Blogmestre: Tenho que tomar uma decisão e gostaria de conversar com os amigos antes

3 de julho de 2008 às 21:14

Pois é pessoal. Fico triste por não dar a devida atenção ao BlogMestre.

Hoje eu fiz uma arte para meus alunos e gostaria de compartilhar pensei em colocar no meu BlogMestre> http://aquino.blogmestre.org, mas depois pensei melhor e tenho que ser franco e encarar uma mudança maior nesse projeto.

Minha intenção é voltar a usar o wordpress simples, no lugar do wordpress multi-usuário. Para quem não entende muito essa linguagem. A questão é que eu coloquei uma versão do gerenciador de conteúdo de internet, que possibilita várias pessoas terem blogs independentes. Isso se deve a alguns motivos:

1) Se eu permancer com essa idéia posso trazer muitas pessoas para o BlogMestre, mas vou perder o que considero mais importante que a troca de idéias, que hoje não possuo, e isso me deixa muito triste.

Então, essa é a minha intenção, utilizar o wordpress padrão e todos postarem em um mesmo blog, cada um pode cuidar de uma área específica. Dessa maneira acredito que centralizaremos mais esforços e ficaremos mais motivados em postar e discutir os temas que vivenciamos em nosso cotidiano.

2) Essa decisão vem também, porque percebi uma lentidão enorme no desenvolvimento do Wordpress Multi Usuário, enquanto o Wordpress padrão evolui a passos largos. O Wordpress Mu tem um suporte que deixa mito a desejar. Não me sinto seguro para mudar para versões mais recentes, ou instalar plugins. Temas nem se fala. O Wordpress Mu tem muito potencial mas ainda vai ter que mudar muito para acompanhar a equipe do Wordpress padrão.

3) Caso haja essa mudança, é evidente que enviarei um backup para cada editor atual do BlogMestre com todas as suas postagens.

4) Também será enviado para cada editor atual um convite para integrar a nova fase do BlogMestre, espero que todos continuem comigo, e espero aprender muito com vocês ainda.

O que acham os amigos que gostam do BlogMestre? Qual é a opinião de vocês?

Abraços!!

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Caso da menina Isabella: Considerações sobre a mídia

8 de abril de 2008 às 8:54

Existem crimes que comovem a sociedade e esse é um deles. Ao mesmo tempo é hábito de jornais mercenários, alimentar suposições e amplificar detalhes inúteis para proporcionar a um público sádico momentos de prazer ao se deliciar com a miséria alheia.

Fala-se do quanto a internet promove esse tipo de comportamento. E é uma eterna discussão delimitar a culpa: se é do leitor ou se é de quem promove a barbárie jornalística.

É evidente que um veículo tão veloz como é a internet puxa para si essa vocação que reside no imaginário popular: que exista um veículo à margem da justiça que irá desvendar chagas sociais instantaneamente.

O que observei nesse caso é que a imprensa televisiva e impressa se comporta de maneira conservadora, justamente para diferenciar do seu novo concorrente.

Perceba que na televisão e nos jornais, não há acusações tão precipitadas quanto houve no caso da Escola Base. Existe um pacto silencioso de não agressão ao pai e a madrasta, afinal, até a comprovação da culpa eles são tão vítimas e tão penalizados como qualquer outro membro daquela família. E se forem inocentes, só por serem presos, já foram duplamente punidos pelas circunstâncias.

É legítimo indignar-se por esse acontecimento tão triste. Mas alguém que tem essa sensibilidade também deve indignar-se por tudo o que ocorre em seu bairro, na sua vizinhança e deve dar seu próprio destaque com proporcional ira. Falo para meus amigos que escrevem na internet e que devem fazer a diferença no aspecto positivo da palavra.

Eu já tive muitos arroubos com acontecimentos nacionais, escrevi muito texto bonito, mas que no final não resulta em nada de concreto. Façamos um favor ao bom lado da sociedade, não passemos a impressão que todas as mídias são podres. E muito menos uma mídia tão bacana como é a “mídia social”, não façamos dela esgoto dos jornais e TV.

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As fases da vida e os ciclos da sociedade

29 de março de 2008 às 23:31

Você já observou como nossa vida é feita de fases e elas possuem correspondência com uma série de expectativas e rituais na sociedade?

Vejamos:

NASCIMENTO

Um novo ser chega à nossa convivencia. Cercamos ele de cuidado. Você já percebeu a indignação de todos quando uma mãe abandona um filho? Uma mulher grávida “fica mais bonita”, apesar de na verdade, ser feia para os padrões esteticos.

