Por que o trabalho em informática é tão desvalorizado?

2 de setembro de 2008 às 18:48

Ontem comecei com uma turma nova em um curso de administração. Em uma das falas eu me referi a questão do reconhecimento profissional na área de informática.

É evidente que o reconhecimento passa pela remuneração. Não há reconhecimento melhor de trabalho do que compartilhar o beneficio financeiro que ele proporciona, justamente com aquele que o executa.

Se ele proporciona lucro então esse lucro deve ser compartilhado. A proporção desse compartilhamento é que deve ser o alvo da disputa entre o contratante e o contratado. Logo, quanto menos o contratado usufrui do lucro que o seu trabalho produz, mais o contratante leva vantagem na relação.

O post de Vitor Pamplona: Gosto do que eu faço, logo, ganho pouco, nos faz refletir sobre isso.

É ingenuidade culpar clientes por esse comportamento que alguns identificam como oportunista. Qual é o mal em querer pagar o menor preço? Pessoas inteligentes quando compram um produto pesquisam antes para obter a melhor relação de custo-benefício. Porque os nossos clientes pensariam diferente?

O que espanta é o comportamento não de quem adquire os serviços, mas de quem vende. Há até quem festeje o cenário anárquico do mercado de profissionais de informática, mas pesquise mesmo nas economias mais liberais, se existe um mercado tão desregulamentado como o brasileiro?

Nosso canibalismo. E o pior, nossa autofagia, causa uma subremuneração vergonhosa e isso é exclusivamente culpa dos próprios prestadores de serviço que se vendem muito barato.

Outra postagem interessante sobre o tema está no site do Plínio Torres: O cara da informática.

Já o excelente artista-designer, Morandini, ilustrou de uma maneira bem humorada essa desvalorização a qual fazemos referência:

Ao longo desses anos, esses pedidos assumiram as mais variadas formas e vieram disfarçados sob os mais diversos argumentos.
Seguem os mais comuns:

> Não precisa ter pressa… Quando você tiver cinco minutinhos sobrando você faz…
> No momento a grana está curta, mas assim que der retorno a gente acerta!
> Faça esse trabalho de graça e no próximo eu nem pergunto o preço!
> Pagar eu não posso, mas vou divulgar seu nome para todo mundo!
> Você poderá divulgar seu nome junto com o desenho ou colocar sua assinatura na arte!
> Isso pra você é moleza…
> Tenho um amigo que faz de graça mas quero dar a oportunidade para você!
> É uma parceria: você faz de graça agora e ganha lá na frente!
> Faça uns esboços. Se eu gostar a gente acerta um preço.
> Não precisa ser nada muito caprichado…
> Faz aí depois a gente acerta!
> Ah, mais isso é diversão para você! Você faz brincando! (Vai dizer isso para uma ‘profissional do sexo’ para ver o que ela responde…).

Todas essas frases e pedidos me levam a acreditar que essas pessoas que pedem coisas de graça acham que:

> Eu não me alimento, não tenho contas para pagar e meu carro é abastecido com ar.
> Meus softwares são de graça e recebo meus computadores e equipamentos como doação.
> Minha conexão de internet é feita através de telepatia.
> Eu desenho por diversão, crio logotipos por prazer e projeto coisas apenas para ocupar o tempo.
> As idéias nascem na cabeça por geração espontânea.
> O Governo não me cobra impostos.
> Acho livros e material de pesquisa na rua (além de não me cobrarem ingressos em exposições e eventos).
> Recebi uma herança (grana pra nunca mais ter de trabalhar!) e resolvi virar uma espécie de ‘Madre Tereza de Calcutá’ do design e da arte, fazendo apenas caridade…
> Meus fornecedores mandam um enorme carregamento de tintas, pincéis e telas todos os meses (de graça!!!) para o estúdio.
> Meu dentista, meu contador, minha faxineira e todos aqueles que prestam serviços para mim, trabalham por prazer, sem cobrar um centavo!

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Rumo a Cachoeira do Campo

19 de agosto de 2008 às 9:20

De quarta a sexta-feira estaremos em Cachoeira do Campo, também há informações sobre a cidade na Wikipédia e no site IdasBrasil .

Vamos com uns 20 colegas instrutores/educadores, em um treinamento oferecido pela instituição na qual trabalho aqui em Vitória no Espírito Santo.

Pelo pouco que lí, existem diversas referências históricas sobre o local. Episódios ligados à Inconfidência Mineira, expedições exploratórias em busca de riquezas, enfim, coisas de Minas.

Hoje agendarei algumas postagens e responderei e-mail’s e comentários tão logo volte.

Não poderia deixar de deixar aqui um material que nos remeta à terra do Clube da Esquina.

Para Lennon e McCartney

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E a minha preferida.

Travessia

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Aproveitando a monetização…

2 de setembro de 2007 às 14:53

Pois é eu até li quando o Alex jogou o link e o negócio se espalhou… não fazia idéia da proporção que o “vírus” iria tomar…

Eu tenho uma certa resistência em repetir o que outras pessoas fazem, não gosto mesmo, só entro em memes do bem…rss.

Acho que é justamente isso, então, por um desses acasos da vida recebi um daqueles arquivos de Power Point de uma cliente que nos deu uma força imensa em nosso projeto de cursos na área de Gestão Empresarial…

Então não resisti… subi o arquivo e achei bem próprio para um domingo>>

Mais informações sobre o Monet

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Semana de Arte Carioca

2 de setembro de 2007 às 9:03

O Artista Plástico Romeo  Zanchett convida todos os nossos leitores para participar desse projeto muito bacana.

Pessoal vale a pena conhecer o trabalho dele vi alguns quadros do talentoso pintor e escultor. Ele possui um interesse em uma área que acredito ser pouco conhecida de todos nós: A arte erótica. E nos informa que existe um museu somente dedicado ao tema.

Romeo desejo-lhe muita Luz…

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Qual é o segredo do Legião Urbana?

17 de fevereiro de 2007 às 21:19

Eles eram loucos mas seu trabalho apesar de revolucionário, era feito sobre um padrão de excelência em profissionalismo.

Pois é!

O Legião faz sucesso até hoje não é?

Eu conheci o legião lá pelos 12 anos. Um colega bem mais velho me emprestou um vinil de uma banda que estava pocando.

Realmente não quis devolver o vinil. Havia uma música que eu adorava: “em cima dos telhados nas antenas de TV tocam música urbana”. Puta merda aquilo era foda!!!

Espere!

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