Erros no início da carreira

2 de março de 2008 às 5:55

Algumas escolhas equivocadas são positivas.

Uma aluna questionava à professora suas condições de estágio em uma ONG. Essa colega viveu fatos semelhantes aos que eu vivi quando trabalhei em uma organização desse tipo: Desvios de verba, falta de interesse dos assistidos pela ONG, politicagem e coisas parecidas. A professora esclareceu que não devemos  sonhar com a organização perfeita. Um sistema perfeito só existe conceitualmente. Na prática as organizações têm suas mazelas, e é por isso que existe o gestor. Caso contrário qualquer leigo poderia administrar, não é verdade?

Quem convive com a gestão sabe do valor do seu trabalho, é evidente que o senso comum tenta desmoralizar o empenho de um gestor. Principalmente entre os “práticos” é comum um certo ódia à gestores. Para eles, o gestor poda o seu poder, ao racionalizar e planejar suas tarefas. É por isso que um erro comum de um administrador em início de carreira é cobrar barato por seus serviços, ou se oferecer além do que é acertado em contrato. Isso denota amadorismo e falta de comprometimento com sua própria formação.

Eu cheguei a essa conclusão ao revirar hoje várias caixas de conteúdo estudados desde o seminário até hoje na faculdade. São cerca de quatro caixas daquelas de natura. Essas caixas abrigam centenas de apostilas e livros que simulam com muita propriedade o cotidiano de um gestor. Fiquei impressionado ao ler alguns papéis, que ao contrário do que muitos imaginam, é um conteúdo muito útil nos momentos de solidão na tomada de decisões.

Com relação ao HajaLuz percebo que achei o fio da meada. A objetividade que é tão necessária a um veículo de mídia. E o bom dessa objetividade é que ela é bem original. Um blog é fascinante. Eu relutei muito em conceber blog como diário. Parece adolescente. Mas é verdade. Um blog é adolescente e isso não é pejorativo no contexto que vou explanar agora. Adolescência é fase de indefinição. Um diário de bordo, não é uma fase de indefinição na vida de um comandante? Até anotações científicas como as de Darwin, não representam uma carreira; um estudo em progressão? Não seria um amontoado de suposições, contradições, erros e apenas alguns raros acertos?

Então você pode começar a escrever sobre uma série de temas - o jargão “tecnologia” costuma ser o preferido - mas terá que encontrar uma identidade para obter êxito. Caso contrário caíra em uma vala comum. Isso não serve só para blog’s mas para toda uma carreira profissional.

Não sei quantos estudantes de administração colocam seu cotidiano na internet. Mas e sua influência nas organizações que atua? Aliás você influencia de alguma forma a organização em que atua? Penso que as empresas necessitam de pessoas que desejam agregar valor à seus serviços/produtos.

Agora, faço o que sou bom. Junto os primeiros parágrafos com o último e afirmo que colocar experiências, e por que não “incipiências” na internet e compartilhar isso com milhares de pessoas, cria um valor imenso àquele acervo que tenho guardado em minhas caixas. Acredito que essa é uma nova forma de maximizar conhecimento. Esse é o fio da meada: compartilhar meu cotidiano com vocês, enriquece a minha carreira e a de quem me lê; sem falsa modéstia..rss

Algo bacana nos últimos dias é o amadurecimento e a tomada de confiança para subir degraus mais elevados. Estou nos últimos períodos do meu curso. Principalmente quando tranquei esse último período, passei em um outro teste que a faculdade não oferece, mas dá o embasamento para suportar: É o teste da rua.

Convivi com gente de todo tipo durante os últimos anos. Trabalhei em organizações de tantas estruturas diferentes. Com tantos arranjos e composições distintas. Uma loucura. Foram dois escritórios de contabilidade, uma pequena empresa de alarmes, depois os correios, nesse meio tempo fui líder religioso, estágio no governo, bolsa de pesquisa acadêmica, muitas consultorias, duas ONGS imensas, e agora???

Primeiro passo é o despojamento. Percebi em algumas entrevistas que para uma nova organização não adianta arrotar: “como sou experiente, vocês precisam de mim”. Não, muito pelo contrário. Alguém muito convencido da sua experiência, é uma trava na organização. A experiência é para ser guardada em caixas. E a atitude que retiramos delas é que deve utilizada.

Cada organização é única como as pessoas; existem semelhanças mas existe a identidade que se sobrepõe.

