O melhor cliente que tive ate hoje

28 de fevereiro de 2008 às 6:21

E quando o cliente nos encanta? Esse foi o caso da empresa Samar. Que surgiu por indicação de Noélia, uma grande amiga.

A Samar é uma instituição que trabalha com capacitação na área pedagógica. Como vocês podem ver o site dela é feito em Wordpress, e parece um site estático, só que na coluna do meio, em seu lado direito entra um “pedaço” das postagens que são devidamente indexadas pelo Google, para trazer muuuuitos visitantes para o seu espaço.

Eu devo muito a gestora daquela organização. Pois ela nos alugou as cadeiras quando fomos abandonados em nosso curso. Ela só nos perguntou de quantas cadeiras precisavámos e na maior boa vontade nos liberou para que pudéssemos terminar o nosso curso com dignidade.

Nesses momentos tão difíceis, de tantas dificuldades é bom ter uma lembrança positiva. Isso me dá esperança para o futuro. E é bom saber que pessoas boas passaram e passarão pelo nosso caminho.

Quero melhorar bastante o site dela. Nós fizemos um contrato para a atualização constante do site, e esse é outro ponto bacana, porque ela não é só aquele cliente que fizemos um trabalho. Mas é uma cliente que nunca irei esquecer.

Outro ponto que considero importante é sua atividade. Ela trabalha com cursos na área de educação, algo que considero muito nobre. Quero mais clientes com esse perfil. Aliás quero clientes só com esse perfi; daqueles que constorem um país melhor para viver.

Parabéns a Sandrely e toda a sua equipe na Samar.

Se você mora no Espírito Santo e deseja se capacitar na área de educação não perca a oportunidade pois as vagas para os cursos de Março estão abertas.

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Estamos indo de volta para casa

27 de setembro de 2007 às 13:08

Quem acompanha o HajaLuz a algum tempo sabe que eu já mudei algumas vezes de escritório. Até março do ano que vem, pretendemos trabalhar em casa para retomar os cursos a partir dessa data. Existem algumas consultorias em andamento, e tomara que outras venham ao longo desse tempo. Vou trancar minha faculdade pelo menos esse semestre e espero voltar com força total no ano que vem.

Minha grande companheira: Gislene, me dá a maior força nesse novo desafio e eu serei a vida inteira agradecido por tudo o que ela me fez e me faz…

Como aqui na meu bairro não existe conexão  banda larga, estou sendo muito auxiliado por um rapaz que trabalha com internet a rádio. Existe um receio grande com essa modalidade de internet, mas acho que depende muito do profissional, no caso dele é uma pessoa muito responsável e tem tudo para crescer muito nesse ramo.

Já fechei um website com ele e em breve mostro o trabalho por aqui.

Bom, trabalhar em casa é responsabilidade dobrada, porque a produtividade tem que ser superior àquela que normalmente se obtem em uma sala comercial. Nem tanto pelos custos que diminuem, mas por ficar sem uma posição geográfica privilegiada. Daí a marca e o nome da empresa passam a não depender dos aspectos externos mas internos, como a qualidade do serviço, por exemplo, que deve ser melhor do que as empresas tradicionais.

Eu acompanho a audiência do HajaLuz principalmente pelo Alexa. E desde o dia que registrei quando estava na posição mais ou menos 1.200.000 para hoje 400.000, esses números são uma recompensa significativa. É lógico que a partir de hoje esse espaço receberá mais cuidado e pretendo lançar muitos outros projetos bacanas pela Web.

Quero fazer uma meta aqui de chegar ao fim do ano com o HajaLuz posicionado abaixo dos 75.000 no Alexa, será que consigo? O Alexa um ótimo ranking para comparar sites, inclusive existe um complemento para o Firefox que pode lhe ajudar muito.

Obrigado a todos que gostam do meu trabalho. Estou me esforçando muito para que todos se surpreendam positivamente comigo todos os dias… e HajaLuz…

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Não é só você que está frustrado com ONG’s

22 de setembro de 2007 às 9:35

Bom gente, essa é a segunda vez que eu mesclo o meu trabalho com ONG’s. Realmente é uma experiência que não desejo repetir.

