Livros grátis e ebooks ensinam como escrever bem na internet

30 de outubro de 2007 às 7:17

Se você deseja tornar-se um bom redator/editor de web deve aprender com as pessoas que fazem web.

Tenho uma boa notícia para você. Os maiores webwriters (o que é um webwriter?) do Brasil disponibilizam seus trabalhos em e-books (o que é um ebook?):

Veja algumas iniciativas interessantes:

1) Paula Lee escritora brasileira que lançou recentemente o livro: Alugo o Meu Corpo - fiz a resenha desse livro aqui - que possui um dos blogs mais lidos na internet.

Em sua página de download’s, ela disponibiliza gratuitamente dois títulos. São postagens/contos que ela dissertou em sua página.

2) Biajoni e o Sexo Ana Uma Novela Marrom. Não é nada disso que você está pensando, a temática do sexo escancarado dá lugar a um estilo de escrita do Biajoni que é próprio dos blogueiros. Uma velocidade incrível entre os quadros, uma dinâmica narrativa das mais agradáveis, que prende do início ao fim. Vale a pena baixar e é grátis…

3) Outro que faz um ótimo trabalho em parceria com o Biajoni é o Alex Castro. Os livros de Alex e Biajoni podem ser encontrados nessa editora experimental: Os Viralata.

4) Um portal destinado ao compartilhamento de livros online é Detonando. Acesse o fórum e participe! Lá você encontrará muita gente bacana. Pessoas hávidas por informação. Eles estão promovendo a “democratização da leitura” através da distribuição livre de várias obras.

Você que não é do meio deve achar muito estranho as temáticas sugeridas. Deve achar até que eu sou um pervertido e que as pessoas acima também o são. Sabe que ocorre justamente o oposto. Com excessão do Alex Castro, todos nós somos normais.

Brincadeiras à parte. A questão central é que os editores mencionados abordam os assuntos que mais interessam as pessoas. E por acaso sexo é um deles. Está na hora de você se dar conta que a repressão que os seres humanos sofrem com relação a esse assunto assunto, estimula muito, a sua procura em um espaço tão “livre” como a internet.

Muito se questiona com relação às consequências dessa suposta liberdade. Até porque qualquer criança hoje tem acesso as mesmas informações que eu e você. Eu vejo isso não como um desafio social, mas um desafio familiar. Os pais devem repensar a educação que oferece aos filhos. E antes de solicitar que os governantes controlem a internet, devem avaliar se o melhor controle não é aquele que pode ser exercido dentro de casa.

É evidente que se você deseja escrever na internet e ganhar audiência deve trabalhar nos assuntos que a audiência procura. Não se iluda a palavra “sexo” sempre foi a mais procurada em qualquer sistema de busca. E afinal de contas, sexo não é tão ruim assim, não é?

Mas enfim, mesmo que o assunto que você deseja explorar não tenha muita relação com o tema “sexualidade”, é possível encontrar um link nas leituras mencionadas com temas externos. Alias na minha visão tão crítica fui capaz de interpretar que o livro de Biajoni quase não fala de sexo. Como assim? Não estou falando do plano objetivo, mas subjetivo. Biajoni tratou muito das questões que relacionam poder entre classes profissionais. Principalmente eu que sou por essência um profissional de administração. E no livro encontramos um profissional que administra o setor de pessoal de uma empresa, mas não é incapaz de adminsitrar sua própria família. Enfim, são inúmeras as metáforas, e incontáveis os aprendizados dessas obras.

O debate está aberto, utilize os comentários para colocar suas idéias, vamos interagir!!!

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Alugo o Meu Corpo e a descoberta de Portugal

8 de agosto de 2007 às 9:52

A exploração de Portugal através de Paula Lee contraria o que aprendemos na escola sobre os nossos dominadores.

Uma brasileira decide fazer do seu destino uma história repleta de superações. Ela poderia ser mais uma telefonista ou até mesmo uma eficiente executiva. Contudo preferiu deixar para trás a confusa rede de valores das nossas organizações, em troca de uma aventura em solo lusitano: Tornar-se prostituta.

