Onde há arrogância também existe o autoritarismo

8 de fevereiro de 2008 às 7:37

Não consegui compreender a pergunta do presidente de uma associação de juízes federais:

Se um juiz federal, após se identificar, é ameaçado por três polícias com pistolas automáticas em punho, algemado e jogado como um bandido na mala de um camburão, o que aconteceria a um cidadão que não tem conhecimento dos seus direitos?”

A pergunta foi extraída da postagem do colunista Cláudio Humberto: Juiz federal é preso por reclamar de grosseria. Vamos lá… o título e a postagem tem lá o seu teor tendencioso. Quem pode imaginar o diálogo entre polícia e juiz na ocasião do arresto.

Na hipótese de um flagrante desrespeito à autoridade policial, mesmo que seja juiz, valeria o tratamento de bandido sim! Não digo com isso que há necessidade usar força e humilhar o acusado de qualquer crime. Observe que utilizei a palavra: ACUSADO. Pois se nossso país fosse mais organizado ninguém seria tratado como bandido sem provas sobre o fato.

A interrogação do srº Walter Nunes revela a vontade que a elite judiciária possui de obter um tratamento diferenciado do restante da população. Ora essa Srº presidente, todos nós somos humilhados pela polícia constantemente, e o Srº só percebeu isso no momento em que um dos seus foi tocado.

Sua arrogância é tão humilhante para a população quanto o autoritarismo da polícia.

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Blog de polícia vicia

1 de fevereiro de 2008 às 11:21

Já falei por aqui que minha relação com a polícia nunca foi das melhores. Não gosto do autoritarismo peculiar da antiga polícia.

Mas felizmente na faculdade já convivo com policiais que possuem um outro olhar sobre segurança, e sobre o trato com a população em geral.

Nos últimos dias no Rio e em outros estados ocorre uma grande luta corporativa e estratégica dentro da polícia. A cúpula se posiciona perante políticos e isso gera um reflexo no restante da organização. É sinal dos tempos. Um sinal sadio.

É evidente que os políticos são habilidosos e desejam manter aquela velha ordem que lhes favorece. Guardadas as devidas proporções a violência do Rio, pode ser comparada à indústria da seca no Nordeste.

A disparidade de remuneração entre corporações de estado para estado assusta. Pelo que li, somente o Distrito Federal possui uma folha de pagamento adequada às funções prestadas por esses guerreiros, que na minha ingenuidade, deveriam ser guerreiros da paz…

Eu já falei em outros tempos de alguns Blogs de polícia que acompanho. É o maior barato ler os bastidores. E acho incrível a coragem do Sr° Melquisedec e do Srº Conde Guerra. Eu vi na TV que o Srº Melquisedec sofre represálias pelo que divulga em seu blog. A polícia militar de fato representa o que há de mais arcaico no tratamento de pessoal, se empresas não gostam de ter o seus defeitos colocados na internet imagine o caso da Polícia Militar.

A coragem desses homens é grande. Todos os blogueiros devem fazer uma postagem e apoiá-los. Pessoas como eles quebram paradigmas e estabelecem novos marcos no relacionamento entre organizações, e até no relacionamento intra-organizacional. A Polícia, tanto militar quanto Civil precisa urgente desse sacode. Essa é uma das maneiras de combater o crime que a assedia tanto de baixo, pelos marginais; quanto de cima pelos políticos. Além disso, existe a própria corporação corrompida. Imagine você sair com um companheiro para trabalhar sem saber se ele colocará sua vida em risco. Esses são dilemas dos policiais honestos.

Faço um apelos para todos os blogueiros que me lêem, divulguem esses Blogs. E chamem seus amigos policiais para a atividade de blogar. Esse é um vício que pode curar nossa sociedade: A polícia precisa usar essa arma para combater o crime.

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Resoluções 2008: Expandir é preciso!

25 de janeiro de 2008 às 0:18

Ampliar o leque de relacionamento. Maximizar possibilidades. Otimizar minha rede de contatos. Preciso, preciso, e preciso urgente.

Bom… a sensação de isolamento me cerca de quando em vez. É coisa da personalidade mesmo. Desde que tranquei a faculdade perdi o fio da meada. O trancamento se deu pela falta de grana. Mas convenhamos, faltava mesmo é motivação para estudar. Não vi no curso a pragmática desejada. Explico. Não vi nos professores e nos conteúdos apresentados exemplos a seguir. Não vi mesmo.