Quem sabe não é uma compensação inconsciente?

Assim como em muitas outras fases, todos desejam ajudar. Surgem presentes. A família e os amigos se reúnem para ofertar algo aos futuros pais. Nos países desenvolvidos há todo um planejamento para o futuro do filho.

PUBERDADE

Veja os exemplos de Malu Magalhães e Alexandre Pato. Eles representam a esperança de um “novo tempo”. A sociedade sempre está em busca de pupilos que lhe trará mais ética, mais descência. As empresas com seus programas de Trainnes querem “sangue novo”, mão de obra sem vícios. É uma garotada que chega para mudar. No meu curso pelo menos uns cinco colegas garanham carros da família quando passaram no vestibular. Eles viraram adultos, e na cabeça de seus pais deveriam receber um estímulo para mostrar sua superioridade, tanto a intelectual como a material sobre os demais que não ganharam o mimo.

CASAMENTO

Ao contrário do que parece a família é uma instituição cada vez mais valorizada. E toda vez que um homossexual desejar reconhecimento jurídico da sua união é porque, na verdade, eles desejam ser tão família como qualquer outra.

O casamento é um ponto de equilíbrio na existência humana. É um momento de gerar novos seres e recomeçar toda a história. No caso dos homossexuais, por exemplo, uma das reivindicações é a possibilidade de adotar crianças. E o que isso significa senão receber o poder do estado para educar novos cidadãos?

Novamente, assim como no nascimento, a sociedade cerca o casamento. A sociedade inclusive celébra a fusão de duas famílias em uma nova. Os mais abastados recebem imóveis de presente e toda a segurança que poderá garantir o sucesso dessa nova instituição. O que ocorre quando há uma diferença social? Ou a família vira as costas ou apóia um conjuge, daí surge a ascensão meteórica de um ou outro.

APOSENTADORIA

A experiência depois de algum tempo torna-se um empecilho. É necessário uma renovação compulsória. O homem desde a puberdade até a aposentadoria troca experiência por desejo. Podemos pensar em um gráfico de trocas, cujas retas se cruzam no casamento para depois distanciarem-se cada vez mais. Talvez por isso os velhos e as crianças andam tão juntos, quem sabe não é uma tentativa de aproximar essas retas?

Mas a vida está lá para separar e apontar trajetórias diferentes. A sociedade está lá com suas cobranças e rótulos; enquanto para as crianças surge a imposição de conhecer o mundo, para os velhos surge a necessidade do descanso. Nessa fase a sociedade se distancia, já não há expectativas. Já não há muito o que presentear, tudo o que deveria ocorrer já ocorreu. A aposentadoria vira um destino, nela é necessário procurar grupos de afinidade; viajar e matar o tempo até a próxima etapa.

MORTE

A hipocrisia social se manifesta com intensidade nesse momento. Por pior que seja a identidade que abriga um corpo no caixão. Naquele momento do funeral, o corpo está vestido com dignidade e o funeral é cercado de boas recordações pelos familiares e amigos. Há um respeito, um silêncio de consideração por alguém que cumpriu seu dever.

CONCLUSÃO

Eu confesso que não respeitei a maioria dos rituais na minha vida. Pensei sobre isso hoje quando li uma postagem no Obvious. Eu errei em não mostrar para a sociedade e para a família algumas virtudes enquanto homem. Como o caso de não oferecer uma festa de casamento, ou pagar uma formatura. Também veio a separação e desde então sinto um vazio cada vez em cada passo adiante. Eu senti muito isso agora por ocasião da mudança. A única pessoa que me ajudou e compareceu de fato por aqui foi Gislene. Eu pensei muito sobre isso. Quando rompemos com alguma etapa, quando pulamos aquela ordem logo acima, somos brutalmente penalizados pela sociedade.

A moça que aborta; O rapaz que não estuda; O casal que não casa; O velho que quer trabalhar; E o idoso que não morre. Todos eles rebelam-se contra a natureza e os códigos sociais de uma forma que é brutalmente penalizado. Só com muita força para superar o sofrimento que isso traz.

Na verdade os ciclos mudam de acordo com a cultura. Aí é que está a diferença de um país rico ou pobre. Onde há riqueza os ciclos são mais flexíveis. As mudanças são compreendidas com maior facilidade, e busca-se amparar as pessoas que fazem suas opções à luz da sua própria opinião. Isso porque o coletivo não pode se sobrepor em importância à esfera individual; se você nunca entendeu o que é liberalismo entenda agora.

O chato é quando você vive em uma cultura conservadora e a economia quer avançar a qualquer custo, então, surge um claro choque de valores. Esse é um grande problema da tentativa de aplicar o liberalismo no terceiro mundo.

