Curso de Arquitetura da Informação no Imaster’s

6 de março de 2008 às 4:24

Uma vez um colega me perguntou na Ufes sobre o tal do Baeta. Ninguém acreditava que um garoto daquela idade poderia pilotar um portal bacana como o Imaster’s. Acho o trabalho deles muito bacana. Até fiquei com vontade de me aproximar certas vezes, mas o cara sempre vivia rodeado de pelos menos uns três puxa sacos intelocutores…

Depois fui acompanhar as matérias e vi que os articulistas era só gente muito boa, com titulação daquelas de dar água na boca. Então passei a ser fã do Imaster’s, ler e acompanhar a evolução e agora fico feliz com a proporção que o trabalho atingiu.

Outro dia vi que eles estavam como um subdomínio do UOL e com telefone 011, então pensei com meus botões tudo que é bom não fica em vitória que eu deveria interagir mais na Ufes.

Brincadeiras a parte. O curso está aí com direito a guru e tudo. Desejo sucesso a equipe do Imasters e quem deseja se interar sobre AI parece ser uma boa oportunidade.

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Erros no início da carreira

2 de março de 2008 às 5:55

Algumas escolhas equivocadas são positivas.

Uma aluna questionava à professora suas condições de estágio em uma ONG. Essa colega viveu fatos semelhantes aos que eu vivi quando trabalhei em uma organização desse tipo: Desvios de verba, falta de interesse dos assistidos pela ONG, politicagem e coisas parecidas. A professora esclareceu que não devemos  sonhar com a organização perfeita. Um sistema perfeito só existe conceitualmente. Na prática as organizações têm suas mazelas, e é por isso que existe o gestor. Caso contrário qualquer leigo poderia administrar, não é verdade?

Quem convive com a gestão sabe do valor do seu trabalho, é evidente que o senso comum tenta desmoralizar o empenho de um gestor. Principalmente entre os “práticos” é comum um certo ódia à gestores. Para eles, o gestor poda o seu poder, ao racionalizar e planejar suas tarefas. É por isso que um erro comum de um administrador em início de carreira é cobrar barato por seus serviços, ou se oferecer além do que é acertado em contrato. Isso denota amadorismo e falta de comprometimento com sua própria formação.

Eu cheguei a essa conclusão ao revirar hoje várias caixas de conteúdo estudados desde o seminário até hoje na faculdade. São cerca de quatro caixas daquelas de natura. Essas caixas abrigam centenas de apostilas e livros que simulam com muita propriedade o cotidiano de um gestor. Fiquei impressionado ao ler alguns papéis, que ao contrário do que muitos imaginam, é um conteúdo muito útil nos momentos de solidão na tomada de decisões.

Com relação ao HajaLuz percebo que achei o fio da meada. A objetividade que é tão necessária a um veículo de mídia. E o bom dessa objetividade é que ela é bem original. Um blog é fascinante. Eu relutei muito em conceber blog como diário. Parece adolescente. Mas é verdade. Um blog é adolescente e isso não é pejorativo no contexto que vou explanar agora. Adolescência é fase de indefinição. Um diário de bordo, não é uma fase de indefinição na vida de um comandante? Até anotações científicas como as de Darwin, não representam uma carreira; um estudo em progressão? Não seria um amontoado de suposições, contradições, erros e apenas alguns raros acertos?

Então você pode começar a escrever sobre uma série de temas - o jargão “tecnologia” costuma ser o preferido - mas terá que encontrar uma identidade para obter êxito. Caso contrário caíra em uma vala comum. Isso não serve só para blog’s mas para toda uma carreira profissional.

Não sei quantos estudantes de administração colocam seu cotidiano na internet. Mas e sua influência nas organizações que atua? Aliás você influencia de alguma forma a organização em que atua? Penso que as empresas necessitam de pessoas que desejam agregar valor à seus serviços/produtos.

