Feliz ao ver estatísticas

14 de abril de 2008 às 21:24

Gente, não sou de fazer aquelas retrospectivas em final de ano. Para mim parece que o ano começa sempre em Abril.

O dia 1º sempre é especial. Foi no dia 1º de 2006 que conheci Gislene, e foi no dia 1º de 2008 comecei esse novo trabalho com aulas para adolescentes que é um trabalho muuuuito especial para mim.

Em Abril do ano passado começaram a amadurecer as negociações para o nosso curso de empreendedorismo e a abertura do nosso primeiro escritório. E sem contar que 17 de Abril é meu aniversário.

Outro fato engraçado é que estou revendo as palavras e postagens mais procuradas aqui no HajaLuz e fico muito feliz em ver o site como referência em tantos assuntos positivos.

Esse período tem sido de muita reflexão e poucas postagens. É um período de muito aprendizado, muita observação. Sou muito grato por estar rodeado de tantos ótimos profissionais nesse novo curso. Aprendo muito com eles. E também fico cada dia mais surpreso com a lisura dos gestores dessa organização.

Houve dias em que desacreditei de qualquer instituição social. Mas me contive na esperança de que poderia haver alguma que salvasse. Sei que há muitas, e é por isso que persisti em procurar por trabalhar em uma delas.

Temos que perserverar. Mesmo que em um determinado momento você não acredite em mais nada, acredite que existem pessoas que lutam por recursos materiais e humanos para que surja uma sociedade menos injusta.

Eu torço muito por essas pessoas e acredito que agora, mais do em qualquer outro momento, sou um deles. Um pós-idealista, mais consciente do que vem a ser um profissional que atua no terceiro setor.

A experiência que vivo atualmente é única e espero em breve transmitir muitas idéias em formas de artigo para que toda uma comunidade seja beneficiada; quem sabe a partir dessa experiência não surja minha monografia…

Muita luz a todos…

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Diário de uma carreira

13 de março de 2008 às 7:11

Quem acompanha o HajaLuz a mais tempo sabe o quanto relutei em transformar esse espaço em blog… Eu comecei com entediantes resenhas de artigos, livros e tudo o que me vinha à mão sobre Sistemas de Informação.

Os assuntos sempre em terceira pessoa, muito impessoais. Bem do jeito que eu gosto: Sisudo, pesado, c-i-e-n-t-í-f-i-c-o, formal e estéril.

Existem fases e divisões na minha vida. Hoje foi um daqueles dias muitos difíceis, trabalhosos, reflexivos. Andei muito à procura de uma nova residência, vi diversos imóveis. A princípio moraria em qualquer lugar, mas as pessoas que me cercam, querem o melhor para mim e não me deixam escolher nada que seja indigno da minha presença.

Aí é que começa o problema. Nessas reflexões penso que construi um personagem totalmente incompatível com a minha realidade. Tenho sérias dúvidas se vou obter êxito para formar esse ano ou em qualquer outro. Pelo menos essa foi a impressão que os insucessos me passaram hoje.

Mas como qualquer outra impressão, ela passará. Amanhã acordarei, tomarei meu café e a vida voltará a ser colorida, alegre e esperançosa. Essa é a fase que eu quero entrar hoje a fase da esperança. Ontem até escrevi uns textos à mão e depois de ler, me vi tomado por um espírito de auto-ajuda, muito legal isso, e muito bobo como eu classificaria em outros tempos.

Quando eu destaquei a palavra presença logo acima, foi para comentar sobre algo que detesto. Em quase todo lugar onde passo as pessoas criam uma expectativa enorme sobre meu potencial como profissional e essa expectativa se extende até mesmo na minha aceitação como pessoa. Isso me incomoda, eu preciso caminhar em passos firmes, um de cada vez. É bom ser autônomo e ter clientes mesmo antes de estar formado. É bom fazer propostas de trabalho e ser aprovado por empresas consolidadas. E é bom entrar no MSN e alguém que você considera superior perguntar se há uma vaga no seu projeto. Isso deixa o ego lá em cima. Mas tenho que ser honesto, preciso dar um passo de cada vez e o que mais desejo na vida é ser igual aos meus amigos com seu uniforme de estágio, e a cabeça tranquila, o dinheiro certo no final do mês… e aquelas coisinhas de gente normal…

Eu sei que já dei aulas de empreendedorismo e falei muita coisa sobre superar desafios, mas tem dia que a gente cansa, se decepciona com o mundo e conosco mesmo… hoje foi um dia assim… preciso que as pessoas me conheçam como sou. É verdade que desafio as leis de mercado com minhas idéias, mas o custo disso as vezes é alto de mais para mim…

Penso que escrever minha realidade para você é a melhor forma de melhorar meu conceito. Revelar minhas fragilidades não me diminui, muito pelo contrário, deixo essa postagem com a sensação que já deveria ter feito isso a muito tempo… não só aqui, mas é um tempo de mudança estrutural na minha vida. Essa atitude se estenderá através de muitas ações nos próximos dias…

Não posso deixar de agradecer muito às pessoas que me acompanham e torcem pelo meu sucesso: Obrigado!!

ps.: A figura lá em cima é porque: falar até papagaio fala!

