Nara Leão, Chico, João e Maria e a Banda…

30 de setembro de 2007 às 10:34

Domingo eu gosto de trazer minhas canções preferidas, e como você já percebeu, apesar dos meus 20 e poucos anos, adoro músicas e cantores brasileiros dos anos 60 e 70… Devemos muito ao youtube, por disponibilizar um grande acervo que nos permite reviver nossa história musical. Acontece que a minha intenção de início, era colocar somente a música João e Maria. Mas aí fui pesquisar um pouco e no Youtube achei Nara com o Chico naqueles festivais de música, depois vi ela com o Tom Jobim, com o Menescal, e muita outos vídeos bacanas, então decidi trazer um punhado aqui para o deleite de vocês. Infelizmente o João e Maria eu só consegui em aúdio. Se alguém souber de um vídeo com os dois cantando essa música por favor coloque nos comentários ok? Então vamos ao trabalho…


Nara Leão (wikipédia, Google) nasceu aqui em Vitória-ES. Seu pai, um homem muito inteligente, mudou da província quando ela tinha um ano de idade. Sua voz é doce, e Chico estava lá ao seu lado para nos encantar com essa canção que nos lembra nossa infância. Inocente, mas ao mesmo tempo, tão sonhadora, desejosa de romper com a pequenez…

João E Maria - Chico Buarque E Nara Leão

(cifra para violão) (Chico Buarque/ Sivuca)

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy era você, além das outras três
Eu enfrentava os batalhões, os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque e ensaiava o rock para as matinês

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei a gente era obrigada a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país

Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião, o seu bicho preferido…
Vem, me dê a mão, a gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido

Agora era fatal que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá desse quintal era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que que a vida vai fazer de mim?

Aqui aparece o Chico Buarque que canta a mesma música. Ele explica um pouco sobre como foi a composição:

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Aqui vai um documentário sobre aqueles festivais. O Chico e a Nara Leão não tem nada a ver com mídia. Eles são espontâneos e sofrem com a timidez..rss

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Tente tocar essa música no violão:

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Agora Nara ao lado de outros mestres, com Roberto Menescal

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E ao lado de Antônio brasileiro.

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Uma cruzada pela vida…

16 de setembro de 2007 às 10:38

É assim que eu entendo a vida, uma verdadeira cruzada; Você está preparado? Algumas músicas nos desafiam. Como entender as circunstâncias para que algo tão sublime surja no mundo dos homens? HaaaaajaLuz!!!


Link para o pessoal do rss:

(arquivo)web - 03-Cruzada.mp3

Não sei andar sozinho Por essas ruas Sei do perigo que nos rodeia Pelos caminhos Não há sinal de sol Mas tudo me acalma no seu olhar Não quero ter mais sangue Morto nas veias Quero o abrigo do teu abraço Que me incendeia Não há sinal de cais Mas tudo me acalma no seu olhar

Você parece comigo Nenhum senhor te acompanha Você também se dá um beijo dá abrigo Flor nas janelas da casa Olho no seu inimigo Você também se dá um beijo dá abrigo Se dá um riso dá um tiro

Não quero ter mais sangue Morto nas veias Quero o abrigo do teu abraço Que me incendeia Não há sinal de cais Mas tudo me acalma no seu olhar

Você parece comigo Nenhum senhor te acompanha Você também se dá um beijo dá abrigo Flor nas janelas da casa Olho no seu inimigo Você também se dá um beijo dá abrigo Se dá um riso dá um tiro

O Clube da Esquina…

1 de setembro de 2007 às 16:49

Você ainda não conhece o Clube?
O Clube foi o menor movimento da música brasileira. Eu não errei: foi o menor!
Isso é mais notável ainda… como um estilo de música que ficou tão relegado pela mídia pode alcançar tão elevado patamar de excelência?? Ou será que sua trajetória cheia de êxito não se deve justamente a isso? rss…

Tá!! eu sei… uma ovelha se desgarrou… foi o Milton Nascimento… fazer o quê? Ninguém é perfeito, veja mais em

Museu do Clube

Acervo no Youtube

No Clube da Esquina 2, não há muitas pretensões. Alguém grita por aí que estamos na internet2…rsss. Se a internet 2.o fosse tão revolucionária quando é o Clube da Esquina2…

Sabe, falar para encher de gente as ladeiras e entupir o meio fio em plena ditadura… e dizer que sonhos não envelhecem… no tempo da repressão as pessoas eram mais humanas… engraçado né… a música fala que é inevitável segurar o Rio de Asfalto… eu quero ver a gente gente gente gente…

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Observe que os arranjos são dissonantes… isso até eu que sou leigo sei: tente tocar uma música deles… é praticamente impossível para um iniciante… não há uma sequência muito lógica sabe… as letras então… é simbolismo puro… e toda pessoa que busca objetividade detesta simbolismo… porque ele nos dá asas… e nos dá luz para enfrentar a vida tão cheia do seu realismo…Já falei que o Milton é o traidor do Clube, isso se dá porque ele oferece traços de divindade à música que seria de um pequeno clube… o Milton nunca deveria ser do Clube… mas essa é a parte mais interessante. É que na ilogicidade do clube até mesmo os deuses podem participar…
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Mas afinal o que é o Clube, ou melhor quem é? é o Lô? o Beto? o Flávio? é Minas? é o folclore? O batuque dos negros? As palmas dos índios? As cantigas de amigo e irmão? As liras medievais? O Rock dos Beatles? Qual é a influência? Você crítico da música sabe? me diga… você crítico da literatura, onde o Clube se encaixa? Coloque ele em uma forma se for capaz?

porque a eternidade pode durar um momento e para mensurar o momento é falha a medida do tempo…

Outros vídeos bacanas;

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Nessa interpretação de Clube da Esquina 02, veja pelos comentários no Youtube como os estrangeiros curvam-se à genialidade do Clube.