Agora, faço o que sou bom. Junto os primeiros parágrafos com o último e afirmo que colocar experiências, e por que não “incipiências” na internet e compartilhar isso com milhares de pessoas, cria um valor imenso àquele acervo que tenho guardado em minhas caixas. Acredito que essa é uma nova forma de maximizar conhecimento. Esse é o fio da meada: compartilhar meu cotidiano com vocês, enriquece a minha carreira e a de quem me lê; sem falsa modéstia..rss

Algo bacana nos últimos dias é o amadurecimento e a tomada de confiança para subir degraus mais elevados. Estou nos últimos períodos do meu curso. Principalmente quando tranquei esse último período, passei em um outro teste que a faculdade não oferece, mas dá o embasamento para suportar: É o teste da rua.

Convivi com gente de todo tipo durante os últimos anos. Trabalhei em organizações de tantas estruturas diferentes. Com tantos arranjos e composições distintas. Uma loucura. Foram dois escritórios de contabilidade, uma pequena empresa de alarmes, depois os correios, nesse meio tempo fui líder religioso, estágio no governo, bolsa de pesquisa acadêmica, muitas consultorias, duas ONGS imensas, e agora???

Primeiro passo é o despojamento. Percebi em algumas entrevistas que para uma nova organização não adianta arrotar: “como sou experiente, vocês precisam de mim”. Não, muito pelo contrário. Alguém muito convencido da sua experiência, é uma trava na organização. A experiência é para ser guardada em caixas. E a atitude que retiramos delas é que deve utilizada.

Cada organização é única como as pessoas; existem semelhanças mas existe a identidade que se sobrepõe.

Eu penso em uma comparação simples. Adquirimos os mesmos produtos no supermercado, mas sempre queremos novidades a partir deles. Para isso os “marketereiros” criam variações, novos rótulos, novas formas de apresentá-lo, mas o produto permanece o mesmo, como a coca-cola por exemplo. Então profissionalmente somos essa mistura de inovação e tradição. Se encontrarmos um certo equilíbrio seremos tão queridos quanto…rss

Confesso que fiquei um tanto triste pelos erros cometidos em início de carreira. Um pouco pesaroso por não ter o currículo bonito dos meus colegas que optaram pela via formal do estágio vale/aracruz/bancos. Penso que meus argumentos em futuras entrevistas serão muito diferentes para que me contratem. Na verdade é uma hipótese porque se tiver um pouco de dinheiro no futuro, não vejo outra opção além de montar a própria empresa. Mas a hipótese surge em função da necessidade. Não posso me dar ao luxo de escolher muito, tenho que lançar mão da oportunidade que me for dada;

todos nós temos sonhos para nos impulsionar mas é a realidade que nos governa.

Mas a mensagem dessa postagem é que errar em início de carreira é um privilégio que todos possuem, triste é chegar ao final dela e não possuir nenhuma história de superação.

É isso aí gente, HajaLuz em fase introspectiva e filosófica…

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A empresa feudal: patologia de algumas microempresas.

28 de fevereiro de 2008 às 4:11

Na sua adolescência você teve que entrar em contato com o Lima Barreto, através do Triste Fim de Policarpo Quaresma. É obrigação de todo aluno do Ensino Médio ler a história desse ilustre patriota que dedicou sua vida a preservar valores culturais e éticos que ninguém desejava preservar.

Um Dom Quixote brasileiro? Quem sabe?

Eu tenho vivido meus dias quixotescos. Voltar ao bairro onde cresci me despertou sentimentos libertários. Aquele velho heroísmo dos tempos de adolescente cristão voltou nos últimos meses, e as consequências foram quase trágicas.

Respondi agora um email de uma pessoa solicitando retirar uma postagem aqui do blog porque sentiu-se ofendido. Sabe aquela pessoa que você deseja virar a página mas a dor de cotovelo dele fala mais alto. E aí a pessoa vai te perseguir o resto da vida só para te entristecer? Eu suspeito disso.

Mas vamos transformar o limão em limonada.

Essa não é a minha primeira experiência em organizações que beiram o feudalismo. Exagero?

