Carta Aberta aos Estudantes de Administração por Leandro Vieira

16 de junho de 2008 às 9:09

Ei gente, tudo bacana?

O Leandro Vieira do Portal http://administradores.com.br, enviou-me esse release e eu achei interessante levar ao conhecimento de vocês.

Para quem curte Administração, ou para quem quer tocar seu próprio negócio, o portal é muito bacana. Eu leio as dicas dos profissionais e elas tem sido muito úteis no exercício da profissão.

Lembro aos amigos que o post não é patrocinado.

Uma ótima semana a todos!

Carta Aberta aos Estudantes de Administração

Que tipo de administrador a sua instituição de ensino deseja que você se torne? Não se preocupe se não souber responder: a maior parte das faculdades brasileiras de Administração ainda não parou para pensar no assunto.

A coisa funciona mais ou menos da seguinte forma: cada instituição reúne um grupo bastante eclético de professores, cada qual com sua especialidade e com características bastante peculiares que o distingue dos demais. Dessa heterogeneidade e diversidade de pensamentos é que vem a riqueza de sua formação. Você aprende a extrair de cada mestre as melhores lições. O outro lado da moeda é que raramente existe algum consenso quanto ao perfil de administrador que a instituição deve formar, e aí quem sai perdendo é você.

Muitas instituições, ao contratarem seus docentes, apenas lhe entregam uma caderneta, um plano de ensino feito por outro professor, explicam os procedimentos burocráticos básicos (“você deve bater o ponto até cinco minutos antes de começar a aula, deve preencher o diário de classes com o conteúdo apresentado, deve colocar exatamente um pontinho no quadradinho referente ao dia, deve fazer três avaliações por semestre, blábláblá…”), e boa noite e boa sorte. Nenhum comentário sobre a missão da instituição, ou o que eles esperam do professor. A ausência de uma visão compartilhada acaba bagunçando todo o coreto. Os alunos ficam à mercê do perfil individual de cada professor. Às vezes, dão sorte de encontrar um professor pra frente, vocacionado, com aulas dinâmicas e ótimo conteúdo. Outras, dão o azar de topar com um profissional desmotivado, desatualizado e que não compreende a amplitude de seu papel como educador.

Falamos tanto em gestão do conhecimento, mas me responda uma coisa: o seu professor de Administração Financeira sabe o que você está vendo nas aulas de marketing?

Pois é… Parece que a comunicação não anda fluindo muito bem em boa parte dos cursos de Administração de nosso país. Ensina-se uma coisa, pratica-se outra. Mas podemos contornar esses problemas, e você pode exercer um papel importante nesse processo de mudança.

Talvez você não saiba o tipo de administrador que a sua instituição deseja que você se torne, mas VOCÊ, pelo menos, deve saber.

Primeira dica: não se restrinja, jamais, a fazer apenas ao que lhe é cobrado. É muito comum encontrarmos professores “light”, que não exigem o suficiente e são condescendentes com os alunos. A turma adora, não aprende nada e acaba passando com nota boa. Na verdade, desperdiçam uma ótima oportunidade para adquirir conhecimento e desenvolver competências. Administração, no geral, é um curso fácil, enquanto que administrar é extremamente complicado. Se você não aproveitar a faculdade para desenvolver realmente as habilidades que um administrador precisa ter, terá dificuldades para ingressar no mercado posteriormente ou dar respostas na organização que vier a trabalhar. Apresentar um trabalho em grupo, por exemplo, é uma oportunidade ímpar para aprimorar sua capacidade de comunicação, trabalhar em equipe, exercer liderança e de superar expectativas. Administradores são obrigados a fazer isso o tempo o todo.

Segundo: aproveite todas as oportunidades que a instituição oferece. A coisa não se restringe à sala de aula. Muitas instituições oferecem programas de iniciação científica e de monitoria, por exemplo. O aluno que participa dessas atividades aprende a pesquisar, escrever, fica mais inteligente e, acredite, isso conta pontos lá na frente, depois da faculdade.

Terceiro: participe de uma empresa júnior. Essa é a melhor forma de aprender na prática tudo aquilo que um administrador precisa saber. Acompanho de perto o trabalho de muitas empresas juniores e, devo admitir, muitas delas não deixam nada a desejar às empresas de consultoria profissionais. Normalmente, os participantes de uma empresa júnior têm carreiras brilhantes, pois já saem da faculdade com experiência, auto-confiança e com uma bela rede de contatos.

