Inovação na internet

18 de fevereiro de 2008 às 7:59

Há alguns anos presto consultorias para empresas na área de Web. Para tanto utilizo como ferramenta algo que eles nem sabem que existe. Mas consigo colocar um wordpress para fazer as vezes de um site institucional, como é o caso da Samar.

Acontece que os maiores blogueiros do país tiveram uma idéia inovadora. Eles oferecem consultoria para empresas na área de blogs.

Meus professores fizeram pouco caso quando desejei fazer um estudo que relacionasse administração com internet. Eles diziam que eu deveria mudar de curso. E agora vejo o pessoal de outras áreas a procurar empresas e oferecer consultoria, que invarialvelmente descambará para o lado administrativo.

Os administradores acabam de perder outro nicho. Eles já perderam a área de produção para os engenheiros, a área financeira para os economistas, a área de marketing para os jornalistas, a areá de recursos humanos para psicólogos e pedagogos, e agora os sistemas de informação cairão fatalmente na mão de programadores, arquivistas, bibliotecários e etc..

Não é o curso de administração que é ruim, os profissionais que atuam nessa área é que são fracos, pelo menos aqui no Brasil. Porque estudei matemática com alguns livros importados. É comum em outros países que gestores estudem algebra e geometria analítica, por exemplo. Enquanto meus colegas lutavam a todo custo para tirar limite e integral de nossa grade, pois diziam que não há utilidade para tal.

Ora! Se você projetar um sistema para otimizar um banco de dados terá que pelo menos olhar para um gráfico e entender algo para efetuar uma previsão e tomar decisões a respeito disso; meus colegas não estão preparados para essa tarefa elementar.

Eu sou daqueles que teve que trancar o curso na faculdade para conseguir estudar, é mole? Existem certas coisas no meu curso que é melhor nem comentar por aqui. Baixaria forte nas trocas de favores, coisas que alguém com o mínimo senso de dignidade não deveria aceitar.

Outro fato engraçado que ocorreu comigo um dia foi uma visita que fiz ao site do surface da microsoft. Eu estava dentro do laboratório e pesquisava justamente sobre novas interfaces. Um moleque gritou, parou o laboratório para me dar um esporro a distância: Aqui não pode assistir filme!! Puta que pariu naquele dia fiquei com vontade de não voltar mais.

Agora a dúvida cruel, dia 25 posso matricular de volta ou trancar. Faltam sete disciplinas e a monografia. Se matricular tenho a possibilidade de terminar a faculdade daqui um ano, porém onde vou arranjar dinheiro para me manter por lá nesse período?

Também posso adiar meu trancamento por mais seis meses, e continuar na luta para ganhar dinheiro nesses seis meses.

A dúvida é cruel e me deixa angustiado…

Enquanto isso vou assistir os novos empreendedores da internet a ganhar dinheiro com suas idéias inovadoras…

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O comunismo das redes

1 de janeiro de 2008 às 0:14

Acredite: Existe vida inteligente entre a Bahia e o Rio de Janeiro, entre Minas e o Oceano.

Há um professor na minha universidade - sim existe universidade em Vitória/ES - que desenvolve um trabalho deveras interessante sobre essa onda toda de blogues, p2p e tudo o que rola nos sistemas colaborativos pela internet a fora.

Fábio Malini é editor do blog Jornalismo Digital.

O corajoso professor capixaba desenvolveu uma tese muito bacana:

O Comunismo das Redes - tese de doutorado.

Agradecemos a contribuição do professor e o interesse pelo tema. Me parece que a Comunicação é mais aberta. Esse semestre volto ao curso de Administração. Muito desmotivado por não ter professor que se interesse pelo que faço. Quem sabe por alguma obra do acaso não cruzo com um cara desses??

Ezequiel, intercede por mim aí…

Abraços e sucesso ao Malini!!!

ps1.: Pô Ezequiel, já te ofereci meu servidor cara!!! Tá com excesso de banda aquele blogue novo lá… tudo de bom aí no curso, já formou??

ps.2: Primeira postagem de um novo ano, começamos bem às 01:12… ô gente barulhenta que não me deixa dormir… o mundo comemora… será que todos irão cumprir o que prometeram??

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Wal-Mart: Como uma empresa pode ser tão odiada?