Mas existe uma grande diferença na minha postura entre a primeira e a segunda vez. Na primeira coloquei a boca no trombone e denunciei aos quatro ventos. Muitos amigos me recriminaram dizendo: Pô! se você escolheu trabalhar com essa gente, o que estava esperando?!

E ainda tenho que tolerar as gozações do pessoal da universidade que ganha muito bem como Trainee, e me considera uma espécie de jesus cristo social.

Mas eu replico e digo que atuar em prol das pessoas com a mesma origem da minha, não se constitui altruísmo, mas é uma questão lógica. Se a sociedade se desenvolve coletivamente acredito que é melhor para todos. Existem muitos garotos nas favelas que são verdadeiros campeões. São muito mais competentes do que meus próprios amigos universitários que me gozam. O que lhes falta é treinamento e adaptação ao ambiente de negócios, os quais busco oferecer em meu curso de empreendedorismo.

Vale ressaltar que no meu caso, estabelecer um relacionamento estreito com pessoas vencedoras, é a grande chave de sucesso para mim. Isso é algo que as empresas desejam também. Então repito que não pratico altruísmo nem assistência social, mas invisto em pessoas que considero competentes e vencedoras, e posso citar vários exemplos de alunos nossos que ao lhes ser oferecida uma oportunidade se destacaram no mercado de trabalho.

Como dizia antes. Na primeira vez reclamei muito e tirei o sono de gente poderosa, tanto que fui ameaçado por quem não possui ao menos condição moral para andar de cabeça erguida, quanto mais conseguir me prejudicar de alguma forma. E dessa vez minha atitude será outra…

Irei enviar alguns email’s para os auditores do projeto. E para a Escelsa que é a financiadora, e que seguramente está investindo pesado nessa brincadeira. E o pior, quando mistura seu nome a esse tipo de organização, recebe um efeito contrário ao que deseja, pois os alunos chegam no início do curso com receio de - nos próprios dizeres deles - ser “feito de otário” como em tantos outros projetos sociais.

Nesses email’s irei narrar os acontecimentos que deveriam ser alvo de investigação por parte das autoridades constituídas, creio que é essa é a melhor forma de agir. Pois reservo-me na minha posição de mero instrutor e mostro minha confiança nas instituições que são legalmente constituídas para exercer o controle sobre os recursos empregados no projeto em questão.

Peço desculpas aos meus treinandos por ter colocado meu nome nessa empreitada. É como digo: Temos que manter a esperança que as coisas mudem. Omitir-se é ser conivente com a corrupção. É muito fácil criticar sem se envolver como fazem meus amigos. Se eles fossem capazes de desafiar esse conjunto de parasitas como eu faço, o país seria outro!

Não fujam da sua responsabilidade. Vocês são clientes do projeto. Exijam respeito dos gestores dele - que apesar de toda a arrogância que arvoram - são muito bem pagos para servi-los. Essa gente não gosta de pessoas como eu, que apesar da origem humilde, não cala a boca em troca de dinheiro. Quem sabe minha atitude não valerá mais do que todas as palavras que disse entre vocês.

O HajaLuz está de portas abertas para vocês. Divulguem o seu trabalho por aqui. Estou a disposição para lhes auxiliar. Basta que vocês se organizem. Temos uma plataforma de ensino On-Line, na qual poderemos trocar idéias e crescermos juntos. Podemos montar um curso alí para vocês, basta que haja, no mínimo, dez pessoas interessadas…

Algumas postagens que escrevemos poderão lhes auxiliar de imediato nessa busca por melhores oportunidades de trabalho:

Como se dar bem em uma entrevista?

Dicas para uma boa entrevista de trabalho I

Dicas para uma boa entrevista de trabalho II

Dicas de Entrevista

Fico à sua disposição.

Desejo-lhes muita Luz…

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Nadando contra a corrente, só pra se exercitar…

17 de setembro de 2007 às 9:30

Nessa minha busca por Luz tenho vivido momentos muitos intensos, muitas oscilações desde demonstrações de companheirismo e abandonos.

