Especializado em Generalidades

5 de abril de 2007 às 11:02

Essa é uma daquelas postagens que nasceu com a intenção de ser uma notinha e vai se tornar um texto grande. O texto seguinte é útil para pessoas que estão na dúvida entre estabelecer uma objetividade ou não naquilo que escrevem.

A Bronca

Na verdade o título é a descrição de um blog muito bacana . Há um tempo juntei material para refutar essa idéia, essa falta de objetividade. Mas sabe que aos poucos tenho incorporado esse novo contexto de comunicação.

Eu realmente não suporto o formato Faustão. Que procura preencher um espaço de tempo com aquilo que eventualmente é mais sucetível de audiência.

Os blogueiros que mais fazem sucesso quantitativo são visíveis adeptos dessa prática mesmo que não admitam. Ou seja, ler o Technoratti para depois tentar montar vários posts com as palavras chaves não é sinal de uma nova engenharia (SEO) é apenas a continuação de uma prática amplamente utilizada por jornais, revistas, TV e rádio.

Digamos que alguns seriam o “É o Tchan” da internet. Com direito a boquinha da garrafa e tudo.

A adaptação

Mas o que vem acontecendo comigo mesmo. Iniciei um blog para falar de assuntos das minhas pesquisas acadêmicas. Algo que seriam extremamente segmentado. E aos poucos fui assinando feeds em RSS (Hoje passam de 200). A cada momento leio uma postagem mais interessante que a outra. Sinto-me extremamente impelido a falar de algumas coisas que leio. Então de certa forma quando mergulhamos nesse mundo, perdemos a noção de diferenciação, e tendemos a procurar obter os mesmos ganhos dos outros, seja no que tange à parte financeira, comentários, audiências. Quem não ficou com uma invejazinha do Cardoso e seu cheque do Google, que atire a primeira pedra. Uma coisa que nunca imaginei mesmo seria tratar desses assuntos por aqui.

A confissão

Como tenho tentado a via acadêmica, vivo em uma busca constante pela diferenciação nos temas e conteúdos. Tenho tentado mesmo manter um nível mais crítico. Mas a verdade é que a internet é uma grande armadilha para quem escrevre. Veja o que mencionei nesse post, o que era para ser uma nota extendeu-se. E o que era para ser uma crítica transformou-se em uma confissão de que estou indo pelo mesmo caminho que antes desaprovava. Mas sem dúvida, acredito que a diferenciação é um fator decisivo para o êxito de qualquer negócio, mesmo na internet. E digo mais, quando o contexto é altamente padronizado, como é o caso do orkut, aquele que entra no sistema e consegue estabelecer uma diferenciação irá sem dúvida angariar bons resultados.

Um detalhe por exemplo quenão estou disposto a abrir mão é a discussão aprofundada de temas, abordando suas peculiaridades como um todo, para muitos isso representa o fracasso de um blog. Dentro desse raciocínio os Blogs deveriam ter notinhas para que as pessoas tivessem mais interesse em ler. Seria algo como ao invés de derramar o remédio guela abaixo, ir dando pequenas doses para que sem sentir a pessoa tomasse tudo - existe uma outra metafora mais clara mas deixa prá lá..rss

Infelizmente uma opção tenho que fazer, nesse projeto não dá para escrever para um público que deseja se distrair. Não dá para eu escrever para quem é semi-analfabeto. Então penso da seguinte forma, se for para estabelecer esse tipo de comunicação, é preferível abrir outro projeto, outro blog abardando outros assuntos? Porque não? Por mais que você escreva sobre física; porque não pode empreender um projeto sobre sexo por exemplo. Em um você supre suas necessidades intelectuais e no outro você supre, outras necessidades..rss Mas o que fica meio complicado é abordar os dois assuntos no mesmo blog; acredito que o público não iria encaixar muito a idéia..rss

E por falar nisso essa postagem era para falar da minha aula de RH ontem… putz… não vou começar agora… abrirei outra postagem daqui a pouco…

Edit: Bruno Alves escreveu um artigo muito bacana sobre o tema, e conta várias experiências nessa área.