Eu penso em uma comparação simples. Adquirimos os mesmos produtos no supermercado, mas sempre queremos novidades a partir deles. Para isso os “marketereiros” criam variações, novos rótulos, novas formas de apresentá-lo, mas o produto permanece o mesmo, como a coca-cola por exemplo. Então profissionalmente somos essa mistura de inovação e tradição. Se encontrarmos um certo equilíbrio seremos tão queridos quanto…rss

Confesso que fiquei um tanto triste pelos erros cometidos em início de carreira. Um pouco pesaroso por não ter o currículo bonito dos meus colegas que optaram pela via formal do estágio vale/aracruz/bancos. Penso que meus argumentos em futuras entrevistas serão muito diferentes para que me contratem. Na verdade é uma hipótese porque se tiver um pouco de dinheiro no futuro, não vejo outra opção além de montar a própria empresa. Mas a hipótese surge em função da necessidade. Não posso me dar ao luxo de escolher muito, tenho que lançar mão da oportunidade que me for dada;

todos nós temos sonhos para nos impulsionar mas é a realidade que nos governa.

Mas a mensagem dessa postagem é que errar em início de carreira é um privilégio que todos possuem, triste é chegar ao final dela e não possuir nenhuma história de superação.

É isso aí gente, HajaLuz em fase introspectiva e filosófica…

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Existe dinheiro amaldiçoado?

17 de fevereiro de 2008 às 22:24

Quem é profissional autônomo corre sérios riscos ao fazer um serviço. Por isso é comum a cobrança adiantada.

Confesso que eu tenho certa dificuldade para fixar preços e cobrar, por isso, tenho a Gislene que trata dessa parte financeira para mim.

Recentemente fiz um serviço para uma pessoa muito mesquinha. Também alugamos um imóvel para ele e o mesmo ao ser cobrado devidamente nos perguntou (inclusive a minha mãe) se passávamos fome!

Eu sei que esse é um caso isolado. Que espelha mais um descuido nosso em abrigar gente de mau caráter em nossas dependências. Talvez eu não deveria nem considerar tal alegação, fruto de uma mente obviamente desequilibrada, contudo pensei sobre essa questão de dinheiro amaldiçoado. Como assim dinheiro amaldiçoado?

Acontece que eu tenho uma certa reserva com pessoas mesquinhas. Daquelas que fazem questão de centavos. Não gosto mesmo desse tipo de gente. Devo confessar que tenho um certo receio inclusive de receber dinheiro delas.

É por isso que coloquei essa foto logo acima. Se você conhece o seriado Lost sabe do que eu estou falando. Ele não é mesquinho não. O Hurley é até um cara generoso. Acontece que o dinheiro que ele recebeu em uma loteria, causou-lhe um azar danado, e destruiu sua vida. Esse é o esteriótipo que o personagem carrega.

Para algumas pessoas o dinheiro pode ser uma benção ou maldição de acordo com o uso que se faz dele. Para outras o dinheiro é indiferente. Não importa de onde venha ele não tem sentimento, não é bom ou mau é apenas dinheiro…rss

Também sobre honestidade. Sabe aquelas pessoas que acham milhares de reais no lixo e devolvem. E aí o que você pensa? Sinceramente não sei se devolveria um dinheiro achado. Fico a pensar porque um lixeiro devolve o dinheiro. Será que ele acredita que o dinheiro é amaldiçoado?

Um caso que eu acho muito curioso é o da quadrilha que assaltou o Banco Central no Ceará. Os integrantes da quadrilha foram se matando um a um. Será que valeu a pena?

Talvez eu seja muito ingênuo e deseje viver em mundo de utopia. Não sei lidar muito com dinheiro. Quando me separei deixei tudo com minha ex-esposa. Ela me ameaçou de litígio sendo que tudo estava com ela. E mesmo assim me separei amigavelmente. Na ocasião a própria juíza fez questão de me oferecer a parte na casa que construímos. Após alguns anos da separação ainda não reivindiquei e passo muito aperto por isso. Mas ocorre que em todas as audiências a casa se apresentava como uma espécie de cavalo de batalha que eu evitei ao máximo batalhar.

Ultimamente sinto uma vontade enorme de ir para outro país, ou outro estado. Começar tudo do zero novamente. Eu não sei quantas vezes farei isso. Confesso que aos 30 ficamos um pouco cansados de reconstruir a vida. Mas parece que esse tipo de desafio é justamente uma espécie de catalisador para tocar a existência.

