Começaram as aulas de administração para menores aprendizes

2 de abril de 2008 às 19:30

Pois bem pessoal eu falei aqui que por esses dias realizaria uns testes para dar aulas de administração. Então, os testes foram positivos e esperava definir a contração para dar as boas notícias por aqui.

Estou muito feliz em conviver com aquela garotada e se algum aparecer por aqui, dê um alô nos comentários. Espero que seja uma fase nova e bacana para todos nós.

Como já afirmei as consultorias terão agora esforço até dobrado. A questão é que tenho menos matérias na Ufes e dá para harmonizar bem todas as atividades.

Por esses dias tenho conversado e conhecido a visão de mundo deles. É interessante a diferença de cada instituição e projeto em que trabalho. A lei que regula o Menor Aprendiz é muito boa e quando uma instituição séria e empresas sérias se unem para colocá-la em  prática a tendência é um país muito melhor de se viver. Tenho falado isso com eles e tomara que todos dêem valor a oportunidade que lhes é dada.

Outra coisa engraçada nessa troca de experiências é que por aqui, no HajaLuz,  já fui tão elogiado por pesquisadores e escritores nas matérias que publico. E é engraçado quando vejo os meninos me corrigirem diante dos erros de gramática ou acentuação, enfim, é com essas oportunidades que repensamos nossa trajetória e podemos reaprender a vida profissional.

Tenho explicado o que faz um consultor. Qual a diferença entre um assalariado e um trabalhador autônomo. É bem verdade que nem todos possuem maturidade para compreender o valor dessa experiência. Mas é um desafio para mim convencê-los disso.

Bom gente, a partir de agora terei muito mais assunto para tratar no meu BlogMestre: http://aquino.blogmestre.org, sem contar que vou reformular em breve todo o http://blogmestre.org.

Outra novidade é que o http://webluz.net será realmente um site para vender consultorias. Lá vou falar de maneira simples para empresários, sobre como tirar proveito dos Sistemas de Informação e por aqui no http://hajaluz.net vou continuar a falar do meu cotidiano…

Gente 17 de Abril é meu aniversário vou fazer 21 anos e quero presentes…

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Prestes a ser professor novamente

26 de março de 2008 às 12:06

Falta pouco para tornar-me professor novamente. O teste foi de fritar os nervos. Fui colocado em uma sala com uns 30 meninos e havia pedagogo, psicológo, assistente social, e o professor da turma, todos presentes.

Bom, pensei que não havia passado devido a minha informalidade. Falei sobre NetWork, e outra surpresa: A garotada ainda não conhecia o termo. E uma surpresa maior ainda: Eles participaram muito da aula, tive que pedir para diminuir a voz, tomaram conta do ambiente, bem no meu estilo…rss

É muito bacana introduzir assuntos tão triviais para a garotada. Realmente sou um ligador de mundos.  

Para minha surpresa me chamaram e gostaram muito da minha apresentação. Talvez eu é que seja pessimista.

A Ufes tem sido rigorosa demais em aprovar estágios e hoje eu vou buscar os documentos. Vamos ver se dá tudo certo.

Essa instituição em que vou trabalhar é uma das mais tradicionais aqui em Vitória. Estou muito feliz e muito motivado. Tomara que dê tudo certo. E que comecemos uma nova fase em nossa carreira.

Quanto ao trabalho com consultoria em Sist. Informação. Eu vou continuar. Tenho um bom portfólio e meus clientes não precisam se preocupar, a atenção continua a mesma. Alias até irá redobrar pois caso finalmente entre nesse trabalho de educador, terei algumas manhãs totalmente livre para me concentrar no trabalho com Web. 

Uma providência que tomei foi retirar meu nome e foto aqui da frente do HajaLuz. E vou retirar em breve toda a referência sobre minha pessoa no site. Meu site profissional continuará a ser o http://webluz.net. Tomei essa decisão porque o HajaLuz algumas vezes é controverso. Nem todo mundo entende a forma pela qual escrevo. As vezes acho que exagero e me exponho muito por aqui.

