Firefox 3, ainda sobre afobação.

19 de junho de 2008 às 7:58

Uma das grandes dúvidas sobre a geração dos anos 90 é se ela teria paciência quando chegassem à idade produtiva. Essa dúvida surge pelo uso crescente de tecnologia para qualquer atividade dessa geração.

A tecnologia acelera o desempenho das tarefas profissionais, das ações de entretenimento, e qualquer outra tarefa que você pensar agora, não é verdade?

Tudo fica do jeito que nós queremos na hora que queremos.

Viramos crianças impulsivas em frente as nossas telas.

As mesmas considerações feitas na postagem que fala sobre a morosidade da justiça faço agora sobre esse Download Day. Eu também não gostei de acessar 14:00 e ver o servidor deles sem resposta. E só consegui baixar o aplicativo às 17:00.

Houve quem criticasse de maneira veemente essa demora.

Será que os críticos participaram de alguma maneira no desenvolvimento do produto que ele recebe gratuitamente?

Nos últimos dias tenho falado sobre qualidade com a garotada, e dou como exemplo uma camisa que foi doada e tem o seu manequim que não dá certo em ninguém. Aquele produto foi feito de qualquer maneira, já que seria doado, mas mesmo sem pagar nada por ele o recebedor torna-se um ágil reclamante.

Com o Firefox o processo é um pouco diferente. A qualidade do produto é excelente. Ele é considerado por qualquer profissional de internet, um dos softwares mais úteis para o desempenho do seu trabalho. Mas somente por um lançamento atrasar algumas horas, as pessoas são acometidas de verdadeiros chiliques virtuais.

Uma das minhas alunas reclamou que sou devagar. Sua declaração comparada ao desafio que assumi na vida é injusta.

Eu ouvi certa vez, após a apresentação de um trabalho de faculdade, de uma doutora em administração que eu quebraria paradigmas.

Engraçado isso, para uma doutora sou um revolucionário, para uma adolescente da geração 90 sou um “paradão”.

Meus textos alcançam diariamente, no mínimo, umas 150 pessoas. É normal nos blogues 20.000 visitações diárias. As vezes abro as estatísticas e fico um pouco decepcionado. Gostaria de ver lá o número mágico de 20.000. Mas ao mesmo tempo como poderia desprezar a audiência de 150/dia. Não é raro eu receber e-mail’s de empresários e pessoas influentes pelo Brasil a fora.

Se eu fizer um tutorial sobre como burlar um proxy que bloqueia MSN, ou sobre como alterar um perfil do orkut alheio, esses 20.000/dia viria rápido, mas afinal, quem é o público que se interessa por esse tipo de prática na internet? Vale a pena investir tempo nele?

Ou vale mais a pena investir no público que poderia investir em um projeto que desenvolvo; ou que poderia me convidar para trabalhar em uma agência de internet em um grande centro?

Esse dilema é o mesmo que enfrento diante da minha aluna adolescente e da minha professora doutora.

Para quem vale a pena concentrar esforços?

Na verdade, não desprezo nem um público nem outro. Com relação àqueles que me consideram a frente do meu tempo devo colocar os pés no chão. Por outro lado, diante daqueles que me consideram antigo e lento devo buscar a  agilidade, rapidez e ousadia que me solicitam.

Não posso desprezar minha própria definição sobre o que é gerir:

Administração é encontrar um ponto de equilíbrio entre as expectativas das organizações e das pessoas que compõem essas organizações.

É claro que a velocidade da tecnologia é um truque. Não há nada de novo sob o sol. Vivemos repetições do que nossos avós faziam. Somente mudamos as ferramentas, e a escala de consumo, mas as aspirações dos homens continuam as mesmas. O homem atual possui os mesmos defeitos e qualidades de outrora.

O índice de violência? O índice de educação? O índice da fome? O índice dos PIB’s? O IDH?

Tudo muda de maneira proporcional. As mudanças são relativas. As mudanças ocorrem de maneira prevista dentro de um determinado contexto. Elas obedecem a ciclos.

