Como se divide o mercado de trabalho?

19 de março de 2008 às 7:12

Depois de dar tanta cabeçada, ou como minha mãe diz: Murro em ponta de faca. Eu descubro que existem vários mercados de trabalho. Sim! Há o mercado A, B, C e por aí vai. Explico:

  • Existem empresas que são totalmente informais, você entra e não sabe se vai receber. Não há documentos para a contratação, não se utiliza equipamentos de proteção, não há pausas para descanso.
  • Outras são parcialmente formais, elas cumprem algumas leis. Fazem um contrato ou assinam a carteira. Essas engraçadinhas até te descontam impostos no contracheque, mas não repassam. Elas gostam mesmo é de colocar o mínimo e lhe pagar comissões. Demitem e recontratam de ano em ano e por aí vai;
  • Pouquíssimas cumprem o traçado, mas existem empresas que primam pelo formalismo. Geralmente são as grandes empresas, bem planejadas, e com gestores preocupados em não receber a responsabilidade de uma multa trabalhista.
  • Também há os orgão públicos que não se preocupam com a CLT já que as regras trabalhistas são estipuladas em decretos de acordo com a sua jurisdição. São os famosos estatutários que são subdivididos em muitas classes que não irei comentar por ora.

Cada pessoa se adequa mais ou menos em um destes mercados. Francamente já passei por todos. No Ministério da Saúde como estagiário, mas já passei. Em empresa formal foi o Correios que cumpre o traçado (mais ou menos). E nas outras acho que todos nós já passamos. Quem aqui tem a mesma origem que eu e nunca fez um serviço em empresa do bairro que atire a primeira pedra.

Falta um ano para eu formar em Administração. É evidente que após a formatura terei um leque enorme de escolhas e vou me aproveitar o máximo dele. Mas mesmo hoje. Mesmo para quem precisa muuuuuuito de levantar grana, penso que é muito arriscado ingressar na informalidade. Descobri que meu status de estudante universitário - é verdade, pelo menos nas periferias estudante universitário tem status - chama em minha direção pessoas que não querem ou não tem condições de pagar um gestor e através de estágios e as vezes nem isso e desembocam um monte de armadilhas para quem lida com sua empresa, sejam clientes, funcionários, fornecedores. E no meio disso tudo figura um pseudo-gestor que larga seus estudos para ser como eu aprendi nos correios: Bucha de canhão. (me lembrem de falar sobre isso no futuro).

Quem deseja ter uma carreira nota 10, deve fugir da informalidade. Pelo menos se você estuda é porque tem algo a oferecer ao mercado. Então porque se misturar com quem não lhe dá valor? Quem lhe sub-remunera e ainda por cima lhe impõe responsabilidades acima da sua capacidade? Acredite: Isso não é bom nem para ele, nem para você e muito menos para a sociedade.

Pausa para as notícias:

EUA barram deportação de Andréia

A capixaba Andréia Schwartz, testemunha-chave do escândalo sexual que derrubou do ex-governador de Nova York Eliot Spitzer, não foi deportada para o Brasil no fim de semana, como programado, porque a Procuradoria Distrital de Nova York quer que ela dê mais informações sobre o caso.

Depois dizem que eu sou implicante com o Espírito Santo.

Jornais pedem desculpas aos pais de Madeleine pelas acusações

Dois jornais britânicos pedem nesta quarta-feira desculpas em suas capas aos pais de Madeleine McCann, a menina que desapareceu no dia 3 de maio de 2007 em Portugal, informou a BBC.

Lembro-me do quanto a Paula escreveu sobre esse caso. Ela sente na pele a discriminação dos brasileiros no exterior. Essa mulher: Madeleine; sofreu demais gente. Será que nosso país é capaz de oferecer a ela um tratamento oposto ao que recebeu das autoridades e mídia estrangeira??

Leia Mais sobre: , , , , ,

Diário de uma carreira

13 de março de 2008 às 7:11

Quem acompanha o HajaLuz a mais tempo sabe o quanto relutei em transformar esse espaço em blog… Eu comecei com entediantes resenhas de artigos, livros e tudo o que me vinha à mão sobre Sistemas de Informação.