Devo muitos agradecimentos a minha grande companheira de trabalho: Gislene, da WorkConsultoria! Ela me acolheu e me acolhe em seu escritório, no qual, fizemos um grande projeto que abrigou 20 alunos em sua maioria vindos de outra cidades e vários comerciantes locais.

mergulho.jpgEsse projeto começou quando decidimos contatar um colégio no Bairro na Cidade de Serra/ES. Esse colégio nos permitiu iniciar o trabalho de Cursos na área de Gestão. Eu leciono Noções de Administração, Empreendedorismo e E-business e a Gislene trabalha com Organização do Trabalho, Atendimento e Vendas, Auxiliar Adminsitrativo e Assistente de Departamento Pessoal.

Foi um desafio e tanto. Fizemos um evento onde apareceram mais de 150 jovens da região. Contamos com a colaboração dos comerciantes locais que patrocinaram cadeiras, lanches e a própria dona do colégio colaborou muito, enfim, um começo muito bom. Sorteamos várias bolsas e no decorrer de dois meses colocamos em prática um curso que teve seu cunho social e ao mesmo tempo atendeu nossa expectativa de viabilizar as despesas de escritório.

É verdade que abrimos mão da nosso ganho financeiro, e esperávamos que pelo menos nas primeiras turmas a dona do colégio fizesse o mesmo. Porém isso não ocorreu, e compreendemos plenamente que um capitalista tem que angariar lucros com o seu negócio, inclusive ensinamos isso aos nossos treinandos. A cobrança foi forte por parte dos donos do estabelecimento, e não suportamos a pressão que logo passou a se constituir em desconfiança sobre a nossa honestidade nos relatórios.

Ficamos muito tristes com isso, porém, mesmo desejávamos levar a parceria até o fim, pelo menos das turmas iniciais. Contudo fomos convidados a nos retirar do estabelecimento, junto com nossos vinte alunos, e ao invés de ver isso como uma derrota, visualizamos uma nova oportunidade de firmar parcerias com os amigos, e aprofundar nosso relacionamento com os alunos.

Explicamos a situação para eles e também entramos em contato com vários clientes que nos apoiaram, uma cliente minha nos alugou as cadeiras, eu mesmo tirei algum dinheiro para ajudar no aluguél de uma nova sala, enquanto a Gislene pediu o adiantamento de uma consultoria e lá fomos nós para um novo desafio.

As despesas dobraram e os nossos alunos já pagaram todas as parcelas que combinamos e nesses últimos dias estamos lutando muito para arcar pessoalmente com despesas referente a materiais e afins; mas acreditamos que é desse jeito que a mudança pode ocorrer na sociedade.

Me parece que nosso objetivo foi alcançado porque os alunos nos passam uma enorme satisfação em estar conosco, e frequentemente nos retornam sua opinião, dizendo que superamos suas expectativas com relação ao curso e também com relação à outros cursos de nome que eles já fizeram, enfim, vamos terminar de cabeça erguida essa fase.

Fica a grande lição sobre a periferia do quanto ela é incapaz de se erguer diante da cultura de submissão que foi colocada. Para falar a verdade, tivemos que sair do bairro que mais precisava do curso e ir para um outro no qual a faixa de renda é maior, mesmo assim tenho que sempre lembrar que a maioria dos nossos alunos são de outros bairros bem distantes.

Erramos na localização do projeto? Infelizmente sim! Principalmente quando falamos que éramos moradores do mesmo bairro que eles, triste não? A periferia possui vergonha de si mesma!

Na segunda-feira, quando esse artigo entrar no site, já estarei em um outro projeto enorme, daqueles projetos de Ong, com quase uma centena de participantes. Já mudei o slogan aqui da página para Empreendedorismo Social, pois esse será o principal assunto que eles desejam tratar nesse projeto. Então vou trabalhar bastante com o tema e compartilhar por aqui. São tentativas que fazemos pela mudança de um país. Um detalhe que é um sacrifício para mim é trancar a minha faculdade para dar essas aulas para cerca de 80 jovens, será que isso faz sentido?