O Software Livre e a inclusão digital me fascinam, estou inclinado a começar um projeto baseado nessas idéias. Estamos em fase de abrir um novo escritório e esse é um pensamento que está fixo em minhas idéias. Talvez eu lance algum tipo de projeto assim em meu espaço no BlogMestre.

Acredito que o terreno é fértil só falta alguém semear. Eu sempre digo que a inclusão digital tem sido feita ao avesso em nosso país. Sinto uma grande necessidade de apresentar à pessoas que desejam ingressar no mercado, princípios de gestão, e melhor manipulação das informações em uma organização.

Chegamos a fazer algo desse tipo no ano passado, nosso curso rendeu ótimos frutos. Fico feliz em ver vários participantes melhorarem de carreira com a nossa ajuda. E acho que a idéia amadurece a cada dia, pelo menos no meu coração. Esse ano será de grandes conquistas e muita luz para todos nós…

ps1 - Existe uma admiração e um respeito mútuo entre eu e a Paula. Eu penso que conheço uma outra Paula bem diferente daquela pop star dos blogs que a mídia portuguesa já encontrou. Eu repito para todo profissional de internet: Navegue no blog da Paula é aprenda a trabalhar com web. Algo que também acho incrível é o fato dela mesma configurar os templates do wordpress, coisa que muito marmanjo não faz.

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Resoluções 2008: Expandir é preciso!

25 de janeiro de 2008 às 0:18

Ampliar o leque de relacionamento. Maximizar possibilidades. Otimizar minha rede de contatos. Preciso, preciso, e preciso urgente.

Bom… a sensação de isolamento me cerca de quando em vez. É coisa da personalidade mesmo. Desde que tranquei a faculdade perdi o fio da meada. O trancamento se deu pela falta de grana. Mas convenhamos, faltava mesmo é motivação para estudar. Não vi no curso a pragmática desejada. Explico. Não vi nos professores e nos conteúdos apresentados exemplos a seguir. Não vi mesmo.

Mergulhei de cabeça na profissão, sem o canudo. Mas nesse caso a coisa fica tabajara. Não pela qualidade do serviço prestado, mas pelo fato de me acuar para fixar honorários. As vezes nós nos desvalorizamos, e cobramos pouco por medo de não conseguir determinado serviço.

Essa postagem é mais um puxão de orelha em mim mesmo. Preciso escrever mais por aqui, preciso de produzir textos bacanas. Vejo muitos sites interessantes sobre carreira, freelancer e dicas sobre como fazer um curriculum, como criar um portfólio. Mas acho que falta algo mais informal. Geralmente esses sites engessam o conteúdo. Mais pelo tom do mundo corporativo, que infelizmente, as pessoas que não entendem nada de carreira imprimem na atividade. Eu me refiro não somente aos candidatos. Mas os recrutadores e gestores de RH em geral são muito fracos. É difícil achar um cara bom daquele tipo que deseja lapidar uma pedra. Não há caça talentos nesse meio, ou há poucos. O que há em excesso são carimbadores malucos!!! rss…

O que é um carimbador malucos? Pô é aquele funcionário de aeroporto que vê uma fila enorme na frente. No início o cara até que deseja cumprir uma norma e investigar um poucos sobre a origem e perfil do viajante, mas como a fila é grande surge uma pressão enorme de todos os lados, e aí o cara torna-se um mero atestador, e sua assinatura passa a virar mera formalidade.

Bem vindo ao mundo corporativo..rss

Preciso também deixar de lado o excesso de ironia, que me faz ganhar mais inimigos do que o Bush. Sim eu tenho mais inimigos do que o Bush. Gislene não gosta de jogar xadrez comigo, ela diz que eu dou um sorriso infeliz quando ganho. Sorriso infeliz? É chato de mais possuir um sorrigo que mata as pessoas de raiva. Isso quando não sai uma gargalhada.

Junto o último e o penúltimo paragráfo e lanço uma piada: O entrevistador faz aquela pergunta clássica: Qual é o seu pior defeito? Eu viro e falo: Possuo um sorriso infeliz!

Seria um sonho dar uma resposta dessa em uma entrevista. O duro é amargar mais um dia com o estômago vazio….

E HajaLuz…

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Evangelismo ao avesso para vender software - Parte I

5 de janeiro de 2008 às 16:23

“No vale tudo para vender, grandes corporações apelam com a viralização de conteúdo. Elas compram “formadores de opinião” a preço de ouro. O objetivo é reduzir a rejeição dos seus produtos junto à profissionais de internet”

Algumas empresas contratam profissionais em final e carreira, que digamos, possuem uma opinião respeitada. Daí o próximo passo é convencer o círculo de influência desses profissionais que o seu produto é melhor do que os produtos concorrentes.

