Cuidados ao realizar consultoria para micro-empresários

12 de fevereiro de 2008 às 8:12

Acabo de entregar outra consultoria. É evidente que mantenho a atividade e os nomes de meus clientes em sigilo, portanto, não espere identificar o caso específico que irei apresentar. Porém penso que compartilhar essa experiência com os amigos é muito importante para ouvir a opinião de vocês e também colaborar para que novatos não incorram nos mesmos erros.

Avaliação do perfil da empresa

Quando se fala em micro e pequena empresa, devemos frisar que a maioria delas não irá suportar um choque de gestão. Isso se dá por diversos motivos que apresentarei logo mais. Então qual é a forma de saber até que ponto devemos ir com nossa mão? Até que ponto devemos sugerir e aplicar mudanças em sua estrutura. Essas mudanças, aliás, podem causar um choque tão grande que a impressão que se dá é que em um mês surgiu outra empresa.

Mas quando falo em perfil também desejo frisar principalmente o aspecto psicológico dos protagonistas da organização em questão. Entenda-se como protagonistas o dono, alguns funcionários e sua família. O dono deve ser sem dúvida uma pessoa que tenha passado por uma experiência anterior de consultoria, nem que seja uma espécie de consultoria informal que alguém já lhe ofereceu e ele passou pela fase do contraste de idéias. Não seja o primeiro. Não trabalhe com empresários calouros, eles irão se mostrar muito inseguros e frágeis a opiniões amadoras - fofocas também - que irão destruir seu trabalho.

Outra avaliação é com relação ao perfil dos seus funcionários de confiança. Sabe aquelas pessoas que “tomam conta” da empresa na ausência do dono? Eu chuto uma chance de 99,99% deles não gostarem da sua presença por alí. A organização inclusive pode fazer com que surjam informações que lhes coloque em situação difícil perante o dono, isso quando não seira perante a justiça. Mas quem sabe você não encontre um verdadeiro braço direito do dono. Quem sabe você não tenha uma sorte danada em encontrar alguém que veja no crescimento da organização uma possibilidade muito maior de crescimento pessoal. Então avalie o quanto esse perfil oscila, se encaixar naquela idéia de funcionário chefão elimine-o nos primeiros dias, se encaixar na idéia do verdadeiro braço direito, seu trabalho será fácil. É só treiná-lo e ele continuará a progredir, porém com ferramentas boas nas mãos.

Uma terceira avaliação é sobre a família do empresário. Agora complicou geral!

Raramente a família absorve a responsabilidade do negócio. Ela gosta de gozar dos bons frutos da empresa. Mas arcar com o ônus de trabalhar nas férias, ou fora de hora, isso é coisa de peão; não de playboy ou de emergentes. Para que a empresa seja viável economicamente é comum que a família deva abrir mão de certas regalias. Quando os familiares sentirem o aperto, vão achar um culpado na hora: Você!!! rss… Será que a família do seu contratante está preparada para receber seu trabalho como solução profissional?

O caixa 

Daí posso passar para esse segundo tópico tão espinhoso. Dá vontade de chorar quando começamos em uma micro-empresa. O caixa é uma ratoeira. Francamente, tem empresário que além de ser um herói com a concorrência é um herói em manter uma espécie de mecanismo para tampar o sol com a peneira. Através de cheques, promissórias e duplicatas, afundam-se em dívida por causa do famigerado giro de caixa.

Essa questão é espinhosa porque é uma cultura nacional não pensar no amanhã. Gestor é um ET que pousa na empresa e tem que convencer todo mundo a pensar no amanhã. Desde o próprio cliente, como até mesmo o cliente do cliente. E o funcionário muito mais. Eu até brinco sobre a cultura do pedreiro… Mas vamos por partes para não confundir sua cabeça.