24 de dezembro de 2007 às 8:00

Na faculdade de administração somos apresentados ao vídeo do guru Michael Porter. Nesse vídeo que todo estudante mediano de administração deve conhecer, ele fala da relação entre o foco de uma marca na diferenciação do produto e o foco de uma marca no custo do produto.

O Wal-Marte é exemplo da segunda opção: Foco em Custo.

É por isso que você mesmo é icentivado a embalar suas compras. É por isso que você não acha vendedores para lhe fornecer informações sobre os produtos. É por isso que você quando compra no Wal-Mart sujeita-se a ser a ponta de mão-de-obra na loja. Isso mesmo: A mágica é fazer até o próprio consumidor trabalhar para a organização.

Francamente eu nunca gostei do ambiente dessa loja. Tenho a sensação de ser atendido por rôbos. São pessoas amedrontadas e pressionadas a produzir.

Por estudar administração e lecionar empreendedorismo, sou um capitalista por definição. Acredito no capitalismo, não na exploração capitalista. Os dois temas possuem uma imensa distinção que só um oportunista não consegue enxergar.

O que eu não imaginava era que o ódio ao Wal-Mart, chegasse ao ponto de fazer com que as pessoas se engajassem ao ponto de elaborar um vídeo como esse:

YouTube Preview Image

Além disso existe um site chamado WalmartMovie, que é uma espécie de dossiê digital contra a loja.

Nessa página do YouTube temos uma série de vídeos dedicados ao Wal-Mart.

A pergunta que não cala

No dia em que saí dos correios meus amigos me advertiram severamente. Falaram da fome que iria passar longe do correio. Alguns disseram que iria implorar para voltar. Minha mãe outro dia lembrou dos tempos aúreos. Das vantagens que vinham nessa época de natal. Enfim, não vejo que a exploração seja provocada por uma empresa ou outra. As pessoas realmente participam do processo e o aceitam.

É verdade que existe uma carga ideológica imensa. É difícil ser ousado e sair de um contexto de exploração. É necessário ir contra a família, abandonar amigos e por aí vai. No meu caso tive até que me divorciar para fazer o que gosto, que é trabalhar com internet. Enfim, tudo tem um preço, até fugir da exploração tem.

Então não devemos ver as grandes corporações como vilãs. Temos a mania de colocar a culpa nelas por todas as desgraças do mundo: Ora é o governo americano, ora é a Microsoft, Wal-Mart, Globo. Mas enfim:

Essas mega-corporações são fruto de um desejo coletivo ou as pessoas são forçadas a participar de suas atividades?

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Livros grátis e ebooks ensinam como escrever bem na internet

30 de outubro de 2007 às 7:17

Se você deseja tornar-se um bom redator/editor de web deve aprender com as pessoas que fazem web.

Tenho uma boa notícia para você. Os maiores webwriters (o que é um webwriter?) do Brasil disponibilizam seus trabalhos em e-books (o que é um ebook?):

Veja algumas iniciativas interessantes:

1) Paula Lee escritora brasileira que lançou recentemente o livro: Alugo o Meu Corpo - fiz a resenha desse livro aqui - que possui um dos blogs mais lidos na internet.

Em sua página de download’s, ela disponibiliza gratuitamente dois títulos. São postagens/contos que ela dissertou em sua página.

2) Biajoni e o Sexo Ana Uma Novela Marrom. Não é nada disso que você está pensando, a temática do sexo escancarado dá lugar a um estilo de escrita do Biajoni que é próprio dos blogueiros. Uma velocidade incrível entre os quadros, uma dinâmica narrativa das mais agradáveis, que prende do início ao fim. Vale a pena baixar e é grátis…

3) Outro que faz um ótimo trabalho em parceria com o Biajoni é o Alex Castro. Os livros de Alex e Biajoni podem ser encontrados nessa editora experimental: Os Viralata.

4) Um portal destinado ao compartilhamento de livros online é Detonando. Acesse o fórum e participe! Lá você encontrará muita gente bacana. Pessoas hávidas por informação. Eles estão promovendo a “democratização da leitura” através da distribuição livre de várias obras.

Você que não é do meio deve achar muito estranho as temáticas sugeridas. Deve achar até que eu sou um pervertido e que as pessoas acima também o são. Sabe que ocorre justamente o oposto. Com excessão do Alex Castro, todos nós somos normais.