Alguém dirá que sou altruísta. Detesto altruísmo e caridade!! Faço tudo pelo interesse, não meramente financeiro - ainda que em parte também o seja, mas pela constatação que se nós enquanto sociedade não agirmos em prol das pessoas menos favorecidades, não teremos futuro, enfim, estamos vivendo para quê, afinal? Para nos auto-destruirmos? É uma questão lógica.

Eu sou muito mais ambicioso do que meus amigos que fazem um estágio de seis horas na Vale do Rio Doce e possuem o status de bem-sucedidos. Eles trabalham pelo hoje, eu trabalho pelo amanhã. Eles constroem um mundo melhor para si mesmos e para os capitalistas que investem naquela organização. Eu construo um mundo melhor para todos que não desejam ser medíocres.

Justamente por aquela aceitação cultural que eu citei logo acima, a tendência é de piora para os pobres. Isso não é culpa deles, nem do sistema. É apenas um jogo que eles não sabem jogar, que eles pensam ganhar algo de imediato - assim como meus colegas playboys - mas a longo prazo a consequência de se vender como mão de obra barata, é a catalização de um processo que provoca mais diferença social ainda.

A resposta não deve vir de governo, igreja, ONGS ou empresas. Tudo é bem nítido para mim. Somente quando os indivíduos optarem pelo abandono da sua cultura de submissão será possível ver um país melhor para todos. Meu raciocínio está livre do viés ideológico seja marxista ou liberal. Não importa qual seria o governo ou a ideologia predominante, se todos soubessem como é bom ser livre para decidir seu próprio destino, procuraria não depender nem de governo, empresário, nem de outros falsos mestres…rss

Se importaria mais em depender de si mesmo, ouvir mais a própria voz, e partiria para o convívio social com uma opinião firme sobre seus princípios, valores e metas para alcançar durante a sua existência…

Pergunto aos leitores: Quando isso acontecerá no Brasil?

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Empreendedorismo Social

8 de setembro de 2007 às 17:22

Já havia me referido a uma entrevista que fiz a alguns dias. Bom gente, vou evitar o máximo colocar dados sobre o nome da organização ou coisa parecida, porque é uma espécie de ética que quero trazer para o meu trabalho de não expor as organizações que atuo aqui no HajaLuz. Até porque é uma forma de ter mais liberdade para falar sobre elas, oferecer exemplos do que pode ser melhorado sem expor ou lançar opiniões precipitadas.

A questão é que essa organização faz um trabalho muito relevante no terceiro setor do país. Contatou-me através de uma consultoria e eu fui selecionado para trabalhar com oitenta jovens de uma comunidade na região central de Vitória Espírito Santo. Esse trabalho será o exercício do quem sido chamado Empreendedorismo Social.

Não existe outra proposta que seria mais adequada ao meu perfil. Vou inclusive trancar minha faculdade de administração, pois apesar de estar no sétimo período, não vejo motivos para continuar uma vez que o curso é muito defasado. É lógico que pretendo voltar ano que vem. E de certa forma quero continuar ligado ao nosso grupo de pesquisa. Quero sempre colaborar, e em Novembro também irei apresentar a pesquisa sobre Subjetividades em Tecnologia, que foi orientada pela minha professora Teresa Carneiro. Mas tenho que desabafar, é muito frustrante eles não darem a mínima para o que venho fazendo através do meu trabalho na internet.

Enfim gente… mais um recomeço… é mais um desafio… já estou a respirar novos ares… será uma oportunidade de repensar os rumos… e voltar depois para minhas consultorias com ar renovado…

Por esses dias a comunicação por e-mail tem sido muito difícil, mudamos de escritório e estamos aos poucos nos adaptando ao novo ambiente de trabalho…

O BlogMestre está em um ritmo muito bom… quem me conhece sabe como gosto de primar pela qualidade… aquele trabalho realmente possui um referencial… estou muito orgulhoso da presença do Norberto entre nós… realmente é uma premiação por tanto esforço…

Obrigado a todos que nos apoiam nessa caminhada…

É muita Luz sendo oferecida ao mundo…

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