Os assuntos sempre em terceira pessoa, muito impessoais. Bem do jeito que eu gosto: Sisudo, pesado, c-i-e-n-t-í-f-i-c-o, formal e estéril.

Existem fases e divisões na minha vida. Hoje foi um daqueles dias muitos difíceis, trabalhosos, reflexivos. Andei muito à procura de uma nova residência, vi diversos imóveis. A princípio moraria em qualquer lugar, mas as pessoas que me cercam, querem o melhor para mim e não me deixam escolher nada que seja indigno da minha presença.

Aí é que começa o problema. Nessas reflexões penso que construi um personagem totalmente incompatível com a minha realidade. Tenho sérias dúvidas se vou obter êxito para formar esse ano ou em qualquer outro. Pelo menos essa foi a impressão que os insucessos me passaram hoje.

Mas como qualquer outra impressão, ela passará. Amanhã acordarei, tomarei meu café e a vida voltará a ser colorida, alegre e esperançosa. Essa é a fase que eu quero entrar hoje a fase da esperança. Ontem até escrevi uns textos à mão e depois de ler, me vi tomado por um espírito de auto-ajuda, muito legal isso, e muito bobo como eu classificaria em outros tempos.

Quando eu destaquei a palavra presença logo acima, foi para comentar sobre algo que detesto. Em quase todo lugar onde passo as pessoas criam uma expectativa enorme sobre meu potencial como profissional e essa expectativa se extende até mesmo na minha aceitação como pessoa. Isso me incomoda, eu preciso caminhar em passos firmes, um de cada vez. É bom ser autônomo e ter clientes mesmo antes de estar formado. É bom fazer propostas de trabalho e ser aprovado por empresas consolidadas. E é bom entrar no MSN e alguém que você considera superior perguntar se há uma vaga no seu projeto. Isso deixa o ego lá em cima. Mas tenho que ser honesto, preciso dar um passo de cada vez e o que mais desejo na vida é ser igual aos meus amigos com seu uniforme de estágio, e a cabeça tranquila, o dinheiro certo no final do mês… e aquelas coisinhas de gente normal…

Eu sei que já dei aulas de empreendedorismo e falei muita coisa sobre superar desafios, mas tem dia que a gente cansa, se decepciona com o mundo e conosco mesmo… hoje foi um dia assim… preciso que as pessoas me conheçam como sou. É verdade que desafio as leis de mercado com minhas idéias, mas o custo disso as vezes é alto de mais para mim…

Penso que escrever minha realidade para você é a melhor forma de melhorar meu conceito. Revelar minhas fragilidades não me diminui, muito pelo contrário, deixo essa postagem com a sensação que já deveria ter feito isso a muito tempo… não só aqui, mas é um tempo de mudança estrutural na minha vida. Essa atitude se estenderá através de muitas ações nos próximos dias…

Não posso deixar de agradecer muito às pessoas que me acompanham e torcem pelo meu sucesso: Obrigado!!

ps.: A figura lá em cima é porque: falar até papagaio fala!

Leia Mais sobre: , , , , , ,

Volta às aulas

8 de março de 2008 às 6:32

Rematrícula feita:

O documento acima é o meu horário individual para o próximo semestre da Ufes. Ainda não decidi se vou estudar nas disciplinas pela manhã, mas se decidir estuda-las pelo menos estão garantidas.

Hoje é como se eu virasse uma página e voltasse a recontar uma história de muita esperança. Passei por um teste duro no mercado. Saí com arranhões, quase caído, mas as pessoas que me amam e que me cercam, me mantém confiante e animado para um triunfo futuro.

Estou muito feliz pelas escolhas e opções que fiz em minha vida. Um novo ciclo começa. Também foi um dia de nostalgia pois foi inevitável rever meu primeiro esboço de um trabalho na internet.

Eu sei que a página é muito tosca. Considere que foram meus primeiros contatos com HTML/FLASH e eu abusei muito tanto nos textos como na “decoração”. Mas penso que esse primeiro esboço não é motivo de vergonha, mas de orgulho. Pois foi um passo corajoso. Nessa época ainda casado, possuia uns R$ 2.000,00 em minha conta. Decidi tirar R$ 400,00 reais para fazer o curso de webdesign no SENAC. O curso em si foi só uma apresentação para as interfaces do Photoshop, Dreamweaver, pois como todo profissionalde web sabe, a internet é muito mais do que isso.