Brincadeiras à parte. A questão central é que os editores mencionados abordam os assuntos que mais interessam as pessoas. E por acaso sexo é um deles. Está na hora de você se dar conta que a repressão que os seres humanos sofrem com relação a esse assunto assunto, estimula muito, a sua procura em um espaço tão “livre” como a internet.

Muito se questiona com relação às consequências dessa suposta liberdade. Até porque qualquer criança hoje tem acesso as mesmas informações que eu e você. Eu vejo isso não como um desafio social, mas um desafio familiar. Os pais devem repensar a educação que oferece aos filhos. E antes de solicitar que os governantes controlem a internet, devem avaliar se o melhor controle não é aquele que pode ser exercido dentro de casa.

É evidente que se você deseja escrever na internet e ganhar audiência deve trabalhar nos assuntos que a audiência procura. Não se iluda a palavra “sexo” sempre foi a mais procurada em qualquer sistema de busca. E afinal de contas, sexo não é tão ruim assim, não é?

Mas enfim, mesmo que o assunto que você deseja explorar não tenha muita relação com o tema “sexualidade”, é possível encontrar um link nas leituras mencionadas com temas externos. Alias na minha visão tão crítica fui capaz de interpretar que o livro de Biajoni quase não fala de sexo. Como assim? Não estou falando do plano objetivo, mas subjetivo. Biajoni tratou muito das questões que relacionam poder entre classes profissionais. Principalmente eu que sou por essência um profissional de administração. E no livro encontramos um profissional que administra o setor de pessoal de uma empresa, mas não é incapaz de adminsitrar sua própria família. Enfim, são inúmeras as metáforas, e incontáveis os aprendizados dessas obras.

O debate está aberto, utilize os comentários para colocar suas idéias, vamos interagir!!!

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Já observou que os hospitais agora parecem hóteis?

29 de outubro de 2007 às 21:35

Pelo menos os particulares.

Não é a toa que um hospital aqui em vitória chama-se Vitória Apart.

Hoje estive a tarde toda junto com a minha parceira de trabalho Gislene em um outro hospital aqui em Vitória. Ela está internada e antes que algum conhecido pergunte, ela se submeteu a uma cirurgia e agora passa otimamente bem, e está super a fim de fechar o ano com chave de ouro. Fecharemos sim!!

Mas eu como administrador não poderia deixar de observar o lado organizacional. Funcionários solícitos, uma eficiência do cão. Tudo muito organizado, pelo menos para mim que fiquei de passagem, deixou uma ótima impressão. Será que ocorreu o mesmo quando fui no Rio de Janeiro em um final de semana? Achei o lugar mais maravilhoso do mundo.

Bom, a algum tempo fiquei internado nesse mesmo hospital. Faz uns dois anos. Ele tinha mais cara de hospital.

Outra coisa que me assustou foi o estado das pessoas, não vi gente gemendo ou desesperada. Não sei se era a ala em que eu estava. Talvez seja por conta disso provavelmente não é possível. Mas a recuperação da própria Gislene me impressionou. O detalhe é que uma senhora estava ao nosso lado e falava da sua intervenção cirurgica, das pontes de safena, do cateterismo, com uma normalidade incrível. A impressão que eu tive hoje é que a saúde virou um business como outro qualquer.

Não pude deixar de ver o quadro dos enfermeiros. A divisão em que estava exposta sobre qual era o paciente da responsabilidade de cada um deles. E sempre que eu solicitava um atendimento, o histórico da Gislene estava devidamente anotado em uma prancheta, perguntei se ela poderia beber água por exempo, e outro enfermeiro me respondeu baseado nas informações da prancheta. Isso é Sistema de Informações amigo!!


Mudo de ciclete para fusquinha - esse ditado é velho.Hoje também tranquei meu curso. Estava matriculado em três diciplinas e relutei até o penultimo dia do trancamento. Como não fui até hoje na minha universidade a reprovação era certa. Nem tenho coragem de ir né. Mas os negócios pelo menos vão bem. Sou daquele tipo de cara que não vou na universidade para cumprir tabela. Não gostei do meu desempenho nos últimos semestres. Estava muito dividido entre as consultorias e a Ufes então não houve jeito. Fico triste por ter que adiar minha formatura. Faltam somente sete disciplinas para a formatura, quem sabe no próximo semestre não faço todas junto?

Pois é… só me resta agora trabalha dobrado, como gosto de falar..rss

Haja Luz…

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