O que o fluxo de caixa tem a ver  com atender à demanda de um cliente? Simples. Quando você vende um produto ele deve existir, não é mesmo? Ocorre que em muitos comércios e principalmente na indústria, esse produto está semi-pronto ou semi-estocado. Ao efetuar a venda gera-se um crédito para o cliente. Na maioria das vezes a logística para que o serviço seja efetivamente realizado é um caos. E o cliente paga na maior confiança que “em breve” receberá seu produto/serviço só que não há dinheiro para comprar matéria-prima, pagar funcionários e etc… Tudo é no chute. As vezes o valor recebido sequer cobre os custos - é o caso da concorrência predatória entre caminhoneiros que irão voltar com o carro vazio mesmo, então cobram abaixo do mercado e geram uma cadeia de desvalorização que não supre sequer o custo de manutenção/depreciação dos veículos a médio e longo prazo.

E a velha história da quebra da empresa quando ela cresce exponencialmente?

Eu também poderia falar da história do seu amigo garotão que ganhou um carro novo e esse carro transformou-se em arma na sua mão. É isso aí. A metáfora corresponde a homens que em um dia dormiram operários e no outro acordaram patrões. Homens que utilizam sua empresa como máquina de humilhação dos pobres perdedores. Pessoas que tocam o negócio e tem como motivação sentimentos vis como prepotência e arrogância. Eu costumo dizer que eles enriquecem mas não prosperam. É um dinheiro maldito que tudo o que abrange apodrece.

Me ensina aí guru bernadinho da vida, como gerenciar um ego desse??

Não seja Bucha de Canhão 

Eu fiquei tão comprometido com minha última consultoria que no final realizava serviços de auxiliar de escritório. Coloquei a mão na massa de um jeito, que minha parceira Gislene, que me conhece a muito tempo, disse que nunca me viu agir assim. Ela já me viu rejeitar empregos ótimos cargos e estágios em empresas de renome e me tinha como metido. Nem ela e muito menos eu imaginava que seria capaz de fazer isso em uma consultoria.

Resultado: Desvalorização total por parte do cliente.

Meu trabalho deixou de ser estratégico e passou a ser operacional. Passei a receber as reclamações dos clientes de meu cliente e gerar conflitos entre eles e o meu cliente. Porque nós gestores idealizamos o empresário perfeito. E sonhamos que nosso cliente quer satisfazer os desejos dos seus clientes, e que toda aquela balela que a gente lê nos portais de administração são verdade. Aquela coisa de tapete vermelho. Aí a gente coloca esse tapete para o cliente do cliente. Nós criamos mecanismos para que o seu dinheiro seja valorizado, mas essa cultura não existe na cabeça do empresário.

Algumas vezes o micro-empresário vê seu cliente como um perigo, um entrave, principalmente o cliente que reclama da sua empresa perfeita. Então quando você se coloca entre os dois se desgasta de tal forma que é transformado em inimigo do empresário, junto com o utilizador do serviço/produto da empresa. Triste não?

Resumo da balada 

Algumas ações penso em tomar de imediato, evitarei me relacionar com empresas que não possuam o mínimo de estrutura para suportar um modelo de gestão eficaz, e eu entendo que essa estrutura deve atender a pelo menos alguns requisitos mínimos:

  • Possuir um faturamento mensal superior à R$ 10.000,00;
  • O dono não deve ser convencido sobre a consultoria, ele deve procurá-la, não deve comprar a consultoria como fórmula mágica, deve participar do projeto, e ser maduro para interagir conosco e mesclar suas idéias às nossas;
  • Equilíbrio emocional. Se o cliente  se mostrar instável, daquelas pessoas que sempre está com lágrimas nos olhos, fica nervoso por qualquer coisa, não trabalhe com ele; você será culpado por tudo o que der errado em sua empresa por toda a eternidade..
  • Fuja dos mendingos! Uma coisa é uma pessoa que gosta de economizar e outra é alguém que gosta de explorar.  O cliente pechinchou uma vez? Tente adequar seu projeto à sua necessidade. Não diminua sua remuneração sem uma contrapartida nas horas e nas tarefas que desempenhará. Pechinchou de novo, dê um jornal para ele, se não achar um anúncio de consultor tabajara pelo menos o papel servirá para limpar a bunda.