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Wal-Mart: Como uma empresa pode ser tão odiada?

24 de dezembro de 2007 às 8:00

Na faculdade de administração somos apresentados ao vídeo do guru Michael Porter. Nesse vídeo que todo estudante mediano de administração deve conhecer, ele fala da relação entre o foco de uma marca na diferenciação do produto e o foco de uma marca no custo do produto.

O Wal-Marte é exemplo da segunda opção: Foco em Custo.

É por isso que você mesmo é icentivado a embalar suas compras. É por isso que você não acha vendedores para lhe fornecer informações sobre os produtos. É por isso que você quando compra no Wal-Mart sujeita-se a ser a ponta de mão-de-obra na loja. Isso mesmo: A mágica é fazer até o próprio consumidor trabalhar para a organização.

Francamente eu nunca gostei do ambiente dessa loja. Tenho a sensação de ser atendido por rôbos. São pessoas amedrontadas e pressionadas a produzir.

Por estudar administração e lecionar empreendedorismo, sou um capitalista por definição. Acredito no capitalismo, não na exploração capitalista. Os dois temas possuem uma imensa distinção que só um oportunista não consegue enxergar.

O que eu não imaginava era que o ódio ao Wal-Mart, chegasse ao ponto de fazer com que as pessoas se engajassem ao ponto de elaborar um vídeo como esse:

YouTube Preview Image

Além disso existe um site chamado WalmartMovie, que é uma espécie de dossiê digital contra a loja.

Nessa página do YouTube temos uma série de vídeos dedicados ao Wal-Mart.

A pergunta que não cala

No dia em que saí dos correios meus amigos me advertiram severamente. Falaram da fome que iria passar longe do correio. Alguns disseram que iria implorar para voltar. Minha mãe outro dia lembrou dos tempos aúreos. Das vantagens que vinham nessa época de natal. Enfim, não vejo que a exploração seja provocada por uma empresa ou outra. As pessoas realmente participam do processo e o aceitam.

É verdade que existe uma carga ideológica imensa. É difícil ser ousado e sair de um contexto de exploração. É necessário ir contra a família, abandonar amigos e por aí vai. No meu caso tive até que me divorciar para fazer o que gosto, que é trabalhar com internet. Enfim, tudo tem um preço, até fugir da exploração tem.

Então não devemos ver as grandes corporações como vilãs. Temos a mania de colocar a culpa nelas por todas as desgraças do mundo: Ora é o governo americano, ora é a Microsoft, Wal-Mart, Globo. Mas enfim:

Essas mega-corporações são fruto de um desejo coletivo ou as pessoas são forçadas a participar de suas atividades?

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Record News é um novo projeto messiânico?

28 de setembro de 2007 às 13:30

Desde o término do seminário pensei em me distanciar o máximo da vida religiosa e só me apegar à vida material, até porque ela é bem mais fácil para compreender.

Eis que o líder religioso Edir Macedo começa a pregar a palavra de deus em sua garagem, e qual é o resultado de tudo isso? Pelo menos nos dias atuais é a formação de algo nunca visto antes nesse país (êita!!): O cara teve a coragem de fazer uma tv de notícias no Brasil.

No vídeo de apresentação você verá os jornalistas mais badalados das outras emissoras. E a pergunta é: Como um cara que surge do meio religioso, consegue tocar projetos tão bem sucedidos no meio empresarial, meio no qual os dogmas não podem existir?

Seguramente aqueles profissionais, ainda mais quando se trata de jornalismo, exigirão dos seus superiores total liberdade de trabalho. E o pior de tudo é que Edir Macedo dará.

Ao olhar de forma mais fria, poderemos perceber a transferência de recursos de uma grande parte da população para montar negócios milionários, que nesse caso tem lá sua utilidade pública! É polêmico, eu sempre questiono essa coisa de caixa de igreja ser uma verdadeira caixa preta; penso que isso nunca deveria ocorrer, que a arrecadação dessas instituições deveria ser melhor controlada, nem que fosse pelos próprios participantes dela.

