Seleção brasileira imita Hillary, nosso país é tirano, burros somos nozes

20 de junho de 2008 às 10:06

Hillary foi considerada a candidata inevitável pelos seus aliados. Quando Barack Obama começou a desbancá-la em alguns estados, disseram que eles não tinham importância, quando Barack Obama cresceu entre os jovens, disseram que esses votos não tinham importância…

E no final das prévias democratas Barack triunfou.

Há um raciocínio lógico que a seleção deveria perder bastante para que os diretores da CBF sejam destituídos.

Não falo do técnico tampão Dunga, que a torcida chama de burro, mas burro é quem acredita que ele tem o comando do elenco e que ele escala alguém para jogar.

Tirania é assumir um determinado poder sem passar por etapas que deveriam anteceder essa responsabilidade, e isso não ocorreu somente com Dunga, isso ocorreu também com Lula e ocorre todos os dias em muitas empresas e organizações brasileiras, a tirania é típica em nossa cultura, mas não somente na nossa.

A tirania funciona muito bem em culturas em que a população pode ser identificada como massa de manobra.

Pensei nessa postagem após ler esse o desfecho do Vitor Pamplona.

Afinal, Dunga é burro? Ou aproveitou uma das melhores oportunidades que surgiu em sua vida?

Burros somos nozes…

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Liberdade de expressão: Justiça lenta ou cidadão afobado?

18 de junho de 2008 às 5:46

Tenho o privilégio de assistir televisão em espaços longos de tempo. Isso me dá uma clara percepção das mudanças de modelos e formatos de exibição, tanto de programas como de campanhas publicitárias, entre um mês e outro.

E é incrível a forma como essas mudanças se consolidam.

Um bom exemplo é o caso da propaganda de cerveja que até pouco tempo estava repleta de erotismo e jovialidade. Atualmente seu conteúdo volta-se para a “família”, e chega ao ponto de estimular o consumo em casa através da “doação” de freezeres.

A existência da internet ampliou uma discussão secular sobre liberdade de expressão. E nos últimos dias essa discussão chegou ao nosso parlamento através da CPI da pedofilia. Inclusive em suas sessões compareceram representantes de empresas da internet. Corporações do quilate de Google, UOL entre outras.

Nossas autoridades querem entender essa loucura que toma a atenção de toda sociedade. Elas sentem-se impactadas por um veículo de comunicação incontrolável(?), que gera mudanças de comportamento, mudanças de profissões, mudanças na relação entre empresas e clientes, e mudanças até no relacionamento entre marido e mulher, entre pais e filhos e por aí vai.

Cito dois casos que refletem o que digo:

Fernando Gabeira lançado para Prefeito do Rio no Blog do Pedro Dória

Houve um enorme alvoroço (veja aqui por exemplo) em torno do tema. Inclusive há confusão sobre como nomear a atividade de quem escreve na internet: É jornalista? repórter? blogueiro profissional? escritor? comunicador? webwriter?

Agora veja: se nem os próprios condutores de conteúdo na internet conseguem se entender e classificar o que fazem, quem dirá órgãos externos como a polícia e a justiça. Nenhum delegado ou juiz tem obrigação de entender minúcias da informática, por exemplo, se o Wordpress é uma plataforma A, B ou C; se o Firefox vem com abas ou não; se o Orkut é mais brasileiro do que o MySpace.

Para quem trabalha na área esses assuntos podem ser mais claros do que água, mas para quem é de fora a compreensão exige um esforço imenso.

No exterior existem várias associações que se formam ao redor de cada nova atividade comercial na internet. É o caso dos próprios blogueiros americanos e outro que acompanho de perto, o pessoal que trabalha com medições na internet: Web Analytics Association (veja uma matéria sobre esse mercado).

Essas associações tem um papel muito relevante de diálogo junto à sociedade. Elas fazem aquilo que o indivíduo tenho dificuldade. Se um membro for acusado, elas podem contratar profissionais especializados em defender sua área, enfim, os benefícios são muitos.