Como sempre há muito o que dizer ainda, talvez retome essa postagem em breve. Mas fica aí o recado para meus amigos da estrada… como diria Raul: Não pare na pista; se você para o carro pode te pegar…rss

Abraços e muita luz!!!

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Blog de polícia vicia

1 de fevereiro de 2008 às 11:21

Já falei por aqui que minha relação com a polícia nunca foi das melhores. Não gosto do autoritarismo peculiar da antiga polícia.

Mas felizmente na faculdade já convivo com policiais que possuem um outro olhar sobre segurança, e sobre o trato com a população em geral.

Nos últimos dias no Rio e em outros estados ocorre uma grande luta corporativa e estratégica dentro da polícia. A cúpula se posiciona perante políticos e isso gera um reflexo no restante da organização. É sinal dos tempos. Um sinal sadio.

É evidente que os políticos são habilidosos e desejam manter aquela velha ordem que lhes favorece. Guardadas as devidas proporções a violência do Rio, pode ser comparada à indústria da seca no Nordeste.

A disparidade de remuneração entre corporações de estado para estado assusta. Pelo que li, somente o Distrito Federal possui uma folha de pagamento adequada às funções prestadas por esses guerreiros, que na minha ingenuidade, deveriam ser guerreiros da paz…

Eu já falei em outros tempos de alguns Blogs de polícia que acompanho. É o maior barato ler os bastidores. E acho incrível a coragem do Sr° Melquisedec e do Srº Conde Guerra. Eu vi na TV que o Srº Melquisedec sofre represálias pelo que divulga em seu blog. A polícia militar de fato representa o que há de mais arcaico no tratamento de pessoal, se empresas não gostam de ter o seus defeitos colocados na internet imagine o caso da Polícia Militar.

A coragem desses homens é grande. Todos os blogueiros devem fazer uma postagem e apoiá-los. Pessoas como eles quebram paradigmas e estabelecem novos marcos no relacionamento entre organizações, e até no relacionamento intra-organizacional. A Polícia, tanto militar quanto Civil precisa urgente desse sacode. Essa é uma das maneiras de combater o crime que a assedia tanto de baixo, pelos marginais; quanto de cima pelos políticos. Além disso, existe a própria corporação corrompida. Imagine você sair com um companheiro para trabalhar sem saber se ele colocará sua vida em risco. Esses são dilemas dos policiais honestos.

Faço um apelos para todos os blogueiros que me lêem, divulguem esses Blogs. E chamem seus amigos policiais para a atividade de blogar. Esse é um vício que pode curar nossa sociedade: A polícia precisa usar essa arma para combater o crime.

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Que história de ano novo é essa?

31 de dezembro de 2007 às 19:41

“...Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante, vai ser diferente“. (Carlos Drummond de Andrade)

Drummond resume com propriedade o que penso sobre o novo ano. Na verdade torço para que essa empolgação lá fora se acabe. Não que ela seja ruim. Ela não é ruim pois eu percebo que as pessoas se enchem de esperança para uma espécie de recomeço.

Mas para mim, que não consigo pensar dessa forma. Para um cara tão careta quanto eu que é tão linear assim, toda essa efusividade externa torna-se depressiva. Torço para que tudo acabe logo e voltemos a encarar a vida como ela é.

Quero manter e intensificar laços com pessoas tão bacanas que me cercam. São tantos parceiros que tenho feito ao longo do tempo que seria inútil enumerá-los ou citá-los aqui. São organizações e grupos com os quais interajo diariamente. Em alguns minha presença foi decisiva em sua constituição.

