Autoridade sem autoritarismo (1ª Parte)

11 de maio de 2008 às 19:55

Um dos temas que mais gosto em administração é a liderança. E garanto que é muito melhor falar em liderança quando somos postos em uma posição de liderança. Não somente quando estamos com um livro de Peter Drucker na cabeça, mas quando somos questionados e provados por um grupo para realizar na prática o que desejamos expor como ensinamento.

Nos últimos dias esse tema bateu forte entre as minhas prioridades, primeiro pela leitura de um livro, Líder do Futuro, do nosso papa, citado no parágrafo anterior. Se você é da área de Administração, e também não é muito chegado ao senso comum, nem a soluções prontas, não deve gostar muito destes BestSellers, assim com eu, mas vá lá, o livro tem sua validade, pelo menos para passar bonito em uma disciplina de final de curso.

Mas não é só por isso que eu estou pensando muito em liderança. É que minhas últimas experiências profissionais colocaram-me diante de certos dilemas. Se eu tivesse que definir rápido um líder eu diria que ele é alguém que intermedia interesses entre grupos; as trocas entre o seu grupo/organização e outros grupos.

Na academia gostamos muito de colocar as questões em um nível de simulação. Nos orgulhamos de escrever decisões no papel, mas e quando isso vai para o plano das implicações concretas? E quando nossas decisões surtem efeitos que atingem os mais diversos interesses, que invariavelmente são norteados pelo fator econômico. Em outras palavras, quando um grupo confia em você, ele deseja saber o que vai ganhar com isso. E evidente, o que vai ganhar financeiramente com isso!

Inovar ou reforçar hábitos?

Essa é a pergunta que me pertuba, pois em minhas consultorias ou em minha postura com uma turma em treinamento eu me confronto com uma série de procedimentos, tradições, costumes, ideologias (mesmo que escondidas), que simbolizam claramente resistência aos objetivos das organizanizações que abrigam aqueles grupos. Geralmente um grande grupo rema contra e um pequeno grupo rema a favor. É verdade que o pequeno grupo colabora, talvez por passividade, medo, e algumas vezes covardia. O pequeno grupo se apóia na organização porque essa é a última esperança, quem sabe. Mas o grande grupo está alí para aproveitar o momento, ganhar o máximo e perder o mínimo, é nesse jogo de oportunismo que surge o líder para tentar equilíbrir o jogo de forças.

Esse grupo resistente deseja a inovação, pois essa é a chance de se tornar efetiva sua influência na organização.Daí surge os desafios à ordem estabelecida e o desejo de revolução, que não raramente culmina em desgaste, ingerências e autoritarismo como resposta por parte de uma liderança despreparada para enfrentar essa conjuntura.

Autoridade sem autoritarismo.

Eis o desafio que lanço a mim mesmo, e gostaria de compartilhar com meus amigos que me lêem: como liderar sem autoritarismo, sem ameaças e sem represálias? Como dominar a resistência? Inovar até que ponto? É possível conciliar interesses até que ponto? A organização ao inovar corre um sério risco. Falar é fácil, mas e a estrutura na qual a organização se consolida? Quando você inova desconstrói tradições seculares, isso é bom até que ponto?

Falta-me ler mais sobre isso para posteriormente lançar uma opinião mais amadurecida, contudo, não sei se há espaço para essa introspecção entre as minhas prioridades. Fica aí o princípio de um raciocínio que me pertuba por esses dias…

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Textos sobre o fim da escravidão no Brasil

11 de maio de 2008 às 16:58

A interpretação histórica sobre o trabalho escravo no brasil no fim do século XIX, ganhou bastante criticidade nos últimos anos, não?

Aquela versão - como tantas outras - de um rompimento histórico espontâneo dá lugar para uma exploração maior sobre as revoltas e formas de resistência das etnias africanas.

Vocês sabem o quanto eu gosto disso. Fiz uma breve pesquisa para um colega de trabalho e disponho alguns links que falam sobre esse assunto.

Informações na Wikipédia>>

http://pt.wikipedia.org/wiki/Abolicionismo_no_Brasil

http://pt.wikipedia.org/wiki/Escravid%C3%A3o

Achei esses textos interessantes>>

http://palestra.blogspot.com/2003/11/semana-da-conscincia-negra-louvar.html

http://www.academia.g12.br/professores/adriano/aulas_04.html

http://members.fortunecity.com/nascimento1/racismo/margin_racismo.html

http://members.fortunecity.com/nascimento1/racismo/index_racismo.html

Um bom domingo a todos!

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Acertou na cagada

28 de abril de 2008 às 19:57

Nesses tempos de escassez de posts, devo alimentar meus leitores com boas informações. Para não cometer nenhuma cagada indico uma ótima postagem sobre o mesmo tema. É que guru tem licença poética e até dos atos mais incovenientes (depende do contexto não é?) consegue extrair lições prá lá de filosóficas.

Feliz Aniversário para mim

17 de abril de 2008 às 12:33

Alguns anos atrás uma luz brilhava forte em uma tarde de Minas Gerais.

No meio do pó de minério e naquele calor dos infernos surgia uma esperança.

Sim, quem não sonhou um dia em ser o messias e acabar com todos os problemas do mundo?

Talvez nesse tempo que você lê o HajaLuz percebeu algumas mudanças fortes na minha trajetória. O amadurecimento que me faz abandonar esse idealismo todo que citei nas primeiras linhas dessa postagem.

E agora, devo mudar o nome do site para: HouveLuz? Devo mudar a apresentação, aquela história muito louca sobre um sonho? Devo negar que fui carteiro e aspirante a líder religioso??

Talvez até tire aquela história toda, não preciso de alardear isso. Mas também não tenho vergonha do que fiz até agora, nem tenho vergonha dos lugares por onde trabalhei. Ainda que nem todos foram muito bacanas, eles são a constituição de alguém que não sai do processo de aprendizagem.

Hoje vivo um momento muito especial ao dar aulas para uma garotada de 14 à 17 anos. E confesso que apesar de dar aulas para tanta gente no passado. A experiência atual é genuína. A instituição é mais formal, enfim, é um tempo de muita adequação, e consciência que devo fazer parte de um todo.

Obrigado as pessoas que lembraram do meu aniversário e a idade todos sabem é vinte e uns… ou trinta e uns… não me lembro, a idade com o tempo a gente esquece…

A falácia sobre a censura da justiça na internet

8 de abril de 2008 às 11:04

Eu devo parar de ler blogs?

Talvez a maioria, mas não todos.

Mais uma vez houve o comportamento manada. O comportamento típico das marias fuchiqueiras de bairro.

Censura, censura, censura, é o que se leu nos últimos dias.

Todos nós queremos ser compreendidos pelo mundo, mas não há empenho em ouvir, em refletir. Não há o desejo real de apurar fatos, só há o desejo de sentenciar. Adoramos ajuizar, mas não queremos ser alvo de juízo.

Leia essas postagens e depois me fale se a justiça deseja censurar a internet:

INTERNET E ELEIÇÕES: O QUE “PODE” E O QUE “NÃO PODE” SEGUNDO O TSE

TSE X INTERNET: MAIS ESCLARECIMENTOS

Eleições: TSE não proíbe propaganda na internet

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