O Segredo do sucesso é não ter segredo algum.
13 de fevereiro de 2007 às 22:44Adoro cliches… esse talvez seja um dos mais bacanas:
O maior segredo é não haver segredo algum
eu sempre vivi com a impressão que deveria escrever algo original… principalmente na atividade de pesquisador… e eis que surge um dia o auto-engano. Uma das passagens veio a tona agora. Gianneti falava lá pelas tantas que seria uma grande frustração o empreendedor calcular todos os riscos envolvidos no negócio. Evidentemente não haveriam empreendedores.
Esse raciocínio veio depois de uma partida extremamente mal sucedida de xadrez online. Na primeira dominava completamente, esqueci de olhar o tempo e quando já pensava no cheque-mate, veio o aviso da derrota por tempo. Não exitei em desafiar novamente meu adversário. Veio a fúria frenética de demonstrar que eu sabia jogar contra o tempo. Comecei com lances rápidos, encurralei meu adversário, deixei ele em uma situação muito difícil. Nas duas partidas minha superioridade era evidente. Mas eis que novamente perdi.
Na primeira pensei imediatamente na minha falta de organização. No meu relaxo em não observar um detalhe mínimo, mas muito importante: o tempo. Na segunda, agindo extremamente motivado pela raiva, deixei a emoção tomar conta, e preocupei-me tanto em demonstrar superioridade que não foquei o óbvio em um jogo: ganhar.
Mas o fracasso do xadrez não foi minha maior motivação de postar aqui. É que nos últimos dias estamos envolvidos em alguns Planos de Negócio, e eu estou pensando muito filosoficamente sobre isso. Sobre planejamento e previsão de lucros. E eis que me veio o trecho de Giannetti:
“O fato é que se todos os empreendedores potenciais agissem como calculistas prudentes, e só fizessem novos investimentos quando estivessem de posse de tudo aquilo de que precisam para estar racionalmente seguros de que não sairão perdedores em suas apostas, o ânimo empreendedor definharia…” (p. 62)
Acho simplesmente fantástica essa constatação, e é mais incrível ainda pelo momento em que vivo.
Uma vez quando convidei uma aluna, adolescente, para sentar-se um pouco mais a frente. Ela me saiu com essa:
“Eu não vou porque sou diferente não sou como os outros”
Diante desse arroubo de originalidade, eu fui obrigado a lembrá-la disso, que na verdade, ela se comportava como qualquer outro adolescente se comportaria, não havia novidade no fato dela agir daquela forma, então ficou surpresa ao constatar que sua atitude não tinha nada de revolucionário.
Sinto-me feliz em ter conhecido esse texto do Giannetti e a reflexão que se decorreu dele, como Administrador, ou qualquer outra profissão abraçada devemos sempre lembrar que inovar tem mais a ver com transformar do que inventar.