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Karina Bacchi a musa do Buzz marketing

4 de dezembro de 2006 às 16:09

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Artigo escrito para cumprir exigências da Disciplina de Mercadologia (Prof. Rafael Carraretto) no curso de Administração da Universidade Federal do Espírito Santo.

Luiz Aquino Diniz - Graduando em Administração

O poder do Zumbido

karina.jpgAlgumas pessoas ainda acreditam no namoro entre Karina Bacchi e o baixinho da Kaiser. Inclusive a Revista Caras elaborou muitas especulações sobre esse relacionamento. Aos poucos está vindo a público que tudo não passou de uma ação promocional.

Para causar esse boato foi utilizada a estratégia “viral”. Essa é uma das características do Buzzmarketing! Como o próprio nome em inglês insinua, é uma forma de comercializar através do “zumbido”, ou seja, o boca a boca. Tratam-se de ações publicitárias fora do escopo tradicional. Elas provocam polêmica e uma rápida “epidemia” midiática.

Permissão do Cliente

seth_godin.jpg Seth Godin, considerado um dos maiores especialistas nesse assunto, em uma entrevista recente à revista Exame, falou sobre as novas estratégias de divulgação. Ele considera o modelo tradicional saturado. E deixa claro que uma campanha bem sucedida obtém adesão do público, sem interromper suas tarefas, ou incomodá-lo. O papa da publicidade on-line cunhou o termo Marketing de Permissão para denominar esse novo conjunto de táticas.

Construir uma Networking

Nessa ótica, uma campanha eficiente, e aquela que consegue a interação com o cliente. Melhor ainda é quando, o mesmo cliente, colabora como divulgador da idéia sem ao menos perceber, isso acarreta em redução de custos e aceitação espontânea do produto. Godin confidencia que é necessário agraciar ao cliente; envolvê-lo logo no primeiro contato. Isso desencadeia uma relação de trocas antes mesmo do produto final ser oferecido.

Cases

Tropa e Guerrilha

tropa1.jpg Nesse embalo parece ter nascido a Agência Tropa em Curitiba. Ela explora uma outra face do Buzzmarketing: o Marketing de Guerrilha. As estratégias de fato são surpreendentes e arrasadoras. Logo no lançamento da Agência, foi utilizado um cartão gigante (era véspera de natal). Ao fechar o sinal de trânsito ele era aberto aos motoristas desejando um ano novo: “ repleto de ações diferenciadas para você ”. Foi o suficiente para que houvesse uma ampla divulgação nas mídias impressas e televisivas. E a agência tornou-se um “case” de sucesso em plena inauguração.

Google Japão

japao.jpg O Google, no Japão, adotou estratégia semelhante, com maior agressividade: Espalhou pela cidade centenas de pessoas. Elas vestiam uma camisa com algumas palavras chave. Ao mesmo tempo em painéis, e até mesmo nos carros pelas ruas, o mesmo conjunto de expressões era exibido. Isso causou um efeito instantâneo na população local. E chegou até nós; viu até eu estou trabalhando para eles. Isso é Buzzmarketing!

Skol: O que você vai fazer nesse verão…

Voltando ao segmento de cervejas, a Skol vem respondendo seus concorrentes à altura. Renova suas estratégias em ritmo alucinante. Simulou um teste de vídeos sensuais; na copa colocou um site de jogos. Há também o SkolBeats direcionado para o público que curte a noite. O último slogan não tem nada a ver com cerveja: “O que você vai contar para os seus netos é o que você vai fazer nesse verão”. E tudo a ver com Marketing Viral. Para entrar no clima assista a um vídeo bem sugestivo no YouTube: “como arremessar o baixinho da turma”.

Gessy Lever/Hellmans: Antropofagias

invasao.jpgMas, polêmica mesmo, foi a Invasão Canibal. Uma campanha da Unilever com o seu produto Maionese Hellmans. Quem não se lembra daquela tribo africana, que capturou alguns brancos. Em pleno ritual antropofágico (em que se come a carne humana) eis que o capturado sugere uma mudança de cardápio para os canibais: comer vegetais com Maionese Hellmans!