Se eu perguntar a qualquer profissional brasileiro em uma entrevista de emprego sobre a sua capacidade de trabalhar em grupo, ele não irá demorar por responder que é fera nisso. Mas onde estão os grupos que atuam em nome dos profissionais de internet?

Muitos reclamam da morosidade da justiça. Talvez pela velocidade com que acessam seus dados na web, gostariam de ter suas queixas julgadas ao mesmo gosto. Como se a justiça existisse para atender demandas individuais e personalizadas. Nem de longe esse é o caso. A justiça existe para defender toda a sociedade. E é um princípio judicial básico, conhecido até por leigos como eu, que toda acusação deve ser seguida por um direito amplo de defesa. Eu gosto muito desse princípio, e todos que gostam da tal liberdade de expressão também deveriam estimá-lo, afinal, acusar é muito fácil, mas os efeitos da nossa acusação podem ser devastadores.

Você é capaz de mensurar as consequências que uma palavra mal interpretada, publicada no seu site, pode levar à vida de pessoas e organizações?

Para que você me entenda melhor vou lançar uma luz nesse raciocício.

Falo sobre o texto publicado em um “manual de sobrevivência”; esse é o conceito do site.

Em seu conteúdo surge uma matéria que expõe uma empresa: Rancho da Traíra - preço salgado e comida sem sal; e o mais interessante ainda é a defesa que se segue pela própria empresa.

Alguém irá festejar o campo de batalha textual. Dirá que finalmente atingimos o auge da democracia e do espaço igualitário de comunicação. Porém lembro-me de um velho ditado que “a palavra dita não pode mais ser recuperada“…

Reparação por danos morais? Será que esse é o caminho ideal para terminar um jantar? Ao ser mal atendido em algum estabelecimento devo sacar minha carteira de blogueiro e ameaçar como se fosse um jurássico jornalista que os blogueiros tanto ironizam?

Imagine um cenário em que a justiça cível terá que resolver cada insatisfação com um produto consumido. Cada querela de balcão. Nesse caso a internet está mais para esgoto das nossas insatisfações.

A mesma tecnologia que agiliza o nosso tempo é a que nos dispersa com suas futilidades!

Minha sina é bater na tecla da responsabilidade individual. Talvez a ação mais medíocre do homem, desde a revolução industrial, é transferir para as máquinas a sua incapacidade de lidar com o outro.

A questão da liberdade de expressão não se restringe a declarar afeição por determinado candidato político, ou falar mal de uma empresa que presta um mal serviço.

Utilizar o poder da comunicação para atalhar os trâmites e as leis que estão à nossa disposição nos classifica como qualquer tirano a quem criticamos. Essa prática é uma demonstração clara, que com poder nas mãos, utilizamos de qualquer meio de imposição da nossa vontade, portanto, a linha entre liberdade e ditadura torna-se tênue quando não há responsabilidade pelas próprias ações.

É irônico que os maiores defensores da liberdade de expressão incorram no mesmo erro de antigos revolucionários; a guilhotina agora é digital…

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Erros no início da carreira

2 de março de 2008 às 5:55

Algumas escolhas equivocadas são positivas.

Uma aluna questionava à professora suas condições de estágio em uma ONG. Essa colega viveu fatos semelhantes aos que eu vivi quando trabalhei em uma organização desse tipo: Desvios de verba, falta de interesse dos assistidos pela ONG, politicagem e coisas parecidas. A professora esclareceu que não devemos  sonhar com a organização perfeita. Um sistema perfeito só existe conceitualmente. Na prática as organizações têm suas mazelas, e é por isso que existe o gestor. Caso contrário qualquer leigo poderia administrar, não é verdade?

Quem convive com a gestão sabe do valor do seu trabalho, é evidente que o senso comum tenta desmoralizar o empenho de um gestor. Principalmente entre os “práticos” é comum um certo ódia à gestores. Para eles, o gestor poda o seu poder, ao racionalizar e planejar suas tarefas. É por isso que um erro comum de um administrador em início de carreira é cobrar barato por seus serviços, ou se oferecer além do que é acertado em contrato. Isso denota amadorismo e falta de comprometimento com sua própria formação.

