Parceria entre HajaLuz e Polimídia

4 de novembro de 2008 às 10:43

Estou muito feliz com um parceiro que chegou em nossa equipe é o Ezequiel Vieira do Polimídia.

Nesse momento realizamos um serviço para uma empresa do ramo farmacêutico em Vitória. Ele é récem-formado em jornalismo e tem muita afinidade com a linguagem de internet. Logo, Ezequiel trabalha com conteúdo.

Recentemente ele elaborou um ótimo trabalho sobre a comunicação da Vale do Rio Doce, vale a pena conferir.

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Vaga para Administrador de BI na F.biz

14 de outubro de 2008 às 8:47

Anunciar essas vagas possui um gostinho especial para mim. Já fui muito questionado em meu curso de Administração sobre o meu “gosto extremo” por informática. Curioso é que as mesmas pessoas que reclamam do desemprego são aquelas que acreditam que seu curso de graduação possui pouca relação com o mundo dos computadores.

Oi pessoal.
Estamos com a seguinte vaga aberta na F.biz:

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* Gerente de Business Intelligence*

http://www.fbiz.com.br/contato/detalhe_vaga.aspx?idVaga=69

*Descrição*
Deve ser responsável por gerenciar a equipe a qual divide o
monitoramento e as análises das dezenas de contas da casa.

Dentre as atividades presentes no dia-a-dia da área, fazem parte:

- Acompanhamento diário da audiência de sites desenvolvidos pela
F.biz.
- Geração periódica de relatórios com análises de audiência e
apresentação para os clientes.
- Definição dos KPIs dos novos projetos.
- Monitoramento desses KPIs.
- Extração de relatórios do Google Analytics.
- Extração de dados de banco (SQL Server).
- Realização de configurações avançadas no Google Analytics.
- Utilização do Google Website Optimizer para a configuração de testes
de performance das áreas mais importantes dos sites.
- Trabalho conjunto com outras áreas da empresa para a sugestão das
otimizações dessas páginas visando a melhoria de performance no
atingimento das metas.

*Perfil*
Graduados em Administração, Publicidade e Propaganda, Propaganda e
Marketing, Estatística, Engenharia ou WEB.

*Habilidades*
Bons conhecimentos no MS-Office, sobretudo em excel.
Raciocínio lógico.
Alta capacidade analítica.
Noções de programação.
Habilidade para trabalhar em grupo e interagir com áreas
complementares.
Desenvoltura para dar treinamentos e palestras.

*Pré-Requisito*
Ser formado em um dos cursos citados.
Experiência mínima de 4 anos com internet e de 1 ano com business
intelligence.

*Benefícios*
Assistência Médica / Tíquete Refeição / Vale Transporte ou Reembolso
de Combustível

*Regime de contratação*
CLT (Efetivo)

*Contato*
Interessados devem enviar e-mail para fchuster@fbiz.com.br com o
assunto: “Gerente de BI”.

—————————————–

Abs,
Fabianne Chuster
BI e SEO

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Por que o trabalho em informática é tão desvalorizado?

2 de setembro de 2008 às 18:48

Ontem comecei com uma turma nova em um curso de administração. Em uma das falas eu me referi a questão do reconhecimento profissional na área de informática.

É evidente que o reconhecimento passa pela remuneração. Não há reconhecimento melhor de trabalho do que compartilhar o beneficio financeiro que ele proporciona, justamente com aquele que o executa.

Se ele proporciona lucro então esse lucro deve ser compartilhado. A proporção desse compartilhamento é que deve ser o alvo da disputa entre o contratante e o contratado. Logo, quanto menos o contratado usufrui do lucro que o seu trabalho produz, mais o contratante leva vantagem na relação.

O post de Vitor Pamplona: Gosto do que eu faço, logo, ganho pouco, nos faz refletir sobre isso.

É ingenuidade culpar clientes por esse comportamento que alguns identificam como oportunista. Qual é o mal em querer pagar o menor preço? Pessoas inteligentes quando compram um produto pesquisam antes para obter a melhor relação de custo-benefício. Porque os nossos clientes pensariam diferente?

O que espanta é o comportamento não de quem adquire os serviços, mas de quem vende. Há até quem festeje o cenário anárquico do mercado de profissionais de informática, mas pesquise mesmo nas economias mais liberais, se existe um mercado tão desregulamentado como o brasileiro?