Sim, durante esse ano criamos algumas organizações. Me refiro a empresas mesmo. Criei a identidade visual e dei asas aos sonhos de alguns empresários na internet. Queixo-me da faculdade de administração trancada. Realmente é algo que me entristece, uma vez que deixei um emprego em uma empresa federal para poder estudar por lá. Fora o casamento desfeito pela carreira. Então é amargo deixar de lado a faculdade.

Porém o efeito foi positivo. Acredito que dei a volta por cima e depois de chegar a depender dos amigos para obter um prato de comida sequer, hoje estou em uma posição relativamente cômoda.

A questão central para mim é perceber que venço. Não venço só, é verdade. Gislene é uma companheira preciosa de caminhada. Também existem os amigos na internet os mais próximos, o Norberto e o Júlio com quem troco idéias sobre nossos sites e projetos, são pessoas muito importantes para mim. Meus clientes nem se fala, eles acreditam em algo que não viram. Me pagam adiantado as consultorias e são pacientes com meu perfeccionismo eterno. Agora chega uma menina muito especial a trabalhar comigo, que fica em meio expediente aqui em nosso escritório, é a Merian. Ela foi nossa primeira aluna. A primeira pessoa a acreditar em nosso curso de empreendedorismo.

Norberto e Júlio

Quero falar mais sobre o Norberto e o Júlio, pois ambos representam para mim algo muito forte em meu trabalho. O Norberto é um acadêmico que traz muito da sua experiência para um ramo maluco que são os blogs. O Norberto sabe se relacionar bem com várias tribos e é uma espécie de autoridade reconhecida espontaneamente por todos. Ele não traz fórmulas milagrosas, fala de uma maneira simples sobre blogs. Eu acho isso encantador, porque todos pensamos que é a novidade a inovação que pode ser a diretriz em um ramo como a internet. Aí surge um cara como ele e faz uma relação muito interessante sobre antigas formas de se comunicar e a internet. E Levy é bem enfático nesse aspecto, em afirmar as semelhanças da internet com outras mídias. E o Norberto - e a reboque vem o Tás, Rosana, e tantos outros profissionais de outras mídias que trazem sua bagagem para a internet - me faz pensar muito sobre o quanto é importante trazer experiência e conhecimento de outras áreas para a internet, e não querer inventar uma nova mídia.

Mas também tem o Julio que é um cara muito novo. Um cara que pega rápido informações quentes, traz notícias e furos em primeira mão. Ele é rápido no gatilho. O Júlio também gosta de mexer muito, experimentar coisas novas e formas novas de fazer seu trabalho. O Júlio expressa um outro extremo dos profissionais de internet. Aqueles que fazem do seu trabalho um verdadeiro laboratório. O Júlio ainda fará faculdade, fico a pensar no dia que Júlio entrar em um curso correlato à sua atividade e verificar que seus professores estão defasados. Será que ele vai conseguir enxergar as respostas precisas em um ou outro professor que nem sabe o que é internet para problemas de comunicação e mídia que ele só vai conseguir superar com esses toque tão voltados à experiências antigas e repetitivas.

Sim, são dois extremos que se encontram, duas paralelas que se acham não é assim a música?

Paula

Aproveito para falar da Paula. Eu tenho uma notícia para dar a ela. Eu não leio mais o blog da Paula desde que li o seu livro. A equação é simples. Paula já não é blogueira faz tempo. Suas postagens são cada vez mais instigantes e profundas. Não dá para colocar a Paula junto com meus mais de mil feeds. Eu preciso de parar para digerir o que ela escreve. As suas experiências são profundas demais para uma rapidinha no Google Reader. Eu preciso de mais tempo com ela, preciso de chegar mais perto, sentir a textura das suas letras. Existem narrações que a internet não dá conta. Peço muito que ela considere meu apelo, e pare de desperdiçar tanta genialidade em um blog. Essa menina é escritora das boas, porque é capaz de transmitir com naturalidade rara, fatos corriqueiros que se transformam em reflexões que marcam a alma do leitor. O livro dela chega esse ano ao Brasil, minha maior torcida é para que a atividade de escritora tome conta de todo o seu tempo. Acho que a Paula ainda tem muito a nos oferecer… precisamos de pessoas como ela na mídia do Brasil. Paula dá muitas entrevistas em rádios e programas de portugal. Ora, nosso país está carente de informação. É um país deveras preconceituoso. Porque não valorizamos o que é nosso??

