Pois bem..

Sempre quando surge uma mídia “revolucionária”. Surge junto um debate se haverá rompimento de padrões ou a absorção pela outra mais recente.

Quando surgiu o rádio pensava-se que o jornal impresso iria acabar, então a mídia falada conseguiu trazer grandes diferenças entre ela e a mídia impressa, a televisão e o cinema apesar de trazer a imagem não rompeu muito com o rádio se pensarmos em grade de programação e conteúdo, e a internet muito menos rompeu com as demais, talvez seja a mídia que mais agregou outras até hoje. Para ser mais claro, afirmo que a internet ainda não rompeu com nada, ela só está reproduzindo, e a tão falada liberdade de expressão, ou interatividade, está indo da internet para a TV, ou seja, a TV é que está agregando a internet e não o contrário.

Bom, a maior prova do que estou falando é a matéria de Beatriz G. Cabrera da Agência EFE, que foi veiculada em portais de referência como o Yahoo! Leia atentamente e verá o quanto o conceito de blog que ela encontrou se distancia da essência que compartilhamos em nossas leituras. A abordagem da jornalista, se deu da mesma forma que ela aborda qualquer outro assunto, uma abordagem genérica, formatada para ser rapidamente assimilada, ou seja, ser assimilada superficialmente. Ela é uma jornalista que recebeu uma encomenda para falar de um assunto que está na moda, como foi em outros tempos as dores nas costas.

Pelo que observei ela é muito boa no que se propõe. Meu objetivo nem é focar a jornalista, mas fazer com que o leitor perceba o quanto a internet está longe de ser uma mídia diferenciada, que traga abordagens inovadoras sobre comunicação. O blog pode ser uma ferramenta muito útil, para pesquisadores, estudantes, professores, jornalistas, e outros profissionais, que desejam expressar opiniões com maior parcialidade e personalidade. Isso talvez seria um rompimento com um formato demagógico de mídia que foi sustentado por muitas décadas, inclusive tendo o bordão da veja com uma metáfora precisa dessa demagogia: Informação com isenção, imparcialidade e credibilidade.

Talvez esse seja um bom caminho para o conteúdo de internet, e para as relações comerciais como um todo, a admissão das intenções que existem nas entrelinhas - pelo menos em parte… rss…

Até porque se há uma coisa que a internet pode mudar muito no comportamento das pessoas, e a sua percepção da diferença entre o que é real e virtual. Mas isso é outro papo…rss