Gostei do Blogaria

29 de setembro de 2007 às 6:23

Alguns motivos para usar o termo:

1) Saiu dentro da lista da Blogosfera.

2) O Norberto está usando direto, e eu vi em uma postagem muito bacana da Nospheratt.

3) Apeguei-me ao termo Blogaria por me lembrar a palavra “confraria”. Nem sei se essa foi a intenção de quem inventou, mas acho muito legal pensar no que faço dentro dessa ótica, que difere muito da idéia de blogosfera. Essa nos remete ao universo totalizante de idéias. Enquanto blogaria/confraria pode ser pensado em um espaço no qual todos são iguais.

4) Já perguntei ao nosso oráculo o que ele pensa e a resposta foi positiva:

www.blogaria.zip.net> Escrito em bom miguxes, não sobre alterações desde 2005. Quer um sinal mais forte? Observe que ela havia sumido, e agora voltou, putz… voltou para fazer uma única postagem!! Agora um desafio, qualquer blog que estiver na lista dela terá, no mínimo mais de 5 anos… Será que existe algum ativo?

http://blogariapegada.blogspot.com> Esse é português de verdade, e tem uma logo que juro não compreender…

http://blogaria.wordpress.com> Um blog em inglês, que tem muita coisa da bulgária, um mistério a ser decifrado…

http://pirao.wordpress.com/2007/09/12/cadernos-da-blogaria> Voltamos às origens com o blog do nosso amigo da lista da blogosfera. A cabala se fecha, com a ajuda do oráculo. Agora se você for capaz, porque eu não fui (ufa!! agora eu li, o cara vai passar aperto naquela lista da blogosfera… rss), leia o seu manifesto com direito a dez mandamentos idéias e tudo mais que um blogario pode fazer…

Ufa!!

Agora quando alguém me perguntar o que faço na internet não vou precisar titubear: Sou um blogario!!!

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Aproveitando a monetização…

2 de setembro de 2007 às 14:53

Pois é eu até li quando o Alex jogou o link e o negócio se espalhou… não fazia idéia da proporção que o “vírus” iria tomar…

Eu tenho uma certa resistência em repetir o que outras pessoas fazem, não gosto mesmo, só entro em memes do bem…rss.

Acho que é justamente isso, então, por um desses acasos da vida recebi um daqueles arquivos de Power Point de uma cliente que nos deu uma força imensa em nosso projeto de cursos na área de Gestão Empresarial…

Então não resisti… subi o arquivo e achei bem próprio para um domingo>>

Mais informações sobre o Monet

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Meu amigo Carllo Carlos…

28 de agosto de 2007 às 12:12

Poucas pessoas sabem mas eu sou um grande músico.

Um dia resolvi fazer algo diferente em um trabalho na faculdade de administração. Quando meus colegas me chamam para fazer um trabalho já sabem o quanto detesto estudar as teorias da administração, e eles sabem também que vou aprontar alguma..

(talvez é por isso que invento tantos projetos, para ver se posso utilizar algo que aprendi na faculdade neles)

Enfim, nesse dia eles ficaram furiosos quando me viram com o violão, e mais ainda quando perceberam que eu roubei a cena…rss… o detalhe é que a música era do Raul Seixas, Meu Amigo Pedro, que não é um cantor aconselhável para ser tocado em ambientes cheios de mauricinhos e patricinhas…

E foi assim que um colega passou a saber que eu existia, mesmo depois de alguns meses a estudar um ao lado do outro…

É lógico que esse vídeo não tem nada a ver comigo, exceto pelo Meu Amigo Pedro>>

YouTube Preview Image

Esse colega é músico de verdade. E está a lançar um CD muito bacana. Atenção gravadoras que povoam o HajaLuz, com vocês a fera:

Carllo Carlos (((Vale a pena recordar)))

[audio:http://66.232.99.202/bmp3dnlds/69MUS8B/%28carllo_carlos%29vale_a_pena_recordar.mp3]

Para saber mais sobre o Carllo visite a sua comunidade no Orkut!

Ou sua pagina na internet!

Carllo muita Luz aí para você…

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A Periferia Possui Vergonha De Si Mesma

12 de julho de 2007 às 13:48

tropa.jpgEssa é a constatação que tenho obtido no treinamento que estamos realizando aqui na Cidade de Serra/ES. Mas também diga-me a verdade, se a cena ao lado fosse comum no seu bairro, você também não teria vergonha?

Ao fazer uma divulgação bem profissional dos cursos, com mais de 5.000 panfletos, mobilizamos mais de 150 pessoas em uma palestra gratuita sobre os temas: “Como elaborar um curriculum?” e “Dicas de Entrevista”. Também nesse encontro sorteamos várias bolsas para o nosso curso. É válido ressaltar que o comércio local foi bem receptivo, e nos ofereceu muito apoio para realizar o evento, enfim, pelo menos isso.