Eu cheguei a essa conclusão ao revirar hoje várias caixas de conteúdo estudados desde o seminário até hoje na faculdade. São cerca de quatro caixas daquelas de natura. Essas caixas abrigam centenas de apostilas e livros que simulam com muita propriedade o cotidiano de um gestor. Fiquei impressionado ao ler alguns papéis, que ao contrário do que muitos imaginam, é um conteúdo muito útil nos momentos de solidão na tomada de decisões.

Com relação ao HajaLuz percebo que achei o fio da meada. A objetividade que é tão necessária a um veículo de mídia. E o bom dessa objetividade é que ela é bem original. Um blog é fascinante. Eu relutei muito em conceber blog como diário. Parece adolescente. Mas é verdade. Um blog é adolescente e isso não é pejorativo no contexto que vou explanar agora. Adolescência é fase de indefinição. Um diário de bordo, não é uma fase de indefinição na vida de um comandante? Até anotações científicas como as de Darwin, não representam uma carreira; um estudo em progressão? Não seria um amontoado de suposições, contradições, erros e apenas alguns raros acertos?

Então você pode começar a escrever sobre uma série de temas - o jargão “tecnologia” costuma ser o preferido - mas terá que encontrar uma identidade para obter êxito. Caso contrário caíra em uma vala comum. Isso não serve só para blog’s mas para toda uma carreira profissional.

Não sei quantos estudantes de administração colocam seu cotidiano na internet. Mas e sua influência nas organizações que atua? Aliás você influencia de alguma forma a organização em que atua? Penso que as empresas necessitam de pessoas que desejam agregar valor à seus serviços/produtos.

Agora, faço o que sou bom. Junto os primeiros parágrafos com o último e afirmo que colocar experiências, e por que não “incipiências” na internet e compartilhar isso com milhares de pessoas, cria um valor imenso àquele acervo que tenho guardado em minhas caixas. Acredito que essa é uma nova forma de maximizar conhecimento. Esse é o fio da meada: compartilhar meu cotidiano com vocês, enriquece a minha carreira e a de quem me lê; sem falsa modéstia..rss

Algo bacana nos últimos dias é o amadurecimento e a tomada de confiança para subir degraus mais elevados. Estou nos últimos períodos do meu curso. Principalmente quando tranquei esse último período, passei em um outro teste que a faculdade não oferece, mas dá o embasamento para suportar: É o teste da rua.

Convivi com gente de todo tipo durante os últimos anos. Trabalhei em organizações de tantas estruturas diferentes. Com tantos arranjos e composições distintas. Uma loucura. Foram dois escritórios de contabilidade, uma pequena empresa de alarmes, depois os correios, nesse meio tempo fui líder religioso, estágio no governo, bolsa de pesquisa acadêmica, muitas consultorias, duas ONGS imensas, e agora???

Primeiro passo é o despojamento. Percebi em algumas entrevistas que para uma nova organização não adianta arrotar: “como sou experiente, vocês precisam de mim”. Não, muito pelo contrário. Alguém muito convencido da sua experiência, é uma trava na organização. A experiência é para ser guardada em caixas. E a atitude que retiramos delas é que deve utilizada.

Cada organização é única como as pessoas; existem semelhanças mas existe a identidade que se sobrepõe.

Eu penso em uma comparação simples. Adquirimos os mesmos produtos no supermercado, mas sempre queremos novidades a partir deles. Para isso os “marketereiros” criam variações, novos rótulos, novas formas de apresentá-lo, mas o produto permanece o mesmo, como a coca-cola por exemplo. Então profissionalmente somos essa mistura de inovação e tradição. Se encontrarmos um certo equilíbrio seremos tão queridos quanto…rss

Confesso que fiquei um tanto triste pelos erros cometidos em início de carreira. Um pouco pesaroso por não ter o currículo bonito dos meus colegas que optaram pela via formal do estágio vale/aracruz/bancos. Penso que meus argumentos em futuras entrevistas serão muito diferentes para que me contratem. Na verdade é uma hipótese porque se tiver um pouco de dinheiro no futuro, não vejo outra opção além de montar a própria empresa. Mas a hipótese surge em função da necessidade. Não posso me dar ao luxo de escolher muito, tenho que lançar mão da oportunidade que me for dada;

todos nós temos sonhos para nos impulsionar mas é a realidade que nos governa.