Outra vantagem é que o HajaLuz será menos impessoal e vou abrir para outras contribuições que recebo e vou estimular as pessoas a escrever poraqui sobre Sistemas de Informação. A tendência é que o HajaLuz fique cada vez mais coletivo. O que vocês acham dessa decisão?

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Como se divide o mercado de trabalho?

19 de março de 2008 às 7:12

Depois de dar tanta cabeçada, ou como minha mãe diz: Murro em ponta de faca. Eu descubro que existem vários mercados de trabalho. Sim! Há o mercado A, B, C e por aí vai. Explico:

  • Existem empresas que são totalmente informais, você entra e não sabe se vai receber. Não há documentos para a contratação, não se utiliza equipamentos de proteção, não há pausas para descanso.
  • Outras são parcialmente formais, elas cumprem algumas leis. Fazem um contrato ou assinam a carteira. Essas engraçadinhas até te descontam impostos no contracheque, mas não repassam. Elas gostam mesmo é de colocar o mínimo e lhe pagar comissões. Demitem e recontratam de ano em ano e por aí vai;
  • Pouquíssimas cumprem o traçado, mas existem empresas que primam pelo formalismo. Geralmente são as grandes empresas, bem planejadas, e com gestores preocupados em não receber a responsabilidade de uma multa trabalhista.
  • Também há os orgão públicos que não se preocupam com a CLT já que as regras trabalhistas são estipuladas em decretos de acordo com a sua jurisdição. São os famosos estatutários que são subdivididos em muitas classes que não irei comentar por ora.

Cada pessoa se adequa mais ou menos em um destes mercados. Francamente já passei por todos. No Ministério da Saúde como estagiário, mas já passei. Em empresa formal foi o Correios que cumpre o traçado (mais ou menos). E nas outras acho que todos nós já passamos. Quem aqui tem a mesma origem que eu e nunca fez um serviço em empresa do bairro que atire a primeira pedra.

Falta um ano para eu formar em Administração. É evidente que após a formatura terei um leque enorme de escolhas e vou me aproveitar o máximo dele. Mas mesmo hoje. Mesmo para quem precisa muuuuuuito de levantar grana, penso que é muito arriscado ingressar na informalidade. Descobri que meu status de estudante universitário - é verdade, pelo menos nas periferias estudante universitário tem status - chama em minha direção pessoas que não querem ou não tem condições de pagar um gestor e através de estágios e as vezes nem isso e desembocam um monte de armadilhas para quem lida com sua empresa, sejam clientes, funcionários, fornecedores. E no meio disso tudo figura um pseudo-gestor que larga seus estudos para ser como eu aprendi nos correios: Bucha de canhão. (me lembrem de falar sobre isso no futuro).

Quem deseja ter uma carreira nota 10, deve fugir da informalidade. Pelo menos se você estuda é porque tem algo a oferecer ao mercado. Então porque se misturar com quem não lhe dá valor? Quem lhe sub-remunera e ainda por cima lhe impõe responsabilidades acima da sua capacidade? Acredite: Isso não é bom nem para ele, nem para você e muito menos para a sociedade.

Pausa para as notícias:

EUA barram deportação de Andréia

A capixaba Andréia Schwartz, testemunha-chave do escândalo sexual que derrubou do ex-governador de Nova York Eliot Spitzer, não foi deportada para o Brasil no fim de semana, como programado, porque a Procuradoria Distrital de Nova York quer que ela dê mais informações sobre o caso.

Depois dizem que eu sou implicante com o Espírito Santo.

Jornais pedem desculpas aos pais de Madeleine pelas acusações

Dois jornais britânicos pedem nesta quarta-feira desculpas em suas capas aos pais de Madeleine McCann, a menina que desapareceu no dia 3 de maio de 2007 em Portugal, informou a BBC.

Lembro-me do quanto a Paula escreveu sobre esse caso. Ela sente na pele a discriminação dos brasileiros no exterior. Essa mulher: Madeleine; sofreu demais gente. Será que nosso país é capaz de oferecer a ela um tratamento oposto ao que recebeu das autoridades e mídia estrangeira??

