Oi gente… tudo bacana?
Bom, na primeira postagem sobre Dicas Para uma Boa Entrevista de Trabalho I, fiz uma aborda bem sincera. Gostaria de agradecer pelos votos obtidos lá no Via6. Achei bacana o sistema, tomara que agora, eu tenha mais up por lá..rss
Um breve resuminho sobre o que eu já postei>>
Diante de qualquer situação nova, o melhor mesmo é admitir o nervosismo; sem perder o controle, é claro. Eu garanto é melhor do que disfarçar. Disfarçar é ridículo. E na ânsia de fingir calma as pessoas pagam grandes micos: Dão risadas sem nexo, balançam a cabeça sem parar, concordam com frases absurdas. Enfim gente, naturalidade é o que o ser humano mais precisa na hora “H”. Talvez, por isso mesmo, a franqueza se constitui sua maior aliada frente ao nervosismo, mentir é fria!! Principalmente diante dos quesitos que serão levantados sem dúvida sobre a sua personalidade: Comunicação, Idade, Facilidade de Relacionamento, Envolvimento com Causas Sociais e Ambientais.
Bom tudo isso já foi falado. Mas ainda gostaria de deixar a questão da franqueza em aberto. Vou levantar mais alguns sub-tópicos que colocarão em evidência a sua personalidade:
Domínio das Tarefas: Eis um grande dilema! Afirmo categoricamente que não aprendi na escola as tarefas que desempenho profissionalmente. Por mais que estudemos, me parece infrutífero o esforço das academias em simular na totalidade o ambiente organizacional, as mais honestas, como é o caso da minha querida Ufes, até admitem que esse não é o seu objetivo.
A pergunta que todos gostamos de fazer em relação a isso é: Porque cargas d’agua um acadêmico deixaria de atuar no mercado para escrever anos a fio sobre temas que ele é bom o suficiente para ficar rico? Porque renunciaria a vivência do ambiente profissional e sua pragmática em prol do saber científico? Essas perguntas são um desafio para os nossos cientistas. Mas, mesmo assim, você dispensaria os títulos e a bagagem acadêmica que possui?
Para sair dessa aparente sinuca de bico, é interessante encontrar um ponto de equilíbrio entre teoria e prática, eu diria que um profissional que consegue estar mais próximo do equilíbrio é o ideal para atuar em cargos relevantes em uma organização.
Como esse dilema ocorre dentro de uma organização? Explico: Mesmo em cargos estratégicos (cargos em que as decisões influenciam em médio e longo prazo), existe a necessidade de objetividade. Até o exercício do planejamento deve (ou pelo menos deveria) exigir métodos e critérios objetivos, ou seja, as decisões devem possuir um porquê, devem possuir consistência em termos de provas. Nesse caso a intuição, o tal “feeling” deve permanecer em segundo plano, é evidente, se você possui milhares de reais em jogo como vai colocar esse montante ao gosto de uma intuição?
Eu sei que você viu em alguma palestra um guru dizendo que temos que ter fé… pensar positivo… e tal… mas olha no mundo real as coisas são um pouco diferentes. Existem concorrentes que aproveitam de qualquer deslize, existem clientes que são cruéis, que trocarão de preferência, mesmo que você faça tudo por ele… então nesse caso até o tudo é pouco…
Pois bem, acredito que deixei claro o porquê de um empresário precisar de um corpo de pessoas que funcione. Alguns gestores nem gostam da palavra: Recursos Humanos, mas na pragmática do mercado, as pessoas devem executar tarefas… a faculdade odeia o taylorismo e sonha com um mundo diferente… mas o mercado é essencialmente taylorista. É por isso que por mais estrategista que você imagine ser, e por mais títulos que possua, e por mais subjetivo seja o seu olhar, isso tudo só será útil para empresa que está tentando ingressar se o seu conhecimento pode ser empregado em alguma função pré-determinada por uma lógica funcionalista.
Um bom exemplo sobre isso é uma pesquisa que saiu pelo Comitê Gestor da Internet (Quadro Parcial), que foi comentada nessa matéria (Deu Pau no TI),
Organização do Tempo: Além da sua aptidão para executar tarefas, o entrevistador também estará preocupado em como você organiza o seu próprio tempo. Nesse caso, a própria localização da sua moradia pode ser decisiva. Entra nesse aspecto, seus compromissos religiosos… como é o seu lazer. As mulheres, principalmente, devem estar atentas ao momento de vida, se acabaram de casar por exemplo, se pretendem ter filhos ou não, enfim, as transformações que afetam o cotidiano a curto, médio e longo prazo, serão colocadas em evidência. Será avaliado como você conciliar diferentes “camadas existenciais”. Como é o “Homo Social” que seria um extremo em relação às organizações que valorizam o mero executor de tarafas: seria a organização que considera o seu funcionário em toda a sua totalidade de relacionamentos: o pai de família, o líder comunitário, o vestibulando…
Esse é um outro aspecto que lhe deve preocupar. Quais são as prioridades atuais na sua vida? Em quantas organizações atua? Será que é possível reservar mais tempo para outras atividades, além das que já exerce atualmente? A interdependência entre organizações (família, faculdade, igreja, grupo de amigos, empresa) é bem vinda, e é uma realidade possível graças ao emprego de tecnologia e transportes, mas toda a estrutura que circunda o “Homo Social” pode tanto ajudar como atrapalhar, depende de como você se relaciona com ela.
Alias, surge uma dicotomia que deve ser muito considerada quando você é submetido a uma entrevista. Algumas organizações darão ênfase mais exagerada ao poder de execução de tarefas, enquanto outras irão considerar mais importante a sua capacidade de assimilação de novas funções e o seu dinamismo para se adaptar em novos setores, departamentos…
Gente foi muito bacana abordar o tema, espero que essas duas postagens sejam úteis para vocês…
Abraços e muita Luz no caminho de vocês…