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Alugo o Meu Corpo e a descoberta de Portugal

8 de agosto de 2007 às 9:52

A exploração de Portugal através de Paula Lee contraria o que aprendemos na escola sobre os nossos dominadores.

Uma brasileira decide fazer do seu destino uma história repleta de superações. Ela poderia ser mais uma telefonista ou até mesmo uma eficiente executiva. Contudo preferiu deixar para trás a confusa rede de valores das nossas organizações, em troca de uma aventura em solo lusitano: Tornar-se prostituta.

Lá, depois de muitas idas e vindas, ela conquista a atenção da respeitável editora Dom Quixote com sua autobiografia.

Paula nasce de um movimento relegado pela mídia convencional: a mudança dos blogs de simples diários pessoais para uma poderosa ferramenta de divulgação profissional. Através do seu espaço: Amante Profissional, ela conseguiu uma das maiores audiências da internet em língua portuguesa. Nesse caso, o público teve a oportunidade de conhecer o estilo da autora, e saber o que poderia estar reservado para uma reflexão mais aprofundada.

Ao mesmo tempo em que a internet gera essa expectativa, esse mesmo fato poderia despertar o receio de editores e leitores com relação ao seu livro. Afinal qual novidade surgiria de uma pessoa que escreve compulsivamente em seu blog?

Zás, mais um ponto para a moça! O livro trata de uma fase pré-portugal e da sua iniciação no mundo da prostituição através de uma rota que escancara as mazelas do nosso desigual país.

E a pergunta que não cala é: Porque uma candidata a executiva trocaria sua promissora carreira por uma casa de prostituição europeia?

Nós que desejamos um país melhor, e lutamos todos os dias para que isso ocorra, sabemos o que é viver na corda bamba. Sabemos o custo que é negar subornos, propinas, e outras formas de ganho ilícito; o conhecido roubo disfarçado de “jeitinho”. Nós vivemos na fronteira entre o ético e o imoral, e todos os dias temos que revisitar nosso conceito de honestidade. O livro de Paula trata disso de uma maneira leve e às vezes até ingênua…

Alugo o Meu Corpo é um desafio para rever conceitos, pois foi diante dessas descobertas, diante de ambientes profissionais tão conturbados que nossa autora decidiu pela pragmática do mercado, pela lógica capitalista que nos coloca diante da “prostituição” pela nossa força de trabalho. Ora se ela percebeu a utilização do corpo, dentro das organizações formais (empresas) como fator de ganho profissional, porque seria indecente, fazê-lo da forma mais sincera e clara nos bordéis? Essa lógica é perturbadora, mas é a que presenciamos todos os dias em nossas lindas empresas, não é verdade?

O livro nos coloca um passo a frente do senso comum quando descreve o trabalho dentro de uma casa de prostituição. Talvez o “espetáculo” seja tão hipnótico que os frequentadores não consideram o caráter formal e burocrático que há nessas organizações. Talvez as músicas, as luzes, e os ingredientes que os estimulam, consigam inibir a percepção de uma estrutura com culturas e leis próprias; com direito a hierarquias, divisão de tarefas, aspectos motivacionais, progressões e quedas de produtividade, e o abrigo de trabalhadores das mais diversas esferas: Autônomos, assalariados, comissionados, e até mesmo escravos. No livro, essa indústria secular é despida de toda a sua informalidade, e caso nossa sociedade não incorresse em tanta hipocrisia, seria apenas o diário de uma escritora que se fez prostituta para pesquisar mais uma profissão. Como trata-se de uma autobiografia, Paula Lee nos comunica que continuará alugando seu corpo para os clientes; para quem ler sua obra ficará uma convicção: A humanidade dessa Mulher Brasileira não pode ser comercializada por preço algum…

Obs.: Infelizmente o livro não está ainda a venda no Brasil. Em Portugal está sendo muito bem distribuído, e pode ser encontrado até mesmo em bibliotecas públicas. Você pode encontrar maiores informações na Página do Livro.

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Michael Moore na berlinda.

29 de março de 2007 às 20:04

Nesses tempos de Blog’s em alta. Nesses tempos de vale tudo pela notícia. Nada melhor do que refletir sobre o que se escreve… é algo que tenho feito muito… nossa credibilidade é nosso maior patrimônio…

Vale a pena ler a postagem do Ezequiel sobre um documentário que está sendo lançado. Esse documentário relativiza as críticas feitas pelo cineasta Michael Moore à direita americana.

Seria o diretor afetado pela história da raposa que viu uvas muitos altas, e por não conseguir alcançá-las declarou que não eram tão gostosas assim?

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