Nosso canibalismo. E o pior, nossa autofagia, causa uma subremuneração vergonhosa e isso é exclusivamente culpa dos próprios prestadores de serviço que se vendem muito barato.

Outra postagem interessante sobre o tema está no site do Plínio Torres: O cara da informática.

Já o excelente artista-designer, Morandini, ilustrou de uma maneira bem humorada essa desvalorização a qual fazemos referência:

Ao longo desses anos, esses pedidos assumiram as mais variadas formas e vieram disfarçados sob os mais diversos argumentos.
Seguem os mais comuns:

> Não precisa ter pressa… Quando você tiver cinco minutinhos sobrando você faz…
> No momento a grana está curta, mas assim que der retorno a gente acerta!
> Faça esse trabalho de graça e no próximo eu nem pergunto o preço!
> Pagar eu não posso, mas vou divulgar seu nome para todo mundo!
> Você poderá divulgar seu nome junto com o desenho ou colocar sua assinatura na arte!
> Isso pra você é moleza…
> Tenho um amigo que faz de graça mas quero dar a oportunidade para você!
> É uma parceria: você faz de graça agora e ganha lá na frente!
> Faça uns esboços. Se eu gostar a gente acerta um preço.
> Não precisa ser nada muito caprichado…
> Faz aí depois a gente acerta!
> Ah, mais isso é diversão para você! Você faz brincando! (Vai dizer isso para uma ‘profissional do sexo’ para ver o que ela responde…).

Todas essas frases e pedidos me levam a acreditar que essas pessoas que pedem coisas de graça acham que:

> Eu não me alimento, não tenho contas para pagar e meu carro é abastecido com ar.
> Meus softwares são de graça e recebo meus computadores e equipamentos como doação.
> Minha conexão de internet é feita através de telepatia.
> Eu desenho por diversão, crio logotipos por prazer e projeto coisas apenas para ocupar o tempo.
> As idéias nascem na cabeça por geração espontânea.
> O Governo não me cobra impostos.
> Acho livros e material de pesquisa na rua (além de não me cobrarem ingressos em exposições e eventos).
> Recebi uma herança (grana pra nunca mais ter de trabalhar!) e resolvi virar uma espécie de ‘Madre Tereza de Calcutá’ do design e da arte, fazendo apenas caridade…
> Meus fornecedores mandam um enorme carregamento de tintas, pincéis e telas todos os meses (de graça!!!) para o estúdio.
> Meu dentista, meu contador, minha faxineira e todos aqueles que prestam serviços para mim, trabalham por prazer, sem cobrar um centavo!

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Hoje foi um dia para trabalhar com desenvolvimento

26 de agosto de 2008 às 17:48

Há algum tempo não me engajo tanto no BlogMestre (http://blogmestre.org ).

O que decidi fazer foi um Downgrade da versão MU (multi usuário) para um Wordpress simples. Já que havia somente uns 5 utilizadores mais frequentes não foi muito difícil a importação, somente alguns detalhes como imagens e links não ficaram muito bom pois não importei a estrutura de arquivos antiga.

Agora estou aos poucos dando um ar de revista ao BlogMestre espero que os meus parceiros e amigos que escrevem por lá aprovem as idéias.

Para mim é muito bacana rever as postagens e a dedicação das pessoas por esse trabalho, espero que ele entre em uma fase muito legal agora com a versão 2.1.

Como foi a viagem para cachoeira do campo?

Foi muito boa e quando chegamos lá descobri que o lugar era próximo a Ouro Preto, cidade magnífica. Infelizmente não tirei fotos. E a comida mineira me derrubou. Muita gordura, mas estou vivo!

Houve uma troca de experiências interessante que pretendo compartilhar no BlogMestre por ter pertinência com educação; não perca.

Polimídia

Hoje iniciei uma parceria bacana com o Ezequiel, um iniciante na carreira de jornalismo digital, em breve vou divulgar o site dele por aqui.

Seguem algumas imagens que uma professora tirou da viagem, a câmera não estava muito boa:

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Webwriter brigar com jornalista é bobagem

18 de agosto de 2008 às 12:02

Há uma contradição óbvia em quem se julga bem informado e torce contra Diogo Mainardi, o colunista da Veja.

Seria intrigante encontrar nela um estilo de redação diferente no contexto do público-alvo para o qual a publicação e direcionada .