Mergulhei de cabeça na profissão, sem o canudo. Mas nesse caso a coisa fica tabajara. Não pela qualidade do serviço prestado, mas pelo fato de me acuar para fixar honorários. As vezes nós nos desvalorizamos, e cobramos pouco por medo de não conseguir determinado serviço.

Essa postagem é mais um puxão de orelha em mim mesmo. Preciso escrever mais por aqui, preciso de produzir textos bacanas. Vejo muitos sites interessantes sobre carreira, freelancer e dicas sobre como fazer um curriculum, como criar um portfólio. Mas acho que falta algo mais informal. Geralmente esses sites engessam o conteúdo. Mais pelo tom do mundo corporativo, que infelizmente, as pessoas que não entendem nada de carreira imprimem na atividade. Eu me refiro não somente aos candidatos. Mas os recrutadores e gestores de RH em geral são muito fracos. É difícil achar um cara bom daquele tipo que deseja lapidar uma pedra. Não há caça talentos nesse meio, ou há poucos. O que há em excesso são carimbadores malucos!!! rss…

O que é um carimbador malucos? Pô é aquele funcionário de aeroporto que vê uma fila enorme na frente. No início o cara até que deseja cumprir uma norma e investigar um poucos sobre a origem e perfil do viajante, mas como a fila é grande surge uma pressão enorme de todos os lados, e aí o cara torna-se um mero atestador, e sua assinatura passa a virar mera formalidade.

Bem vindo ao mundo corporativo..rss

Preciso também deixar de lado o excesso de ironia, que me faz ganhar mais inimigos do que o Bush. Sim eu tenho mais inimigos do que o Bush. Gislene não gosta de jogar xadrez comigo, ela diz que eu dou um sorriso infeliz quando ganho. Sorriso infeliz? É chato de mais possuir um sorrigo que mata as pessoas de raiva. Isso quando não sai uma gargalhada.

Junto o último e o penúltimo paragráfo e lanço uma piada: O entrevistador faz aquela pergunta clássica: Qual é o seu pior defeito? Eu viro e falo: Possuo um sorriso infeliz!

Seria um sonho dar uma resposta dessa em uma entrevista. O duro é amargar mais um dia com o estômago vazio….

E HajaLuz…

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Evangelismo ao avesso para vender software - Parte I

5 de janeiro de 2008 às 16:23

“No vale tudo para vender, grandes corporações apelam com a viralização de conteúdo. Elas compram “formadores de opinião” a preço de ouro. O objetivo é reduzir a rejeição dos seus produtos junto à profissionais de internet”

Algumas empresas contratam profissionais em final e carreira, que digamos, possuem uma opinião respeitada. Daí o próximo passo é convencer o círculo de influência desses profissionais que o seu produto é melhor do que os produtos concorrentes.

Os argumentos ora são racionais, ora são factóides. Nessa lógica há uma pressuposição que um profissional que já viveu bons momentos em sua carreira possui o dom da verdade.

Veja que triste essa postagem em uma das maiores listas de email do país (é necessário ter uma ID Yahoo). Coloco abaixo a fantasiosa matéria assinada pelo Sr LUÍS MÁRIO LUCHETTA.

Gazeta do Povo - Opinião - 4/janeiro/2008

A liberdade de opção na internet

por LUÍS MÁRIO LUCHETTA

A liberdade para navegar na internet é mais do que poder circular livremente entre seu conteúdo. É um direito e uma realidade. Mas nem sempre podemos observar movimentos democráticos em relação ao mundo virtual. Determinados serviços, como a renovação da carteira de habilitação no Detran do Paraná, só aceitam o uso do navegador desenvolvido com software livre. A escolha pelo melhor navegador de internet é uma prerrogativa de todos nós usuários. Assim como podemos optar por marcas de equipamentos, fornecedores de soluções, provedores, tipos e velocidades de conexão, as alternativas de navegação devem ser respeitadas. É uma liberdade como outra qualquer, afinal, cada um de nós tem de ser livre para escolher como comprar e utilizar os bens e serviços que o mercado oferece!

Nós, cidadãos, entendemos e apoiamos a preocupação do governo em buscar a otimização dos recursos, mas não podemos ficar reféns da imposição de um só tipo de plataforma, por exemplo. Os tempos atuais pedem ações que também priorizem a liberdade de escolha, e não que interfiram no que usamos ou deixamos de usar para navegar na rede. A situação trouxe à tona uma reflexão sobre esta liberdade. No mundo atual, as transações eletrônicas são primordiais para quem tem uma rotina corrida, tomada por compromissos e obrigações.

