Para onde foi o WebDesign?

20 de agosto de 2007 às 10:48

Eu bem que fiz um curso de Web Design no Senac/ES, lá pelos anos de 2004. Meu professor foi um cara que eu admirei muito pelo apego ao “bloco de notas” do Windows. Isso mesmo, nada de Dreamweaver. Ele começou com o bloquinho e depois passou para um antigo editor chamado Home Site, que se eu não me engano fora adquirido pela Macromedia posteriormente, e passou a vir junto com o pacotão do Dreamweaver, Flash e outros…

É engraçado como depois de tanto tempo deixei de usar o avião DreamWeaver e voltei para um rústico editor, muito semelhante àquele, é o PsPad, profissionalmente ela me traz resultados muito satisfatórios, o Photoshop ainda é o mesmo: 7.0. Essas voltas ao passado são fascinantes, só agora me dei conta que profissionalmente, é muito mais vantajoso trabalhar com algo que funcione, ao invés de trabalhar com ferramentas da moda…

Para quem não sabe, Web Designer era um profissional que se dedicava a fazer páginas para a internet. Como vocês podem ver pela própria palavra, a ênfase na estética era predominante na época. É por isso que o Flash estourou, foi uma sensação mesmo. Chegamos a pensar que todos os sites iriam migrar para o Flash, tão grande foi o impacto que a versão MX produziu… Acho que foi o auge da Macromedia e do design… Que ironicamente fora adquirida por uma empresa de aplicações voltadas para a exibição de conteúdo: A Adobe.

A internet possui ciclos, é verdade! Já passou pelo ciclo do bate-papo (IRC), Fóruns (PHPBB), Comunidades (My Space, Orkut), Blogs e atualmente migra para aplicações voltadas aos dispositivos móveis. É bem verdade que nosso país se atrasa com relação às aplicações de internet, por isso, o Blog tem sua efervescência nos dias atuais, enquanto, nos países desenvolvidos, os sites começam a minimizar o conteúdo de tal forma que possa ser assimilado com agilidade nas ruas…

Voltando ao meu curso no Senac, era interessante como meu professor, um ótimo profissional e diga-se de passagem: um profissional muito requisitado na região. Não utilizava recursos como CSS e Java Script (o que o pessoal bacana batizou agora de Ajax). Ele nos ensinou a dimensionar as páginas com as tags Html que formam tabelas. Porém ao o trabalhar profissionalmente me vi confrontado com o desafio de elaborar páginas dentro das demandas de mercado que tende a valorizações dos padrões W3c.

Mas aí é que está o dilema: o mercado não sabe a diferença entre o <table> e o <div> o mercado vê justamente o desenho do site, e é difícil convencer alguém que o desenho é uma tendência do passado e que hoje a tendência é valorizar a comunicação, o conteúdo,  e a interação entre as pessoas. É incrível como um website atual conseguiu agregar vários conceitos de décadas anteriores. Ele pode e deve abrigar um bate-papo, uma comunidade, um fórum, ele deve ser tudo isso, e porque não? Ele deve possuir um bonito desenho. Agradável aos olhos e ao gosto da maioria que circula por ali. Para que, através do visual,  surja uma identidade com a página; um compromisso quase religioso, de gostar tanto do negócio a ponto de mostrar para os amigos como é bacana aquele espaço na internet…

Um cliente acabou de me indicar um site para servir de “benchmarking” para o dele. E eu fiquei impressionado com a dica que o realizador do projeto oferece sobre acessibilidade. Enfim, o cara conseguiu inverter a lógica, e diz que acessibilidade é justamente banir do seu convívio pessoas que não pensam como ele. Quem não quiser utilizar o nevegador da sua preferência que se dane. Tudo isso, por causa da sua omissão como profissional por resistir em aprender como projetar um website para todas as pessoas consigam visitá-lo.

Quando alguém faz referência a briga Microsoft x Código Livre como uma birra de meninos adolescentes, e apenas uma briga de gostos pessoais, eu penso que o exemplo citado é a síntese disso. Porém existe nesse “background” uma guerra ideológica muito sutil, talvez até o Ter ou Ser de Erich Fromm (leia a resenha que eu fiz), esteja em jogo.

