Blog de polícia vicia

1 de fevereiro de 2008 às 11:21

Já falei por aqui que minha relação com a polícia nunca foi das melhores. Não gosto do autoritarismo peculiar da antiga polícia.

Mas felizmente na faculdade já convivo com policiais que possuem um outro olhar sobre segurança, e sobre o trato com a população em geral.

Nos últimos dias no Rio e em outros estados ocorre uma grande luta corporativa e estratégica dentro da polícia. A cúpula se posiciona perante políticos e isso gera um reflexo no restante da organização. É sinal dos tempos. Um sinal sadio.

É evidente que os políticos são habilidosos e desejam manter aquela velha ordem que lhes favorece. Guardadas as devidas proporções a violência do Rio, pode ser comparada à indústria da seca no Nordeste.

A disparidade de remuneração entre corporações de estado para estado assusta. Pelo que li, somente o Distrito Federal possui uma folha de pagamento adequada às funções prestadas por esses guerreiros, que na minha ingenuidade, deveriam ser guerreiros da paz…

Eu já falei em outros tempos de alguns Blogs de polícia que acompanho. É o maior barato ler os bastidores. E acho incrível a coragem do Sr° Melquisedec e do Srº Conde Guerra. Eu vi na TV que o Srº Melquisedec sofre represálias pelo que divulga em seu blog. A polícia militar de fato representa o que há de mais arcaico no tratamento de pessoal, se empresas não gostam de ter o seus defeitos colocados na internet imagine o caso da Polícia Militar.

A coragem desses homens é grande. Todos os blogueiros devem fazer uma postagem e apoiá-los. Pessoas como eles quebram paradigmas e estabelecem novos marcos no relacionamento entre organizações, e até no relacionamento intra-organizacional. A Polícia, tanto militar quanto Civil precisa urgente desse sacode. Essa é uma das maneiras de combater o crime que a assedia tanto de baixo, pelos marginais; quanto de cima pelos políticos. Além disso, existe a própria corporação corrompida. Imagine você sair com um companheiro para trabalhar sem saber se ele colocará sua vida em risco. Esses são dilemas dos policiais honestos.

Faço um apelos para todos os blogueiros que me lêem, divulguem esses Blogs. E chamem seus amigos policiais para a atividade de blogar. Esse é um vício que pode curar nossa sociedade: A polícia precisa usar essa arma para combater o crime.

Leia Mais sobre: , , , , , ,

Inversão de valores: O que aconteceu com a imagem da polícia?

24 de janeiro de 2008 às 5:58

Hoje ocorreu algo muito engraçado, mas ao mesmo tempo foi um momento de tensão.

Devo afirmar que a tensão veio mais depois do ocorrido, do que propriamente pelo fato.

É que fechei uma consultoria que se transformou em terceirazação. Eu atendo os clientes do meu cliente, e faço tudo enfim, tudo o que se faz dentro de um escritório. Eu e Gislene assumimos toda a parte administrativa dessa empresa.

Ocorre que alguns policiais militares na região estão interessados nos serviços do meu cliente. Então por esses dias é comum parar viaturas de polícia e subir homens fardados por aqui. Mas no meu bairro também é comum sumir gente quando é convidada a entrar em carros para dar “passeio”. Isso tem ocorrido muito nos últimos dias. Temos muitas mães chorosas pelo bairro.

Bom, o carro da polícia parou em frente e os vizinhos, segundo depois fui informado, já ficaram curiosos. Ao ouvir um barulho fui em direção à porta e recebi o policial como receberia qualquer outro cliente. O cumprimenteio e esclareci todas as suas dúvidas, mesmo que o sujeito correspondia a todas os esteriótipos de um polícia, com direito a ser mal educado, enxerido, perguntar tudo sobre a nossa vida, e etc… enfim fui um exemplo de profissional..rss

Mas o detalhe é que logo após desci para almoçar e fui seriamente advertido pela minha mãe que eu deveria abandonar a consultoria, pois estava mexendo com coisa errada. O que a polícia estava a fazer em nossa “casa”? Eu realmente me assustei!! E também confesso que senti um pouco de pavor diante de tanta especulação da minha mãe, senti mesmo que o perigo estava perto, e pensei em dar no pinote.

Mas cinco minutos depois parei um pouco e racionalizei. Puxa vida, pelo que me consta estou a trabalho, a empresa pela qual trabalho paga seus impostos, cumpre com suas obrigações. Tenho inclusive um contrato formal de consultoria, porque mesmo que me chamassem para prestar algum depoimento ou coisa parecida deveria ter medo? Na verdade não deveria eu como cidadão estar interessado em ver a polícia cumprir com suas obrigações ao invés de sentir-me ameaçado por ela.