Sim, foi uma noite de muita expectativa para nós. Mas eis que ao fazer a palestra sentimos que os ouvintes estavam impacientes após uns 30 minutos. Logo percebemos que o tema era maçante para eles. No meio da palestra alguns já se levantaram e foram embora, outros ficaram pelo interesse em ganhar uma bolsa, e acredito que uma minoria queria realmente assimilar o conteúdo exposto. Então após o sorteio ficou aquela expectativa, muita gente em volta perguntando e percebemos então que havia interesse pelo curso mas a escassez de dinheiro é muito grande por essas bandas. Sacrificamos nossos custos com o curso e decidimos dar um desconto de 50% na primeira parcela; o que nos comprometeu muito junto aos credores.

020917_pobreza301.jpgPara nossa surpresa com o tempo surgiram várias pessoas de outros bairros, e até mesmo pessoas da capital para estudar conosco. Eles viajam de ônibus cerca de duas horas para nos ouvir, e isso é muito recompensador.

Outra surpresa positiva é a presença de alguns comerciantes, que mesmo com um grau de instrução desvantajoso, têm nos ensinado muito com as suas experiências. Esses pequenos comerciantes dão de 10 a 0 na maioria dos meus colegas, acadêmicos, que vivem a puxar o saco dos seus gerentes nos estágios por aí.

Vale ressaltar isso: mesmo com a apatia que vejo dentro da universidade, aqui fora, no mundo real, percebo que as pessoas praticam de verdade o que os acadêmicos dificilmente conseguirão um dia; pois é notório a falta de coragem e ousadia destes.

O que tem sido motivo de muita tristeza para mim é o fato do nosso projeto ter ganhado poucos adeptos no bairro local. Percebemos, logo de cara, que uma mentira seria muito melhor, enfim, deveríamos ter omitido nossa origem, pois é visível a vergonha que eles possuem do seu próprio bairro. Nós fomos inocentes nesse quesito ao afirmar que somos da mesma origem. Mas enfim, nosso interesse não é dinheiro prioritariamente - ainda que ele seja muito bem vindo - ainda alentamos que os pequenos comerciantes e os profissionais que estão entre nós, cresçam muito nesses próximos meses. Tanto no conhecimento como em quebrar essa barreira preconceituosa.

Estamos tremendamente empenhados nisso, para mim é uma questão de honra que eles realizem seus sonhos. Temos para isso muitas ferramentas nas mãos. Somente minha primeira apostila - uma em três - tem cinquenta páginas e a da minha parceira mais cinquenta, enfim, é um material de conteúdo forte.

020913_favela300.jpgEsse é outro detalhe que tem sido alvo da minha preocupação por aqui. Recentemente, coloquei algumas matérias de jornal, para que fossem discutidas em sala de aula. A resistência foi grande. Percebi muita desmotivação dos nossos treinandos por praticar um ato simples: A leitura. Sim, estamos travando uma luta também contra a cultura da ignorância.

Não bastasse o preconceito que me fez distanciar da minha família, que é a idéia que o estudo prejudica quem trabalha, mesmo depois do meu distanciamento deles, tenho que superar no meu próprio trabalho esse fantasma que ronda minha vida. Eu ainda não considero esse um problema a ser evitado, como os governantes o fazem. Para mim esse não é um problema nem a ser evitado, nem a ser mascarado, mas um problema a ser superado; e estamos muito empenhado nisso.

É muito gratificante depois de algumas horas de insistência com eles… Existe uma resistência imensa a princípio. Outro dia cheguei a pegar o texto e ler para eles. Enfim é como se eu estivesse os pegando pelas mãos. E acho que eles estão percebendo minha força de vontade e alguns se esforçam e tentam efetuar as tarefas e vencer a comodidade. Eu acredito que é desse jeito que se modifica um país.

Ainda terei muitas histórias para trazer até vocês espero que tudo valha a pena, sem a necessidade de possuir uma alma medíocre para isso…rss

Enfim, termino dizendo que o meu idealismo vai morrendo aos poucos, e vou mais longe: a força de vontade, dá lugar à competência. Infelizmente os pobres vão continuar ficando para trás, tudo o que se pode fazer está sendo feito. Nesse semestre reprovei em várias disciplinas e deixei meu trabalho para trás para sonhar com um futuro melhor para meus amigos daqui, mas me vem uma pergunta à mente, a mesma pergunta que fiz quando me distanciei da igreja: Será que eles, os próprios dominados, desejam sair desse estado de dominação?

