Como países podem utilizar a internet para divulgar suas ações

17 de agosto de 2008 às 12:41

Se eleito for Obama promete abrir informações sigilosas sobre licitações

Foi o que lí na ótima matéria de Miriam Leitão: Ética de Obama.

Eu não me canso de afirmar que democracia não é voto. E que nós focamos muito em ações pontuais e nos esquecemos de viver o cotidiano. Um banco de dados disponibilizado na rede, para ser acompanhado diariamente por cidadãos e entidades como uma Agência de Fiscalização sobre ações políticas. Eu torço muito por Obama, mas suas promessas são tão perfeitas que nos deixam com aquela dúvida: Tudo é bom demais para ser verdade.

Governo da Georgia utiliza Blogspot para divulgar resistência à Russia

A matéria do Guia do Notebook: Guerra eletrônica: Rússia versus Geórgia, demonstra a estratégia utilizada pelo governo da Georgia para combater ataques aos servidores onde estão localizados seus endereços institucionais.

A ferramenta utilizada para combater a guerra eletrônica é um blog hospedado no Blogspot: Ministry of Foreign Affairs of Georgia.

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Cobertura de Blogs sobre os acontecimentos políticos

29 de julho de 2008 às 22:55

Ei gente, como vão todos os amigos?

Tenho trabalhado com o tema globalização com meus aprendizes e por isso redobrei minhas leituras sobre política.

Dois ótimos blogues que fazem ampla cobertura sobre os últimos fatos são O Biscoito Fino e a Massa de Idelber Avelar e a Imprensa Marrom de Gravatai Merengue.

O Biscoito Fino e a Massa, mistura notícias de New Orleans, com o cenário político americano. Além disso, fala de uma paixão doentia pelo Atlético Mineiro. Para quem está interessado nas eleições americanas, o blogue é uma ótima fonte crítica sobre o assunto. O que mais me impressiona mesmo nesse trabalho é como um acadêmico do porte de Idelber, nos brinda com artigos objetivos e simples para o nosso entendimento.

Já o Imprensa Marrom, é uma porrada! As vezes uma porrada em Lula, as vezes no PT, as vezes uma porrada no leitor distraído. O cara bate em todo mundo. E não sei em qual nível de ironia, mas já chamou a si mesmo de idiota. Gravatai é corajoso, já se comprometeu pacas com essa história de botar a boca no trombone. O cara para mim simboliza muito o que o pessoal chama de “liberdade de expressão”. Pois é, o pessoal gosta muito de definições, mas nada melhor do que acompanhar um trabalho como esse para viver o tema. Em duas postagens você verá o que eu estou dizendo. Nesse primeiro ele contradiz o lugar comum da blogosfera, e relativiza a crítica sobre o polêmico projeto de controle da internet. Enquanto neste: GOVERNO LULA E DANTAS/BRT+OI: NEGÓCIOS FECHADOS; resume uma das suas principais preocupações atualmente que é ligar o caso Daniel Dantas ao governo Lula.

Boa leitura e um forte abraço a todos!!!

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Vamos olhar primeiro para nossos defeitos e depois olhar o dos outros

16 de março de 2008 às 7:06

Nos últimos dias pensar é o que mais tenho feito. E agir também. Percorri algumas regiões em volta da Ufes, em busca de um imóvel barato. Acho um absurdo o preço que cobram para morar próximo à universidade. O aluguél varia entre um e dois salários mínimos.

Por outro lado, também penso que assumir essa postura mais agressiva vai me obrigar a gerar mais renda. Acho que esse lado é positivo. Muitas pessoas tem me icentivado em morar mais perto de onde passo o dia praticamente todo. Acontece que em alguns dias tenho disciplinas pela manhã e a noite e durante a tarde é um suplício. A solução é levar tudo para trabalhar por lá ou cancelar as disciplinas matutinas e partir para um emprego mais formal.

Esse suplício me fez repensar minha forma de agir e relacionar com as pessoas. Tenho refletido sobre a minha postura on e off line. Nos escritórios em que trabalhei cultivei uma postura muito rígida, nunca dei muita bola para as questões “políticas” nos locais de trabalho. E o que é uma questão política? É você se preocupar com o cotidiano pessoal do seu grupo. Uns descambam para as fofocas, outros tornam-se puxa-sacos, outros são os X-9. Tudo isso é questão política. Mas há também aqueles colegas que são amigos, cumplices, seguram sua barra, lhe cobre na sua falta, lhe protege contra armadilhas, isso também é questão política.

Eu procurei me afastar das questões políticas. Isso por um lado é bom porque eu não me enquadro na primeira lista, mas é ruim porque essa postura também me exclui da segunda lista. Com isso não preservo amizades, e não faço aquela poderosa network que em um momento como esse da minha vida seria de grande valia.

Durante muitos anos rejeitei a idéia de desenvolver o lado político e cultivei o desenvolvimento intelectual. Afundei minha cara em livros e passei a incorporar o espírito auto-ditada. É verdade que vou praticamente só em dias de prova na faculdade. Com essa postura não cultivo um relacionamento que vale muito mais.

Pois é, hoje penso melhor sobre isso e diante de tantas dificuldades, e depois da experiência em trabalhar com gente de péssimo caráter, eu decidi mudar meu comportamento. Ir a um lugar desconhecido e se aprensentar como consultor e começar a trabalhar para uma pessoa que você mal conhece é péssimo. É por isso que não estranho quando alguém nos alerta que devemos escolher para quem trabalhamos.

Quando existe uma rede de relacionamentos. Ao sermos indicados para alguns trabalhos estamos pisando em terreno preparado. Terreno que já foi testado. Então as coisas fluem com maior facilidade.