Zas!!! Foi o suficiente para que milhares de e-mail’s circulassem pela Web denunciando o ato de racismo, e aconselhando as pessoas a abortarem a comunidade criada no Orkut, juntamente com um Blog em que os canibais testemunhavam sua nova experiência com a civilização. Ocorreu o efeito oposto, em poucas horas milhares de acessos e o Buzzmarketing foi implementado com êxito pleno.

A febre foi intensa, porém eles tiraram as informações rápido, não encontrei mais nada nenhuma referência oficial na Internet sobre o assunto. Ou seja, a comunidade e o Blog já foram apagados.

Ideologia: Eu quero uma para viver!

greenpeace.jpgMas horas!! Buzzmarketing só é novo no conceito. Além do mais seu conjunto de táticas não é exclusividade de corporações capitalistas. Não sei se por ironia, os combatentes do capitalismo com suas campanhas anti-globalização, juntamente com os ambientalistas do Green-peace parecem ser os maiores utilizadores das táticas de Buzz. Se levarmos isso ao extremo poderíamos afirmar que até mesmo as guerrilhas verdadeiras, vem planejando seus atentados com conotação nesse sentido; na verdade, não estaria todo mundo no mesmo barco?

Isso nos faz perguntar qual seria o limite para tais ações? Em Agosto de 2005, sete estudantes do curso de História da Unesp, realizaram o ato que ficou conhecido como “terrorismo poético”. Eles simplesmente vomitaram e defecaram em uma solenidade na qual estava toda a cúpula da universidade. O assunto ganhou notoriedade em vários veículos de comunicação e foi muito comentado até mesmo por ativistas estrangeiros, mas será que essa é a forma mais criativa de virar notícia?unesp.jpg

O Contexto

Putz!!! Ao ler o “case” da agência tropa, todos nós chegamos a mesma conclusão: “Por que não pensei nisso antes?”. Mas aí é que está o grande mistério do BuzzMarketing, o que dá certo para uns é fiasco para outros. Será que vestir um terno bacana, e abrir um cartão gigante quando fecha o sinal em Vitória/ES, teria um resultado melhor do que ficar desidratado ou morrer atropelado? Quem sabe?

experts.jpgIsso faz o BuzzMarketing voltar às origens de qualquer negócio publicitário. É necessário ter a idéia certa, na hora certa, no lugar certo: É o que chamam de Timing!!!

Essa regra é praticamente impossível contrariar: o contexto sempre prevalece. Os grandes caras são aqueles que tem um poder quase profético de sacar o que vai “pegar geral”. Para os mais exigentes isso é conhecido como “Insight”.

É igual, só que diferente!

espiao.jpgPara desgosto dos inovadores, percebe-se que as novas técnicas são meras adaptações - muito criativas por sinal - de velhas artimanhas. Quem leu Sun Tzu (A arte da Guerra), já sabe sobre a utilização de espiões, que seriam de grande utilidade para espalhar “boatos” antes de uma batalha. Linda Price aprimorou a idéia e trocou “espiões” por “experts”, sua definição é sugestiva:

“O expert é o que acumula conhecimento, eles tem informações sobre muitos produtos, preços e lugares diferentes. Gosta de iniciar discussões com consumidores e responder a solicitações.”

Malcolm Gladwell, vai além e diferencia um mero comunicador do expert:

“Um comunicador pode dizer a dez amigos onde ficar em Los Angeles, e a metade aceitara. Um expert vai dizer a mesma coisa a cinco pessoas, mas com tanta ênfase que todas aceitarão. São personalidades diferentes em funcionamento, agindo por diversas razões. Mas ambas tem o poder de detonar a epidemia de propaganda de boca.”

A influência do Contexto…

Uma característica muito importante para que o BuzzMarketing dê certo é infiltrar-se em um determinado contexto. É por isso que as estratégias burlam os meios convencionais de divulgação. Nesse sentido foi inventado o termo “fura secretária”. O objetivo desse dispositivo é conseguir ultrapassar as mãos ágeis que impedem a passagem do material de divulgação para a apreciação dos “experts”.

