Como países podem utilizar a internet para divulgar suas ações

17 de agosto de 2008 às 12:41

Se eleito for Obama promete abrir informações sigilosas sobre licitações

Foi o que lí na ótima matéria de Miriam Leitão: Ética de Obama.

Eu não me canso de afirmar que democracia não é voto. E que nós focamos muito em ações pontuais e nos esquecemos de viver o cotidiano. Um banco de dados disponibilizado na rede, para ser acompanhado diariamente por cidadãos e entidades como uma Agência de Fiscalização sobre ações políticas. Eu torço muito por Obama, mas suas promessas são tão perfeitas que nos deixam com aquela dúvida: Tudo é bom demais para ser verdade.

Governo da Georgia utiliza Blogspot para divulgar resistência à Russia

A matéria do Guia do Notebook: Guerra eletrônica: Rússia versus Geórgia, demonstra a estratégia utilizada pelo governo da Georgia para combater ataques aos servidores onde estão localizados seus endereços institucionais.

A ferramenta utilizada para combater a guerra eletrônica é um blog hospedado no Blogspot: Ministry of Foreign Affairs of Georgia.

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Erros no início da carreira

2 de março de 2008 às 5:55

Algumas escolhas equivocadas são positivas.

Uma aluna questionava à professora suas condições de estágio em uma ONG. Essa colega viveu fatos semelhantes aos que eu vivi quando trabalhei em uma organização desse tipo: Desvios de verba, falta de interesse dos assistidos pela ONG, politicagem e coisas parecidas. A professora esclareceu que não devemos  sonhar com a organização perfeita. Um sistema perfeito só existe conceitualmente. Na prática as organizações têm suas mazelas, e é por isso que existe o gestor. Caso contrário qualquer leigo poderia administrar, não é verdade?

Quem convive com a gestão sabe do valor do seu trabalho, é evidente que o senso comum tenta desmoralizar o empenho de um gestor. Principalmente entre os “práticos” é comum um certo ódia à gestores. Para eles, o gestor poda o seu poder, ao racionalizar e planejar suas tarefas. É por isso que um erro comum de um administrador em início de carreira é cobrar barato por seus serviços, ou se oferecer além do que é acertado em contrato. Isso denota amadorismo e falta de comprometimento com sua própria formação.

Eu cheguei a essa conclusão ao revirar hoje várias caixas de conteúdo estudados desde o seminário até hoje na faculdade. São cerca de quatro caixas daquelas de natura. Essas caixas abrigam centenas de apostilas e livros que simulam com muita propriedade o cotidiano de um gestor. Fiquei impressionado ao ler alguns papéis, que ao contrário do que muitos imaginam, é um conteúdo muito útil nos momentos de solidão na tomada de decisões.

Com relação ao HajaLuz percebo que achei o fio da meada. A objetividade que é tão necessária a um veículo de mídia. E o bom dessa objetividade é que ela é bem original. Um blog é fascinante. Eu relutei muito em conceber blog como diário. Parece adolescente. Mas é verdade. Um blog é adolescente e isso não é pejorativo no contexto que vou explanar agora. Adolescência é fase de indefinição. Um diário de bordo, não é uma fase de indefinição na vida de um comandante? Até anotações científicas como as de Darwin, não representam uma carreira; um estudo em progressão? Não seria um amontoado de suposições, contradições, erros e apenas alguns raros acertos?

Então você pode começar a escrever sobre uma série de temas - o jargão “tecnologia” costuma ser o preferido - mas terá que encontrar uma identidade para obter êxito. Caso contrário caíra em uma vala comum. Isso não serve só para blog’s mas para toda uma carreira profissional.

Não sei quantos estudantes de administração colocam seu cotidiano na internet. Mas e sua influência nas organizações que atua? Aliás você influencia de alguma forma a organização em que atua? Penso que as empresas necessitam de pessoas que desejam agregar valor à seus serviços/produtos.

Agora, faço o que sou bom. Junto os primeiros parágrafos com o último e afirmo que colocar experiências, e por que não “incipiências” na internet e compartilhar isso com milhares de pessoas, cria um valor imenso àquele acervo que tenho guardado em minhas caixas. Acredito que essa é uma nova forma de maximizar conhecimento. Esse é o fio da meada: compartilhar meu cotidiano com vocês, enriquece a minha carreira e a de quem me lê; sem falsa modéstia..rss

Algo bacana nos últimos dias é o amadurecimento e a tomada de confiança para subir degraus mais elevados. Estou nos últimos períodos do meu curso. Principalmente quando tranquei esse último período, passei em um outro teste que a faculdade não oferece, mas dá o embasamento para suportar: É o teste da rua.

Convivi com gente de todo tipo durante os últimos anos. Trabalhei em organizações de tantas estruturas diferentes. Com tantos arranjos e composições distintas. Uma loucura. Foram dois escritórios de contabilidade, uma pequena empresa de alarmes, depois os correios, nesse meio tempo fui líder religioso, estágio no governo, bolsa de pesquisa acadêmica, muitas consultorias, duas ONGS imensas, e agora???