E quanto ao mundo on-line? Bom. Eu sou muito entusiasta da internet. Mas cá entre nós a realidade da Cidade de Vitória/ES, e da Ufes, ainda é dos anos 90. A internet chega aqui agora. Você de outra cidade pode achar isso engraçado, mas é um dilema para mim. Isso influência muito na minha vida profissional e acadêmica. Não consigo convencer professores na pesquisa e não consigo vender para empresários a Web semântica por aqui. Quando se fala em geração de conteúdo na internet as pessoas realmente não compreendem bulufas do caminho que desejamos levá-los, aí fica uma guerra de desinformação que sempre perdemos; mas mesmo feridos avançamos e vamos vencer.

Então, também decidi rever minha participação em listas de discussão e decidi rever o tom com que eu escrevo por aqui. Penso que levei para o ambiente on-line um ranço cultural. E me comportei como um típico capixaba que não gosta de ver o progresso e a inovação pois os considera como inimigos seus.

Meu perfil crítico não morrerá, e acredito que os leitores que obtive até então se devem a ele. Mas mesmo que ninguém me alerte diretamente sinto no ar que as pessoas gostariam que eu falasse mais do meu trabalho e menos do trabalho dos outros. A regra que vale para mim e para você é a seguinte: Quer falar bem de um trabalho? Fale com todo mundo! Quer falar mal de um trabalho? Mande uma mensagem individual e fale diretamente com o responsável por ele!

vamos olhar primeiro nossos defeitos para depois consertar o dos outros.

Enfim, quero me debruçar em realizações e não em textos críticos. Penso que essa prática reticente é fruto de gente fracassada. O que definitivamente não é o meu caso. Ao invés de charar pelas dificuldades acredito que tenho que dar valor às pessoas maravilhosas que me apoiam, como é o caso da minha professora/consultora. E penso também que esse ano será maravilhoso e repleto de realizações.

Vamos trabalhar com o foco correto para isso.

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Vitória dos democratas nas prévias; veja o site de Barack Obama

3 de fevereiro de 2008 às 11:35

O Biscoito Fino e a Massa pubilicou um bom guia sobre como estão as prévias que definirão o candidato democrata à presidência do Estado americano.

Fico na torcida por Barack Obama. Nâo conheço profundamente seu plano de governo, ou sua história pessoal. Mas sua vitória representara um duplo golpe na política imperialista. Primeiro pelo seu posicionamento com relação à Guerra do Iraque e depois pelo fato dos democratas possuirem melhor relacionamento com o mundo, inclusive com a américa latina

Se você deseja saber como foi o uso da internet pelos candidatos  leia essa postagem do blog do Mesquita: Internet - Campanha política nos Estados Unidos.

O site do futuro presidente dos EUA é uma aula de web vale a pena conferir.

Outra matéria interessante sobre esse processo. É a escrita por MaxRaven, que traduziu um discurso do candidato a candidato, e relacionou sua oratória ao software livre.

Abraços a todos e muita luz…

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Inversão de valores: O que aconteceu com a imagem da polícia?

24 de janeiro de 2008 às 5:58

Hoje ocorreu algo muito engraçado, mas ao mesmo tempo foi um momento de tensão.

Devo afirmar que a tensão veio mais depois do ocorrido, do que propriamente pelo fato.

É que fechei uma consultoria que se transformou em terceirazação. Eu atendo os clientes do meu cliente, e faço tudo enfim, tudo o que se faz dentro de um escritório. Eu e Gislene assumimos toda a parte administrativa dessa empresa.

Ocorre que alguns policiais militares na região estão interessados nos serviços do meu cliente. Então por esses dias é comum parar viaturas de polícia e subir homens fardados por aqui. Mas no meu bairro também é comum sumir gente quando é convidada a entrar em carros para dar “passeio”. Isso tem ocorrido muito nos últimos dias. Temos muitas mães chorosas pelo bairro.

Bom, o carro da polícia parou em frente e os vizinhos, segundo depois fui informado, já ficaram curiosos. Ao ouvir um barulho fui em direção à porta e recebi o policial como receberia qualquer outro cliente. O cumprimenteio e esclareci todas as suas dúvidas, mesmo que o sujeito correspondia a todas os esteriótipos de um polícia, com direito a ser mal educado, enxerido, perguntar tudo sobre a nossa vida, e etc… enfim fui um exemplo de profissional..rss

Mas o detalhe é que logo após desci para almoçar e fui seriamente advertido pela minha mãe que eu deveria abandonar a consultoria, pois estava mexendo com coisa errada. O que a polícia estava a fazer em nossa “casa”? Eu realmente me assustei!! E também confesso que senti um pouco de pavor diante de tanta especulação da minha mãe, senti mesmo que o perigo estava perto, e pensei em dar no pinote.

Mas cinco minutos depois parei um pouco e racionalizei. Puxa vida, pelo que me consta estou a trabalho, a empresa pela qual trabalho paga seus impostos, cumpre com suas obrigações. Tenho inclusive um contrato formal de consultoria, porque mesmo que me chamassem para prestar algum depoimento ou coisa parecida deveria ter medo? Na verdade não deveria eu como cidadão estar interessado em ver a polícia cumprir com suas obrigações ao invés de sentir-me ameaçado por ela.

A sensação que tenho hoje é que os dias são os piores possíveis. Confesso que na minha infância, talvez pelo militarismo em voga, a polícia era para mim sinônimo de herói. Na adolescência, aprendi a distanciar-me tanto dela quanto das más companhias. E hoje, que estou um homem maduro, quase formado em administração, a trabalhar e estruturar micro-empresas e colaborar para o crescimento da minha nação.

Fico triste em sentir pavor ao dobrar ou não as esquinas dessa vida… resta-me trabalhar por melhores dias para todos nós…

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