Existem ranços e vocês sabem disso. Existem ranços muito fortes em algumas organizações e localizações do nosso país. Trabalho escravo não é raro em regiões rurais.

E na cidade como é? A flexibilidade é o perigo. A frouxidão de contratos e de relações entre fornecedores, clientes, e trabalhadores gera consequências, em alguns casos, consequências piores do que a escravidão.

Ora Luiz, agora você é um administrador que crítica empresas?

Não necessariamente, as organizações econômicas sofrem de algumas patologias. Eu vi essa comparação de empresa com gente doente em um documentário - acho que foi o do Al Gore - sobre o meio ambiente. As organizações possuem a cara do seu patrono. Elas crescem do jeito dele. Infelizmente o crescimento econômico é um câncer na vida de algumas pessoas e de algumas localizações. Essa é a preocupação com relação ao meio ambiente. O que adianta uma cidade como São Paulo, tão rica mas tão insegura e caótica.

Tivemos essa sensação quando adquirimos um NoteBook. Temos medo de sair com ele na rua. Queremos fazer seguro para um produto que não custa sequer cinco salários mínimos.

Mas a patologia a que me refiro é outra. Voltamos ao Policarpo Quaresma. É um doente sem dúvida. Um louco!

Eu sempre desconfio de pessoas que desejam fazer o bem pela humanidade. Aquelas pessoas que sempre ajudam. Hoje conversei com minha mãe sobre isso. No meu bairro vários comerciantes são conhecidos por “ajudar” pessoas. Eles não assinam carteira. Pagam 30% a 40% de um salário mínimo a um trabalhador, e são vistos como alguém que ajuda à economia local.

Veio em minha mente na hora o Policarpo Quaresma. Veio também o sistema feudal. Penso que as periferias estão cercadas por um sistema de proteção social caótico. Justiceiros estão por toda parte; quase toda semana morre alguém porque estava à margem da lei local.

Lembro-me que nos primeiros dias que cheguei aqui, fomos de comércio em comércio pedir auxilio para um evento que se destinava a inclusão social. Era uma palestra que eu e Gislene fizemos sobre mercado de trabalho. Fui surpreendido por uma ótima recepção, mas em pouco tempo veio uma cobrança enorme que nós deveríamos devolver o que nos foi dado! Enfim, nossos parceiros não tinham o mesmo espírito de doação que nós tivemos. As contribuições nos custaram caro. É evidente que fizemos a divulgação das marcas, mas em dois meses de trabalho a exigência para que o curso devolvesse o “investimento” foi enorme.

É evidente que fizemos um curso para ter lucro, e para que nós também ganhássemos dinheiro. Mas a pressão é para que não gastassemos tanto com material. Não era necessário. Enfim! Um choque de cultura, que é comum encontrar em microempresas. Foco no custo, serviços péssimos para os pobres. Mas os desfavorecidos pagam assim mesmo pois vivem a ilusão da inclusão social.

Não dormiríamos bem com esse peso sobre nossos ombros. Mantivemos a qualidade do curso pelo menos por um mês mais. Conversamos com os alunos. Explicamos a situação. E conseguimos alugar um novo ponto com dinheiro do nosso próprio bolso. Sem denegrir a imagem da nossa parceira que fez o oposto e até hoje espalha pelo bairro que devemos a ela.

A patologia da microempresa é essa. Se perguntar a algum deles. Dirão que estão sofrendo, estão em crise, mas o carro é trocado todo ano.

Eles não prestam um bom serviço. Eu fico surpreso como as pessoas pagam mais caro por benefícios básicos e de obrigação do estado como: educação e comunicação; e ainda assim ninguém recorre, ninguém questiona. Às vezes vemos um ou outro berrando pelas ruas que é lesado. Mas é uma voz desesperada que pela agressividade perde a razão.

Diante de tanta arrogância já passou pela minha cabeça procurar o Ministério Público. Mas penso que o quixotesco seria eu; o Policarco seria eu. Policarpo ao contrário do que todos pensam não é mocinho; é um frustrado. Isso não sou.