Primeiro passo é o despojamento. Percebi em algumas entrevistas que para uma nova organização não adianta arrotar: “como sou experiente, vocês precisam de mim”. Não, muito pelo contrário. Alguém muito convencido da sua experiência, é uma trava na organização. A experiência é para ser guardada em caixas. E a atitude que retiramos delas é que deve utilizada.

Cada organização é única como as pessoas; existem semelhanças mas existe a identidade que se sobrepõe.

Eu penso em uma comparação simples. Adquirimos os mesmos produtos no supermercado, mas sempre queremos novidades a partir deles. Para isso os “marketereiros” criam variações, novos rótulos, novas formas de apresentá-lo, mas o produto permanece o mesmo, como a coca-cola por exemplo. Então profissionalmente somos essa mistura de inovação e tradição. Se encontrarmos um certo equilíbrio seremos tão queridos quanto…rss

Confesso que fiquei um tanto triste pelos erros cometidos em início de carreira. Um pouco pesaroso por não ter o currículo bonito dos meus colegas que optaram pela via formal do estágio vale/aracruz/bancos. Penso que meus argumentos em futuras entrevistas serão muito diferentes para que me contratem. Na verdade é uma hipótese porque se tiver um pouco de dinheiro no futuro, não vejo outra opção além de montar a própria empresa. Mas a hipótese surge em função da necessidade. Não posso me dar ao luxo de escolher muito, tenho que lançar mão da oportunidade que me for dada;

todos nós temos sonhos para nos impulsionar mas é a realidade que nos governa.

Mas a mensagem dessa postagem é que errar em início de carreira é um privilégio que todos possuem, triste é chegar ao final dela e não possuir nenhuma história de superação.

É isso aí gente, HajaLuz em fase introspectiva e filosófica…

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Vitória dos democratas nas prévias; veja o site de Barack Obama

3 de fevereiro de 2008 às 11:35

O Biscoito Fino e a Massa pubilicou um bom guia sobre como estão as prévias que definirão o candidato democrata à presidência do Estado americano.

Fico na torcida por Barack Obama. Nâo conheço profundamente seu plano de governo, ou sua história pessoal. Mas sua vitória representara um duplo golpe na política imperialista. Primeiro pelo seu posicionamento com relação à Guerra do Iraque e depois pelo fato dos democratas possuirem melhor relacionamento com o mundo, inclusive com a américa latina

Se você deseja saber como foi o uso da internet pelos candidatos  leia essa postagem do blog do Mesquita: Internet - Campanha política nos Estados Unidos.

O site do futuro presidente dos EUA é uma aula de web vale a pena conferir.

Outra matéria interessante sobre esse processo. É a escrita por MaxRaven, que traduziu um discurso do candidato a candidato, e relacionou sua oratória ao software livre.

Abraços a todos e muita luz…

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Ministério da Cultura movido à Wordpress

23 de dezembro de 2007 às 8:00

 

É muito bacana estar dentro de uma revolução na internet. Quando comecei a trabalhar com Sistemas que gerenciam o Conteúdo era apenas uma aposta. Começamos com o PHPNuke e depois PHPbb, depois Mambo que virou Joomla, e depois veio a indecisão por migrar para os blogs, aí veio o Nucleus. Percebi que eu me distanciava de sistemas robustos em busca da simplicidade. Cada vez tornava-se mais difícil inserir uma página estática no sistema. O Googlebot tornou-se mais importante gradativamente. Até que me rendi aos encantos de Wordpress e sua maravilhosa indexação nos sistemas de busca. O Wordpress e sua maravilhosa interface para dar um treinamento em duas horas para um cliente e colocá-lo frente a frente com a arte de escrever na internet.

Agora vejo que a trajetória em prol da simplicidade não foi em vão, eis que recebo a notícia que grandes portais fizeram o mesmo caminho. Parabéns a todos os desenvolvedores Wordpress pela conquista!!!!

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Nadando contra a corrente, só pra se exercitar…

17 de setembro de 2007 às 9:30

Nessa minha busca por Luz tenho vivido momentos muitos intensos, muitas oscilações desde demonstrações de companheirismo e abandonos.

Devo muitos agradecimentos a minha grande companheira de trabalho: Gislene, da WorkConsultoria! Ela me acolheu e me acolhe em seu escritório, no qual, fizemos um grande projeto que abrigou 20 alunos em sua maioria vindos de outra cidades e vários comerciantes locais.

mergulho.jpgEsse projeto começou quando decidimos contatar um colégio no Bairro na Cidade de Serra/ES. Esse colégio nos permitiu iniciar o trabalho de Cursos na área de Gestão. Eu leciono Noções de Administração, Empreendedorismo e E-business e a Gislene trabalha com Organização do Trabalho, Atendimento e Vendas, Auxiliar Adminsitrativo e Assistente de Departamento Pessoal.