E para quem critica a parcialidade da revista, por levar o conteúdo para uma visão político-social reacionária e direitista, deveria antes se perguntar sobre a constituição do povo brasileiro. Vivemos em uma sociedade vertical e a mídia somente reflete esse aspecto.

Encontrar uma redação a favor dos pobres na Revista Veja seria algo equivalente às favelas retratadas nas novelas da Rede Globo; um cenário surreal.

O conteúdo elitista da Veja não é uma imposição da classe dominante. É uma característica da cultura popular brasileira. Os pobres talvez sejam até mais preconceituosos com a pobreza do que os ricos.

Eu vejo as denúncias de Mainardi contra os partidos de esquerda sobre outro aspecto: são observações positivas. A convivência com as classes populares desde sindicatos, operários, jovens carentes entre outros, nos fez perceber a incapacidade de surgir iniciativas que signifiquem rompimento com o estado político-social com o qual essas classes convivem.

Ainda há esperança! E uma das maneiras em que essa esperança se materializa, ao contrário do que foi sugerido por Duda Mendonça não significa eleger um “presidente pobre” para salvar os pobres.

Ora, essa conotação mesquinha sobre esperança, após quase oito anos de convivência com um governo “esquerdista”, nos alerta que a esperança se constitui em algo mais amplo: conviver com a diversidade de opiniões e idéias. Entre elas, as de Diogo Mainardi.

Tudo bem. Por ser reacionário, Mainardi carrega em seu discurso muito preconceito, muito liberalismo (liberalismo com toda aquela malandragem burguesa mesmo) e esses aspectos do seu texto o colocam em pé de igualdade com qualquer zine marxista universitário (somente as cifras ganhadas com as publicações são um pouco diferentes).

O texto Seu banana, seu blogueiro! de César Paz vai nesse estilo. Com a paixão pela ascendência dos blogs ele comete um reducionismo do tema. Ele transforma uma briga entre Nascif e Mainardi, a uma briga entre velhos e novos meios de comunicação, o que não procede.

Inclusive os blogueiros gostam muito de festejar o seu ar de inovação, gostam de citar exemplos do exterior, talvez até citem o GoogleBomb do Senado Federal como um grande evento que mudou vida da nação, mas é tudo bobagem.

Qualquer edição da Veja mexe muito mais com a política nacional. Tem penetração muito maior na vida dos formadores de opinião. E alguns apontamentos nos textos de Mainardi são relevantes sim, a ponto de comporem provas em casos como o escandâlo da “fusão” entre Brasil Telecom e OI.

Não adianta festejar as inovações da geração de conteúdo pelo usuário. Ou festejar a ascensão de uma suposta nova mídia independente. A questão não é liberdade para publicar ou comentar na internet. Já possuímos um falso sistema democrático que é festejado desde os tempos da Grécia. A participação popular em discussões sócio-políticas sem preparo crítico para isso gera maior abismo social, além de gerar situações cômicas, vide o futuro nas pérolas do Enem.

Os garotos de 15 anos, com quem trabalhamos, não vêem a internet como essa mídia revolucionária que vocês profissionais gabaritados gostam de espirrar em suas palestras. Assim como incorporamos a televisão ao nosso cotidiano a internet é incorporada ao deles sem grandes implicações sociais.

A tiragem de alguns jornais cairá? Muitos deixarão de existir? Muitos jornalistas não irão se adaptar ao dinâmico mundo da internet? É provável. Assim como muitos professores, muitos administradores e muitos outros profissionais também não se adaptarão. Todavia os veículos de mídia e os profissionais que estudarem, reaprenderem e reinventarem sua maneira de agir frente aos desafios da sua época, somente ganharão mais público e maior sucesso editorial, e isso vale para todos, inclusive os blogueiros.

O uso que se faz da internet nos EUA é diferente do que se faz no Brasil, por uma razão simples: São culturas distintas. Não vamos misturar as coisas, nem sonhar acordado. Não vamos imaginar que os brasileiros vão tornar o Orkut um meio revolucionário para mudar o país.

Blogueiros que me desculpem vocês podem ser muito revolucionários nos BlogCamp’s da vida, mas nem meio de comunicação um Blog é. Um blog é uma plataforma de conteúdo e só isso. A diferença mais uma vez está entre a cadeira e a máquina, e isso vale desde os tempos de Gutenberg.

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