Sim. A grande gigante do mundo de softwares, traz a idéia do vencedor a qualquer custo, o Darwinismo Social a flor da pele; enquanto o Código Livre nos faz imaginar que outro mundo é viável, um mundo orientado para o coletivismo, que prioriza as Relações Humanas. Eu acho até engraçado quando os blogueiros sensacionalistas (que em sua maioria utilizam o Wordpress) atacam deliberadamente o Código Livre (Opinião sensacionalita \ Opinião Equilibrada) utilizando o discurso neoliberal. Eu só posso entender isso como uma estratégia de audiência e não uma opinião bem pensada…

Não sou obcecado pelo Código Livre, mas estou tão obcecado com a idéia de fazer sistemas que dêem ênfase no conteúdo que penso em abrir mão de clientes que pensem exclusivamente no visual, talvez não os rejeite, porque quem rejeitaria um cliente? Mas enfim: como pode alguém pensar em um WebSite como um desenho? Será que eles não sabem que um template é vendido a R$ 0,01 em qualquer esquina da sua cidade? Sim porque se um CD com mais de mil modelos de template é R$ 10,00 logo a conta fecha, não é mesmo? Sem contar então que isso pode ser baixado por um P2P da vida…

Talvez o mais difícil para um profissional de internet, seja convencer ao cliente para que ele se envolva com o projeto. Explicar que o website deve ser atualizado todos dias. Que ele deve possuir novidades… sua empresa tem novidades para colocar na página? Isso é importante! Enfim, eu vivo cercado desse desafio por onde caminho como profissional: mudar mentalidades é o meu verdadeiro negócio!

E aí qual seria o melhor nome para chamar alguém que faz isso? Por enquanto gostaria de ser chamado de Gestor de Conteúdo. Quanto aos templates, prefiro colocar os créditos no rodapé, e se o cliente achar ruim e querer um mais exclusivo, vou chamar os amigos para compartilhar o projeto, o design não merece tanta atenção por parte do desenvolvedor da mesma forma que desperta no leigo.

PHP é o meu grande desafio, Java Script é fascinente, parece mágica e é outra tendência forte para quem deseja ganhar mercado. Quanto ao Flash, existem projetos magnifícos sem dúvida. Eu sempre digo que Flash não é desenho, é programação orientada ao tempo, se o cara souber separar as coisas, se o cara for bom em Action Script, e ainda desenhar bonito, aí ninguém supera, porém são raros projetos desse porte.

A próxima tendência me preocupa. Os Iphones da vida são os dispositivos de comunicação de um futuro bem presente, gerar projetos para esses dispositivos fará grande difirença na carreira dos desenvolvedores de Web, você está preparado para isso??

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Se quer ter um blog prepare-se para solidão

23 de maio de 2007 às 12:25

Eu vi recentemente uma postagem, que não me lembro a origem agora, na qual o autor aconselhava às pessoas que fazem blog a não divulgá-lo em uma entrevistas de emprego.

Bom em duas ocasiões eu falei sobre meu trabalho com internet em entrevistas. Na primeira, em que o entrevistador era um burocrata do governo, um senhor de idade. A minha confissão surtiu um efeito bem positivo, fui levado ao melhor setor daquele órgão, e fui apresentado com um cara dotado de grande criatividade e tal…

Na segunda vez, não fui tão feliz. Era uma ONG, e o rapaz que me entrevistava era bem jovem, acredito ser até mais novo do que eu. Então algo surgiu na cabeça dele, que deve ser bem parecido com o que surge na minha família e na maioria das pessoas que conheço. É o raciocínio de que uma pessoa que trabalha com internet, deve ficar o dia todo ocioso na frente do computador sem produzir nada de significativo….

Se você ler várias postagens nesse blog, verá minha bronca com esse preconceito. Eu sei que a maioria das pessoas fazem um péssimo uso da internet. Ela é um desafio para empresários, porque ao mesmo tempo que é muito útil na otimização do tempo de inúmeros processos administrativos, também pode ter um efeito contrário, sendo ferramenta de distração em pleno ambiente de produção.

Quando comecei com meus projetos, há uns dois anos, cheguei a chamar alguns amigos aqui do Curso de Administração da Ufes. Eu acreditava mesmo, com toda sinceridade, que iríamos fazer muitas coisas bacanas. Primeiro veio o estranhamento: Aquela idéia que internet é lugar de quem estuda computação, e outras áreas de conhecimento estão fora do seu contexto. Essa idéia, preconceituosa ao extremo, é muito comum, até mesmo para pessoas que dizem pesquisar Tecnologias de Gestão. É evidente que esse tema não implica necessariamente em estudar internet, porém, autores como Castells e Levy, nos dão a entender o impacto que ela causa na sociedade, e em todos os processos e organizações, independente se possuem acesso ou não a rede.