Os argumentos ora são racionais, ora são factóides. Nessa lógica há uma pressuposição que um profissional que já viveu bons momentos em sua carreira possui o dom da verdade.

Veja que triste essa postagem em uma das maiores listas de email do país (é necessário ter uma ID Yahoo). Coloco abaixo a fantasiosa matéria assinada pelo Sr LUÍS MÁRIO LUCHETTA.

Gazeta do Povo - Opinião - 4/janeiro/2008

A liberdade de opção na internet

por LUÍS MÁRIO LUCHETTA

A liberdade para navegar na internet é mais do que poder circular livremente entre seu conteúdo. É um direito e uma realidade. Mas nem sempre podemos observar movimentos democráticos em relação ao mundo virtual. Determinados serviços, como a renovação da carteira de habilitação no Detran do Paraná, só aceitam o uso do navegador desenvolvido com software livre. A escolha pelo melhor navegador de internet é uma prerrogativa de todos nós usuários. Assim como podemos optar por marcas de equipamentos, fornecedores de soluções, provedores, tipos e velocidades de conexão, as alternativas de navegação devem ser respeitadas. É uma liberdade como outra qualquer, afinal, cada um de nós tem de ser livre para escolher como comprar e utilizar os bens e serviços que o mercado oferece!

Nós, cidadãos, entendemos e apoiamos a preocupação do governo em buscar a otimização dos recursos, mas não podemos ficar reféns da imposição de um só tipo de plataforma, por exemplo. Os tempos atuais pedem ações que também priorizem a liberdade de escolha, e não que interfiram no que usamos ou deixamos de usar para navegar na rede. A situação trouxe à tona uma reflexão sobre esta liberdade. No mundo atual, as transações eletrônicas são primordiais para quem tem uma rotina corrida, tomada por compromissos e obrigações.

O Brasil é um dos países mais avançados do mundo neste cenário e um bom exemplo é o número de declarações de Imposto de Renda feitas online. Só os isentos somaram 43,8 milhões de formulários - que representam 65% das declarações - enviados em dezembro de 2007 para a página da Receita Federal. O portal do órgão é um bom exemplo de liberdade na rede, já que não restringe a opção de navegador, o que facilita a vida de quem utiliza a internet para enviar os dados. Este é um exemplo de democracia eletrônica que deveria ser seguido por todos os portais governamentais. No caso dos browsers, tanto o livre como o comercial possuem funcionalidades suficientes para garantir uma boa navegação, então, por que tolher a opção de escolha? Vale lembrar que a interoperabilidade (a capacidade de um sistema se comunicar de forma transparente com outro) é indispensável ao cidadão.

A escolha da melhor plataforma para trabalhar, estudar, realizar transações eletrônicas ou usufruir de serviços governamentais tem de estar intimamente ligada às necessidades da população. Os ambientes heterogêneos são uma realidade para quem utiliza a internet com freqüência. Com o avanço do uso da rede, é preciso ampliar as alternativas entre o código-fonte aberto e o proprietário, que oferecem praticidades e vantagens específicas aos usuários. A discussão e a escolha é que devem ser livres! As empresas de tecnologia da informação e softwares investem cada vez mais em segurança, estabilidade e otimização dos sistemas.

Neste contexto, vetar possibilidades entre os usuários de internet é estagnar um processo de liberdade, qualidade intrínseca da rede mundial de computadores. Em eleições recentes muitos candidatos se elegeram, enganando a população com o confuso discurso do software livre, em que até os próprios acreditavam que era de graça, mas acreditamos que no pleito eleitoral que se aproxima os postulantes que ainda persistirem nessa abordagem, receberão menos votos que no passado, e também acreditamos que cada vez mais melhoraremos a qualidade de nossos representantes públicos, descartando os que embasam suas candidaturas fora da verdade. Dado o claro recado, por conta de nossa responsabilidade, fica aqui o nosso parabéns ao setor de tecnologia da informação pelo desempenho em 2007: muito progresso, muitas modernizações, muitas aquisições e fusões, aconteceram no setor e ainda há espaço para isto, profissionalizando cada vez mais nosso “novo” setor.

Luís Mário Luchetta é presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet (Assespro) - Paraná.