Mas por outro lado, como podemos afirmar que as pessoas que doam seu dinheiro para as instituições religiosas são lesadas, se o fazem por livre e espontânea pressão psicológica vontade?

Seria o líder da universal uma espécie de messias que vai fazer na terra um império da salvação para quem segui-lo? A TV record, bem sabemos, cumpre muito bem o seu papel como órgão de informação laico. Mas será que essa sutileza não é justamente uma ótima estratégia para imperar? Reflita que a melhor forma de dominar é justamente oferecer uma falsa liberdade aos seus comandados para que eles executem todas as suas ordens imaginando que o fazem de maneira autônoma.

Será que essa é a estratégia do nosso messias?

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Não é só você que está frustrado com ONG’s

22 de setembro de 2007 às 9:35

Bom gente, essa é a segunda vez que eu mesclo o meu trabalho com ONG’s. Realmente é uma experiência que não desejo repetir.

Mas existe uma grande diferença na minha postura entre a primeira e a segunda vez. Na primeira coloquei a boca no trombone e denunciei aos quatro ventos. Muitos amigos me recriminaram dizendo: Pô! se você escolheu trabalhar com essa gente, o que estava esperando?!

E ainda tenho que tolerar as gozações do pessoal da universidade que ganha muito bem como Trainee, e me considera uma espécie de jesus cristo social.

Mas eu replico e digo que atuar em prol das pessoas com a mesma origem da minha, não se constitui altruísmo, mas é uma questão lógica. Se a sociedade se desenvolve coletivamente acredito que é melhor para todos. Existem muitos garotos nas favelas que são verdadeiros campeões. São muito mais competentes do que meus próprios amigos universitários que me gozam. O que lhes falta é treinamento e adaptação ao ambiente de negócios, os quais busco oferecer em meu curso de empreendedorismo.

Vale ressaltar que no meu caso, estabelecer um relacionamento estreito com pessoas vencedoras, é a grande chave de sucesso para mim. Isso é algo que as empresas desejam também. Então repito que não pratico altruísmo nem assistência social, mas invisto em pessoas que considero competentes e vencedoras, e posso citar vários exemplos de alunos nossos que ao lhes ser oferecida uma oportunidade se destacaram no mercado de trabalho.

Como dizia antes. Na primeira vez reclamei muito e tirei o sono de gente poderosa, tanto que fui ameaçado por quem não possui ao menos condição moral para andar de cabeça erguida, quanto mais conseguir me prejudicar de alguma forma. E dessa vez minha atitude será outra…

Irei enviar alguns email’s para os auditores do projeto. E para a Escelsa que é a financiadora, e que seguramente está investindo pesado nessa brincadeira. E o pior, quando mistura seu nome a esse tipo de organização, recebe um efeito contrário ao que deseja, pois os alunos chegam no início do curso com receio de - nos próprios dizeres deles - ser “feito de otário” como em tantos outros projetos sociais.

Nesses email’s irei narrar os acontecimentos que deveriam ser alvo de investigação por parte das autoridades constituídas, creio que é essa é a melhor forma de agir. Pois reservo-me na minha posição de mero instrutor e mostro minha confiança nas instituições que são legalmente constituídas para exercer o controle sobre os recursos empregados no projeto em questão.

Peço desculpas aos meus treinandos por ter colocado meu nome nessa empreitada. É como digo: Temos que manter a esperança que as coisas mudem. Omitir-se é ser conivente com a corrupção. É muito fácil criticar sem se envolver como fazem meus amigos. Se eles fossem capazes de desafiar esse conjunto de parasitas como eu faço, o país seria outro!

Não fujam da sua responsabilidade. Vocês são clientes do projeto. Exijam respeito dos gestores dele - que apesar de toda a arrogância que arvoram - são muito bem pagos para servi-los. Essa gente não gosta de pessoas como eu, que apesar da origem humilde, não cala a boca em troca de dinheiro. Quem sabe minha atitude não valerá mais do que todas as palavras que disse entre vocês.

O HajaLuz está de portas abertas para vocês. Divulguem o seu trabalho por aqui. Estou a disposição para lhes auxiliar. Basta que vocês se organizem. Temos uma plataforma de ensino On-Line, na qual poderemos trocar idéias e crescermos juntos. Podemos montar um curso alí para vocês, basta que haja, no mínimo, dez pessoas interessadas…

Algumas postagens que escrevemos poderão lhes auxiliar de imediato nessa busca por melhores oportunidades de trabalho:

Como se dar bem em uma entrevista?

Dicas para uma boa entrevista de trabalho I

Dicas para uma boa entrevista de trabalho II

Dicas de Entrevista

Fico à sua disposição.

Desejo-lhes muita Luz…

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