Mas há solução para o meu caso. Eu sempre digo que vivo entre dois mundos. Quando olho para o passado vejo essa cultura hipócrita conservadora me cercar. Mas quando olho para o futuro eu vejo um mundo de oportunidades. É a escolha entre prender-se à mediocridade de valores ou a verdadeira prosperidade. E a prosperidade é uma consquência de decisões sábias e serenas. Decisões que são tomadas diante do respeito às metas e esperanças que surgem lá na puberdade para quase todo ser humano. Esses objetivos só morrem quando são obstruídos pela força da mediocridade.

É a velha história amigo. Ouvir a quem? Trabalhar para quem? Por quem? Quem é digno de acompanhar e desfrutar dos seus ideais e dos seus sucessos?

É aquele/aquela que está ao seu lado para legitimar um ciclo social? Talvez a grande dádiva da vida é ter pessoas conosco justamente nas horas em que ninguém lhe deposita crédito. E até mesmo na hora em que você quebra uma regra social. É nesse momento que se descobre o quanto valemos.

Não pelo respeito às formalidade da boa convivência com o meio externo,  mas pelo respeito às convicções que somente um vitorioso pode sustentar.

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Vamos olhar primeiro para nossos defeitos e depois olhar o dos outros

16 de março de 2008 às 7:06

Nos últimos dias pensar é o que mais tenho feito. E agir também. Percorri algumas regiões em volta da Ufes, em busca de um imóvel barato. Acho um absurdo o preço que cobram para morar próximo à universidade. O aluguél varia entre um e dois salários mínimos.

Por outro lado, também penso que assumir essa postura mais agressiva vai me obrigar a gerar mais renda. Acho que esse lado é positivo. Muitas pessoas tem me icentivado em morar mais perto de onde passo o dia praticamente todo. Acontece que em alguns dias tenho disciplinas pela manhã e a noite e durante a tarde é um suplício. A solução é levar tudo para trabalhar por lá ou cancelar as disciplinas matutinas e partir para um emprego mais formal.

Esse suplício me fez repensar minha forma de agir e relacionar com as pessoas. Tenho refletido sobre a minha postura on e off line. Nos escritórios em que trabalhei cultivei uma postura muito rígida, nunca dei muita bola para as questões “políticas” nos locais de trabalho. E o que é uma questão política? É você se preocupar com o cotidiano pessoal do seu grupo. Uns descambam para as fofocas, outros tornam-se puxa-sacos, outros são os X-9. Tudo isso é questão política. Mas há também aqueles colegas que são amigos, cumplices, seguram sua barra, lhe cobre na sua falta, lhe protege contra armadilhas, isso também é questão política.

Eu procurei me afastar das questões políticas. Isso por um lado é bom porque eu não me enquadro na primeira lista, mas é ruim porque essa postura também me exclui da segunda lista. Com isso não preservo amizades, e não faço aquela poderosa network que em um momento como esse da minha vida seria de grande valia.

Durante muitos anos rejeitei a idéia de desenvolver o lado político e cultivei o desenvolvimento intelectual. Afundei minha cara em livros e passei a incorporar o espírito auto-ditada. É verdade que vou praticamente só em dias de prova na faculdade. Com essa postura não cultivo um relacionamento que vale muito mais.

Pois é, hoje penso melhor sobre isso e diante de tantas dificuldades, e depois da experiência em trabalhar com gente de péssimo caráter, eu decidi mudar meu comportamento. Ir a um lugar desconhecido e se aprensentar como consultor e começar a trabalhar para uma pessoa que você mal conhece é péssimo. É por isso que não estranho quando alguém nos alerta que devemos escolher para quem trabalhamos.

Quando existe uma rede de relacionamentos. Ao sermos indicados para alguns trabalhos estamos pisando em terreno preparado. Terreno que já foi testado. Então as coisas fluem com maior facilidade.

E quanto ao mundo on-line? Bom. Eu sou muito entusiasta da internet. Mas cá entre nós a realidade da Cidade de Vitória/ES, e da Ufes, ainda é dos anos 90. A internet chega aqui agora. Você de outra cidade pode achar isso engraçado, mas é um dilema para mim. Isso influência muito na minha vida profissional e acadêmica. Não consigo convencer professores na pesquisa e não consigo vender para empresários a Web semântica por aqui. Quando se fala em geração de conteúdo na internet as pessoas realmente não compreendem bulufas do caminho que desejamos levá-los, aí fica uma guerra de desinformação que sempre perdemos; mas mesmo feridos avançamos e vamos vencer.