Não me espanta a opinião do Sr Luchetta. Afinal ele é pago para defender o uso de software proprietário. Se as pessoas resolverem utilizar software livre, ele simplesmente terá que migrar de carreira. Não há do que se admirar em seu texto.

O que me intriga é ver esse material factóide circular por onde se espera uma postura crítica. Uma lista de email’s com profissionais que conhecem o cenário corporativo e o cenário de uso de “softwares”, ou pelo menos era para conhecer.

Muitos perguntarão porque não debato o assunto diretamente na lista. A questão é que o próprio gestor foi contratado por uma grande corporação para fazer propaganda dos seus produtos lá dentro. Seria melhor ligar para a central de telemarketing da empresa e gravar uma discussão com o atendente. Daria no mesmo. Ambos são pagos pela sua opinião. A diferença é que o gestor da lista, sente-se ofendido a cada boa argumentação que surge ao contrário, e sugere que o mundo é grande para aqueles que não concordam com ele… rss

Ignorar a lista é uma boa sugestão. É verdade que ela está morrendo aos poucos. É evidente que a qualidade não é a mesma. E que todos percebem como a opinião de muitos ali é comprada. Mas aí é que está minha curiosidade, quero ver onde isso vai dar. Será que a grande corporação irá pagar um contrato vitalício para que algumas pessoas falem bem dos seus produtos? Estou muito curioso com o andamento da prosa…

Quanto a matéria: A liberdade de opção na internet, em uma outra postagem irei enumerar alguns erros primários na avaliação do autor. Será uma ótima oportunidade de demonstrar como grandes empresas erram ao adotar o modelo rolo-compressor de publicidade espontânea.

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Que história de ano novo é essa?

31 de dezembro de 2007 às 19:41

“...Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante, vai ser diferente“. (Carlos Drummond de Andrade)

Drummond resume com propriedade o que penso sobre o novo ano. Na verdade torço para que essa empolgação lá fora se acabe. Não que ela seja ruim. Ela não é ruim pois eu percebo que as pessoas se enchem de esperança para uma espécie de recomeço.

Mas para mim, que não consigo pensar dessa forma. Para um cara tão careta quanto eu que é tão linear assim, toda essa efusividade externa torna-se depressiva. Torço para que tudo acabe logo e voltemos a encarar a vida como ela é.

Quero manter e intensificar laços com pessoas tão bacanas que me cercam. São tantos parceiros que tenho feito ao longo do tempo que seria inútil enumerá-los ou citá-los aqui. São organizações e grupos com os quais interajo diariamente. Em alguns minha presença foi decisiva em sua constituição.

Sim, durante esse ano criamos algumas organizações. Me refiro a empresas mesmo. Criei a identidade visual e dei asas aos sonhos de alguns empresários na internet. Queixo-me da faculdade de administração trancada. Realmente é algo que me entristece, uma vez que deixei um emprego em uma empresa federal para poder estudar por lá. Fora o casamento desfeito pela carreira. Então é amargo deixar de lado a faculdade.

Porém o efeito foi positivo. Acredito que dei a volta por cima e depois de chegar a depender dos amigos para obter um prato de comida sequer, hoje estou em uma posição relativamente cômoda.

A questão central para mim é perceber que venço. Não venço só, é verdade. Gislene é uma companheira preciosa de caminhada. Também existem os amigos na internet os mais próximos, o Norberto e o Júlio com quem troco idéias sobre nossos sites e projetos, são pessoas muito importantes para mim. Meus clientes nem se fala, eles acreditam em algo que não viram. Me pagam adiantado as consultorias e são pacientes com meu perfeccionismo eterno. Agora chega uma menina muito especial a trabalhar comigo, que fica em meio expediente aqui em nosso escritório, é a Merian. Ela foi nossa primeira aluna. A primeira pessoa a acreditar em nosso curso de empreendedorismo.

Norberto e Júlio

Quero falar mais sobre o Norberto e o Júlio, pois ambos representam para mim algo muito forte em meu trabalho. O Norberto é um acadêmico que traz muito da sua experiência para um ramo maluco que são os blogs. O Norberto sabe se relacionar bem com várias tribos e é uma espécie de autoridade reconhecida espontaneamente por todos. Ele não traz fórmulas milagrosas, fala de uma maneira simples sobre blogs. Eu acho isso encantador, porque todos pensamos que é a novidade a inovação que pode ser a diretriz em um ramo como a internet. Aí surge um cara como ele e faz uma relação muito interessante sobre antigas formas de se comunicar e a internet. E Levy é bem enfático nesse aspecto, em afirmar as semelhanças da internet com outras mídias. E o Norberto - e a reboque vem o Tás, Rosana, e tantos outros profissionais de outras mídias que trazem sua bagagem para a internet - me faz pensar muito sobre o quanto é importante trazer experiência e conhecimento de outras áreas para a internet, e não querer inventar uma nova mídia.