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Vamos olhar primeiro para nossos defeitos e depois olhar o dos outros

16 de março de 2008 às 7:06

Nos últimos dias pensar é o que mais tenho feito. E agir também. Percorri algumas regiões em volta da Ufes, em busca de um imóvel barato. Acho um absurdo o preço que cobram para morar próximo à universidade. O aluguél varia entre um e dois salários mínimos.

Por outro lado, também penso que assumir essa postura mais agressiva vai me obrigar a gerar mais renda. Acho que esse lado é positivo. Muitas pessoas tem me icentivado em morar mais perto de onde passo o dia praticamente todo. Acontece que em alguns dias tenho disciplinas pela manhã e a noite e durante a tarde é um suplício. A solução é levar tudo para trabalhar por lá ou cancelar as disciplinas matutinas e partir para um emprego mais formal.

Esse suplício me fez repensar minha forma de agir e relacionar com as pessoas. Tenho refletido sobre a minha postura on e off line. Nos escritórios em que trabalhei cultivei uma postura muito rígida, nunca dei muita bola para as questões “políticas” nos locais de trabalho. E o que é uma questão política? É você se preocupar com o cotidiano pessoal do seu grupo. Uns descambam para as fofocas, outros tornam-se puxa-sacos, outros são os X-9. Tudo isso é questão política. Mas há também aqueles colegas que são amigos, cumplices, seguram sua barra, lhe cobre na sua falta, lhe protege contra armadilhas, isso também é questão política.

Eu procurei me afastar das questões políticas. Isso por um lado é bom porque eu não me enquadro na primeira lista, mas é ruim porque essa postura também me exclui da segunda lista. Com isso não preservo amizades, e não faço aquela poderosa network que em um momento como esse da minha vida seria de grande valia.

Durante muitos anos rejeitei a idéia de desenvolver o lado político e cultivei o desenvolvimento intelectual. Afundei minha cara em livros e passei a incorporar o espírito auto-ditada. É verdade que vou praticamente só em dias de prova na faculdade. Com essa postura não cultivo um relacionamento que vale muito mais.

Pois é, hoje penso melhor sobre isso e diante de tantas dificuldades, e depois da experiência em trabalhar com gente de péssimo caráter, eu decidi mudar meu comportamento. Ir a um lugar desconhecido e se aprensentar como consultor e começar a trabalhar para uma pessoa que você mal conhece é péssimo. É por isso que não estranho quando alguém nos alerta que devemos escolher para quem trabalhamos.

Quando existe uma rede de relacionamentos. Ao sermos indicados para alguns trabalhos estamos pisando em terreno preparado. Terreno que já foi testado. Então as coisas fluem com maior facilidade.

E quanto ao mundo on-line? Bom. Eu sou muito entusiasta da internet. Mas cá entre nós a realidade da Cidade de Vitória/ES, e da Ufes, ainda é dos anos 90. A internet chega aqui agora. Você de outra cidade pode achar isso engraçado, mas é um dilema para mim. Isso influência muito na minha vida profissional e acadêmica. Não consigo convencer professores na pesquisa e não consigo vender para empresários a Web semântica por aqui. Quando se fala em geração de conteúdo na internet as pessoas realmente não compreendem bulufas do caminho que desejamos levá-los, aí fica uma guerra de desinformação que sempre perdemos; mas mesmo feridos avançamos e vamos vencer.

Então, também decidi rever minha participação em listas de discussão e decidi rever o tom com que eu escrevo por aqui. Penso que levei para o ambiente on-line um ranço cultural. E me comportei como um típico capixaba que não gosta de ver o progresso e a inovação pois os considera como inimigos seus.