Quarto: leia bastante. Faça da leitura um hábito. É um erro pensar que apenas praticando é que se aprende. Essa é uma meia verdade. Você deve ter um excelente embasamento teórico e saber aplicá-lo na prática.

Quinto: corra, Lola, corra! Procure formas de se aprimorar sempre. Faça cursos de extensão, aproveite seus fins de semana para aprender algo novo, viaje e, por favor, não esqueça de aprender outros idiomas. Inglês é fundamental, mas saber outras línguas além dessa, com certeza, irá lhe abrir mais portas.

Sexto: seja legal. Já escutei algumas vezes em sala de aula algum aluno falar que ali são “todos concorrentes”, pois irão competir por um lugar ao sol mais na frente. Besteira. Sei que o mundo é extremamente competitivo, mas as pessoas cooperativas são muito mais queridas - e acabam levando vantagem sobre os individualistas e mesquinhos. Inclusive, algumas organizações, como o Google, já aplicam diversas técnicas em seus processos de seleção para identificar – e descartar – os malas de plantão.

Por fim, lidere movimentos de mudança em sua instituição. Não fique esperando melhorias do tipo top-down (de cima para baixo). Muitas instituições de ensino estão apenas enroscadas no catatau de processos burocráticos que criaram ao longo dos anos. Os paradigmas estão aí para serem quebrados. Lembre-se de que você é parte da instituição. No fim das contas, você, os seus professores, coordenadores e diretores, estão no mesmo barco. Qualquer um pode dar sua contribuição e deixar seu legado. Foi-se o tempo em que as melhores estratégias saíam apenas das cabeças do presidente ou dos membros iluminados do conselho. Muitas das grandes idéias que revolucionaram o mundo partiram de pessoas envolvidas diretamente com o processo. Se você consegue identificar falhas e – o mais importante – consegue enxergar soluções para os problemas identificados, você pode ser um importante agente de mudança. Todo mundo irá ganhar com isso, inclusive você.

Pronto para começar?

Leandro Vieira

Leandro Vieira é Mestre em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Certificado em Empreendedorismo pela Harvard Business School. Tem MBA em Marketing, pelo Instituto Português de Administração e Marketing (IPAM) . Administrador de Empresas pela UFPB e bacharel em Direito pelo UNIPÊ. Foi professor da Escola de Administração da UFRGS. Criador e Editor do Portal www.Administradores.com.br.

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Feliz ao ver estatísticas

14 de abril de 2008 às 21:24

Gente, não sou de fazer aquelas retrospectivas em final de ano. Para mim parece que o ano começa sempre em Abril.

O dia 1º sempre é especial. Foi no dia 1º de 2006 que conheci Gislene, e foi no dia 1º de 2008 comecei esse novo trabalho com aulas para adolescentes que é um trabalho muuuuito especial para mim.

Em Abril do ano passado começaram a amadurecer as negociações para o nosso curso de empreendedorismo e a abertura do nosso primeiro escritório. E sem contar que 17 de Abril é meu aniversário.

Outro fato engraçado é que estou revendo as palavras e postagens mais procuradas aqui no HajaLuz e fico muito feliz em ver o site como referência em tantos assuntos positivos.

Esse período tem sido de muita reflexão e poucas postagens. É um período de muito aprendizado, muita observação. Sou muito grato por estar rodeado de tantos ótimos profissionais nesse novo curso. Aprendo muito com eles. E também fico cada dia mais surpreso com a lisura dos gestores dessa organização.

Houve dias em que desacreditei de qualquer instituição social. Mas me contive na esperança de que poderia haver alguma que salvasse. Sei que há muitas, e é por isso que persisti em procurar por trabalhar em uma delas.

Temos que perserverar. Mesmo que em um determinado momento você não acredite em mais nada, acredite que existem pessoas que lutam por recursos materiais e humanos para que surja uma sociedade menos injusta.

Eu torço muito por essas pessoas e acredito que agora, mais do em qualquer outro momento, sou um deles. Um pós-idealista, mais consciente do que vem a ser um profissional que atua no terceiro setor.

A experiência que vivo atualmente é única e espero em breve transmitir muitas idéias em formas de artigo para que toda uma comunidade seja beneficiada; quem sabe a partir dessa experiência não surja minha monografia…

Muita luz a todos…

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As fases da vida e os ciclos da sociedade

29 de março de 2008 às 23:31

Você já observou como nossa vida é feita de fases e elas possuem correspondência com uma série de expectativas e rituais na sociedade?