Mas a mensagem dessa postagem é que errar em início de carreira é um privilégio que todos possuem, triste é chegar ao final dela e não possuir nenhuma história de superação.

É isso aí gente, HajaLuz em fase introspectiva e filosófica…

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A empresa feudal: patologia de algumas microempresas.

28 de fevereiro de 2008 às 4:11

Na sua adolescência você teve que entrar em contato com o Lima Barreto, através do Triste Fim de Policarpo Quaresma. É obrigação de todo aluno do Ensino Médio ler a história desse ilustre patriota que dedicou sua vida a preservar valores culturais e éticos que ninguém desejava preservar.

Um Dom Quixote brasileiro? Quem sabe?

Eu tenho vivido meus dias quixotescos. Voltar ao bairro onde cresci me despertou sentimentos libertários. Aquele velho heroísmo dos tempos de adolescente cristão voltou nos últimos meses, e as consequências foram quase trágicas.

Respondi agora um email de uma pessoa solicitando retirar uma postagem aqui do blog porque sentiu-se ofendido. Sabe aquela pessoa que você deseja virar a página mas a dor de cotovelo dele fala mais alto. E aí a pessoa vai te perseguir o resto da vida só para te entristecer? Eu suspeito disso.

Mas vamos transformar o limão em limonada.

Essa não é a minha primeira experiência em organizações que beiram o feudalismo. Exagero?

Existem ranços e vocês sabem disso. Existem ranços muito fortes em algumas organizações e localizações do nosso país. Trabalho escravo não é raro em regiões rurais.

E na cidade como é? A flexibilidade é o perigo. A frouxidão de contratos e de relações entre fornecedores, clientes, e trabalhadores gera consequências, em alguns casos, consequências piores do que a escravidão.

Ora Luiz, agora você é um administrador que crítica empresas?

Não necessariamente, as organizações econômicas sofrem de algumas patologias. Eu vi essa comparação de empresa com gente doente em um documentário - acho que foi o do Al Gore - sobre o meio ambiente. As organizações possuem a cara do seu patrono. Elas crescem do jeito dele. Infelizmente o crescimento econômico é um câncer na vida de algumas pessoas e de algumas localizações. Essa é a preocupação com relação ao meio ambiente. O que adianta uma cidade como São Paulo, tão rica mas tão insegura e caótica.

Tivemos essa sensação quando adquirimos um NoteBook. Temos medo de sair com ele na rua. Queremos fazer seguro para um produto que não custa sequer cinco salários mínimos.

Mas a patologia a que me refiro é outra. Voltamos ao Policarpo Quaresma. É um doente sem dúvida. Um louco!

Eu sempre desconfio de pessoas que desejam fazer o bem pela humanidade. Aquelas pessoas que sempre ajudam. Hoje conversei com minha mãe sobre isso. No meu bairro vários comerciantes são conhecidos por “ajudar” pessoas. Eles não assinam carteira. Pagam 30% a 40% de um salário mínimo a um trabalhador, e são vistos como alguém que ajuda à economia local.

Veio em minha mente na hora o Policarpo Quaresma. Veio também o sistema feudal. Penso que as periferias estão cercadas por um sistema de proteção social caótico. Justiceiros estão por toda parte; quase toda semana morre alguém porque estava à margem da lei local.

Lembro-me que nos primeiros dias que cheguei aqui, fomos de comércio em comércio pedir auxilio para um evento que se destinava a inclusão social. Era uma palestra que eu e Gislene fizemos sobre mercado de trabalho. Fui surpreendido por uma ótima recepção, mas em pouco tempo veio uma cobrança enorme que nós deveríamos devolver o que nos foi dado! Enfim, nossos parceiros não tinham o mesmo espírito de doação que nós tivemos. As contribuições nos custaram caro. É evidente que fizemos a divulgação das marcas, mas em dois meses de trabalho a exigência para que o curso devolvesse o “investimento” foi enorme.

