Hoje foi um dia para trabalhar com desenvolvimento

26 de agosto de 2008 às 17:48

Há algum tempo não me engajo tanto no BlogMestre (http://blogmestre.org ).

O que decidi fazer foi um Downgrade da versão MU (multi usuário) para um Wordpress simples. Já que havia somente uns 5 utilizadores mais frequentes não foi muito difícil a importação, somente alguns detalhes como imagens e links não ficaram muito bom pois não importei a estrutura de arquivos antiga.

Agora estou aos poucos dando um ar de revista ao BlogMestre espero que os meus parceiros e amigos que escrevem por lá aprovem as idéias.

Para mim é muito bacana rever as postagens e a dedicação das pessoas por esse trabalho, espero que ele entre em uma fase muito legal agora com a versão 2.1.

Como foi a viagem para cachoeira do campo?

Foi muito boa e quando chegamos lá descobri que o lugar era próximo a Ouro Preto, cidade magnífica. Infelizmente não tirei fotos. E a comida mineira me derrubou. Muita gordura, mas estou vivo!

Houve uma troca de experiências interessante que pretendo compartilhar no BlogMestre por ter pertinência com educação; não perca.

Polimídia

Hoje iniciei uma parceria bacana com o Ezequiel, um iniciante na carreira de jornalismo digital, em breve vou divulgar o site dele por aqui.

Seguem algumas imagens que uma professora tirou da viagem, a câmera não estava muito boa:

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Cuidado com o “masterpageano”

30 de junho de 2008 às 21:30

Volto de ônibus da instituição em que trabalho como instrutor de Administração e ouço o seguinte “diálogo” ao celular:

- A resposta para a sua pergunta é sim. É fácil eu fazer isso que você quer.

Um sinal de alerta acendeu em minha memória. Lembrei-me da compra de um 586 - você conhece isso? - com um HD de 4Gb. O vendedor usava umas expressões parecidas para me explicar que eu poderia fazer miséria com aquela máquina.

O eloquente rapaz continua:

- Você quer que eu alinhe seu layout? Que eu coloque os botões de baixo para cima? Isso é muito simples. Amanhã será a primeira coisa que farei ao chegar ao escritório.

Vibrei! Puxa finalmente vou conhecer um profissional de internet em carne e osso, morador da minha querida Vitória!

- Os padrões? É lógico! a “masterpage” cuida disso! Não precisa mudar o projeto todo não! O negócio é em “dotnet” e asp.

Caramba! Eu leio umas cinco horas diárias sobre desenvolvimento web e não conheço nada do que o rapaz disse, caramba, o cara está a frente do nosso tempo. Mas algo me alerta, não só pelo sotaque carioca, que é muito comum por aqui, quando um capixaba é iludido pela conversa de um ser mais evoluído.

Mas o alerta é sobretudo pela utilização de termos técnicos. Raramente alguém da nossa área fala palavras em inglês ou informatiquês, sem a intenção de ganhar mais um pato…

Eu chego em casa e ligo a máquina apressado para saber que diabos de “masterpage” é essa. Sera um revolucionário ERP, pensei até que seria algum framework ou coisa parecida. E eis que me deparo com um esdrúxulo troço parecido com o tal de frontpage que me dá tristeza em saber que uma coisa dessas existe.

E o pior de tudo é que o cara falava alto para o ônibus inteiro ouvir.

E a pergunta que não me deixará dormir bem essa noite: Quanto será que ele cobrou do pobre coitado do cliente?

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Firefox 3, ainda sobre afobação.

19 de junho de 2008 às 7:58

Uma das grandes dúvidas sobre a geração dos anos 90 é se ela teria paciência quando chegassem à idade produtiva. Essa dúvida surge pelo uso crescente de tecnologia para qualquer atividade dessa geração.

A tecnologia acelera o desempenho das tarefas profissionais, das ações de entretenimento, e qualquer outra tarefa que você pensar agora, não é verdade?

Tudo fica do jeito que nós queremos na hora que queremos.

Viramos crianças impulsivas em frente as nossas telas.

As mesmas considerações feitas na postagem que fala sobre a morosidade da justiça faço agora sobre esse Download Day. Eu também não gostei de acessar 14:00 e ver o servidor deles sem resposta. E só consegui baixar o aplicativo às 17:00.

Houve quem criticasse de maneira veemente essa demora.

Será que os críticos participaram de alguma maneira no desenvolvimento do produto que ele recebe gratuitamente?

Nos últimos dias tenho falado sobre qualidade com a garotada, e dou como exemplo uma camisa que foi doada e tem o seu manequim que não dá certo em ninguém. Aquele produto foi feito de qualquer maneira, já que seria doado, mas mesmo sem pagar nada por ele o recebedor torna-se um ágil reclamante.

Com o Firefox o processo é um pouco diferente. A qualidade do produto é excelente. Ele é considerado por qualquer profissional de internet, um dos softwares mais úteis para o desempenho do seu trabalho. Mas somente por um lançamento atrasar algumas horas, as pessoas são acometidas de verdadeiros chiliques virtuais.

Uma das minhas alunas reclamou que sou devagar. Sua declaração comparada ao desafio que assumi na vida é injusta.

Eu ouvi certa vez, após a apresentação de um trabalho de faculdade, de uma doutora em administração que eu quebraria paradigmas.

Engraçado isso, para uma doutora sou um revolucionário, para uma adolescente da geração 90 sou um “paradão”.