Vejamos:

NASCIMENTO

Um novo ser chega à nossa convivencia. Cercamos ele de cuidado. Você já percebeu a indignação de todos quando uma mãe abandona um filho? Uma mulher grávida “fica mais bonita”, apesar de na verdade, ser feia para os padrões esteticos.

Quem sabe não é uma compensação inconsciente?

Assim como em muitas outras fases, todos desejam ajudar. Surgem presentes. A família e os amigos se reúnem para ofertar algo aos futuros pais. Nos países desenvolvidos há todo um planejamento para o futuro do filho.

PUBERDADE

Veja os exemplos de Malu Magalhães e Alexandre Pato. Eles representam a esperança de um “novo tempo”. A sociedade sempre está em busca de pupilos que lhe trará mais ética, mais descência. As empresas com seus programas de Trainnes querem “sangue novo”, mão de obra sem vícios. É uma garotada que chega para mudar. No meu curso pelo menos uns cinco colegas garanham carros da família quando passaram no vestibular. Eles viraram adultos, e na cabeça de seus pais deveriam receber um estímulo para mostrar sua superioridade, tanto a intelectual como a material sobre os demais que não ganharam o mimo.

CASAMENTO

Ao contrário do que parece a família é uma instituição cada vez mais valorizada. E toda vez que um homossexual desejar reconhecimento jurídico da sua união é porque, na verdade, eles desejam ser tão família como qualquer outra.

O casamento é um ponto de equilíbrio na existência humana. É um momento de gerar novos seres e recomeçar toda a história. No caso dos homossexuais, por exemplo, uma das reivindicações é a possibilidade de adotar crianças. E o que isso significa senão receber o poder do estado para educar novos cidadãos?

Novamente, assim como no nascimento, a sociedade cerca o casamento. A sociedade inclusive celébra a fusão de duas famílias em uma nova. Os mais abastados recebem imóveis de presente e toda a segurança que poderá garantir o sucesso dessa nova instituição. O que ocorre quando há uma diferença social? Ou a família vira as costas ou apóia um conjuge, daí surge a ascensão meteórica de um ou outro.

APOSENTADORIA

A experiência depois de algum tempo torna-se um empecilho. É necessário uma renovação compulsória. O homem desde a puberdade até a aposentadoria troca experiência por desejo. Podemos pensar em um gráfico de trocas, cujas retas se cruzam no casamento para depois distanciarem-se cada vez mais. Talvez por isso os velhos e as crianças andam tão juntos, quem sabe não é uma tentativa de aproximar essas retas?

Mas a vida está lá para separar e apontar trajetórias diferentes. A sociedade está lá com suas cobranças e rótulos; enquanto para as crianças surge a imposição de conhecer o mundo, para os velhos surge a necessidade do descanso. Nessa fase a sociedade se distancia, já não há expectativas. Já não há muito o que presentear, tudo o que deveria ocorrer já ocorreu. A aposentadoria vira um destino, nela é necessário procurar grupos de afinidade; viajar e matar o tempo até a próxima etapa.

MORTE

A hipocrisia social se manifesta com intensidade nesse momento. Por pior que seja a identidade que abriga um corpo no caixão. Naquele momento do funeral, o corpo está vestido com dignidade e o funeral é cercado de boas recordações pelos familiares e amigos. Há um respeito, um silêncio de consideração por alguém que cumpriu seu dever.

CONCLUSÃO

Eu confesso que não respeitei a maioria dos rituais na minha vida. Pensei sobre isso hoje quando li uma postagem no Obvious. Eu errei em não mostrar para a sociedade e para a família algumas virtudes enquanto homem. Como o caso de não oferecer uma festa de casamento, ou pagar uma formatura. Também veio a separação e desde então sinto um vazio cada vez em cada passo adiante. Eu senti muito isso agora por ocasião da mudança. A única pessoa que me ajudou e compareceu de fato por aqui foi Gislene. Eu pensei muito sobre isso. Quando rompemos com alguma etapa, quando pulamos aquela ordem logo acima, somos brutalmente penalizados pela sociedade.

A moça que aborta; O rapaz que não estuda; O casal que não casa; O velho que quer trabalhar; E o idoso que não morre. Todos eles rebelam-se contra a natureza e os códigos sociais de uma forma que é brutalmente penalizado. Só com muita força para superar o sofrimento que isso traz.

Na verdade os ciclos mudam de acordo com a cultura. Aí é que está a diferença de um país rico ou pobre. Onde há riqueza os ciclos são mais flexíveis. As mudanças são compreendidas com maior facilidade, e busca-se amparar as pessoas que fazem suas opções à luz da sua própria opinião. Isso porque o coletivo não pode se sobrepor em importância à esfera individual; se você nunca entendeu o que é liberalismo entenda agora.