O Brasil é um dos países mais avançados do mundo neste cenário e um bom exemplo é o número de declarações de Imposto de Renda feitas online. Só os isentos somaram 43,8 milhões de formulários - que representam 65% das declarações - enviados em dezembro de 2007 para a página da Receita Federal. O portal do órgão é um bom exemplo de liberdade na rede, já que não restringe a opção de navegador, o que facilita a vida de quem utiliza a internet para enviar os dados. Este é um exemplo de democracia eletrônica que deveria ser seguido por todos os portais governamentais. No caso dos browsers, tanto o livre como o comercial possuem funcionalidades suficientes para garantir uma boa navegação, então, por que tolher a opção de escolha? Vale lembrar que a interoperabilidade (a capacidade de um sistema se comunicar de forma transparente com outro) é indispensável ao cidadão.

A escolha da melhor plataforma para trabalhar, estudar, realizar transações eletrônicas ou usufruir de serviços governamentais tem de estar intimamente ligada às necessidades da população. Os ambientes heterogêneos são uma realidade para quem utiliza a internet com freqüência. Com o avanço do uso da rede, é preciso ampliar as alternativas entre o código-fonte aberto e o proprietário, que oferecem praticidades e vantagens específicas aos usuários. A discussão e a escolha é que devem ser livres! As empresas de tecnologia da informação e softwares investem cada vez mais em segurança, estabilidade e otimização dos sistemas.

Neste contexto, vetar possibilidades entre os usuários de internet é estagnar um processo de liberdade, qualidade intrínseca da rede mundial de computadores. Em eleições recentes muitos candidatos se elegeram, enganando a população com o confuso discurso do software livre, em que até os próprios acreditavam que era de graça, mas acreditamos que no pleito eleitoral que se aproxima os postulantes que ainda persistirem nessa abordagem, receberão menos votos que no passado, e também acreditamos que cada vez mais melhoraremos a qualidade de nossos representantes públicos, descartando os que embasam suas candidaturas fora da verdade. Dado o claro recado, por conta de nossa responsabilidade, fica aqui o nosso parabéns ao setor de tecnologia da informação pelo desempenho em 2007: muito progresso, muitas modernizações, muitas aquisições e fusões, aconteceram no setor e ainda há espaço para isto, profissionalizando cada vez mais nosso “novo” setor.

Luís Mário Luchetta é presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet (Assespro) - Paraná.

Não me espanta a opinião do Sr Luchetta. Afinal ele é pago para defender o uso de software proprietário. Se as pessoas resolverem utilizar software livre, ele simplesmente terá que migrar de carreira. Não há do que se admirar em seu texto.

O que me intriga é ver esse material factóide circular por onde se espera uma postura crítica. Uma lista de email’s com profissionais que conhecem o cenário corporativo e o cenário de uso de “softwares”, ou pelo menos era para conhecer.

Muitos perguntarão porque não debato o assunto diretamente na lista. A questão é que o próprio gestor foi contratado por uma grande corporação para fazer propaganda dos seus produtos lá dentro. Seria melhor ligar para a central de telemarketing da empresa e gravar uma discussão com o atendente. Daria no mesmo. Ambos são pagos pela sua opinião. A diferença é que o gestor da lista, sente-se ofendido a cada boa argumentação que surge ao contrário, e sugere que o mundo é grande para aqueles que não concordam com ele… rss

Ignorar a lista é uma boa sugestão. É verdade que ela está morrendo aos poucos. É evidente que a qualidade não é a mesma. E que todos percebem como a opinião de muitos ali é comprada. Mas aí é que está minha curiosidade, quero ver onde isso vai dar. Será que a grande corporação irá pagar um contrato vitalício para que algumas pessoas falem bem dos seus produtos? Estou muito curioso com o andamento da prosa…

Quanto a matéria: A liberdade de opção na internet, em uma outra postagem irei enumerar alguns erros primários na avaliação do autor. Será uma ótima oportunidade de demonstrar como grandes empresas erram ao adotar o modelo rolo-compressor de publicidade espontânea.

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A Vale não plagiou a logo da Vitelli

13 de dezembro de 2007 às 6:19

É evidente que qualquer profissional que se preze sabe disso!

Apesar da notável semelhança:

Obs.: as marcas não possuem espelhamento.

 

A declaração do INPI é esclarecedora:

Entretanto, em entrevista na terça-feira (4), a diretora de comunicação da Vale, Olinta Cardoso, disse que as duas marcas não podem ser consideradas iguais. Ela garante, por exemplo, que a fonte usada para escrever o nome Vale na nova marca da empresa foi criada especialmente para a empresa.

