Experiência do usuário ou utilizador?

4 de janeiro de 2008 às 6:47

Um termo bem propagado pela internet é esse tal de User Experience.

E um site muito bacana sobre Arquitetura da Informação é o Contém Conteúdo. Acompanho Mauro Amaral a algum tempo e digo a você que vale a pena, o cara é bem ligado às novas tendências pela web.

A imagem abaixo foi retirada dessa postagem: Tá difícil ou quer que eu desenhe?

Essa ilustração seria óbvia não fosse pelo foco nada vanguardista, explico.

A palavra usuário é descabida para se referir a um ser humano. Ela traz uma idéia de uma relação fortuita entre uma pessoa e uma tecnologia. Quem vende uma tecnologia nunca deveria se referir dessa forma a alguém que utiliza seu produto.

A metáfora mais direta é comparar o emprego dessa palavra a alguém que usa drogas. Ele é um usuário pois usa o produto pela “obrigação” do vício. Uma pessoa que utiliza tecnologia não deveria estar no mesmo nível, pelo menos para quem deseja promover essa tecnologia.

Acredito em uma experiência mais duradoura. Acredito que devemos promover em nossos clientes uma sensação não de dependência, mas de libertação. A tecnologia deve ser um meio e não um fim.

Existe uma grande confusão quando alguém adquire um produto com viés tecnologico. A Microsoft dá o tom do que é fazer algo para um usuário. Seus sistemas tornam o cliente dependente, e o produto torna-se um pesadelo sem fim para quem usa.

Acredito que a proposta dos novos profissionais de tecnologia deve ser oposta a essa. Devemos vender um produto que vá além de um site, ou além de uma interface. A necessidade do cliente vai além da experiência. Se encontrarmos o fio da meada vamos obter uma experiência de fidelidade ao produto, partindo do princípio que a liberdade (e não a dependência) na utilização deste é o catalisador de todo o processo.

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O comunismo das redes

1 de janeiro de 2008 às 0:14

Acredite: Existe vida inteligente entre a Bahia e o Rio de Janeiro, entre Minas e o Oceano.

Há um professor na minha universidade - sim existe universidade em Vitória/ES - que desenvolve um trabalho deveras interessante sobre essa onda toda de blogues, p2p e tudo o que rola nos sistemas colaborativos pela internet a fora.

Fábio Malini é editor do blog Jornalismo Digital.

O corajoso professor capixaba desenvolveu uma tese muito bacana:

O Comunismo das Redes - tese de doutorado.

Agradecemos a contribuição do professor e o interesse pelo tema. Me parece que a Comunicação é mais aberta. Esse semestre volto ao curso de Administração. Muito desmotivado por não ter professor que se interesse pelo que faço. Quem sabe por alguma obra do acaso não cruzo com um cara desses??

Ezequiel, intercede por mim aí…

Abraços e sucesso ao Malini!!!

ps1.: Pô Ezequiel, já te ofereci meu servidor cara!!! Tá com excesso de banda aquele blogue novo lá… tudo de bom aí no curso, já formou??

ps.2: Primeira postagem de um novo ano, começamos bem às 01:12… ô gente barulhenta que não me deixa dormir… o mundo comemora… será que todos irão cumprir o que prometeram??

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Paraná está na frente quando o assunto é Software Livre

23 de dezembro de 2007 às 20:40

O governo do paraná não disperdiça uma fortuna do orçamento com o pacote office. Ele é exemplo para o restante do país na adoção de software de escritório.
Tomara que todos os estados, municípios, federação e todos os lugares públicos sigam esse exemplo.

É uma questão racional. Não é questão de paixão. É uma questão de pensar sobre qual é a opção mais universal, que pode levar maior abrangência de informações. Maior acessibilidade das pessoas à tecnologia. É permitir múltiplas opções de escolha, e estabelecer padrões que exerçam um equilíbrio entre elas.