A melhor resposta para o feudalismo é o empenho pela liberdade. E esse empenho se traduz para mim em conhecer o mundo, e trabalhar com novas possibilidades. É isso o que faço na Ufes. Quantos por cento dessa população onde vivo pisam naquela instituição e tem acesso ao que eu tenho?

É dessa forma que irei combater essa doença social. Sem radicalismo e sem achar que tenho a solução para esses problemas tão complexos. Vou me manter firme na universidade; vou tentar levar adiante esse trabalho de consultoria em Sistemas de Informação de maneira autônoma.

Para minha surpresa ao abrir minha caixa de email, haviam duas propostas de trabalho haje, é um sinal de novos rumos e de novas oportunidades.

Obrigado a todos que acreditam em nosso trabalho.

Os cães ladram mas a caravana passa…

Abraços e muita luz a todos!!

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Fiz minha matrícula na Ufes

25 de fevereiro de 2008 às 16:47

O documento logo abaixo é a minha solicitação de matrícula na Ufes que realizei hoje:

Depois de seis meses de trancamento tomei uma atitude ousada que é continuar com o curso. Como você pode notar solicitei 7 disciplinas, das quais tenho esperança de obter matrícula em três pelo menos.

O curso de administração na Ufes me desperta um sentimento de amor e ódio, como vocês que me acompanham bem sabem.

Houve uma época que fazer essa solicitação me deixava imensamente feliz. Hoje faço por obrigação de terminar o curso. Alguém irá pensar que não gosto do curso. Muito pelo contrário: o curso é a minha motivação para existir. Talvez não o curso exatamente mas a área.

Mas as experiência à frente de algumas organizações até agora foram muito pesadas. A última então nem se fala. Eu costumo atribuir isso ao ambiente em que vivo e trabalho. Ao estado, à cidade. Prefiro pensar que as pessoas mesquinhas que servi são fruto de uma localização. É que eu sempre olho para a frente e tenho esperanças de que as coisas melhorem.

Nos últimos dias Gislene tem sido tudo de bom para mim. Um anjo colocado em meu caminho. Acho que se não fosse por ela não continuaria. É duro fazer um curso da forma que faço. Mas é como tenho conversado com ela. Toda essa dificuldade é que fará a diferença quando eu estiver diante de pressões e de escolhas. Acredito que o maior desafio em administrar é não se corromper e agir com ética na maior parte do tempo.

É praticamente impossível!!

Obrigado a todos que me incentivam.

Torçam por mim; ainda temos muito a fazer por aí…

Muita luz meus amigos…

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Gestão de Internet à Rádio

27 de dezembro de 2007 às 21:19

Oi pessoal!

Assumi a gestão de um provedor de internet à rádio. O mais interessante é que esse provedor se localiza em área urbana.

Descobri algo muito interessante sobre esse serviço. É que ao contrário do que todos imaginam, a internet a rádio é mais eficaz do que o ADSL. Tudo depende da recepção e do suporte ao cliente. E no caso do meu cliente o link de recepção é por meio de fibra ótica. Um link que possui até mesmo um IP dedicado. A coisa é bem profissional.

E o suporte?

Pois é. No mesmo bairro que o meu cliente trabalha existem outros “provedores”. Só que é um pessoal pirata que compra ADSL residencial e transmite sem qualquer estrutura seja jurídica, administrativa, ou até mesmo uma estrutura técnica decente.

Meu cliente é um cara muito motivado e apaixonado pelo que faz. Estou gostando muito dessa experiência. A equipe é de primeira. Vou dar um gás na parte administrativa com a ajuda de Gislene. Além disso uma das nossas alunas do curso de Gestão Empresarial, que consideramos uma das melhores, nós chamamos para esse serviço.

Seria muito interessante percorrer o país trabalhando dessa forma. Se houver outros empreendedores interessados podemos levar essa expertise para sua cidade. Entre em contato conosco.

Muita felicidade a todos vocês em mais um ano que começara!!!

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