De volta a Ufes vou rever vários amigos. Muitos já formaram e eu tenho orgulho de vê-los atuar nas maiores empresas do estado. Eu segui um caminho diferente é verdade. Mas acreditem, mesmo sem dinheiro sou feliz com o que faço. Para eles, e para a maioria das pessoas é difícil entender como um cara fez a opção que fiz, mas essa opção é a que me realiza.

Ainda existe um caminho grande pela frente. Agora na volta a Ufes provavelmente virão textos relacionados às disciplinas visualizadas acima; vocês que aguentem.

Estou muito feliz pela minha rematrícula… e sinto-me iluminado…

Leia Mais sobre: , , , , ,

Erros no início da carreira

2 de março de 2008 às 5:55

Algumas escolhas equivocadas são positivas.

Uma aluna questionava à professora suas condições de estágio em uma ONG. Essa colega viveu fatos semelhantes aos que eu vivi quando trabalhei em uma organização desse tipo: Desvios de verba, falta de interesse dos assistidos pela ONG, politicagem e coisas parecidas. A professora esclareceu que não devemos  sonhar com a organização perfeita. Um sistema perfeito só existe conceitualmente. Na prática as organizações têm suas mazelas, e é por isso que existe o gestor. Caso contrário qualquer leigo poderia administrar, não é verdade?

Quem convive com a gestão sabe do valor do seu trabalho, é evidente que o senso comum tenta desmoralizar o empenho de um gestor. Principalmente entre os “práticos” é comum um certo ódia à gestores. Para eles, o gestor poda o seu poder, ao racionalizar e planejar suas tarefas. É por isso que um erro comum de um administrador em início de carreira é cobrar barato por seus serviços, ou se oferecer além do que é acertado em contrato. Isso denota amadorismo e falta de comprometimento com sua própria formação.

Eu cheguei a essa conclusão ao revirar hoje várias caixas de conteúdo estudados desde o seminário até hoje na faculdade. São cerca de quatro caixas daquelas de natura. Essas caixas abrigam centenas de apostilas e livros que simulam com muita propriedade o cotidiano de um gestor. Fiquei impressionado ao ler alguns papéis, que ao contrário do que muitos imaginam, é um conteúdo muito útil nos momentos de solidão na tomada de decisões.

Com relação ao HajaLuz percebo que achei o fio da meada. A objetividade que é tão necessária a um veículo de mídia. E o bom dessa objetividade é que ela é bem original. Um blog é fascinante. Eu relutei muito em conceber blog como diário. Parece adolescente. Mas é verdade. Um blog é adolescente e isso não é pejorativo no contexto que vou explanar agora. Adolescência é fase de indefinição. Um diário de bordo, não é uma fase de indefinição na vida de um comandante? Até anotações científicas como as de Darwin, não representam uma carreira; um estudo em progressão? Não seria um amontoado de suposições, contradições, erros e apenas alguns raros acertos?

Então você pode começar a escrever sobre uma série de temas - o jargão “tecnologia” costuma ser o preferido - mas terá que encontrar uma identidade para obter êxito. Caso contrário caíra em uma vala comum. Isso não serve só para blog’s mas para toda uma carreira profissional.

Não sei quantos estudantes de administração colocam seu cotidiano na internet. Mas e sua influência nas organizações que atua? Aliás você influencia de alguma forma a organização em que atua? Penso que as empresas necessitam de pessoas que desejam agregar valor à seus serviços/produtos.

Agora, faço o que sou bom. Junto os primeiros parágrafos com o último e afirmo que colocar experiências, e por que não “incipiências” na internet e compartilhar isso com milhares de pessoas, cria um valor imenso àquele acervo que tenho guardado em minhas caixas. Acredito que essa é uma nova forma de maximizar conhecimento. Esse é o fio da meada: compartilhar meu cotidiano com vocês, enriquece a minha carreira e a de quem me lê; sem falsa modéstia..rss

Algo bacana nos últimos dias é o amadurecimento e a tomada de confiança para subir degraus mais elevados. Estou nos últimos períodos do meu curso. Principalmente quando tranquei esse último período, passei em um outro teste que a faculdade não oferece, mas dá o embasamento para suportar: É o teste da rua.