Mas também tem o Julio que é um cara muito novo. Um cara que pega rápido informações quentes, traz notícias e furos em primeira mão. Ele é rápido no gatilho. O Júlio também gosta de mexer muito, experimentar coisas novas e formas novas de fazer seu trabalho. O Júlio expressa um outro extremo dos profissionais de internet. Aqueles que fazem do seu trabalho um verdadeiro laboratório. O Júlio ainda fará faculdade, fico a pensar no dia que Júlio entrar em um curso correlato à sua atividade e verificar que seus professores estão defasados. Será que ele vai conseguir enxergar as respostas precisas em um ou outro professor que nem sabe o que é internet para problemas de comunicação e mídia que ele só vai conseguir superar com esses toque tão voltados à experiências antigas e repetitivas.

Sim, são dois extremos que se encontram, duas paralelas que se acham não é assim a música?

Paula

Aproveito para falar da Paula. Eu tenho uma notícia para dar a ela. Eu não leio mais o blog da Paula desde que li o seu livro. A equação é simples. Paula já não é blogueira faz tempo. Suas postagens são cada vez mais instigantes e profundas. Não dá para colocar a Paula junto com meus mais de mil feeds. Eu preciso de parar para digerir o que ela escreve. As suas experiências são profundas demais para uma rapidinha no Google Reader. Eu preciso de mais tempo com ela, preciso de chegar mais perto, sentir a textura das suas letras. Existem narrações que a internet não dá conta. Peço muito que ela considere meu apelo, e pare de desperdiçar tanta genialidade em um blog. Essa menina é escritora das boas, porque é capaz de transmitir com naturalidade rara, fatos corriqueiros que se transformam em reflexões que marcam a alma do leitor. O livro dela chega esse ano ao Brasil, minha maior torcida é para que a atividade de escritora tome conta de todo o seu tempo. Acho que a Paula ainda tem muito a nos oferecer… precisamos de pessoas como ela na mídia do Brasil. Paula dá muitas entrevistas em rádios e programas de portugal. Ora, nosso país está carente de informação. É um país deveras preconceituoso. Porque não valorizamos o que é nosso??

Quero me estender sobre isso e perguntar a vocês, quem são nossos heróis?? Pombas, porque idolatrar Ayrton Senna, Xuxa, Pelé, etc… De onde tiraram que essas super estrelas devem ser referência em alguma coisa? Temos que resgatar a história de gente anônima, alguns que morrem nas ruas. Gente que fez muito mais do que essas estrelas da mídia. Outros tantos como a Paula, que estão em outros países, tiraram recursos de onde não tinham para tentar possuir alguma dignidade. Quantas histórias se perderam nas rotas de prostituição, nas rotas da mão de obra barata pelo méxico, tantas rotas que deveriam ser retratadas pela mídia.

Obrigado

A todos que acompanham o HajaLuz e que acompanham essa carreira tão incipiente agradeço muito o carinho, tudo tem sido muito especial em minha vida. Que 2008 não seja o começo de uma nova fase. Não quero pensar assim. Quero que o próximo ano seja a continuidade de um projeto, um sonho lá da minha infância. Eu sonhei que estava a entregar cartas que anunciavam um novo mundo aos homens. É assim que eu gosto de ver a coisa. Não só pelo fato de aos 20 anos ter me tornado carteiro. E não só pelo fato de treinar pessoas para escrever na internet. Eu quero que meu trabalho de consultoria se transforme em um desbravamento de fronteiras para muitas pessoas, assim como foi para mim.

As vezes ainda sonho que estou diante das multidões a falar de um novo mundo. Eu sei que fiz isso quando estudei em um seminário durante quatro anos. Eu falava de um certo evangelho. De um certo messias. Mas foi justamente esse estudo que me mostrou que eu não poderia desejar encarnar algo que não era. Não poderia misturar as coisas. Eu sou carne e osso, e como tal devo reconhecer que ensinar é a melhor forma de aprender sobre si mesmo e aprender sobre o mundo que me cerca.

Desejo muita felicidade a todos nessa virada de ano…

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