A sensação que tenho hoje é que os dias são os piores possíveis. Confesso que na minha infância, talvez pelo militarismo em voga, a polícia era para mim sinônimo de herói. Na adolescência, aprendi a distanciar-me tanto dela quanto das más companhias. E hoje, que estou um homem maduro, quase formado em administração, a trabalhar e estruturar micro-empresas e colaborar para o crescimento da minha nação.

Fico triste em sentir pavor ao dobrar ou não as esquinas dessa vida… resta-me trabalhar por melhores dias para todos nós…

Technorati : , , , , ,

Leia Mais sobre: , , , , ,

Já observou que os hospitais agora parecem hóteis?

29 de outubro de 2007 às 21:35

Pelo menos os particulares.

Não é a toa que um hospital aqui em vitória chama-se Vitória Apart.

Hoje estive a tarde toda junto com a minha parceira de trabalho Gislene em um outro hospital aqui em Vitória. Ela está internada e antes que algum conhecido pergunte, ela se submeteu a uma cirurgia e agora passa otimamente bem, e está super a fim de fechar o ano com chave de ouro. Fecharemos sim!!

Mas eu como administrador não poderia deixar de observar o lado organizacional. Funcionários solícitos, uma eficiência do cão. Tudo muito organizado, pelo menos para mim que fiquei de passagem, deixou uma ótima impressão. Será que ocorreu o mesmo quando fui no Rio de Janeiro em um final de semana? Achei o lugar mais maravilhoso do mundo.

Bom, a algum tempo fiquei internado nesse mesmo hospital. Faz uns dois anos. Ele tinha mais cara de hospital.

Outra coisa que me assustou foi o estado das pessoas, não vi gente gemendo ou desesperada. Não sei se era a ala em que eu estava. Talvez seja por conta disso provavelmente não é possível. Mas a recuperação da própria Gislene me impressionou. O detalhe é que uma senhora estava ao nosso lado e falava da sua intervenção cirurgica, das pontes de safena, do cateterismo, com uma normalidade incrível. A impressão que eu tive hoje é que a saúde virou um business como outro qualquer.

Não pude deixar de ver o quadro dos enfermeiros. A divisão em que estava exposta sobre qual era o paciente da responsabilidade de cada um deles. E sempre que eu solicitava um atendimento, o histórico da Gislene estava devidamente anotado em uma prancheta, perguntei se ela poderia beber água por exempo, e outro enfermeiro me respondeu baseado nas informações da prancheta. Isso é Sistema de Informações amigo!!


Mudo de ciclete para fusquinha - esse ditado é velho.Hoje também tranquei meu curso. Estava matriculado em três diciplinas e relutei até o penultimo dia do trancamento. Como não fui até hoje na minha universidade a reprovação era certa. Nem tenho coragem de ir né. Mas os negócios pelo menos vão bem. Sou daquele tipo de cara que não vou na universidade para cumprir tabela. Não gostei do meu desempenho nos últimos semestres. Estava muito dividido entre as consultorias e a Ufes então não houve jeito. Fico triste por ter que adiar minha formatura. Faltam somente sete disciplinas para a formatura, quem sabe no próximo semestre não faço todas junto?

Pois é… só me resta agora trabalha dobrado, como gosto de falar..rss

Haja Luz…

Leia Mais sobre: , , , , ,

A violência sem limites: o desabafo de um universitário desesperado

29 de abril de 2007 às 22:15

Quando assistimos cenas de tiroteio pela TV nunca imaginamos que um dia poderemos estar em meio a um. Não aconteceu propriamente comigo, mas com uma prima em uma cidade do interior de Minas. Ela foi atingida por uma bala perdida. Não desejo entrar em detalhes desnecessários. Aliás, essa é uma das faces da violência, programas de TV, adoram expor e banalizar a violência. Colocá-la como espetáculo. E os policiais adoram dar entrevistas e posar imponentes diante de tanta loucura.

Eu me pergunto até quando seremos vítimas disso? Não somente vítimas do crime direto. dos bandidos. Mas do crime da omissão das autoridades. Estamos desamparados. Talvez você ache que eu só estou falando disso por causa de um familiar atingido, mas já tive a oportunidade de denunciar a roubalheira que há nos programas assistenciais do governo, e fui ameaçado de processo por isso.