Meus textos alcançam diariamente, no mínimo, umas 150 pessoas. É normal nos blogues 20.000 visitações diárias. As vezes abro as estatísticas e fico um pouco decepcionado. Gostaria de ver lá o número mágico de 20.000. Mas ao mesmo tempo como poderia desprezar a audiência de 150/dia. Não é raro eu receber e-mail’s de empresários e pessoas influentes pelo Brasil a fora.

Se eu fizer um tutorial sobre como burlar um proxy que bloqueia MSN, ou sobre como alterar um perfil do orkut alheio, esses 20.000/dia viria rápido, mas afinal, quem é o público que se interessa por esse tipo de prática na internet? Vale a pena investir tempo nele?

Ou vale mais a pena investir no público que poderia investir em um projeto que desenvolvo; ou que poderia me convidar para trabalhar em uma agência de internet em um grande centro?

Esse dilema é o mesmo que enfrento diante da minha aluna adolescente e da minha professora doutora.

Para quem vale a pena concentrar esforços?

Na verdade, não desprezo nem um público nem outro. Com relação àqueles que me consideram a frente do meu tempo devo colocar os pés no chão. Por outro lado, diante daqueles que me consideram antigo e lento devo buscar a  agilidade, rapidez e ousadia que me solicitam.

Não posso desprezar minha própria definição sobre o que é gerir:

Administração é encontrar um ponto de equilíbrio entre as expectativas das organizações e das pessoas que compõem essas organizações.

É claro que a velocidade da tecnologia é um truque. Não há nada de novo sob o sol. Vivemos repetições do que nossos avós faziam. Somente mudamos as ferramentas, e a escala de consumo, mas as aspirações dos homens continuam as mesmas. O homem atual possui os mesmos defeitos e qualidades de outrora.

O índice de violência? O índice de educação? O índice da fome? O índice dos PIB’s? O IDH?

Tudo muda de maneira proporcional. As mudanças são relativas. As mudanças ocorrem de maneira prevista dentro de um determinado contexto. Elas obedecem a ciclos.

É aí que entra a figura do gestor. Ele é capaz de sistematizar e prever para onde vai o rumo dos ventos.

Assim como faz um pescador que observa as mudanças do clima de acordo com o ciclo da lua.

Eu e minha mania de filosofia…

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Cada empresa contrata o profissional que merece.

9 de novembro de 2007 às 20:20

Acabei de ler mais um lúcido artigo de Lucas Marçal: Web Site por R$ 50,00 ? ta e brincadeira comigo Sr. 02 ?

Ao artigo dele nada a acrescentar nem tirar, perfeito!

A você que me lê gostaria de informar que profissionais como ele, eu e tantos outros que lutam por uma internet de qualidade. Sacrificamos nossos estudos, convívio com a família, enfim, nossa vida pessoal. Tudo para agregar um valor imenso à sua empresa. O que nós fazemos pode durar para sempre, basta que o mundo também dure..rss

Trabalhar com internet não é brincadeira. O que mais me entristece é a falta de reconhecimento da própria família. Imagine você que as pessoas não entendem o porquê, de tanto empenho junto à uma máquina. Alguns desconfiam que não trabalhamos, que estamos brincando, pois é só isso que a maioria da população sabe fazer com um computador.

Fora que o Lucas é super inovador e tem muita personalidade pois abraça uma plataforma de desenvolvimento incrível que é o Flash. Dou até mais moral para ele pois das vezes em que mexi com Flash vi como a ferramenta é poderosa. E a maioria das pessoas que trabalha com Flash nem se dá conta disso. E por falar em ferramentas da Macromedia (ainda leva esse nome?)

Na ONG que dei aula de empreendedorismo o meu coordenador me saiu com essa:

- ahh!! Você trabalha com internet?

- Sim trabalho.

- Eu sou programador, já fiz muitos sites em São Paulo. (eu como todo capixaba deveria achar o máximo alguém de São Paulo)

- Bacana.

- Poxa mas eu parei porque qualquer um faz um site.

- É mesmo?

- Sim ganhava muito pouco então parei.

- E você trabalhava com qual linguagem? Eram websites dinâmicos? estáticos?

- Eu trabalhava com Dreanweaver.

- Sim, mas qual era a linguagem utilizada para fazer os sites?

- Ahh! tem muitas né, hoje em dia já tem o XHTML, mas eu nunca digitei código.

- É mesmo, então você trabalha no modo visual, esticava as imagens, e sujava o site todo não é isso?

- É as vezes saia errado, mas também tempo é dinheiro né?

Diga-se de passagem meu estilo de trabalhar é justamente o oposto. Tenho uma grande preocupação em como o cliente irá gerenciar o site no futuro. Vivo até um dilema, pois fiz alguns treinamentos e gostaria que meus próprios clientes escrevessem em seus sites. Já tentei ensinar o wordpress básico, fiz um tutorial e entrego o sistema com treinamento. Porém vejo o outro lado, as pessoas não estão preparadas para ter autonomia, então estou repensando essa questão, e desejo entregar meus próprios sites dinâmicos somente se o cliente fechar a atualização comigo.

A maioria dos clientes que me contratam já possuem um domínio registrado. E o que acontece? Eles não sabem nem o plano que foi contratado, senha de DNS então nem no sonho. Aí sou bem claro, olha você está correndo um grande risco pois o site sequer é seu se você não pode modificar a hospedagem.

Infelizmente esse é o retrato do desenvolvimento de web em nosso país.

Me vem à mente aquela velha frase: Cada empresa contrata o profissional que merece!

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