É aí que entra a figura do gestor. Ele é capaz de sistematizar e prever para onde vai o rumo dos ventos.

Assim como faz um pescador que observa as mudanças do clima de acordo com o ciclo da lua.

Eu e minha mania de filosofia…

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O ambicioso Linus Torvalds

9 de agosto de 2007 às 12:57

Estou lendo a entrevista que o Linus deu para o site ComputerWorld, que está reproduzida no IDGNow, veja uma parte:

CW – Muitos programadores fizeram milhões com as novas tecnologias, mas você preferiu permanecer desenvolvendo o Linux. Não acha que perdeu a chance de uma vida ao não criar um sistema proprietário?
Torvalds – Não, de verdade. Em primeiro lugar, eu vivo muito bem. Tenho uma casa de um bom tamanho e com um belo jardim, onde de vez em quando cervos surgem para comer as rosas (minha mulher prefere as rosas, eu prefiro os cervos, mas no fundo nós não ligamos pra isso). Tenho três filhos e sei que posso bancar a educação deles. Do quê mais eu preciso?

Não sou Linux maniáco, mas veja só a mentalidade do cara. Ele faz justamente o oposto do que minha família ensinou, e do que a maioria das famílias brasileiras vivem. Ele fala que é feliz por que pode bancar a educação dos filhos. Não vou endeusar a cultura estrangeira, nem vou dizer que eles são seres evoluídos, mas que precisamos de mudar nossa mentalidade à respeito da educação… precisamos!!

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Revista Grátis sobre Linux III

22 de abril de 2007 às 12:01

O acervo está ficando grande.

O seguinte trabalho é uma mistura história e nostalgia. São algumas edições da Revista do Linux. Parabéns ao Augusto pela iniciativa.

Segue o link.

Vale lembrar que a revista eletrônica mais atual sobre Linux, do Morimoto está na sua quarta edição, clique aqui para ler.

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Revista Grátis sobre Linux II

9 de abril de 2007 às 8:03

pinguim

Outro trabalho que achei super interesante sobre linux; as revistas são de ótima qualidade; mais notícias no site>> SlackwareZine

29/01/2007 - 16.o Slackzine (1.5M) <- Faça o download clicando aqui.
17/11/2006 - 15o. Slackzine (321k)
03/11/2006 - 14.5o. Slackzine(119k)
28/09/2006 - 14o. Slackzine(673k)
02/06/2006 - 13o. Slackzine(277k)
19/04/2006 - 12.5o. Slackzine (116k)
09/03/2006 - 0o. Slackzine (108k)
21/12/2005 - 12o. Slackzine (221K)
03/11/2005 - 11.5o. Slackzine (115K)
30/09/2005 - 11o. Slackzine (221K)
27/08/2005 - 10.5o. Slackzine (113K)
31/07/2005 - 10o. Slackzine (230k)
15/06/2005 - 9o. Slackzine (253k)
02/06/2005 - 9.5o. Slackzine (87k)
30/04/2005 - 8.5o. Slackzine (92k)
05/04/2005 - 8o. Slackzine (281k)
31/01/2005 - 7o. Slackzine (397k)
30/11/2004 - 6o. Slackzine (172k)
05/11/2004 - 5.5o. Slackzine (88k)
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22/07/2004 - 4o. Slackzine (272k)
02/06/2004 - 3.5o. Slackzine (139k)
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01/05/2004 - 2.5o. Slackzine (127k)
17/03/2004 - 2o. Slackzine (224k)
16/01/2004 - 1o. Slackzine (229k)

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Firefox 3 tomando 110Mb de ram

22 de março de 2007 às 20:46

Eu li por aí que o novo Firefox (Gran Paradiso) iria controlar esse problema de comer muita memória. E algumas pessoas chegaram a baixar o Firefox 3 e dizer que o problema estava resolvido, vejam agora quanto ele toma em safe mode, ou seja, sem carregar complementos e temas:

firefox_antes.jpg

Agora depois de usar por uma hora, com os complementos ativados:

firefox_depois.jpg

Bom… ainda está em fase alpha… então é esperar para ver..

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