Foi um desafio e tanto. Fizemos um evento onde apareceram mais de 150 jovens da região. Contamos com a colaboração dos comerciantes locais que patrocinaram cadeiras, lanches e a própria dona do colégio colaborou muito, enfim, um começo muito bom. Sorteamos várias bolsas e no decorrer de dois meses colocamos em prática um curso que teve seu cunho social e ao mesmo tempo atendeu nossa expectativa de viabilizar as despesas de escritório.

É verdade que abrimos mão da nosso ganho financeiro, e esperávamos que pelo menos nas primeiras turmas a dona do colégio fizesse o mesmo. Porém isso não ocorreu, e compreendemos plenamente que um capitalista tem que angariar lucros com o seu negócio, inclusive ensinamos isso aos nossos treinandos. A cobrança foi forte por parte dos donos do estabelecimento, e não suportamos a pressão que logo passou a se constituir em desconfiança sobre a nossa honestidade nos relatórios.

Ficamos muito tristes com isso, porém, mesmo desejávamos levar a parceria até o fim, pelo menos das turmas iniciais. Contudo fomos convidados a nos retirar do estabelecimento, junto com nossos vinte alunos, e ao invés de ver isso como uma derrota, visualizamos uma nova oportunidade de firmar parcerias com os amigos, e aprofundar nosso relacionamento com os alunos.

Explicamos a situação para eles e também entramos em contato com vários clientes que nos apoiaram, uma cliente minha nos alugou as cadeiras, eu mesmo tirei algum dinheiro para ajudar no aluguél de uma nova sala, enquanto a Gislene pediu o adiantamento de uma consultoria e lá fomos nós para um novo desafio.

As despesas dobraram e os nossos alunos já pagaram todas as parcelas que combinamos e nesses últimos dias estamos lutando muito para arcar pessoalmente com despesas referente a materiais e afins; mas acreditamos que é desse jeito que a mudança pode ocorrer na sociedade.

Me parece que nosso objetivo foi alcançado porque os alunos nos passam uma enorme satisfação em estar conosco, e frequentemente nos retornam sua opinião, dizendo que superamos suas expectativas com relação ao curso e também com relação à outros cursos de nome que eles já fizeram, enfim, vamos terminar de cabeça erguida essa fase.

Fica a grande lição sobre a periferia do quanto ela é incapaz de se erguer diante da cultura de submissão que foi colocada. Para falar a verdade, tivemos que sair do bairro que mais precisava do curso e ir para um outro no qual a faixa de renda é maior, mesmo assim tenho que sempre lembrar que a maioria dos nossos alunos são de outros bairros bem distantes.

Erramos na localização do projeto? Infelizmente sim! Principalmente quando falamos que éramos moradores do mesmo bairro que eles, triste não? A periferia possui vergonha de si mesma!

Na segunda-feira, quando esse artigo entrar no site, já estarei em um outro projeto enorme, daqueles projetos de Ong, com quase uma centena de participantes. Já mudei o slogan aqui da página para Empreendedorismo Social, pois esse será o principal assunto que eles desejam tratar nesse projeto. Então vou trabalhar bastante com o tema e compartilhar por aqui. São tentativas que fazemos pela mudança de um país. Um detalhe que é um sacrifício para mim é trancar a minha faculdade para dar essas aulas para cerca de 80 jovens, será que isso faz sentido?

Alguém dirá que sou altruísta. Detesto altruísmo e caridade!! Faço tudo pelo interesse, não meramente financeiro - ainda que em parte também o seja, mas pela constatação que se nós enquanto sociedade não agirmos em prol das pessoas menos favorecidades, não teremos futuro, enfim, estamos vivendo para quê, afinal? Para nos auto-destruirmos? É uma questão lógica.

Eu sou muito mais ambicioso do que meus amigos que fazem um estágio de seis horas na Vale do Rio Doce e possuem o status de bem-sucedidos. Eles trabalham pelo hoje, eu trabalho pelo amanhã. Eles constroem um mundo melhor para si mesmos e para os capitalistas que investem naquela organização. Eu construo um mundo melhor para todos que não desejam ser medíocres.

Justamente por aquela aceitação cultural que eu citei logo acima, a tendência é de piora para os pobres. Isso não é culpa deles, nem do sistema. É apenas um jogo que eles não sabem jogar, que eles pensam ganhar algo de imediato - assim como meus colegas playboys - mas a longo prazo a consequência de se vender como mão de obra barata, é a catalização de um processo que provoca mais diferença social ainda.

A resposta não deve vir de governo, igreja, ONGS ou empresas. Tudo é bem nítido para mim. Somente quando os indivíduos optarem pelo abandono da sua cultura de submissão será possível ver um país melhor para todos. Meu raciocínio está livre do viés ideológico seja marxista ou liberal. Não importa qual seria o governo ou a ideologia predominante, se todos soubessem como é bom ser livre para decidir seu próprio destino, procuraria não depender nem de governo, empresário, nem de outros falsos mestres…rss

Se importaria mais em depender de si mesmo, ouvir mais a própria voz, e partiria para o convívio social com uma opinião firme sobre seus princípios, valores e metas para alcançar durante a sua existência…

Pergunto aos leitores: Quando isso acontecerá no Brasil?

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