Quero me estender sobre isso e perguntar a vocês, quem são nossos heróis?? Pombas, porque idolatrar Ayrton Senna, Xuxa, Pelé, etc… De onde tiraram que essas super estrelas devem ser referência em alguma coisa? Temos que resgatar a história de gente anônima, alguns que morrem nas ruas. Gente que fez muito mais do que essas estrelas da mídia. Outros tantos como a Paula, que estão em outros países, tiraram recursos de onde não tinham para tentar possuir alguma dignidade. Quantas histórias se perderam nas rotas de prostituição, nas rotas da mão de obra barata pelo méxico, tantas rotas que deveriam ser retratadas pela mídia.

Obrigado

A todos que acompanham o HajaLuz e que acompanham essa carreira tão incipiente agradeço muito o carinho, tudo tem sido muito especial em minha vida. Que 2008 não seja o começo de uma nova fase. Não quero pensar assim. Quero que o próximo ano seja a continuidade de um projeto, um sonho lá da minha infância. Eu sonhei que estava a entregar cartas que anunciavam um novo mundo aos homens. É assim que eu gosto de ver a coisa. Não só pelo fato de aos 20 anos ter me tornado carteiro. E não só pelo fato de treinar pessoas para escrever na internet. Eu quero que meu trabalho de consultoria se transforme em um desbravamento de fronteiras para muitas pessoas, assim como foi para mim.

As vezes ainda sonho que estou diante das multidões a falar de um novo mundo. Eu sei que fiz isso quando estudei em um seminário durante quatro anos. Eu falava de um certo evangelho. De um certo messias. Mas foi justamente esse estudo que me mostrou que eu não poderia desejar encarnar algo que não era. Não poderia misturar as coisas. Eu sou carne e osso, e como tal devo reconhecer que ensinar é a melhor forma de aprender sobre si mesmo e aprender sobre o mundo que me cerca.

Desejo muita felicidade a todos nessa virada de ano…

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Wal-Mart: Como uma empresa pode ser tão odiada?

24 de dezembro de 2007 às 8:00

Na faculdade de administração somos apresentados ao vídeo do guru Michael Porter. Nesse vídeo que todo estudante mediano de administração deve conhecer, ele fala da relação entre o foco de uma marca na diferenciação do produto e o foco de uma marca no custo do produto.

O Wal-Marte é exemplo da segunda opção: Foco em Custo.

É por isso que você mesmo é icentivado a embalar suas compras. É por isso que você não acha vendedores para lhe fornecer informações sobre os produtos. É por isso que você quando compra no Wal-Mart sujeita-se a ser a ponta de mão-de-obra na loja. Isso mesmo: A mágica é fazer até o próprio consumidor trabalhar para a organização.

Francamente eu nunca gostei do ambiente dessa loja. Tenho a sensação de ser atendido por rôbos. São pessoas amedrontadas e pressionadas a produzir.

Por estudar administração e lecionar empreendedorismo, sou um capitalista por definição. Acredito no capitalismo, não na exploração capitalista. Os dois temas possuem uma imensa distinção que só um oportunista não consegue enxergar.

O que eu não imaginava era que o ódio ao Wal-Mart, chegasse ao ponto de fazer com que as pessoas se engajassem ao ponto de elaborar um vídeo como esse:

YouTube Preview Image

Além disso existe um site chamado WalmartMovie, que é uma espécie de dossiê digital contra a loja.

Nessa página do YouTube temos uma série de vídeos dedicados ao Wal-Mart.