Um bom exemplo do poder que o contexto exerce sobre as pessoas são os depoimentos que ocorrem na Novela Páginas da Vida. Existe sempre uma relação com a história vivida por uma das personagens, para “provar que a ficção não é tão ficção assim”. Os dramas vividos por pessoas comuns se misturam ao roteiro de Manoel Carlos, e depois de ouvirmos o causo, ocorre uma estreita empatia; Isso acontece no cotidiano?

Fura secretária ou Jabaculê?

fura_secretaria.jpgRecentemente houve uma polêmica na mídia, por conta de um “presente” que a Warner distribuiu para os críticos no lançamento do último CD de Maria Rita. O “presente” era um I-pod com as músicas da cantora. A Veja não perdeu tempo e noticiou o ato como: “o mensalinho da filha de Elis”. Um dos jornalistas acusado de enaltecer a cantora em troca do “presente”, Luís Antônio Giron, indignou-se e a polêmica foi lançada pelas páginas da Internet a fora.

O futuro do BuzzMarketing

Quando você estiver lendo meu artigo ele só falará do passado. Portanto tenho uma idéia melhor: clique aqui para saber o que foi publicado em Blogs nos últimos dias sobre o assunto; o Buzz não tem fim…

Haja Luz!!!

Luiz Aquino Diniz.

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REFERÊNCIAS

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Um Estudo sobre Organizações Virtuais - Ane Tröger (Resenha)

19 de setembro de 2006 às 15:11

Comentários sobre o texto: Um Estudo sobre Organizações Virtuais - Ane Tröger “Resumo” As organizações virtuais surgiram como uma resposta à competitividade e volatilidade do mercado. Elas se formam a partir de uma oportunidade ou necessidade imposta pelo mercado, estabelecendo a cooperação e utilizam o suporte da Tecnologia da Informação. Quando o objetivo for atingido a organização virtual se dissolve ou rearranja. Este trabalho visa reunir conceitos sobre as organizações virtuais relevantes ao estudo e à pesquisa dessa forma emergente de organização. Palavras-chave: organização virtual; empresa virtual; tecnologia da informação.”

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ORGANIZAÇÕES VOLUNTÁRIAS: informação para a conquista da cidadania

15 de setembro de 2006 às 15:06

ORGANIZAÇÕES VOLUNTÁRIAS: informação para a conquista da cidadania

Resumo

Pesquisa que procura refletir sobre o papel da informação nos movimentos sociais representados pelas organizações voluntárias (organizações não-governamentais - ONGs e organizações de mútua-ajuda) de Florianópolis–SC. Objetiva verificar até que ponto tais entidades, através da informação, colaboram no processo de inclusão social do seu público alvo, isto é, favorecem via processos informacionais, o exercício da cidadania. Palavras-chave: organizações não-governamentais,movimentos sociais, organizações de mútua-ajuda, cidadania, informação.”

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Resenha do Auto-Engano

1 de setembro de 2006 às 11:07

Hê… tempos bons do univou… vou reproduzir aqui uma resenha que comecei e não acabei… espero um dia continuar… o livro é muito show…
Agradeço à Thiago Furlan pela lembrança…

O livro Auto-engano, de Eduardo Giannetti*, está me deixando intrigado. Estarei empreedendo uma resenha dele no UNIVOU_FÓRUM. Conto com a crítica dos amigos sobre esse trabalho.

Nesse semestre tenho a oportunidade de estudar com o mestre Luiz Lúcio Lorenzoni, professor de Teoria Geral de Administração, aqui da Ufes. Não perdi a oportunidade de solicitar livros que pudessem ser de grande valia em minha carreira. Me deparei com uma grande obra de Eduardo Giannetti*, sem mais delongas, trago à Comunidade UNIVOU, alguns comentários a respeito desse intrigante mundo do: Auto-Engano.

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