É evidente que fizemos um curso para ter lucro, e para que nós também ganhássemos dinheiro. Mas a pressão é para que não gastassemos tanto com material. Não era necessário. Enfim! Um choque de cultura, que é comum encontrar em microempresas. Foco no custo, serviços péssimos para os pobres. Mas os desfavorecidos pagam assim mesmo pois vivem a ilusão da inclusão social.

Não dormiríamos bem com esse peso sobre nossos ombros. Mantivemos a qualidade do curso pelo menos por um mês mais. Conversamos com os alunos. Explicamos a situação. E conseguimos alugar um novo ponto com dinheiro do nosso próprio bolso. Sem denegrir a imagem da nossa parceira que fez o oposto e até hoje espalha pelo bairro que devemos a ela.

A patologia da microempresa é essa. Se perguntar a algum deles. Dirão que estão sofrendo, estão em crise, mas o carro é trocado todo ano.

Eles não prestam um bom serviço. Eu fico surpreso como as pessoas pagam mais caro por benefícios básicos e de obrigação do estado como: educação e comunicação; e ainda assim ninguém recorre, ninguém questiona. Às vezes vemos um ou outro berrando pelas ruas que é lesado. Mas é uma voz desesperada que pela agressividade perde a razão.

Diante de tanta arrogância já passou pela minha cabeça procurar o Ministério Público. Mas penso que o quixotesco seria eu; o Policarco seria eu. Policarpo ao contrário do que todos pensam não é mocinho; é um frustrado. Isso não sou.

A melhor resposta para o feudalismo é o empenho pela liberdade. E esse empenho se traduz para mim em conhecer o mundo, e trabalhar com novas possibilidades. É isso o que faço na Ufes. Quantos por cento dessa população onde vivo pisam naquela instituição e tem acesso ao que eu tenho?

É dessa forma que irei combater essa doença social. Sem radicalismo e sem achar que tenho a solução para esses problemas tão complexos. Vou me manter firme na universidade; vou tentar levar adiante esse trabalho de consultoria em Sistemas de Informação de maneira autônoma.

Para minha surpresa ao abrir minha caixa de email, haviam duas propostas de trabalho haje, é um sinal de novos rumos e de novas oportunidades.

Obrigado a todos que acreditam em nosso trabalho.

Os cães ladram mas a caravana passa…

Abraços e muita luz a todos!!

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Fiz minha matrícula na Ufes

25 de fevereiro de 2008 às 16:47

O documento logo abaixo é a minha solicitação de matrícula na Ufes que realizei hoje:

Depois de seis meses de trancamento tomei uma atitude ousada que é continuar com o curso. Como você pode notar solicitei 7 disciplinas, das quais tenho esperança de obter matrícula em três pelo menos.

O curso de administração na Ufes me desperta um sentimento de amor e ódio, como vocês que me acompanham bem sabem.

Houve uma época que fazer essa solicitação me deixava imensamente feliz. Hoje faço por obrigação de terminar o curso. Alguém irá pensar que não gosto do curso. Muito pelo contrário: o curso é a minha motivação para existir. Talvez não o curso exatamente mas a área.

Mas as experiência à frente de algumas organizações até agora foram muito pesadas. A última então nem se fala. Eu costumo atribuir isso ao ambiente em que vivo e trabalho. Ao estado, à cidade. Prefiro pensar que as pessoas mesquinhas que servi são fruto de uma localização. É que eu sempre olho para a frente e tenho esperanças de que as coisas melhorem.

Nos últimos dias Gislene tem sido tudo de bom para mim. Um anjo colocado em meu caminho. Acho que se não fosse por ela não continuaria. É duro fazer um curso da forma que faço. Mas é como tenho conversado com ela. Toda essa dificuldade é que fará a diferença quando eu estiver diante de pressões e de escolhas. Acredito que o maior desafio em administrar é não se corromper e agir com ética na maior parte do tempo.

É praticamente impossível!!

Obrigado a todos que me incentivam.

Torçam por mim; ainda temos muito a fazer por aí…

Muita luz meus amigos…

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