Convivi com gente de todo tipo durante os últimos anos. Trabalhei em organizações de tantas estruturas diferentes. Com tantos arranjos e composições distintas. Uma loucura. Foram dois escritórios de contabilidade, uma pequena empresa de alarmes, depois os correios, nesse meio tempo fui líder religioso, estágio no governo, bolsa de pesquisa acadêmica, muitas consultorias, duas ONGS imensas, e agora???

Primeiro passo é o despojamento. Percebi em algumas entrevistas que para uma nova organização não adianta arrotar: “como sou experiente, vocês precisam de mim”. Não, muito pelo contrário. Alguém muito convencido da sua experiência, é uma trava na organização. A experiência é para ser guardada em caixas. E a atitude que retiramos delas é que deve utilizada.

Cada organização é única como as pessoas; existem semelhanças mas existe a identidade que se sobrepõe.

Eu penso em uma comparação simples. Adquirimos os mesmos produtos no supermercado, mas sempre queremos novidades a partir deles. Para isso os “marketereiros” criam variações, novos rótulos, novas formas de apresentá-lo, mas o produto permanece o mesmo, como a coca-cola por exemplo. Então profissionalmente somos essa mistura de inovação e tradição. Se encontrarmos um certo equilíbrio seremos tão queridos quanto…rss

Confesso que fiquei um tanto triste pelos erros cometidos em início de carreira. Um pouco pesaroso por não ter o currículo bonito dos meus colegas que optaram pela via formal do estágio vale/aracruz/bancos. Penso que meus argumentos em futuras entrevistas serão muito diferentes para que me contratem. Na verdade é uma hipótese porque se tiver um pouco de dinheiro no futuro, não vejo outra opção além de montar a própria empresa. Mas a hipótese surge em função da necessidade. Não posso me dar ao luxo de escolher muito, tenho que lançar mão da oportunidade que me for dada;

todos nós temos sonhos para nos impulsionar mas é a realidade que nos governa.

Mas a mensagem dessa postagem é que errar em início de carreira é um privilégio que todos possuem, triste é chegar ao final dela e não possuir nenhuma história de superação.

É isso aí gente, HajaLuz em fase introspectiva e filosófica…

Leia Mais sobre: , , , , , , , , , , , , , , ,

A empresa feudal: patologia de algumas microempresas.

28 de fevereiro de 2008 às 4:11

Na sua adolescência você teve que entrar em contato com o Lima Barreto, através do Triste Fim de Policarpo Quaresma. É obrigação de todo aluno do Ensino Médio ler a história desse ilustre patriota que dedicou sua vida a preservar valores culturais e éticos que ninguém desejava preservar.

Um Dom Quixote brasileiro? Quem sabe?

Eu tenho vivido meus dias quixotescos. Voltar ao bairro onde cresci me despertou sentimentos libertários. Aquele velho heroísmo dos tempos de adolescente cristão voltou nos últimos meses, e as consequências foram quase trágicas.

Respondi agora um email de uma pessoa solicitando retirar uma postagem aqui do blog porque sentiu-se ofendido. Sabe aquela pessoa que você deseja virar a página mas a dor de cotovelo dele fala mais alto. E aí a pessoa vai te perseguir o resto da vida só para te entristecer? Eu suspeito disso.

Mas vamos transformar o limão em limonada.

Essa não é a minha primeira experiência em organizações que beiram o feudalismo. Exagero?

Existem ranços e vocês sabem disso. Existem ranços muito fortes em algumas organizações e localizações do nosso país. Trabalho escravo não é raro em regiões rurais.

E na cidade como é? A flexibilidade é o perigo. A frouxidão de contratos e de relações entre fornecedores, clientes, e trabalhadores gera consequências, em alguns casos, consequências piores do que a escravidão.

Ora Luiz, agora você é um administrador que crítica empresas?

Não necessariamente, as organizações econômicas sofrem de algumas patologias. Eu vi essa comparação de empresa com gente doente em um documentário - acho que foi o do Al Gore - sobre o meio ambiente. As organizações possuem a cara do seu patrono. Elas crescem do jeito dele. Infelizmente o crescimento econômico é um câncer na vida de algumas pessoas e de algumas localizações. Essa é a preocupação com relação ao meio ambiente. O que adianta uma cidade como São Paulo, tão rica mas tão insegura e caótica.