Explico: É evidente que se eu for um investidor, um bom parâmetro para avaliar o desenvolvimento de uma região é a quantidade de domicílios com acesso à internet. Isso me dá uma noção de vários fatores como: Nível de instrução das pessoas, Poder de consumo, Acesso à informação e muitas outras váriaveis.

Pois bem, com amigos aqui na Ufes eu desisti de compartilhar as coisas de internet. As curiosidades que coloco aqui e as relações que faço com o curso de administração. Enfim, é uma atividade de certa forma solitária. Mesmo que milhares de pessoas acessem o blog todos os dias…

Existe uma proliferação de blogs de Administração na web, você já viu?

Se até pouco tempo o problema dos blogs era o esteriótipo de diário adolescente. Atualmente há o perigo do blogueiro ser confundido com um ser desocupado a copiar matérias e colocar um troco no bolso através do programa adsense. Os extremos desse ato vem sendo denunciados com revolta pelo Blogando por Dinheiro

Pois bem, todo aquele besteirol dos livros de auto-ajuda, estão circulando agora em forma de blog. Umas duas vezes tive a curiosidade de ver no REC 6. Existe uma categoria específica para RH, outra para negócios. Por um lado isso é bom por que reflete o grande interesse que existe nessa área. Porém, pelas postagens você irá observar que elas, dão muitos motivos para nos preocuparmos (pelo menos os pesquisadores sérios) em não aderir ao esteriótipo de Blog de negócios. Francamente esses tipo de blog, estão parecendo mais best-sellers tabajara, querendo vender idéias.

Vou listar algumas postagens abaixo para que vocês tenham a noção do besteirol que circula nesses blogs:

Liderança Intra-empreendedora (ou Liderando como lideraria o próprio dono do negócio)

Não perca tempo com a faculdade ou faça como em Israel

Veja essa categoria sobre carreiras; que tristeza.

Por outro lado existem ótimos exemplos de pessoas que não são rebatedores de matérias, nem levam para o outro lado extremo da crítica ao ponto de dificultar a leitura (como é o meu defeito). São blogs que me orientam em termos de pesquisa e refletem um trabalho criterioso:

CONSUMIDOR MODERNO

ProWeblogs

roda & avisa

Blog do QUEMEL

Blog Guerrilha

Brainstorm #9

Desculpem-me os primeiros citados, meu intuito é agir dentro da crítica positiva, confesso que eu mesmo tenho muito a aprender com os blogueiros da segunda lista.

Mas francamente o que gostaria mesmo é de poder compartilhar meu blog, com as pessoas em minha volta, meus colegas de faculdade, meus professores, saber deles o que deveria melhorar… o motivo dessa postagem é essa. Alertar que a atividade de gerar conteúdo na internet é algo solitário. Não é como uma edição de um jornal, na qual você troca idéias com colegas sobre o que é mais interessante abordar. Alguns indicarão uma lista de discussão, como a Blogosfera, por exemplo. Talvez essa seja uma ótima dica. Alí já peguei vários exemplos bacanas, e postagens que me renderam ótimas audiências.

Contudo não faço referência a um ambiente virtual. É bem diferente você quando o cara é um médico, ou advogado. Desde seus estudos ele é visto como alguém que está em uma carreira promissora… no claso do blogueiro… ele ainda é visto como um desocupado e a toa que não gera nada de útil… e o pior é quando o preconceito lhe coloca à margem da sociedade… é aquela velha confusão as pessoas primeiro confundiam um gabinete com CPU depois foi a confusão entre, craker e hacker, agora é a vez de confundirem o blogueiro com desocupado…

update:

Opa, o artigo está causando bastante discussão. Hoje (27/05) deparei-me com uma matéria muito bacana - Blog afetando a produtividade dos profissionais - de Fábio Cipriani, que aborda o assunto com maior profundidade.

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Especializado em Generalidades

5 de abril de 2007 às 11:02

Essa é uma daquelas postagens que nasceu com a intenção de ser uma notinha e vai se tornar um texto grande. O texto seguinte é útil para pessoas que estão na dúvida entre estabelecer uma objetividade ou não naquilo que escrevem.