Sei, é uma discussão longa e cansativa, que inclui de Weber a Foucault, então vamos parar por aqui, porque a hora é de muito trabalho pela frente para vencer as dificuldades que coloquei nessa postagem… aos poucos vamos entender melhor essa “vergonha” que o periferia possui de si mesma.

Update>>

  • Ao procurar imagens para essa postagem conheci um site muito bacana; vale a pena visitar>> Em dia com a cidadania
  • Outras páginas interessantes>>

Elites ’sentem vergonha’ da pobreza no Brasil

As Eleições e a Globalização.

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A violência sem limites: o desabafo de um universitário desesperado

29 de abril de 2007 às 22:15

Quando assistimos cenas de tiroteio pela TV nunca imaginamos que um dia poderemos estar em meio a um. Não aconteceu propriamente comigo, mas com uma prima em uma cidade do interior de Minas. Ela foi atingida por uma bala perdida. Não desejo entrar em detalhes desnecessários. Aliás, essa é uma das faces da violência, programas de TV, adoram expor e banalizar a violência. Colocá-la como espetáculo. E os policiais adoram dar entrevistas e posar imponentes diante de tanta loucura.

Eu me pergunto até quando seremos vítimas disso? Não somente vítimas do crime direto. dos bandidos. Mas do crime da omissão das autoridades. Estamos desamparados. Talvez você ache que eu só estou falando disso por causa de um familiar atingido, mas já tive a oportunidade de denunciar a roubalheira que há nos programas assistenciais do governo, e fui ameaçado de processo por isso.

Não podemos cruzar os braços. Talvez você tenha o mesmo raciocínio da polícia e diga que foi uma fatalidade; um azar. Mas não compreendo como pode existir uma inversão no sentido das palavras a ponto de fatalidades serem corriqueiras. Aliás as fatalidades só existem até quando não ocorrem conosco.

Não espere ser o próximo, denuncie todo tipo de malandragem e safadeza. Não somente os ladrões sem uniforme. Mas principalmente os corruptos que estão dentro das organizações, que desviam verbas, que destroem um país tão lindo. A corrupção parece ser um fim em si mesma, no seu ato parece que não desencadeia uma série de conseqüências, mas a longo prazo prejudica a todos, inclusive você e eu…

Não é a toa que quem pode, está indo morar longe do Brasil. Nesses últimos meses é o que mais desejo. Estou prestes a me formar em Administração pela UFES e participo de um programa de bolsas na minha universidade. Todos os dias me pergunto se vale a pena. Vejo uma corrida enlouquecida dos amigos, um passando por cima do outro, e a prepotência de quem consegue um pequeno estágio, sem se dar conta que é mão de obra barata e descartável.

Enquanto isso a pesquisa está abandonada em todos os aspectos, tanto por quem financia como nós próprios. Pois por mais que tentamos, não há infra-estrutura para executar tarefas elementares como acessar a internet para colher informações.

Isso não é por falta de computador, mas por falta de gerenciamento mesmo. Pela forma oportunista que todos se comportam no ambiente acadêmico desde alunos, professores e diretores de centro, enfim, todo mundo tem uma parcela de culpa pelo caos da educação universitária.

Existe também o abandono do governo em gerenciar a universidade pública. O emparelhamento dos cursos para atender o mercado desenfreadamente, sem reflexão e sem colocar em prática estratégias que gerem uma economia que oportunize a todos.

Talvez você pergunte o que a universidade tem a ver com a violência. Seria forçar muito a barra dizer que há uma relação direta entre o que ocorreu com minha prima e as dificuldades em manter um sistema educacional funcionando a contento. Penso que os dois fatos tem um terceiro fator em comum, que é o abandono do estado para que grupos privados explorem os serviços públicos. O Brasil é palco de um capitalismo ao avesso. Um capitalismo que nunca foi praticado em país nenhum, capitalismo desestruturado, sem noção.

O pior de tudo é assistir um operário comandando isso. Ver um ex-operário ser feito de fantoche e se deliciar com o sistema que ele tanto combateu. Não vamos perder tempo colocando a culpa no presidente. Na verdade, seu tempo já está se esgotando e provavelmente não conseguirá fazer um sucessor. Temos agora que amadurecer nossa forma de pensar, desde já.

Os dois extremos já foram colocados. Por um lado o liberalismo extremo de FHC, por outro lado o estado sindical de lula. Os dois são um erro. A criminalidade ao longo dos anos só cresceu. Um plebiscito contra as armas foi colocado, a população está amargando um grande erro de não aceitar o desarmamento. Aliás me pergunto se o desarmamento fosse efetivado será que essa “fatalidade” teria ocorrido.

Enfim, hoje estou muito triste, ela tem 21 anos, não sabemos como vai ser as coisas daqui para frente. Se por esses dias eu já estava muito reflexivo e triste, imagine agora…

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