Lá, depois de muitas idas e vindas, ela conquista a atenção da respeitável editora Dom Quixote com sua autobiografia.

Paula nasce de um movimento relegado pela mídia convencional: a mudança dos blogs de simples diários pessoais para uma poderosa ferramenta de divulgação profissional. Através do seu espaço: Amante Profissional, ela conseguiu uma das maiores audiências da internet em língua portuguesa. Nesse caso, o público teve a oportunidade de conhecer o estilo da autora, e saber o que poderia estar reservado para uma reflexão mais aprofundada.

Ao mesmo tempo em que a internet gera essa expectativa, esse mesmo fato poderia despertar o receio de editores e leitores com relação ao seu livro. Afinal qual novidade surgiria de uma pessoa que escreve compulsivamente em seu blog?

Zás, mais um ponto para a moça! O livro trata de uma fase pré-portugal e da sua iniciação no mundo da prostituição através de uma rota que escancara as mazelas do nosso desigual país.

E a pergunta que não cala é: Porque uma candidata a executiva trocaria sua promissora carreira por uma casa de prostituição europeia?

Nós que desejamos um país melhor, e lutamos todos os dias para que isso ocorra, sabemos o que é viver na corda bamba. Sabemos o custo que é negar subornos, propinas, e outras formas de ganho ilícito; o conhecido roubo disfarçado de “jeitinho”. Nós vivemos na fronteira entre o ético e o imoral, e todos os dias temos que revisitar nosso conceito de honestidade. O livro de Paula trata disso de uma maneira leve e às vezes até ingênua…

Alugo o Meu Corpo é um desafio para rever conceitos, pois foi diante dessas descobertas, diante de ambientes profissionais tão conturbados que nossa autora decidiu pela pragmática do mercado, pela lógica capitalista que nos coloca diante da “prostituição” pela nossa força de trabalho. Ora se ela percebeu a utilização do corpo, dentro das organizações formais (empresas) como fator de ganho profissional, porque seria indecente, fazê-lo da forma mais sincera e clara nos bordéis? Essa lógica é perturbadora, mas é a que presenciamos todos os dias em nossas lindas empresas, não é verdade?

O livro nos coloca um passo a frente do senso comum quando descreve o trabalho dentro de uma casa de prostituição. Talvez o “espetáculo” seja tão hipnótico que os frequentadores não consideram o caráter formal e burocrático que há nessas organizações. Talvez as músicas, as luzes, e os ingredientes que os estimulam, consigam inibir a percepção de uma estrutura com culturas e leis próprias; com direito a hierarquias, divisão de tarefas, aspectos motivacionais, progressões e quedas de produtividade, e o abrigo de trabalhadores das mais diversas esferas: Autônomos, assalariados, comissionados, e até mesmo escravos. No livro, essa indústria secular é despida de toda a sua informalidade, e caso nossa sociedade não incorresse em tanta hipocrisia, seria apenas o diário de uma escritora que se fez prostituta para pesquisar mais uma profissão. Como trata-se de uma autobiografia, Paula Lee nos comunica que continuará alugando seu corpo para os clientes; para quem ler sua obra ficará uma convicção: A humanidade dessa Mulher Brasileira não pode ser comercializada por preço algum…

Obs.: Infelizmente o livro não está ainda a venda no Brasil. Em Portugal está sendo muito bem distribuído, e pode ser encontrado até mesmo em bibliotecas públicas. Você pode encontrar maiores informações na Página do Livro.

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Nada se cria tudo se copia.

1 de abril de 2007 às 11:04

Mas pelo menos quando copiar coloque o nome do autor. Em tempos de ciberespaço em alta. Com gente construindo perfis e se reiventando nos Orkuts da vida. Algo curioso ocorreu com Alex Castro.

Ele é uma das mentes mais brilhantes que conheço no uso das novas mídias. Talvez por isso foi alvo de até hoje contabilizadas 534 cópias no Orkut.

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