O chato é quando você vive em uma cultura conservadora e a economia quer avançar a qualquer custo, então, surge um claro choque de valores. Esse é um grande problema da tentativa de aplicar o liberalismo no terceiro mundo.

Mas há solução para o meu caso. Eu sempre digo que vivo entre dois mundos. Quando olho para o passado vejo essa cultura hipócrita conservadora me cercar. Mas quando olho para o futuro eu vejo um mundo de oportunidades. É a escolha entre prender-se à mediocridade de valores ou a verdadeira prosperidade. E a prosperidade é uma consquência de decisões sábias e serenas. Decisões que são tomadas diante do respeito às metas e esperanças que surgem lá na puberdade para quase todo ser humano. Esses objetivos só morrem quando são obstruídos pela força da mediocridade.

É a velha história amigo. Ouvir a quem? Trabalhar para quem? Por quem? Quem é digno de acompanhar e desfrutar dos seus ideais e dos seus sucessos?

É aquele/aquela que está ao seu lado para legitimar um ciclo social? Talvez a grande dádiva da vida é ter pessoas conosco justamente nas horas em que ninguém lhe deposita crédito. E até mesmo na hora em que você quebra uma regra social. É nesse momento que se descobre o quanto valemos.

Não pelo respeito às formalidade da boa convivência com o meio externo,  mas pelo respeito às convicções que somente um vitorioso pode sustentar.

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Volta às aulas

8 de março de 2008 às 6:32

Rematrícula feita:

O documento acima é o meu horário individual para o próximo semestre da Ufes. Ainda não decidi se vou estudar nas disciplinas pela manhã, mas se decidir estuda-las pelo menos estão garantidas.

Hoje é como se eu virasse uma página e voltasse a recontar uma história de muita esperança. Passei por um teste duro no mercado. Saí com arranhões, quase caído, mas as pessoas que me amam e que me cercam, me mantém confiante e animado para um triunfo futuro.

Estou muito feliz pelas escolhas e opções que fiz em minha vida. Um novo ciclo começa. Também foi um dia de nostalgia pois foi inevitável rever meu primeiro esboço de um trabalho na internet.

Eu sei que a página é muito tosca. Considere que foram meus primeiros contatos com HTML/FLASH e eu abusei muito tanto nos textos como na “decoração”. Mas penso que esse primeiro esboço não é motivo de vergonha, mas de orgulho. Pois foi um passo corajoso. Nessa época ainda casado, possuia uns R$ 2.000,00 em minha conta. Decidi tirar R$ 400,00 reais para fazer o curso de webdesign no SENAC. O curso em si foi só uma apresentação para as interfaces do Photoshop, Dreamweaver, pois como todo profissionalde web sabe, a internet é muito mais do que isso.

De volta a Ufes vou rever vários amigos. Muitos já formaram e eu tenho orgulho de vê-los atuar nas maiores empresas do estado. Eu segui um caminho diferente é verdade. Mas acreditem, mesmo sem dinheiro sou feliz com o que faço. Para eles, e para a maioria das pessoas é difícil entender como um cara fez a opção que fiz, mas essa opção é a que me realiza.

Ainda existe um caminho grande pela frente. Agora na volta a Ufes provavelmente virão textos relacionados às disciplinas visualizadas acima; vocês que aguentem.

Estou muito feliz pela minha rematrícula… e sinto-me iluminado…

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Curso de Arquitetura da Informação no Imaster’s

6 de março de 2008 às 4:24

Uma vez um colega me perguntou na Ufes sobre o tal do Baeta. Ninguém acreditava que um garoto daquela idade poderia pilotar um portal bacana como o Imaster’s. Acho o trabalho deles muito bacana. Até fiquei com vontade de me aproximar certas vezes, mas o cara sempre vivia rodeado de pelos menos uns três puxa sacos intelocutores…

Depois fui acompanhar as matérias e vi que os articulistas era só gente muito boa, com titulação daquelas de dar água na boca. Então passei a ser fã do Imaster’s, ler e acompanhar a evolução e agora fico feliz com a proporção que o trabalho atingiu.

Outro dia vi que eles estavam como um subdomínio do UOL e com telefone 011, então pensei com meus botões tudo que é bom não fica em vitória que eu deveria interagir mais na Ufes.

Brincadeiras a parte. O curso está aí com direito a guru e tudo. Desejo sucesso a equipe do Imasters e quem deseja se interar sobre AI parece ser uma boa oportunidade.

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