Meu perfil crítico não morrerá, e acredito que os leitores que obtive até então se devem a ele. Mas mesmo que ninguém me alerte diretamente sinto no ar que as pessoas gostariam que eu falasse mais do meu trabalho e menos do trabalho dos outros. A regra que vale para mim e para você é a seguinte: Quer falar bem de um trabalho? Fale com todo mundo! Quer falar mal de um trabalho? Mande uma mensagem individual e fale diretamente com o responsável por ele!

vamos olhar primeiro nossos defeitos para depois consertar o dos outros.

Enfim, quero me debruçar em realizações e não em textos críticos. Penso que essa prática reticente é fruto de gente fracassada. O que definitivamente não é o meu caso. Ao invés de charar pelas dificuldades acredito que tenho que dar valor às pessoas maravilhosas que me apoiam, como é o caso da minha professora/consultora. E penso também que esse ano será maravilhoso e repleto de realizações.

Vamos trabalhar com o foco correto para isso.

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Diário de uma carreira

13 de março de 2008 às 7:11

Quem acompanha o HajaLuz a mais tempo sabe o quanto relutei em transformar esse espaço em blog… Eu comecei com entediantes resenhas de artigos, livros e tudo o que me vinha à mão sobre Sistemas de Informação.

Os assuntos sempre em terceira pessoa, muito impessoais. Bem do jeito que eu gosto: Sisudo, pesado, c-i-e-n-t-í-f-i-c-o, formal e estéril.

Existem fases e divisões na minha vida. Hoje foi um daqueles dias muitos difíceis, trabalhosos, reflexivos. Andei muito à procura de uma nova residência, vi diversos imóveis. A princípio moraria em qualquer lugar, mas as pessoas que me cercam, querem o melhor para mim e não me deixam escolher nada que seja indigno da minha presença.

Aí é que começa o problema. Nessas reflexões penso que construi um personagem totalmente incompatível com a minha realidade. Tenho sérias dúvidas se vou obter êxito para formar esse ano ou em qualquer outro. Pelo menos essa foi a impressão que os insucessos me passaram hoje.

Mas como qualquer outra impressão, ela passará. Amanhã acordarei, tomarei meu café e a vida voltará a ser colorida, alegre e esperançosa. Essa é a fase que eu quero entrar hoje a fase da esperança. Ontem até escrevi uns textos à mão e depois de ler, me vi tomado por um espírito de auto-ajuda, muito legal isso, e muito bobo como eu classificaria em outros tempos.

Quando eu destaquei a palavra presença logo acima, foi para comentar sobre algo que detesto. Em quase todo lugar onde passo as pessoas criam uma expectativa enorme sobre meu potencial como profissional e essa expectativa se extende até mesmo na minha aceitação como pessoa. Isso me incomoda, eu preciso caminhar em passos firmes, um de cada vez. É bom ser autônomo e ter clientes mesmo antes de estar formado. É bom fazer propostas de trabalho e ser aprovado por empresas consolidadas. E é bom entrar no MSN e alguém que você considera superior perguntar se há uma vaga no seu projeto. Isso deixa o ego lá em cima. Mas tenho que ser honesto, preciso dar um passo de cada vez e o que mais desejo na vida é ser igual aos meus amigos com seu uniforme de estágio, e a cabeça tranquila, o dinheiro certo no final do mês… e aquelas coisinhas de gente normal…

Eu sei que já dei aulas de empreendedorismo e falei muita coisa sobre superar desafios, mas tem dia que a gente cansa, se decepciona com o mundo e conosco mesmo… hoje foi um dia assim… preciso que as pessoas me conheçam como sou. É verdade que desafio as leis de mercado com minhas idéias, mas o custo disso as vezes é alto de mais para mim…

Penso que escrever minha realidade para você é a melhor forma de melhorar meu conceito. Revelar minhas fragilidades não me diminui, muito pelo contrário, deixo essa postagem com a sensação que já deveria ter feito isso a muito tempo… não só aqui, mas é um tempo de mudança estrutural na minha vida. Essa atitude se estenderá através de muitas ações nos próximos dias…

Não posso deixar de agradecer muito às pessoas que me acompanham e torcem pelo meu sucesso: Obrigado!!

ps.: A figura lá em cima é porque: falar até papagaio fala!

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