Não podemos cruzar os braços. Talvez você tenha o mesmo raciocínio da polícia e diga que foi uma fatalidade; um azar. Mas não compreendo como pode existir uma inversão no sentido das palavras a ponto de fatalidades serem corriqueiras. Aliás as fatalidades só existem até quando não ocorrem conosco.

Não espere ser o próximo, denuncie todo tipo de malandragem e safadeza. Não somente os ladrões sem uniforme. Mas principalmente os corruptos que estão dentro das organizações, que desviam verbas, que destroem um país tão lindo. A corrupção parece ser um fim em si mesma, no seu ato parece que não desencadeia uma série de conseqüências, mas a longo prazo prejudica a todos, inclusive você e eu…

Não é a toa que quem pode, está indo morar longe do Brasil. Nesses últimos meses é o que mais desejo. Estou prestes a me formar em Administração pela UFES e participo de um programa de bolsas na minha universidade. Todos os dias me pergunto se vale a pena. Vejo uma corrida enlouquecida dos amigos, um passando por cima do outro, e a prepotência de quem consegue um pequeno estágio, sem se dar conta que é mão de obra barata e descartável.

Enquanto isso a pesquisa está abandonada em todos os aspectos, tanto por quem financia como nós próprios. Pois por mais que tentamos, não há infra-estrutura para executar tarefas elementares como acessar a internet para colher informações.

Isso não é por falta de computador, mas por falta de gerenciamento mesmo. Pela forma oportunista que todos se comportam no ambiente acadêmico desde alunos, professores e diretores de centro, enfim, todo mundo tem uma parcela de culpa pelo caos da educação universitária.

Existe também o abandono do governo em gerenciar a universidade pública. O emparelhamento dos cursos para atender o mercado desenfreadamente, sem reflexão e sem colocar em prática estratégias que gerem uma economia que oportunize a todos.

Talvez você pergunte o que a universidade tem a ver com a violência. Seria forçar muito a barra dizer que há uma relação direta entre o que ocorreu com minha prima e as dificuldades em manter um sistema educacional funcionando a contento. Penso que os dois fatos tem um terceiro fator em comum, que é o abandono do estado para que grupos privados explorem os serviços públicos. O Brasil é palco de um capitalismo ao avesso. Um capitalismo que nunca foi praticado em país nenhum, capitalismo desestruturado, sem noção.

O pior de tudo é assistir um operário comandando isso. Ver um ex-operário ser feito de fantoche e se deliciar com o sistema que ele tanto combateu. Não vamos perder tempo colocando a culpa no presidente. Na verdade, seu tempo já está se esgotando e provavelmente não conseguirá fazer um sucessor. Temos agora que amadurecer nossa forma de pensar, desde já.

Os dois extremos já foram colocados. Por um lado o liberalismo extremo de FHC, por outro lado o estado sindical de lula. Os dois são um erro. A criminalidade ao longo dos anos só cresceu. Um plebiscito contra as armas foi colocado, a população está amargando um grande erro de não aceitar o desarmamento. Aliás me pergunto se o desarmamento fosse efetivado será que essa “fatalidade” teria ocorrido.

Enfim, hoje estou muito triste, ela tem 21 anos, não sabemos como vai ser as coisas daqui para frente. Se por esses dias eu já estava muito reflexivo e triste, imagine agora…

Leia Mais sobre: , , ,

Banco do Brasil Invadido

3 de janeiro de 2007 às 15:11

Os mais afoitos bem que tentaram imaginar que o site do Banco do Brasil havia sido invadido por um tal de Bruno, mas não foi dessa vez.

Mas agora povoa uma dúvida na mente dos curiosos. É um Buzz Marketing ou coisa de marketeiro que não entende de Web?

Ninguém não dirá que a idéia é genial, mas será que uma campanha pela TV, não poderia ter antecedido o lançamento no site? Mesmo que seja um Buzz foi muito mal implementado.

Essa coisa da Time dizer que a celebridade do ano é VOCÊ é coisa de americano bobo… desses que só pensam em vender… caramba… enquanto o brasileiro achar gringo o máximo, vamos padecer dessas aberrações… e pensar que o Lessa avisou…

O que virá agora? Depois da boataria, milhares de Phishing’s, chegando nos e-mail’s desse país tão digitalizado, e tão analfabeto ao mesmo tempo.

E quando um participante do site (que os Técnicos teimam em chamar de Usuário) alegar que recebeu um e-mail do Bruno, Maria ou João dando um milhão de reais, e eles, digitaram suas senhas, naquela esperança de ganhar um troco. Quem vai pagar a conta??

Eta mundo novo da internet…

Haja Luz!!

Leia Mais sobre: , , ,