Então, também decidi rever minha participação em listas de discussão e decidi rever o tom com que eu escrevo por aqui. Penso que levei para o ambiente on-line um ranço cultural. E me comportei como um típico capixaba que não gosta de ver o progresso e a inovação pois os considera como inimigos seus.

Meu perfil crítico não morrerá, e acredito que os leitores que obtive até então se devem a ele. Mas mesmo que ninguém me alerte diretamente sinto no ar que as pessoas gostariam que eu falasse mais do meu trabalho e menos do trabalho dos outros. A regra que vale para mim e para você é a seguinte: Quer falar bem de um trabalho? Fale com todo mundo! Quer falar mal de um trabalho? Mande uma mensagem individual e fale diretamente com o responsável por ele!

vamos olhar primeiro nossos defeitos para depois consertar o dos outros.

Enfim, quero me debruçar em realizações e não em textos críticos. Penso que essa prática reticente é fruto de gente fracassada. O que definitivamente não é o meu caso. Ao invés de charar pelas dificuldades acredito que tenho que dar valor às pessoas maravilhosas que me apoiam, como é o caso da minha professora/consultora. E penso também que esse ano será maravilhoso e repleto de realizações.

Vamos trabalhar com o foco correto para isso.

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Diário de uma carreira

13 de março de 2008 às 7:11

Quem acompanha o HajaLuz a mais tempo sabe o quanto relutei em transformar esse espaço em blog… Eu comecei com entediantes resenhas de artigos, livros e tudo o que me vinha à mão sobre Sistemas de Informação.

Os assuntos sempre em terceira pessoa, muito impessoais. Bem do jeito que eu gosto: Sisudo, pesado, c-i-e-n-t-í-f-i-c-o, formal e estéril.

Existem fases e divisões na minha vida. Hoje foi um daqueles dias muitos difíceis, trabalhosos, reflexivos. Andei muito à procura de uma nova residência, vi diversos imóveis. A princípio moraria em qualquer lugar, mas as pessoas que me cercam, querem o melhor para mim e não me deixam escolher nada que seja indigno da minha presença.

Aí é que começa o problema. Nessas reflexões penso que construi um personagem totalmente incompatível com a minha realidade. Tenho sérias dúvidas se vou obter êxito para formar esse ano ou em qualquer outro. Pelo menos essa foi a impressão que os insucessos me passaram hoje.

Mas como qualquer outra impressão, ela passará. Amanhã acordarei, tomarei meu café e a vida voltará a ser colorida, alegre e esperançosa. Essa é a fase que eu quero entrar hoje a fase da esperança. Ontem até escrevi uns textos à mão e depois de ler, me vi tomado por um espírito de auto-ajuda, muito legal isso, e muito bobo como eu classificaria em outros tempos.

Quando eu destaquei a palavra presença logo acima, foi para comentar sobre algo que detesto. Em quase todo lugar onde passo as pessoas criam uma expectativa enorme sobre meu potencial como profissional e essa expectativa se extende até mesmo na minha aceitação como pessoa. Isso me incomoda, eu preciso caminhar em passos firmes, um de cada vez. É bom ser autônomo e ter clientes mesmo antes de estar formado. É bom fazer propostas de trabalho e ser aprovado por empresas consolidadas. E é bom entrar no MSN e alguém que você considera superior perguntar se há uma vaga no seu projeto. Isso deixa o ego lá em cima. Mas tenho que ser honesto, preciso dar um passo de cada vez e o que mais desejo na vida é ser igual aos meus amigos com seu uniforme de estágio, e a cabeça tranquila, o dinheiro certo no final do mês… e aquelas coisinhas de gente normal…

Eu sei que já dei aulas de empreendedorismo e falei muita coisa sobre superar desafios, mas tem dia que a gente cansa, se decepciona com o mundo e conosco mesmo… hoje foi um dia assim… preciso que as pessoas me conheçam como sou. É verdade que desafio as leis de mercado com minhas idéias, mas o custo disso as vezes é alto de mais para mim…

Penso que escrever minha realidade para você é a melhor forma de melhorar meu conceito. Revelar minhas fragilidades não me diminui, muito pelo contrário, deixo essa postagem com a sensação que já deveria ter feito isso a muito tempo… não só aqui, mas é um tempo de mudança estrutural na minha vida. Essa atitude se estenderá através de muitas ações nos próximos dias…

Não posso deixar de agradecer muito às pessoas que me acompanham e torcem pelo meu sucesso: Obrigado!!

ps.: A figura lá em cima é porque: falar até papagaio fala!

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