Da Informática para a administração através da Gestão de processos

12 de maio de 2008 às 10:55

A bola da vez em Sistemas de Informação é trabalhar com processos. Engraçado como o tema projeto, sofreu uma uma influência tão forte rumo ao detalhismo nos últimos anos; talvez por isso fala-se tanto em processos.

Até outro dia falava-se muito em visão holística, pensar no todo, a administração é mesmo um conjunto de modas, não é verdade?

Ouvi de uma professora que o administrador larga mão das suas competências e deixa para outras áreas, porque não é sua especialidade tal e tal processo. Começou no começo, com a produção na mão de engenheiros, depois as finanças na mão de contabilistas e economistas, o marketing na mão de públicitários e comunicólogos, o RH na mão de psicólogos e agora o Sistema de Informação na mão de profissionais de informática.

Mas de fato como um gestor pode ser tão competente para abraçar áreas tão diversas? Administração estuda um pouco de tudo, e no fim, assimila-se quase nada; é aquela história de quere abraçar o mundo com as pernas.

Escrevo sob a influência de um artigo deveras instigante. Gestão por processos de negócios e redes cognitivas de Jorge Castro é uma sopa de teorias que mistura Informática e Gestão, e ilustra muito bem a tendência que aponto logo acima. Uma empresa que passa pela implantação de um sistema desse tipo, costuma ser reinventada enquanto organização. O profissional tem como objetivo nada mais do que filtrar as informações sob um código (sistema informatizado) e adequar as pessoas ao paradigma de eficiência que o sistema sugere.

Aí é que está a questão da perda de identidade e do aculturamento de fora para dentro. Algo que é muito prejudicial para a organização. Qual é a noção que um profissional desse tipo tem da cultura organizacional. E se houver noção qual é o valor que lhe é dado?

É evidente que um profissional do calibre de Jorge Castro, tem respostas para isso. E é evidente que a prática nas consultorias e na implantação de cada sistema proposto, gera o conhecimento necessário para superar as resistências na implantação de um SI orientado a processos (de fora para dentro?). O que se houve falar muito na implantação desse tipo de solução é que as pessoas devem se adequar ao SI, e não o oposto.

A abordagem de Jorge é equilibrada, fala-se muito na vantagem de aprendizado que a implantação de um processo (projeto?) leva ao grupo. A abordagem é muito interessante se olharmos nesse contexto. E a explanação para mim é nada mais do que uma tentativa de explicar que considerar o aprendizado (aprendizado como troca de saberes) como valor, é fundamental para o êxito dessa (re)(i)novação que um trabalho como esse oferece a organização.

Um estudante (profissional) de administração que menospreza esse movimento impulsionado pela influência dos SI nas organizações pode até se orgulhar em não seguir uma certa moda, no entanto, seu saber profissional pode ser considerado estéril caso não tenha respostas para oferecer diante das mudanças imprimidas por essa nova ordem.

Aqui em Vitória está frio hoje…

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Experiência do usuário ou utilizador?

4 de janeiro de 2008 às 6:47

Um termo bem propagado pela internet é esse tal de User Experience.

E um site muito bacana sobre Arquitetura da Informação é o Contém Conteúdo. Acompanho Mauro Amaral a algum tempo e digo a você que vale a pena, o cara é bem ligado às novas tendências pela web.

A imagem abaixo foi retirada dessa postagem: Tá difícil ou quer que eu desenhe?

Essa ilustração seria óbvia não fosse pelo foco nada vanguardista, explico.

A palavra usuário é descabida para se referir a um ser humano. Ela traz uma idéia de uma relação fortuita entre uma pessoa e uma tecnologia. Quem vende uma tecnologia nunca deveria se referir dessa forma a alguém que utiliza seu produto.

A metáfora mais direta é comparar o emprego dessa palavra a alguém que usa drogas. Ele é um usuário pois usa o produto pela “obrigação” do vício. Uma pessoa que utiliza tecnologia não deveria estar no mesmo nível, pelo menos para quem deseja promover essa tecnologia.

Acredito em uma experiência mais duradoura. Acredito que devemos promover em nossos clientes uma sensação não de dependência, mas de libertação. A tecnologia deve ser um meio e não um fim.

Existe uma grande confusão quando alguém adquire um produto com viés tecnologico. A Microsoft dá o tom do que é fazer algo para um usuário. Seus sistemas tornam o cliente dependente, e o produto torna-se um pesadelo sem fim para quem usa.

Acredito que a proposta dos novos profissionais de tecnologia deve ser oposta a essa. Devemos vender um produto que vá além de um site, ou além de uma interface. A necessidade do cliente vai além da experiência. Se encontrarmos o fio da meada vamos obter uma experiência de fidelidade ao produto, partindo do princípio que a liberdade (e não a dependência) na utilização deste é o catalisador de todo o processo.

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O que é Arquitetura da Informação?

2 de dezembro de 2007 às 13:46

Engraçado é um aspirante pela Arquitetura da Informação nomear o utilizador do nosso serviço como usuário. E o pior é que ele fala mais de dez vezes. Talvez ele conviva muito com técnicos de informática.

Há muito o que amadurecer sobre o tema. Apesar da entrevista ser bem senso comum, é um começo.

Ele quis dizer Arquivologia (biblioteconomia não), em algumas faculdades a Arquivologia chama-se Ciência da Informação. Se em uma faculdade dessas houver um diretor de departamento ligado às novas tendências, essa é a melhor área profissional que alguém pode almejar estudar.

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Via Usabilidoido

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