Como se divide o mercado de trabalho?
Depois de dar tanta cabeçada, ou como minha mãe diz: Murro em ponta de faca. Eu descubro que existem vários mercados de trabalho. Sim! Há o mercado A, B, C e por aí vai. Explico:
- Existem empresas que são totalmente informais, você entra e não sabe se vai receber. Não há documentos para a contratação, não se utiliza equipamentos de proteção, não há pausas para descanso.
- Outras são parcialmente formais, elas cumprem algumas leis. Fazem um contrato ou assinam a carteira. Essas engraçadinhas até te descontam impostos no contracheque, mas não repassam. Elas gostam mesmo é de colocar o mínimo e lhe pagar comissões. Demitem e recontratam de ano em ano e por aí vai;
- Pouquíssimas cumprem o traçado, mas existem empresas que primam pelo formalismo. Geralmente são as grandes empresas, bem planejadas, e com gestores preocupados em não receber a responsabilidade de uma multa trabalhista.
- Também há os orgão públicos que não se preocupam com a CLT já que as regras trabalhistas são estipuladas em decretos de acordo com a sua jurisdição. São os famosos estatutários que são subdivididos em muitas classes que não irei comentar por ora.
Cada pessoa se adequa mais ou menos em um destes mercados. Francamente já passei por todos. No Ministério da Saúde como estagiário, mas já passei. Em empresa formal foi o Correios que cumpre o traçado (mais ou menos). E nas outras acho que todos nós já passamos. Quem aqui tem a mesma origem que eu e nunca fez um serviço em empresa do bairro que atire a primeira pedra.
Falta um ano para eu formar em Administração. É evidente que após a formatura terei um leque enorme de escolhas e vou me aproveitar o máximo dele. Mas mesmo hoje. Mesmo para quem precisa muuuuuuito de levantar grana, penso que é muito arriscado ingressar na informalidade. Descobri que meu status de estudante universitário - é verdade, pelo menos nas periferias estudante universitário tem status - chama em minha direção pessoas que não querem ou não tem condições de pagar um gestor e através de estágios e as vezes nem isso e desembocam um monte de armadilhas para quem lida com sua empresa, sejam clientes, funcionários, fornecedores. E no meio disso tudo figura um pseudo-gestor que larga seus estudos para ser como eu aprendi nos correios: Bucha de canhão. (me lembrem de falar sobre isso no futuro).
Quem deseja ter uma carreira nota 10, deve fugir da informalidade. Pelo menos se você estuda é porque tem algo a oferecer ao mercado. Então porque se misturar com quem não lhe dá valor? Quem lhe sub-remunera e ainda por cima lhe impõe responsabilidades acima da sua capacidade? Acredite: Isso não é bom nem para ele, nem para você e muito menos para a sociedade.
Pausa para as notícias:
EUA barram deportação de Andréia
A capixaba Andréia Schwartz, testemunha-chave do escândalo sexual que derrubou do ex-governador de Nova York Eliot Spitzer, não foi deportada para o Brasil no fim de semana, como programado, porque a Procuradoria Distrital de Nova York quer que ela dê mais informações sobre o caso.
Depois dizem que eu sou implicante com o Espírito Santo.
Jornais pedem desculpas aos pais de Madeleine pelas acusações
Dois jornais britânicos pedem nesta quarta-feira desculpas em suas capas aos pais de Madeleine McCann, a menina que desapareceu no dia 3 de maio de 2007 em Portugal, informou a BBC.
Lembro-me do quanto a Paula escreveu sobre esse caso. Ela sente na pele a discriminação dos brasileiros no exterior. Essa mulher: Madeleine; sofreu demais gente. Será que nosso país é capaz de oferecer a ela um tratamento oposto ao que recebeu das autoridades e mídia estrangeira??
Leia Mais sobre: administração, carreira, clientes, empresas, informal, periferia




Paulo
E ainda é possível entrar no mercado de trabalho sem vínculo institucional nenhum como autônomo/consultor.