Foi nesse sentido que a lei 203/2007 foi aprovada. Essa lei regulamenta a utilização de formatos de arquivos. Veja nessa postagem: O Projeto de Lei 203/2007* sobre ODF no Paraná foi aprovada, vai à sanção do Governador

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Ministério da Cultura movido à Wordpress

23 de dezembro de 2007 às 8:00

 

É muito bacana estar dentro de uma revolução na internet. Quando comecei a trabalhar com Sistemas que gerenciam o Conteúdo era apenas uma aposta. Começamos com o PHPNuke e depois PHPbb, depois Mambo que virou Joomla, e depois veio a indecisão por migrar para os blogs, aí veio o Nucleus. Percebi que eu me distanciava de sistemas robustos em busca da simplicidade. Cada vez tornava-se mais difícil inserir uma página estática no sistema. O Googlebot tornou-se mais importante gradativamente. Até que me rendi aos encantos de Wordpress e sua maravilhosa indexação nos sistemas de busca. O Wordpress e sua maravilhosa interface para dar um treinamento em duas horas para um cliente e colocá-lo frente a frente com a arte de escrever na internet.

Agora vejo que a trajetória em prol da simplicidade não foi em vão, eis que recebo a notícia que grandes portais fizeram o mesmo caminho. Parabéns a todos os desenvolvedores Wordpress pela conquista!!!!

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Múltiplos Internet Explorer’s: Ninguém merece.

22 de dezembro de 2007 às 5:20

Eu finalizo um site para um cliente e como percebi que o seu navegador está desatualizado (Ie 6.0) resolvi baixar o programa: Multiple IE (Página de Desenvolvimento) que demonstra o site em múltiplos IE. É evidente que eu uso o IE 7.0, somente para visualizar os sites com esse fim. Já vi desenvolvedor afirmar que nem se preocupa mais com o browser desatualizado.

Seria um sonho para mim fazer sites somente para os browser padrão, mas ainda não cheguei a esse ponto, pois outro dia um cliente me perguntou o que era navegador, imagine se eu falasse browser então.

Veja o menu original no IE 7.0, Firefox e Ópera:

Então eis que me aparece o menu no IE 6.0:

Corrigi o problema ao olhar de maneira mais atenta para as marcações de lista. A questão é que tento dar ao meu cliente a total autonomia sobre o sistema. Nessa postagem é mostrado o menu que é criado automaticamente ao inserir páginas no wordpress.

O que fiz para solucionar foi obsrvar ocódigo apresentado no navegador. Se o IE6 não respeitasse pelo menos a renderização do código que é mostrado para mim aí seria de lascar. Então depois de algumas dores de cabeça consegui meio que padronizar, ainda que haja um espaço entre as listas quase imperceptível (compare essa imagem com a primeira), mas esse quase é para o público em geral, não para mim:

Se fizer uma pesquisa provavelmente existe um hack para eliminar esse espaço, vamos ver se acho para o código ficar melhor. Se houver maior curiosidade da parte de vocês posso mostrar o código como foi alterado, coloquem nos comentários por favor.

IE8

Dizem que o IE8 atenderá os padrões W3C. Ele vem no meio do ano que vem. Isso seria muito bom para todos nós. Estamos na torcida para que a microsoft amadureça profissionalmente. É ridículo uma empresa desse porte ter que fazer jabá disfarçado em listas bacanas através dos seus evangelizadores. É o jeito americano de fazer dinheiro. Mas é um estilo de cooptação de mercado muito apelativo não acham?

Na verdade a microsoft artificializa a qualidade. Seus produtos são orientados à aparência. É uma briga danada entre qualidade e estética. Será que tanto dinheiro disperdiçado em contratação de evangelistas, e suas palestras mágicas, não poderia converter-se em uma utilização mais inteligente? É uma opção entre enganar e trabalhar para resolver problemas. Parece que a Microsoft está inclinada a mudar para a segunda opção, afinal, evangelistas só servem para convencer as pessoas de verdades que não podem ser percebidas espontaneamente.

Ou então; Puta que pariu: Será que para acreditar em Deus alguém tem que gritar no meu ouvido para eu notar sua existência?

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