A pergunta que não cala

No dia em que saí dos correios meus amigos me advertiram severamente. Falaram da fome que iria passar longe do correio. Alguns disseram que iria implorar para voltar. Minha mãe outro dia lembrou dos tempos aúreos. Das vantagens que vinham nessa época de natal. Enfim, não vejo que a exploração seja provocada por uma empresa ou outra. As pessoas realmente participam do processo e o aceitam.

É verdade que existe uma carga ideológica imensa. É difícil ser ousado e sair de um contexto de exploração. É necessário ir contra a família, abandonar amigos e por aí vai. No meu caso tive até que me divorciar para fazer o que gosto, que é trabalhar com internet. Enfim, tudo tem um preço, até fugir da exploração tem.

Então não devemos ver as grandes corporações como vilãs. Temos a mania de colocar a culpa nelas por todas as desgraças do mundo: Ora é o governo americano, ora é a Microsoft, Wal-Mart, Globo. Mas enfim:

Essas mega-corporações são fruto de um desejo coletivo ou as pessoas são forçadas a participar de suas atividades?

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Qual o significado do natal?

23 de dezembro de 2007 às 19:53

Recebo em minha caixa de e-mail’s inúmeras mensagens de amigos, parceiros, empresas, clientes. No meu perfil do Orkut chovem aquelas mensagens brilhosas que causam pânico em qualquer profissional de web.

Tenho que ser honesto sobre isso. Ainda não falo sobre o natal, mas sobre manter um perfil no Orkut. Por esses dias busquei a resposta sobre o porquê de manter uma conta por lá. Ainda não achei e estou muito inclinado a deletar o perfil. Penso não somente na futilidade que esse serviço representa para minha carreira profissional, mas além disso, o risco que corro com tantas mensagens recheadas de golpes e scripts maliciosos.

Mas volto ao tema do post.

Qual é o significado do natal?

Pois bem, todos sabemos que é uma lembrança sobre o nascimento de Jesus Cristo, o deus dos cristãos.

Mas não me contento com essa resposta, que está mais para fruto de senso comum. Vamos ir um pouco além. Sem no entanto, ir além demais. Não, não vamos ir na história, nem na antropologia, muito menos na psicologia. Vamos usar algo que está um pouco além do senso comum e um pouco antes do exibicionismo científico.

Vamos usar a razão.

A primeira resolução que chego é que seríamos mais humanos se não houvessem dias específicos para lembrar do outro. Hoje fui muito cobrado sobre qual a razão de ser tão distante dos familiares. Veja bem. Não vejo meus familiares durante o percorrer de um ano. E quando vem o dia de encontrar familiares, e eu não ajo nesse sentido, então sou desumano. A distância no decorrer de um ano não conta o que é importante mesmo é que haja um dia para compensar esse “esquecimento” que todos nós chamamos de natal. E que por conveniência também simboliza o nascimento de um messias. Aí surge outra conveniência que é um lenda sobre um bom velhinho que presenteia as pessoas…

Como posso negar a clara contradição no conceito de humanidade, de solidariedade que permeia o natal.

Pensei muito nesses dias sobre o cristianismo, e sobre as religiões. Pensei como seria o mundo com a inexistência delas. Sem datas comemorativas, e sem dias de perdão, dias de agradecimento, dias de arrependimento, dias de tanta coisa…

Como seria nossa vida se todos os dias fossemos cordiais e honestos um com o outro. Mas aí caiu outra ficha: Só segui esse raciocínio graças ao dito cujo contraditório dia de natal.

Cristão ou não, o importante é que no final das nossas atitudes para com os outros, não permitir a fragmentação da nossa dignidade. O natal pode até ter seus múltiplos significados, mas eu trocaria todos os natais da minha vida por um momento de honestidade, das pessoas tratam algo comigo.É preciso ter muita coragem para rejeitar certas propostas. A falsidade natalina é a pior proposta que alguém faz consigo mesmo.

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