Tivemos essa sensação quando adquirimos um NoteBook. Temos medo de sair com ele na rua. Queremos fazer seguro para um produto que não custa sequer cinco salários mínimos.

Mas a patologia a que me refiro é outra. Voltamos ao Policarpo Quaresma. É um doente sem dúvida. Um louco!

Eu sempre desconfio de pessoas que desejam fazer o bem pela humanidade. Aquelas pessoas que sempre ajudam. Hoje conversei com minha mãe sobre isso. No meu bairro vários comerciantes são conhecidos por “ajudar” pessoas. Eles não assinam carteira. Pagam 30% a 40% de um salário mínimo a um trabalhador, e são vistos como alguém que ajuda à economia local.

Veio em minha mente na hora o Policarpo Quaresma. Veio também o sistema feudal. Penso que as periferias estão cercadas por um sistema de proteção social caótico. Justiceiros estão por toda parte; quase toda semana morre alguém porque estava à margem da lei local.

Lembro-me que nos primeiros dias que cheguei aqui, fomos de comércio em comércio pedir auxilio para um evento que se destinava a inclusão social. Era uma palestra que eu e Gislene fizemos sobre mercado de trabalho. Fui surpreendido por uma ótima recepção, mas em pouco tempo veio uma cobrança enorme que nós deveríamos devolver o que nos foi dado! Enfim, nossos parceiros não tinham o mesmo espírito de doação que nós tivemos. As contribuições nos custaram caro. É evidente que fizemos a divulgação das marcas, mas em dois meses de trabalho a exigência para que o curso devolvesse o “investimento” foi enorme.

É evidente que fizemos um curso para ter lucro, e para que nós também ganhássemos dinheiro. Mas a pressão é para que não gastassemos tanto com material. Não era necessário. Enfim! Um choque de cultura, que é comum encontrar em microempresas. Foco no custo, serviços péssimos para os pobres. Mas os desfavorecidos pagam assim mesmo pois vivem a ilusão da inclusão social.

Não dormiríamos bem com esse peso sobre nossos ombros. Mantivemos a qualidade do curso pelo menos por um mês mais. Conversamos com os alunos. Explicamos a situação. E conseguimos alugar um novo ponto com dinheiro do nosso próprio bolso. Sem denegrir a imagem da nossa parceira que fez o oposto e até hoje espalha pelo bairro que devemos a ela.

A patologia da microempresa é essa. Se perguntar a algum deles. Dirão que estão sofrendo, estão em crise, mas o carro é trocado todo ano.

Eles não prestam um bom serviço. Eu fico surpreso como as pessoas pagam mais caro por benefícios básicos e de obrigação do estado como: educação e comunicação; e ainda assim ninguém recorre, ninguém questiona. Às vezes vemos um ou outro berrando pelas ruas que é lesado. Mas é uma voz desesperada que pela agressividade perde a razão.

Diante de tanta arrogância já passou pela minha cabeça procurar o Ministério Público. Mas penso que o quixotesco seria eu; o Policarco seria eu. Policarpo ao contrário do que todos pensam não é mocinho; é um frustrado. Isso não sou.

A melhor resposta para o feudalismo é o empenho pela liberdade. E esse empenho se traduz para mim em conhecer o mundo, e trabalhar com novas possibilidades. É isso o que faço na Ufes. Quantos por cento dessa população onde vivo pisam naquela instituição e tem acesso ao que eu tenho?

É dessa forma que irei combater essa doença social. Sem radicalismo e sem achar que tenho a solução para esses problemas tão complexos. Vou me manter firme na universidade; vou tentar levar adiante esse trabalho de consultoria em Sistemas de Informação de maneira autônoma.

Para minha surpresa ao abrir minha caixa de email, haviam duas propostas de trabalho haje, é um sinal de novos rumos e de novas oportunidades.

Obrigado a todos que acreditam em nosso trabalho.

Os cães ladram mas a caravana passa…

Abraços e muita luz a todos!!

Leia Mais sobre: , , , , , , , , , ,