Toda forma de morrer é uma forma de morrer por nada” (Nel Lisboa)
A interrupção de uma vida humana sempre causa indignação, independepente da renda, pátria, idade ou opção religiosa do atingido.

Quando atentados contra a vida são considerados como “covardia”, será que é porque há outra forma de encarar um homicídio? Toda forma de matar é covarde! Inclusive aquela justificada pelas alegações mais “nobres”. E vou mais longe: Para ser covarde não é necessário tirar uma vida; subtrair os motivos pelos quais se vive, esvaziar a existência das pessoas de sentido, causar fome e miséria, ou até mesmo não se posicionar a respeito dessas questões para tirar proveito não seria igualmente uma covardia? A morte de aproximadamente cem pessoas em Londres nesse dia sete de Julho não é apenas um número. Esse acontecimento soa como uma síntese da conjuntura política atual. As últimas inovações tecnológicas, visíveis no campo das telecomunicações, promovem a integração das mais diversas línguas e culturas, possibilitando ao capital o usufruto de uma expansão sem precedentes.
Na década de noventa, a preocupação ecológica, alarmava sobre uma possível luta entre as potëncias mundiais a cenca da questão energética. Hoje já é de senso comum que a substituição de combustível fóssil(óleo), por outros tipos de fontes (biocombústives), é viável economicamente, além de ser mais produtivo e menos poluente.

A escalada crescente de violêcia em torno dessa questão só pode ser compreendida à luz dos interesses bélicos. Pois desde a primeira guerra mundial em 1914, essa indústria vem ganhando espaço, atuando no mundo como articuladora política e econômica.

O cartel da morte, atua sob o emblema do Estado Democrático de Direito, impõe aos povos os elementos vitais para uma convivência social sadia: Moral Religiosa Cristã, Divisão do Estado em Interesses Oligárquicos e a Utilização da Mais-valia como Agente de Dominação Econômica.

Para trazer à realidade essa cartilha ideológica, esse cartel permeia todas as instâncias políticas e econômicas nos países dominantes, e não poupa lançar mão de governantes marionetes, tais como o de George Bush e Toni Blair. Pregadores da redenção humana, sob a invisível mão da Economia de Mercado.

Não quero ser cronista de um mundo caduco, por outro lado não posso agir como um apresentador de jornal; lacrimoso ao noticiar um “ato terrorista” e radiante ao cumprimentar a equipe pela rentável audiência que a matéria provocou.

A interrupção de uma vida humana sempre causa indignação, independente de quem seja, sempre haverá uma lágrima na qual será impossível quantificar o sofrimento nela contido!

Luiz Aquino Diniz

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