Para não dizer que não falei de flores
Eu sei que a ironia é de péssimo gosto em um momento como esse. Minha indignação não é somente contra esse presidente banana que elegemos. Parece que algumas catástrofes são até desejáveis para alguns veículos. Resta-me o consolo em saber que aqueles que exploram o sofrimento alheio o fazem por pura incapacidade intelectual em produzir algo que valha ser apreciado.
O site Imprensa Marrom expressou melhor o que penso.
Outro artigo que me impressionou sobre o caso foi a gravação veiculada no site do colunista Cláudio Humberto, na qual o deputado morto no acidente, Julio Redecker (PSDB-RS) prevê que haveria novas mortes devido a negligencia das autoridades…
Muitas especulações surgem de todos os lados. Mas cá entre nós precisamos de decidir de que lado estamos. Ora pressionamos o governo a atender uma demanda sem estrutura para isso; e ora questionamos a insegurança provocada pelo aumento dessa demanda.
É evidente que para atender o grande contingente de novos passageiros é necessário reformular todo o sistema. Até que ponto estamos dispostos a planejar nossa capacidade de atendimento?
A própria mídia que crítica o governo nesse momento deve fazer uma reflexão, pois é um dos agentes que influenciou para o atendimento desenfreado de uma demanda que todos nós sabemos: Não existe estrutura para tal. Os controladores de voô chegaram a ser presos diversas vezes e não ganharam o apoio da população; sendo que seu movimento se tratava de uma denúncia, que deveriam ser levado a sério.
Não se deixe levar pelo espetáculo que nos faz esquecer de perigos tão iminentes quanto esse, por exemplo, você sabe quantas pessoas morrem todos os dias no trânsito? Leia essas duas matérias que eu peguei rapidamente:
Mortes no trânsito aumentam 9% em três anos
Trânsito mata três por dia no Rio
Estatísticas do Ministério das Cidades
Isso para não citar outras questões com: Saúde, fome, miséria…





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