomos nós para um novo desafio.

As despesas dobraram e os nossos alunos já pagaram todas as parcelas que combinamos e nesses últimos dias estamos lutando muito para arcar pessoalmente com despesas referente a materiais e afins; mas acreditamos que é desse jeito que a mudança pode ocorrer na sociedade.

Me parece que nosso objetivo foi alcançado porque os alunos nos passam uma enorme satisfação em estar conosco, e frequentemente nos retornam sua opinião, dizendo que superamos suas expectativas com relação ao curso e também com relação à outros cursos de nome que eles já fizeram, enfim, vamos terminar de cabeça erguida essa fase.

Fica a grande lição sobre a periferia do quanto ela é incapaz de se erguer diante da cultura de submissão que foi colocada. Para falar a verdade, tivemos que sair do bairro que mais precisava do curso e ir para um outro no qual a faixa de renda é maior, mesmo assim tenho que sempre lembrar que a maioria dos nossos alunos são de outros bairros bem distantes.

Erramos na localização do projeto? Infelizmente sim! Principalmente quando falamos que éramos moradores do mesmo bairro que eles, triste não? A periferia possui vergonha de si mesma!

Na segunda-feira, quando esse artigo entrar no site, já estarei em um outro projeto enorme, daqueles projetos de Ong, com quase uma centena de participantes. Já mudei o slogan aqui da página para Empreendedorismo Social, pois esse será o principal assunto que eles desejam tratar nesse projeto. Então vou trabalhar bastante com o tema e compartilhar por aqui. São tentativas que fazemos pela mudança de um país. Um detalhe que é um sacrifício para mim é trancar a minha faculdade para dar essas aulas para cerca de 80 jovens, será que isso faz sentido?

Alguém dirá que sou altruísta. Detesto altruísmo e caridade!! Faço tudo pelo interesse, não meramente financeiro - ainda que em parte também o seja, mas pela constatação que se nós enquanto sociedade não agirmos em prol das pessoas menos favorecidades, não teremos futuro, enfim, estamos vivendo para quê, afinal? Para nos auto-destruirmos? É uma questão lógica.

Eu sou muito mais ambicioso do que meus amigos que fazem um estágio de seis horas na Vale do Rio Doce e possuem o status de bem-sucedidos. Eles trabalham pelo hoje, eu trabalho pelo amanhã. Eles constroem um mundo melhor para si mesmos e para os capitalistas que investem naquela organização. Eu construo um mundo melhor para todos que não desejam ser medíocres.

Justamente por aquela aceitação cultural que eu citei logo acima, a tendência é de piora para os pobres. Isso não é culpa deles, nem do sistema. É apenas um jogo que eles não sabem jogar, que eles pensam ganhar algo de imediato - assim como meus colegas playboys - mas a longo prazo a consequência de se vender como mão de obra barata, é a catalização de um processo que provoca mais diferença social ainda.

A resposta não deve vir de governo, igreja, ONGS ou empresas. Tudo é bem nítido para mim. Somente quando os indivíduos optarem pelo abandono da sua cultura de submissão será possível ver um país melhor para todos. Meu raciocínio está livre do viés ideológico seja marxista ou liberal. Não importa qual seria o governo ou a ideologia predominante, se todos soubessem como é bom ser livre para decidir seu próprio destino, procuraria não depender nem de governo, empresário, nem de outros falsos mestres…rss

Se importaria mais em depender de si mesmo, ouvir mais a própria voz, e partiria para o convívio social com uma opinião firme sobre seus princípios, valores e metas para alcançar durante a sua existência…

Pergunto aos leitores: Quando isso acontecerá no Brasil?

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Temos que agir contra a violência

29 de agosto de 2007 às 10:25

A violência assusta!

Vi essa postagem no Verdade Absoluta, e resolvi trazer o debate para cá também.

O viés que coloco é: como podemos nos considerar uma sociedade tecnologicamente desenvolvida enquanto ocorrer barbaridades como essa? Por mais cruel que pareça o tratamento dado ao ladrão, só quem é roubado sabe do constrangimento que é ter sua casa invadida por pessoas estranhas. O tão celebrado liberalismo, que premia os vencedores e esquece dos perdedores, nos coloca diante de uma sinuca de bico, para que gerar tanta riqueza para poucos usufruirem?!!

O primeiro a se perguntar sobre isso deveria ser o próprio trabalhador, mas infelizmente ele está sempre ocupado para pensar, e exercer a comunicação de idéias e o pior: já incorporou/aceitou como natural fatos como esse:

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