A Bronca

Na verdade o título é a descrição de um blog muito bacana . Há um tempo juntei material para refutar essa idéia, essa falta de objetividade. Mas sabe que aos poucos tenho incorporado esse novo contexto de comunicação.

Eu realmente não suporto o formato Faustão. Que procura preencher um espaço de tempo com aquilo que eventualmente é mais sucetível de audiência.

Os blogueiros que mais fazem sucesso quantitativo são visíveis adeptos dessa prática mesmo que não admitam. Ou seja, ler o Technoratti para depois tentar montar vários posts com as palavras chaves não é sinal de uma nova engenharia (SEO) é apenas a continuação de uma prática amplamente utilizada por jornais, revistas, TV e rádio.

Digamos que alguns seriam o “É o Tchan” da internet. Com direito a boquinha da garrafa e tudo.

A adaptação

Mas o que vem acontecendo comigo mesmo. Iniciei um blog para falar de assuntos das minhas pesquisas acadêmicas. Algo que seriam extremamente segmentado. E aos poucos fui assinando feeds em RSS (Hoje passam de 200). A cada momento leio uma postagem mais interessante que a outra. Sinto-me extremamente impelido a falar de algumas coisas que leio. Então de certa forma quando mergulhamos nesse mundo, perdemos a noção de diferenciação, e tendemos a procurar obter os mesmos ganhos dos outros, seja no que tange à parte financeira, comentários, audiências. Quem não ficou com uma invejazinha do Cardoso e seu cheque do Google, que atire a primeira pedra. Uma coisa que nunca imaginei mesmo seria tratar desses assuntos por aqui.

A confissão

Como tenho tentado a via acadêmica, vivo em uma busca constante pela diferenciação nos temas e conteúdos. Tenho tentado mesmo manter um nível mais crítico. Mas a verdade é que a internet é uma grande armadilha para quem escrevre. Veja o que mencionei nesse post, o que era para ser uma nota extendeu-se. E o que era para ser uma crítica transformou-se em uma confissão de que estou indo pelo mesmo caminho que antes desaprovava. Mas sem dúvida, acredito que a diferenciação é um fator decisivo para o êxito de qualquer negócio, mesmo na internet. E digo mais, quando o contexto é altamente padronizado, como é o caso do orkut, aquele que entra no sistema e consegue estabelecer uma diferenciação irá sem dúvida angariar bons resultados.

Um detalhe por exemplo quenão estou disposto a abrir mão é a discussão aprofundada de temas, abordando suas peculiaridades como um todo, para muitos isso representa o fracasso de um blog. Dentro desse raciocínio os Blogs deveriam ter notinhas para que as pessoas tivessem mais interesse em ler. Seria algo como ao invés de derramar o remédio guela abaixo, ir dando pequenas doses para que sem sentir a pessoa tomasse tudo - existe uma outra metafora mais clara mas deixa prá lá..rss

Infelizmente uma opção tenho que fazer, nesse projeto não dá para escrever para um público que deseja se distrair. Não dá para eu escrever para quem é semi-analfabeto. Então penso da seguinte forma, se for para estabelecer esse tipo de comunicação, é preferível abrir outro projeto, outro blog abardando outros assuntos? Porque não? Por mais que você escreva sobre física; porque não pode empreender um projeto sobre sexo por exemplo. Em um você supre suas necessidades intelectuais e no outro você supre, outras necessidades..rss Mas o que fica meio complicado é abordar os dois assuntos no mesmo blog; acredito que o público não iria encaixar muito a idéia..rss

E por falar nisso essa postagem era para falar da minha aula de RH ontem… putz… não vou começar agora… abrirei outra postagem daqui a pouco…

Edit: Bruno Alves escreveu um artigo muito bacana sobre o tema, e conta várias experiências nessa área.

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CMS - Você utiliza todos os dias e nem sabe!

6 de outubro de 2006 às 15:34

Os CMS (Content Management System) proporcionam versatilidade quando o objetivo é “desenvolver” soluções integradas para a exibição de conteúdo na Internet. Além disso, os CMS permitem grande interatividade entre o ” usuário* ” e uma Base de Dados.

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A IDÉIA CENTRAL
Dinamismo é palavra chave para o público que acessa a Web. Um filósofo diria que isso é pragmatismo, um sociólogo pensaria em democracia da informação, um empresário veria como uma oportunidade de reduzir custos. Na verdade o CMS é a realização dos sonhos mais secretos daquele que deseja se expressar por meio dessa mídia.

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