Segundo a diretora, as semelhanças não vão acarretar qualquer problema para a empresa, uma vez que o INPI apenas proíbe que marcas semelhantes sejam usadas somente no mesmo setor. Olinta afirma que existem inclusive outras empresas com o nome Vale no mundo. “Nem o logo nem o nome são exclusividade nossa. Ninguém vai confundir as duas empresas”, diz.

Legislação

A assessoria de imprensa do INPI informou ao G1 que, ainda que as marcas fossem idênticas, a legislação permite que duas empresas tenham a mesma identidade visual. “Não existe sequer afinidade entre os dois ramos (mineração, da Vale, e calçados, da Vitelli)”, afirmou a assessoria.

Mas não é só por isso, eu acredito que não houve plágio pelo próprio processo de criação. O trabalho em internet, principalmente, aflorou uma discussão sobre direitos de propriedade. Essa discussão se deriva da facilidade em criar identidades visuais para tudo o que se imagina. E boas identidades, diga-se de passagem. Essa discussão gera outros desdobramentos como a remuneração por exemplo. Em quanto um profissional (ou emrpesa) criador de uma marca como a da Vale deveria ser recompensado?

A característica mais forte do nosso trabalho é a potencialidade. Explico!

Todos os dias lemos centenas de informações; fazemos assinaturas em nosso RSS, colocamos links interessantes em nosso delicious; publicamos artigos em nossos espaços, nossa comunidades, e etc… E aí surge um cliente que solicita um serviço específico. Esse serviço será elaborado com notável agilidade e rapidez, dado o conhecimento agregado que temos por nossa prática diária. Logo, se o cliente acompanhar nosso processo de criação irá achar caro o que fazemos. Da mesma forma que muitos não entendem porque um jogador de futebol que está mais para foca, possa ganhar tanto dinheiro.

Na verdade podemos pedir muito pelo nosso conhecimento potencial.

DE VOLTA AO CASO DA VALE

Nos primeiros dias do lançamento alguns levantaram a possibilidade do plágio em relação às cores do Banco Real, bom pelo menos essa comparação se dá entre duas grandes corporações.

O Braisntorm9 fala sobre a visão do Gestor da Vale, Roger Agnelli, sobre a logo:

Roger Agnelli, presidente da mineradora, disse sobre a nova marca: “Em qualquer lugar do mundo, a pronuncia Vale é fácil. Vale significa valor. É um nome curto e de fácil fixação. O logo, eu vejo um coração, porque adoro essas coisas de emoção. Pode ser um simbolo de infinito. Ao mesmo tempo, é um símbolo de vale e de uma mineração a céu aberto já em seu plano final. Se colocar de cabeça para baixo, parece o triângulo de Minas Gerais.”

Um dos seus leitores apontaram a semelhança entre a logo e as cores do Banco Real:

O leitor Vinícius Theodoro, que enviou a notícia, chamou atenção para a similaridade da nova identidade da Vale com o logo do Banco Real, incluindo cores e tipologia. Já eu, chamo atenção para a bela viajada de Roger Agnelli na explicação/justificativa da marca.

No caso da Vitelli, francamente, não conheço muito sobre a empresa. Mas convenhamos somente na promoção da marca a Vale irá gastar US$ 5o milhões. E a pergunta que não cala: Porque cargas d’agua a vale iria gastar tanto dinheiro a partir de uma cópia da empresa de calçados. E enfim: Quanto vale essa empresa de calçados?

Outra questão que é bem óbvia: Se a Vale de fato desejasse copiar a marca da Vitalli, não a teria comprado antes?

DO PONTO DE VISTA TÉCNICO

 

A matéria da G1 esclarece que a tipografia foi criada, ou seja as fontes são originais. O cone cortado não seria muito difícil de elaborar em um Corel da vida, não é verdade?

O verde cromado lembra o produto da empresa, enfim, foi um trabalho dentro das novas tendências: Um trabalho simples e objetivo; eu diria um trabalho limpo, principalmente se comparado ao posterior. A nova marca da Vale é um reflexo de novas tendências na indústria da comunicação, assim como a empresa transfou-se ao longo desse tempo, os profissionais com os profissionais de design e publicidade ocorreu o mesmo.

 

A discussão sobre plagio sempre ocorrerá em trabalhos dessa monta. No plano jurídico sabemos que a Vitelli ganha muita geração de propaganda espontânea.

 

Independente da decisão judicial a Vitelli já ganhou, não é mesmo?

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